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  • Amazonas confirma três casos de doença ligada ao consumo de pacu

    Amazonas confirma três casos de doença ligada ao consumo de pacu

    º casoA Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgou nesta semana o Boletim Epidemiológico que analisa os casos de rabdomiólise por Doença de Haff registrados no estado em 2025. O documento confirma três casos da doença entre nove notificações de rabdomiólise distribuídas em três municípios amazonenses.

    Itacoatiara concentra os três casos confirmados, todos em moradores da zona urbana. A doença atingiu dois pacientes em junho e um em dezembro, sendo que dois deles pertenciam à mesma família.

    Consumo de pacu relacionado aos casos

    As investigações apontam que todos os pacientes consumiram pacu antes de desenvolverem os sintomas. Os afetados prepararam o pescado principalmente frito ou assado e o ingeriram em ambiente domiciliar.

    “Em todos os casos compatíveis, houve relato do consumo de pacu, preparado principalmente de forma frita ou assada e ingerido no ambiente domiciliar”, explicou Roberta Danielli, coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas (Cievs-AM).

    Sintomas e características clínicas

    Os pacientes apresentaram principalmente fraqueza muscular, dores intensas nos músculos e urina escura. Os exames laboratoriais detectaram níveis elevados da enzima creatinofosfoquinase (CPK), com valor médio de 6.400 µ/L. Os sintomas surgiram cerca de nove horas após o consumo do pescado, segundo a investigação epidemiológica.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, enfatizou a necessidade de vigilância contínua, mesmo diante do número reduzido de casos. “A Doença de Haff exige atenção permanente, pois está associada ao consumo de pescado, um alimento amplamente consumido pela população amazonense. A vigilância ativa é norteadora para proteger a saúde da população e orientar medidas de prevenção”, afirmou.

    A FVS-RCP conduziu todas as investigações em parceria com as vigilâncias municipais. O órgão disponibiliza o Boletim Epidemiológico completo – Situação Epidemiológica da Rabdomiólise por Doença de Haff no Estado do Amazonas para consulta no site www.fvs.am.gov.br.

     1º Caso: junho/2025 – Itacoatiara

    • Localização: Zona urbana de Itacoatiara
    • Vínculo familiar: Faz parte de um grupo familiar (dois casos da mesma família)
    • Período de incubação: Aproximadamente 9 horas após consumo do pescado
    • Alimento relacionado: Pacu (preparado frito ou assado)
    • Sintomas: Fraqueza muscular, dores musculares intensas, urina escura
    • Indicadores laboratoriais: CPK elevada (contribuiu para média de 6.400 µ/L)
    • Local de consumo: Ambiente domiciliar

    2º Caso: junho/2025 – Itacoatiara

    • Localização: Zona urbana de Itacoatiara
    • Vínculo familiar: Membro da mesma família do Caso 1
    • Período de incubação: Aproximadamente 9 horas após consumo do pescado
    • Alimento relacionado: Pacu (preparado frito ou assado)
    • Sintomas: Fraqueza muscular, dores musculares intensas, urina escura
    • Indicadores laboratoriais: CPK elevada (contribuiu para média de 6.400 µ/L)
    • Local de consumo: Ambiente domiciliar (possivelmente a mesma refeição do Caso 1)

    3º Caso: dezembro/2025 – Itacoatiara

    • Localização: Zona urbana de Itacoatiara
    • Vínculo familiar: Sem relação familiar com os casos anteriores
    • Período de incubação: Aproximadamente 9 horas após consumo do pescado
    • Alimento relacionado: Pacu (preparado frito ou assado)
    • Sintomas: Fraqueza muscular, dores musculares intensas, urina escura
    • Indicadores laboratoriais: CPK elevada (contribuiu para média de 6.400 µ/L)
    • Local de consumo: Ambiente domiciliar

    O fato de dois casos ocorrerem na mesma família sugere exposição comum à mesma fonte de contaminação (provavelmente o mesmo lote de pescado ou a mesma refeição). A ocorrência isolada em dezembro indica que o problema pode estar relacionado a lotes específicos de pescado contaminado, e não a uma contaminação generalizada.

  • Pesca esportiva: Mato Grosso domina ranking entre os melhores destinos do Brasil

    Pesca esportiva: Mato Grosso domina ranking entre os melhores destinos do Brasil

    Um fenômeno chama atenção no cenário nacional da pesca esportiva: Mato Grosso concentra dez das principais cidades brasileiras para a modalidade, segundo a 12ª edição do Boletim de Inteligência de Mercado do Turismo (BIMT), do Ministério do Turismo. Nenhum outro estado apresenta tamanha densidade de destinos reconhecidos oficialmente.

    A explicação está na geografia privilegiada. O estado abriga trechos de três das principais bacias hidrográficas brasileiras – Amazônica, Tocantins-Araguaia e Paraguai – criando um mosaico aquático único no país. Os municípios mapeados são Alta Floresta, Nova Canaã do Norte, Sinop, São Félix do Araguaia, Canarana, Barão de Melgaço, Poconé, Cáceres, Cuiabá e Pontes e Lacerda.

    Esta diversidade hidrográfica resulta em rios com características distintas: desde as águas cristalinas do Cristalino até os meandros do Paraguai no Pantanal, passando pelos caudalosos Araguaia, Teles Pires, Juruena, Cuiabá, São Lourenço, Culuene e Xingu.

    Variedade de espécies impressiona pescadores

    O que mais atrai os praticantes da pesca esportiva é a biodiversidade. Mato Grosso oferece desde espécies clássicas como tucunaré, dourado, pacu e pirarucu até peixes que proporcionam disputas intensas: pirarara, jaú, cachorra, bicuda e matrinchã.

    A temporada de pesca se estende de fevereiro a outubro, período que oferece as melhores condições para a atividade. Durante esses meses, pescadores de todo o Brasil e exterior convergem para o estado.

    Modelo sustentável ganha força

    Uma característica que diferencia Mato Grosso é a adoção da modalidade “pesque e solte”. A legislação estadual proíbe o transporte de peixes capturados, uma medida que preserva os estoques pesqueiros e mantém a sustentabilidade da atividade a longo prazo.

    Esta abordagem conservacionista tem atraído pescadores conscientes e operadoras turísticas especializadas, criando um nicho de mercado em expansão.

    Números expressivos movimentam economia

    A pesca esportiva representa um segmento econômico robusto. Segundo a Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), a atividade movimenta cerca de R$ 3 bilhões anuais no Brasil, gerando aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos.

    Em Mato Grosso, o impacto se espalha por diversos setores: pousadas especializadas, barcos-hotéis, guias credenciados, restaurantes regionais e comunidades ribeirinhas encontram na atividade uma importante fonte de renda.

    Infraestrutura em desenvolvimento

    A concentração de destinos reconhecidos em Mato Grosso reflete também investimentos em infraestrutura turística. Pousadas especializadas, equipamentos adequados e serviços de guiamento têm se profissionalizado para atender a demanda crescente.

    Maria Letícia Costa, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, confirma que processos de capacitação estão em andamento, focando na qualificação de guias, condutores e gestores do setor.

    Projeção internacional

    Leonardo Perci, da Embratur, aponta que o objetivo é “consolidar o Brasil como destino internacional de pesca esportiva”. Para isso, destaca a importância de operações responsáveis que conectem turistas aos rios brasileiros através de experiências autênticas.

    Um dos principais desafios identificados pelos especialistas é a carência de dados sistematizados sobre o setor, informação fundamental para estratégias de promoção e presença em feiras nacionais e internacionais.

    Temporada 2025 promete movimentação intensa

    Com dez cidades oficialmente reconhecidas e infraestrutura em expansão, Mato Grosso se posiciona para receber um volume crescente de pescadores esportivos na próxima temporada. O estado oferece desde experiências em águas pantaneiras até aventuras em rios amazônicos, atendendo diferentes perfis de praticantes.

    O levantamento foi divulgado durante a Fishing Show Brazil, realizada em São Paulo entre 28 e 31 de agosto, principal vitrine do setor pesqueiro esportivo nacional.