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  • Fungo reduz em até 94% avanço da principal doença da pupunheira

    Fungo reduz em até 94% avanço da principal doença da pupunheira

    Pesquisadores brasileiros comprovaram o potencial de fungos do gênero Trichoderma para combater uma das doenças mais devastadoras da pupunheira, cultura estratégica para a produção de palmito no país. O estudo revelou que espécies como Trichoderma harzianum e Trichoderma asperellum reduzem significativamente o avanço de Phytophthora palmivora, fungo responsável pela podridão da base do caule da pupunheira e considerada a pior ameaça à cultura.

    Pupunheira sem sintomas de podridão da base do estirpe. Foto: Eduardo Fuzitani/Embrapa

    Eduardo Jun Fuzitani, pesquisador da Apta Regional de Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira, destaca que a pesquisa também trouxe um avanço metodológico importante: pela primeira vez, cientistas desenvolveram um sistema eficiente de inoculação, capaz de introduzir de forma controlada o fungo causador da doença e os agentes de controle biológico em pedaços do caule da pupunheira para a realização dos testes. “A técnica permite simular a infecção em condições controladas de laboratório, reduzindo custos e acelerando estudos sobre o manejo da doença”, afirma Fuzitani.

    Expansão do cultivo aumentou incidência de doenças

    A pupunheira, identificada cientificamente como Bactris gasipaes, ganhou espaço no mercado brasileiro depois que a exploração predatória da juçara reduziu drasticamente os estoques naturais na Mata Atlântica. Desde então, produtores expandiram o cultivo principalmente nos estados de São Paulo e Bahia, além de áreas do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A espécie apresenta vantagens econômicas importantes, como crescimento rápido, perfilhamento intenso e menor oxidação do palmito. Características que permitem até a comercialização do produto in natura.

    Álvaro Figueredo dos Santos, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e ex-pesquisador da Embrapa Florestas (PR), explica que a expansão das áreas cultivadas trouxe também o aumento de doenças associadas ao monocultivo. Entre elas, a podridão da base do caule se destaca como a mais grave. Causada por Phytophthora palmivora, a doença afeta tanto plantas jovens quanto adultas: os sintomas começam com o amarelecimento das folhas e evoluem para a morte dos brotos, podendo destruir toda a planta nos casos mais graves.

    Controle biológico ganha espaço como solução sustentável

    Santos ressalta que ainda faltam opções efetivas de controle da doença, seja por fungicidas ou por variedades resistentes. Além disso, o uso intensivo de produtos químicos levanta preocupações ambientais e sanitárias, especialmente porque o palmito pode ser consumido cru. Nesse cenário, o controle biológico surge como alternativa sustentável e economicamente viável.

    A pesquisa avaliou duas espécies do gênero Trichoderma, amplamente utilizado para controle biológico de doenças de plantas. Foto: Eduardo Fuzitani/Embrapa

    Wagner Bettiol, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP), explica que os fungos do gênero Trichoderma atuam por diferentes mecanismos contra organismos causadores de doenças em plantas. “Eles competem por nutrientes, produzem substâncias antifúngicas, degradam a parede celular de agentes invasores e ainda estimulam mecanismos naturais de defesa das plantas. Algumas espécies também promovem crescimento vegetal e conseguem colonizar tecidos internos da planta sem causar danos, comportamento conhecido como endofitismo”, complementa Bettiol.

    Aplicações preventivas apresentam melhores resultados

    No estudo, os pesquisadores avaliaram quatro isolados comerciais: dois de Trichoderma harzianum e dois de Trichoderma asperellum. Os testes in vitro mostraram forte capacidade de inibição do crescimento do patógeno. Os isolados TH2 e TH1 de Trichoderma harzianum reduziram o crescimento de Phytophthora palmivora em 94% e 91%, respectivamente, enquanto os isolados TA2 e TA1 de Trichoderma asperellum apresentaram reduções de 80% e 61%.

    Os resultados mais expressivos surgiram quando os cientistas aplicaram os fungos antagonistas antes da inoculação do patógeno, reduzindo significativamente a severidade da doença. O isolado TH2 de Trichoderma harzianum registrou os melhores índices de proteção, especialmente nos testes realizados 48 horas antes da infecção.

    Aplicado 48 horas antes da infecção, o Trichoderma harzianum bloqueou totalmente a colonização do patógeno. Foto: Eduardo Fuzitani/Embrapa

    Em alguns casos, o fungo benéfico bloqueou totalmente a colonização do patógeno. Os pesquisadores observaram que o Trichoderma ocupava rapidamente os tecidos internos da pupunheira, dificultando o estabelecimento de Phytophthora palmivora. Uma ocupação prévia que parece determinar o sucesso do controle biológico.

    Os testes também revelaram diferenças importantes entre estratégias preventivas e curativas. Quando os pesquisadores aplicaram o Trichoderma após a infecção já estabelecida, os resultados caíram em eficiência. Ainda que tenha reduzido as lesões, o controle não se comparou ao obtido nas aplicações preventivas.

    Para Fuzitani, esse padrão reforça a necessidade de programas de manejo antecipado da doença, priorizando aplicações preventivas em vez de intervenções tardias. “Uma vez instalado no tecido vegetal, o patógeno se torna mais difícil de combater”, observa o pesquisador.

    Fungo coloniza internamente a planta sem causar danos

    Outro resultado inédito do estudo comprova a colonização endofítica dos tecidos da pupunheira pelos fungos antagonistas. Todos os isolados avaliados penetraram internamente no caule da planta e cresceram sem provocar sintomas negativos. Diferentemente das amostras infectadas por Phytophthora palmivora, que apresentaram tecidos escurecidos e podridão mole, os tecidos colonizados por Trichoderma permaneceram claros, firmes e saudáveis.

    Os pesquisadores acreditam que essa capacidade pode representar um diferencial importante no manejo da cultura em campo. Como o fungo permanece dentro da planta, ele pode funcionar como uma barreira biológica contínua contra futuros ataques do patógeno.

    Bettiol destaca ainda que produtos comerciais à base de Trichoderma já estão amplamente disponíveis no mercado brasileiro, o que facilitaria a adoção da tecnologia pelos produtores rurais. “Espécies como Trichoderma harzianum e Trichoderma asperellum estão entre os biofungicidas mais utilizados no mundo, especialmente por apresentarem múltiplos mecanismos de ação e baixo impacto ambiental”, afirma.

    Próximos passos incluem testes em campo

    A pesquisa também abre perspectivas sobre o crescimento vegetal e a herança de características induzidas pelo Trichoderma. Estudos anteriores já demonstraram que plantas tratadas com determinadas espécies do fungo podem transmitir maior resistência a estresses e doenças para gerações seguintes.

    No caso da pupunheira, essa possibilidade ganha relevância por causa do perfilhamento característico da cultura. Como a planta emite novos brotos continuamente, os cientistas acreditam que o uso de Trichoderma pode contribuir não apenas para o controle da podridão da base do caule, mas também para o fortalecimento geral da plantação.

    Os resultados indicam que o controle biológico pode reduzir o uso de fungicidas químicos, o que é especialmente importante porque o palmito é consumido in natura. Foto: Eduardo Fuzitani/Embrapa

    Os próximos passos da pesquisa envolvem testes em condições de campo para validar os resultados observados em laboratório. Os cientistas pretendem avaliar o desempenho dos isolados comerciais em áreas produtivas, analisando tanto o controle da doença quanto possíveis efeitos sobre produtividade e desenvolvimento das plantas.

    Para os pesquisadores, o controle biológico com Trichoderma representa uma estratégia promissora para tornar o cultivo da pupunheira mais sustentável. Além de reduzir o uso de fungicidas químicos e minimizar perdas econômicas em uma cadeia produtiva cada vez mais importante para o agronegócio brasileiro.

  • Agricultores descobrem que o fruto da juçara vale mais do que o palmito ilegal

    Agricultores descobrem que o fruto da juçara vale mais do que o palmito ilegal

    Pequeno, roxo e nutritivo, o fruto da palmeira juçara (Euterpe edulis) conquista espaço crescente na gastronomia brasileira e desponta como alternativa econômica sustentável no litoral do Paraná. Historicamente devastada pelo corte ilegal para extração do palmito, a espécie, ameaçada de extinção, encontra no aproveitamento do seu fruto uma nova forma de protagonismo: gerar renda para agricultores familiares sem derrubar uma única árvore.

    O movimento ganha força com o projeto Paisagens Multifuncionais da Grande Reserva Mata Atlântica, conduzido pela SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) e financiado pelo Programa Biodiversidade Litoral do Paraná (BLP). A iniciativa promove o uso sustentável da juçara no território da Grande Reserva da Mata Atlântica (GRMA), bioma do qual resta pouco mais de 7% da cobertura original, parte significativa localizada justamente no litoral paranaense.

    “O fruto da juçara tem potencial de se tornar o principal produto da bioeconomia do litoral paranaense”, afirma Rodrigo Condé, coordenador de projetos da SPVS. Segundo ele, a versatilidade e a disponibilidade da espécie na região permitem integrá-la a sistemas agroflorestais, reduzindo a pressão pelo corte ilegal, sua principal ameaça.

    De sorvete a drink espumante: a juçara chega às cozinhas criativas

    Na gastronomia, o fruto aparece em preparos que vão de bolos, pães e sorvetes a molhos, pratos com peixe e bebidas sofisticadas. A coloração intensa e o sabor marcante diferenciam os produtos e ampliam o apelo comercial.

    O barista e influenciador digital Léo Oliva é um dos que experimenta a juçara em drinks para comercialização. “Por ter muitas antocianinas e taninos, a juçara me remete ao vinho. Tentei trazer essa referência com uma acidez diferente, semelhante à de um espumante, dentro de uma soda de juçara”, explica.

    Em Antonina, a empresária Maristela Mendes, fundadora da Bananina, produtora de balas tradicionais de banana, acaba de lançar uma versão com juçara. “Buscamos valorizar a juçara, que é típica da região e traz sabor e tonalidade roxa. O que agrega valor e contribui para incluir pequenos agricultores familiares”, diz ela, que aceitou o convite da SPVS para desenvolver o produto.

    Preservar compensa mais do que cortar

    A lógica econômica favorece a conservação. Enquanto o corte ilegal da palmeira para extração do palmito rende cerca de R$ 10 ao extrativista e ainda exige mais de oito anos para a espécie se regenerar, a venda da polpa do fruto pode atingir R$ 40 o quilo, com ganhos recorrentes a cada safra.

    “Não compensa cortar a palmeira, compensa preservá-la e coletar o fruto para comercialização”, resume Antonio Ozaki, o Tiba, da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais de Antonina (ASPRAN), pioneira na despolpa da juçara no Paraná.

    Phablo Bittencourt, do Instituto Juçara, parceiro da SPVS na região desde 2012, reforça a vantagem do modelo. “Ao trabalhar somente com o fruto, além de manter a planta em pé, é possível explorá-la por anos após a frutificação. Assim, gerando renda de forma regular, sem riscos e com retorno muito superior”, explica.

    Cada palmeira produz, em média, até 3,5 kg de frutos por safra, podendo ultrapassar 10 kg em alguns casos. A coleta acontece de forma artesanal entre março e maio, e o processamento da polpa exige rapidez para preservar a qualidade.

    Cozinha laboratório impulsiona cadeia produtiva local

    O fortalecimento da cadeia produtiva da juçara já gera infraestrutura concreta na região. O BLP financia a criação de uma cozinha laboratório em Antonina dedicada a estudos e treinamentos com frutas nativas. Portanto, ampliando as oportunidades para agricultores familiares do litoral paranaense.

    “Essa cozinha está se moldando para ser um espaço coletivo e comunitário para a juçara, que oferece um alimento riquíssimo”, comenta Rayen Mourão, agrofloresteira e moradora de Morretes, integrante do Coletivo de Convivências Agroecológicas do Litoral Paranaense (CCA) e participante do projeto de agroflorestas BioSAF, em parceria com a SPVS.

  • Palmito irregular é alvo de operação: entenda os riscos e como se proteger

    Palmito irregular é alvo de operação: entenda os riscos e como se proteger

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira (2) a apreensão dos produtos em conserva da marca Palmito Lemos, fabricados pela BR Indústria de Alimentos Ltda.. A medida inclui a proibição imediata da comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo dos itens.

    A decisão foi tomada após inspeção da Vigilância Sanitária de Pariquera-Açu (SP), em 11 de fevereiro, que constatou que a empresa operava sem licença sanitária e sem comprovação de boas práticas de fabricação, requisitos essenciais para garantir a segurança dos alimentos industrializados.

    O palmito em conserva é um produto sensível e que exige condições rigorosas de higiene e conservação. Quando produtores fabricam o alimento sem controle sanitário, ele pode sofrer contaminação por microrganismos perigosos, como a bactéria Clostridium botulinum, que causa o botulismo. Uma doença rara, mas potencialmente letal. Por isso, especialistas alertam que consumir produtos sem registro na Anvisa ou com rótulos irregulares oferece sérios riscos à saúde.

    Além do palmito, a Anvisa também determinou o recolhimento da Melatonina Sublingual em Gotas Sabor Maracujá, da empresa Vita BE Cosméticos Ltda.. A empresa responsável retirará o produto do mercado porque utilizou ingrediente não avaliado para uso sublingual e divulgou alegações não aprovadas pelo órgão regulador, como a promessa de “regular o sono” e “prevenir insônia”.

    A Agência reforça que a compra de alimentos e suplementos apenas com registro sanitário ativo é fundamental para a segurança do consumidor. E lembra que é possível consultar a situação de qualquer produto no portal oficial da Anvisa.

  • Pupunha: produção sustentável movimenta o agronegócio brasileiro

    Pupunha: produção sustentável movimenta o agronegócio brasileiro

    A produção de pupunha tem ganhado destaque no agronegócio brasileiro, principalmente pelo cultivo destinado à extração do palmito, um alimento nobre e valorizado na dieta nacional. A pupunha (Bactris gasipaes) é uma palmeira originária da região tropical das Américas, encontrada naturalmente desde a América Central até a região Norte do Brasil.

    Sua cultivo é sustentável e renovável, com plantio em sistemas que favorecem o meio ambiente e a geração de renda rural. O processo de produção começa com a escolha das sementes e preparo do solo, que deve ser profundo, bem drenado e rico em matéria orgânica.

    A germinação das sementes demanda entre 90 e 120 dias, ocorrendo melhor em temperaturas amenas e umidade controlada. Após cerca de um ano, as mudas ficam aptas para o transplante ao campo, onde o manejo inclui controle do mato, adubação e espaçamento correto para evitar competição entre as plantas.

    A pupunha cresce rápido e apresenta perfilhamento abundante, permitindo múltiplos cortes. A idade ideal para a primeira colheita fica em torno de 18 meses. O palmito obtido é valorizado por sua textura macia e sabor suave, podendo ser consumido in natura ou processado em conservas, incrementando a oferta no mercado.

    Benefícios ambientais

    Além do uso alimentar, a pupunha destaca-se pelos benefícios ambientais. A planta contribui para a preservação do solo e da mata ao integrar sistemas agroflorestais, reduzindo a necessidade de desmatamentos e o uso de agrotóxicos. O cultivo orgânico, presente em muitas propriedades, garante sustentabilidade e certificações que valorizam o produto.

    Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    Os benefícios para a saúde também motivam o consumo crescente do palmito de pupunha. Rico em fibras e pobre em calorias, o palmito ajuda na digestão e é fonte de minerais importantes como potássio e fósforo. Na agricultura familiar, o cultivo dessa palmeira representa uma alternativa econômica viável, capaz de melhorar a renda e promover práticas sustentáveis.

    A pupunha é, portanto, um exemplo de inovação no agronegócio brasileiro que alia produtividade, sustentabilidade e benefícios à saúde, consolidando-se como um alimento estratégico tanto para o mercado interno quanto para exportação.

  • Palmito pupunha: produção de palmeira amazônica no interior paulista

    Palmito pupunha: produção de palmeira amazônica no interior paulista

    Em Pires de Cima, bairro rural de colonização alemã em Limeira (SP), os irmãos Douglas e Cassiana Carradas estão escrevendo um novo capítulo na história de sua propriedade familiar centenária. Há três anos, eles decidiram investir na produção sustentável de palmito pupunha, uma cultura incomum na região, com apoio técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

    O Sítio Carradas, antes dedicado ao cultivo convencional de grãos, hoje divide espaço com uma plantação de pupunheiras (Bactris gasipaes), palmeira originária da Amazônia. A transição para o Protocolo de Agroecologia — sistema que prioriza práticas sustentáveis e equilíbrio ambiental — contou com orientação da engenheira agrônoma Carla de Meo, da Casa da Agricultura de Limeira.

    Cultura, que não é típica da região, foi implantada com sucesso na propriedade da família, com acompanhamento da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) por meio de sua Regional local.

    “Queríamos algo alinhado à preservação ambiental. O palmito pupunha surgiu como alternativa viável e rentável”, explica Cassiana Carradas. A escolha não foi ao acaso: a espécie permite colheita contínua por até 10 anos, sem necessidade de replantio, graças ao perfilhamento (brotos laterais), e substitui a extração predatória de palmitos nativos.

    Apoio técnico e investimento

    O projeto exigiu planejamento detalhado. “Estudamos mercado, custos e adaptações, como irrigação por gotejamento, crucial para o desenvolvimento das mudas trazidas do Vale do Ribeira”, relata Carla. A família acessou recursos do Feap Mulher, linha de crédito do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, para perfuração de poço, garantindo água para a produção.

    Inicialmente voltada à indústria, a produção migrou para vendas diretas. “O retorno foi surpreendente. Comercializamos em feiras, para restaurantes e clientes finais, com preços que variam conforme o corte — o ‘coração’ do palmito é o mais valorizado”, destaca Douglas.

    A produção dos irmãos Carradas é comercializada em feiras da região e, diretamente, para restaurantes e consumidores.

    A qualidade do produto, colhido no ponto ideal para garantir maciez, conquistou chefs e consumidores. Cada planta rende até 3 kg de palmito, processado artesanalmente no sítio — do cozimento em panela de pressão ao acondicionamento em vidros esterilizados.

    Sustentabilidade que alimenta o futuro

    Além da rentabilidade, os irmãos enxergam na pupunha um legado ambiental. “É uma cultura perene que protege o solo e evita desmatamento”, ressalta Carla. A propriedade serve agora como modelo para outros produtores interessados em transição agroecológica.

    Para os Carradas, o sucesso vai além dos números. “Estamos honrando a história dessa terra, que pertence à família há gerações, mas com olho no futuro”, finaliza Cassiana.

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