Tag: Paquistão

  • Nachi: conheça as cabras dançarinas

    Nachi: conheça as cabras dançarinas

    As cabras Nachi, também conhecidas como “cabras dançarinas”, são uma raça originária do Paquistão. Elas se destacam pelo seu modo peculiar de andar, que lembra uma dança. O nome “Nachi” deriva justamente desse comportamento. Ao caminhar, esses animais balançam o corpo de forma rítmica, parecendo executar passos coreografados, o que chama a atenção de criadores e admiradores ao redor do mundo.

    Essa característica única tornou as cabras Nachi populares em concursos de beleza e elegância no Paquistão. Elas são avaliadas tanto pela aparência quanto pelo estilo de andar. A seleção genética ao longo dos anos reforçou esse traço, tornando-o um dos principais critérios para a valorização da raça.

    Sucesso nas redes

    Além disso, a aparência distinta das cabras Nachi, combinada com seu comportamento gracioso, contribui para que elas sejam frequentemente compartilhadas em plataformas como TikTok, Instagram e YouTube, onde conteúdos visuais e curiosidades sobre animais ganham grande repercussão. A originalidade desse “passo de dança” é um diferencial que as torna facilmente reconhecíveis e admiradas. E ajuda a criar uma comunidade de fãs e criadores que valorizam essa raça.

    Originárias das regiões de Jhang, Multan, Bahawalpur, Muzaffargarh, Layyah e Bahawalnagar, essas cabras têm pelagem curta e áspera, geralmente preta ou preta com manchas brancas, e porte médio. Pesam cerca de 28–35 kg, e têm orelhas de comprimento médio, chifres pequenos e focinho reto.

    Além do aspecto visual, as cabras Nachi são criadas principalmente como animais de estimação ou para fins culturais, não sendo conhecidas por altas produções de leite ou carne, como ocorre com outras raças caprinas. Elas possuem porte médio, pelagem geralmente curta e variada, e se adaptam bem ao clima do sul da Ásia.

    Além disso, o fascínio pelas cabras Nachi vai além da utilidade agrícola. Elas são símbolo de tradição, beleza e singularidade no universo da caprinocultura. Especialmente no Paquistão, onde são motivo de orgulho regional e atração em feiras e festivais.

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  • Sindi: gado resistente ao calor ganha certificação genética no Semiárido

    Sindi: gado resistente ao calor ganha certificação genética no Semiárido

    O rebanho da raça Sindi da Embrapa Semiárido, em Pernambuco, acaba de conquistar o registro de Pureza de Origem (PO), chancela máxima da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) para a pureza genética de bovinos. O reconhecimento, fruto de quase dois anos de trabalho técnico e científico, atesta a qualidade de 91 animais – machos e fêmeas – e posiciona o núcleo da Embrapa como um dos mais puros do Brasil.

    Com o selo PO, a Embrapa está autorizada a ampliar a oferta de sêmen, embriões e exemplares vivos com documentação e controle genético para pecuaristas que buscam animais mais resistentes ao clima quente e seco do Semiárido. O processo de certificação envolveu inspeções morfológicas, exames de DNA e rigorosa validação documental, com apoio técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Sindi (ABCSindi).

    Segundo Rafael Dantas, pesquisador responsável pelo Núcleo de Conservação da Raça Sindi, a certificação permitirá socializar esse material genético, contribuindo para o avanço da pecuária regional e nacional. “Agora poderemos disponibilizar esse material genético com certificação, contribuindo para a melhoria da pecuária regional”, destaca Dantas.

    Raça Sindi: rusticidade e desempenho em ambientes desafiadores

    Originária do Paquistão, a raça Sindi é reconhecida por sua rusticidade, resistência ao calor e capacidade de produzir carne e leite mesmo sob restrições alimentares. Com menor exigência nutricional, o gado é ideal para regiões com escassez de alimento e água, como o Semiárido brasileiro. “Esse animal consegue converter alimentos de baixo valor nutricional em carne e leite, e pasteja em áreas onde outras raças não conseguem se alimentar. Sua rusticidade é estratégica para os cenários de mudanças climáticas”, ressalta Dantas.

    Foto: Marcelino Ribeiro/Embrapa

    O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba, Mário Borba, destaca a importância do registro. “É um gado que se adapta bem a todo o clima. E se ele se mantém no Semiárido, imagina no Sul, no Sudeste. É um gado universal, de origem milenar, que precisa ser preservado”.

    Histórico e conservação genética

    Descendentes diretos de animais importados do Paquistão em 1952 compõem o núcleo da Embrapa Semiárido. Desde 1996, os pesquisadores mantêm o rebanho fechado, sem cruzá-lo com outras linhagens, o que garante a conservação da pureza racial.

    A Embrapa preserva o material genético do Sindi tanto por meio da criação a campo quanto em um banco de germoplasma. Assim, essa estratégia assegura a segurança genética da raça diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

    A certificação do rebanho Sindi da Embrapa Semiárido representa um avanço para a pecuária adaptada ao Semiárido, fortalecendo programas de melhoramento genético, conservação e produção sustentável. O reconhecimento reforça a importância da genética zebuína para a produtividade e resiliência dos rebanhos brasileiros em regiões de clima extremo.

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  • China proíbe importação de carne e animais de vários países

    China proíbe importação de carne e animais de vários países

    A China, maior importadora mundial de carne, anunciou a proibição da importação de ovinos, caprinos, aves e ungulados de dedos pares provenientes de diversos países. Isso ocorre em resposta a surtos de doenças como varíola ovina, varíola caprina e febre aftosa. O governo implementou a medida após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar dados sobre os surtos que atingem várias regiões.

    De acordo com informações de agências internacionais, a restrição abrange tanto produtos processados quanto não processados. Os comunicados da Administração Geral de Alfândegas da China, datados de 21 de janeiro, listam os países afetados pela medida. Entre eles estão Gana, Somália, Catar, Congo, Nigéria, Tanzânia, Egito, Bulgária, Timor-Leste e Eritreia. Além disso, a importação de ovinos e caprinos da Palestina, Paquistão, Afeganistão, Nepal e Bangladesh também foi suspensa devido a surtos específicos.

    A Alemanha também enfrenta a proibição devido à detecção de febre aftosa em animais no país. Essa ação reflete as rigorosas medidas sanitárias adotadas pela China para proteger sua indústria pecuária e garantir a segurança alimentar.

    Impacto no setor pecuário

    Os países afetados podem enfrentar consequências significativas por causa dessa proibição. Especialmente aqueles que dependem das exportações de carne e produtos pecuários para o mercado chinês. A China é um dos principais destinos para as exportações brasileiras de carne bovina e suína, e qualquer restrição pode impactar os preços internos e a dinâmica do comércio internacional.

    A proibição imposta pela China às importações de carne e animais provenientes de vários países destaca a importância das medidas sanitárias na proteção da saúde pública e da indústria pecuária. À medida que os surtos de doenças continuam a afetar o comércio global, os países exportadores devem se adaptar às novas exigências para garantir o acesso aos mercados internacionais. Autoridades e produtores em todo o mundo acompanharão a situação de perto.

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  • Brasil projeta avanços para 2025 e 2026 no mercado de açúcar

    Brasil projeta avanços para 2025 e 2026 no mercado de açúcar

    Mesmo enfrentando adversidades climáticas e desafios de safra, o Brasil consolidará sua posição de liderança no mercado global de açúcar em 2025 e 2026. Especialistas do setor destacaram essa projeção durante a nona edição da série de lives Conexão SCA Brasil, transmitida pelo YouTube. Entre os participantes, estavam Martinho Seiiti Ono, CEO da SCA Brasil; Júlio Adorno, head da Alvean no Brasil; e Arnaldo Corrêa, diretor da Archer Consulting.

    Para o ciclo 2024-2025, a Alvean prevê uma produção de 39,5 milhões de toneladas de açúcar no Centro-Sul do Brasil, número que pode variar dependendo das condições climáticas e das decisões sobre o encerramento de operações industriais. Para a safra seguinte, a expectativa é de alcançar 40 milhões de toneladas.

    O Brasil responde por 50% do fornecimento mundial de açúcar, e as exportações atingiram recordes históricos: 19 milhões de toneladas em 2023 e 26 milhões em 2024. Segundo Júlio Adorno, esse desempenho reflete a eficiência da indústria açucareira brasileira e a maior capacidade operacional nos terminais de grãos.

    “Os estoques globais de açúcar continuam baixos, sem reposição nos últimos dois anos. O açúcar brasileiro é rapidamente consumido, e o mundo depende cada vez mais dessa produção para atender à demanda”, enfatizou Adorno.

    Arnaldo Corrêa, da Archer Consulting, compartilha dessa visão, destacando que o Brasil detém atualmente uma participação de 56,5% no mercado global. “Se o Brasil tiver uma ‘gripe’, o mercado mundial de açúcar sofrerá uma ‘pneumonia dupla’”, afirmou.

    Consumo e dependência global

    Os especialistas destacaram o crescimento do consumo de açúcar em mercados como Bangladesh, Paquistão e Indonésia, onde a demanda somada ultrapassa 1 bilhão de consumidores. Na Indonésia, por exemplo, o consumo per capita aumentou sete quilos em uma década.

    Por outro lado, fatores como preços elevados em 2023-2024 impactaram levemente o consumo em regiões como América do Norte e Ásia. Entretanto, Adorno prevê uma normalização no curto prazo, acompanhada por uma retomada do consumo global.

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    A Tailândia, tradicional concorrente no mercado, enfrenta baixa produtividade de cana e mandioca, limitando sua capacidade de recuperação nos próximos anos. Já a Índia, segunda maior produtora mundial, não deverá aumentar significativamente sua participação no mercado internacional.

    Impactos climáticos e safras futuras

    A atual safra brasileira enfrenta os efeitos de uma grave deficiência hídrica, estimada entre 400 e 500 milímetros nas regiões canavieiras, além de incêndios que destruíram 665 mil hectares de cana, sendo 465 mil somente em São Paulo. Como resultado, a moagem para a temporada 2024-2025 deve ficar entre 606 e 608 milhões de toneladas, segundo projeções da SCA Brasil.

    Martinho Ono alertou para os reflexos desses problemas na safra 2025-2026, que deve processar entre 565 e 585 milhões de toneladas de cana. “A próxima safra enfrentará desafios como germinações desiguais, redução no índice de tonelada de cana por hectare (TCH), morte de soqueiras e aumento de pragas e doenças. Isso exigirá mais replantio e reduzirá a área disponível para colheita”, explicou.

    O especialista Arnaldo Corrêa apresentou uma análise de preços do açúcar ao longo das últimas duas décadas. De acordo com seus cálculos, apenas 10% do tempo o mercado operou acima de R$ 2.956,00 por tonelada, enquanto em 90% permaneceu abaixo de R$ 1.609,00. Ele também prevê uma elevação no índice global de preços para as próximas safras, que pode variar de 300 a 400 pontos, ultrapassando os atuais 18 centavos de dólar por libra-peso.

    Impacto global e oportunidades para o Brasil

    Adorno e Corrêa também analisaram o papel do Brasil no cenário internacional frente a disputas comerciais entre grandes potências, como Estados Unidos e China. Segundo Corrêa, tensões entre esses países poderiam beneficiar o Brasil, aumentando as exportações de grãos e gerando novas oportunidades no mercado de etanol de milho.

    Com projeções robustas de crescimento e a manutenção de sua hegemonia no mercado global de açúcar, o Brasil reafirma sua relevância como principal fornecedor mundial, equilibrando eficiência industrial, resiliência climática e adaptação às demandas internacionais.