Uma ovelha de oito anos transformou a rotina de pacientes do Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo (RS), ao participar de uma ação do Programa Pet Terapia. Batizada de Chanel e natural de Lagoa Vermelha (RS), ela visitou pacientes oncológicos, acompanhantes e profissionais de saúde.
Ação emocionante
Esta foi a primeira experiência da ovelha em um hospital. A tutora, Cassandra Moreira, conta que a participação marcou não apenas os pacientes, mas também quem acompanhou a visita.
Segundo ela, Chanel permaneceu tranquila durante toda a atividade e demonstrou o comportamento dócil que já é conhecido por milhares de seguidores nas redes sociais.
“Foi incrível. A Chanel ama crianças e ficou calma e feliz durante toda a visita. Ver o brilho nos olhos dos pacientes mostrou que pequenos gestos podem fazer grande diferença. Fomos levar carinho e voltamos ainda mais inspirados pela força e esperança que encontramos ali”, afirmou.
Criado em 2017, o Programa Pet Terapia busca humanizar o atendimento hospitalar por meio da interação entre pacientes e animais.
Além de cães, que representam a maior parte dos participantes, o projeto já contou com gatos, papagaios, cobras e jabutis, além, é claro, da brilhante Chanel.
A iniciativa é desenvolvida pelo Hospital São Vicente de Paulo em parceria com a Universidade de Passo Fundo (UPF).
Animais passam por avaliação antes das visitas
De acordo com Douglas Roberto Pegoraro, fisioterapeuta e coordenador da residência multiprofissional, todos os animais passam por uma avaliação veterinária antes de participarem das atividades.
Os protocolos incluem análise do estado de saúde, comportamento e cuidados de higiene. No dia da visita, os animais recebem banho com produtos específicos e seguem diretamente ao hospital para garantir condições adequadas de segurança aos pacientes.
Projeto já realizou mais de 600 atendimentos
Em quase uma década de funcionamento, o Programa Pet Terapia já realizou mais de 600 atendimentos no Hospital São Vicente de Paulo.
As sessões têm duração média de 30 minutos e acontecem em uma área verde da instituição. Os pacientes são selecionados conforme avaliação clínica, garantindo que a atividade seja realizada com segurança e respeitando as condições de saúde de cada participante.
A manhã ainda amanhecia fria em Rancho Queimado, na Serra Catarinense, quando uma ovelha começou a dar sinais de que o parto estava próximo. Pouco depois, vieram os primeiros balidos. Então, uma surpresa atrás da outra: nasceram três cordeiros, um macho e duas fêmeas.
A cena rapidamente virou motivo de comemoração na propriedade rural. Afinal, embora os partos de gêmeos sejam relativamente comuns na ovinocultura, a chegada de trigêmeos é uma raridade até para criadores mais experientes.
A mãe dos filhotes pertence à raça East Friesian, originária da Alemanha e considerada uma das principais raças leiteiras do mundo. Os animais são conhecidos pela elevada produção de leite e pela capacidade reprodutiva superior à de muitas outras raças ovinas.
O médico-veterinário Leonardo Käufer, responsável pelo manejo da propriedade, afirma que os partos gemelares fazem parte da rotina do rebanho. Ainda assim, a chegada de três cordeiros saudáveis em um mesmo nascimento continua sendo um acontecimento incomum.
Embrapa considera partos trigemelares uma ocorrência excepcional
Reprodução: Arquivo Pessoal
A Embrapa Pecuária Sul também classifica esse tipo de nascimento como uma ocorrência excepcional. No estudo “A Prolificidade e a Produção Ovina”, os pesquisadores José Carlos Ferrugem Moraes e Carlos José Hoff de Souza classificam os partos de trigêmeos como “uma ocorrência excepcional, com uma prevalência de menor que 1 parto em cada mil registrados”.
Os pesquisadores também destacam que os nascimentos múltiplos são influenciados por diversos fatores, entre eles a raça, a genética, a idade e a condição nutricional das matrizes.
No campo, a natureza costuma trabalhar em silêncio. Primeiro, a ovelha entra em melhores condições corporais. Depois, os hormônios fazem sua parte. Meses mais tarde, a surpresa pode surgir no aprisco.
Genética e alimentação contribuíram para o nascimento raro
Segundo Leonardo Käufer, a genética da raça East Friesian e o manejo nutricional conhecido como flushing favoreceram o nascimento dos trigêmeos.
Nesse manejo, os produtores aumentam a oferta de energia na alimentação da ovelha antes do período reprodutivo. Com isso, estimulam a ovulação e, consequentemente, elevam as chances de prenhezes múltiplas.
Embora a gestação de três filhotes imponha maior exigência física à matriz, tanto a mãe quanto os cordeiros estão em bom estado de saúde. Os filhotes nasceram menores do que o habitual, algo considerado esperado em partos desse tipo.
Por isso, a propriedade adotou um acompanhamento mais próximo e reforçou o suporte nutricional da ovelha para auxiliar sua recuperação e garantir o desenvolvimento dos cordeiros.
Propriedade aposta na produção de leite e derivados artesanais
A fazenda de Rancho Queimado abriga cerca de 130 ovinos, divididos entre animais destinados à produção de carne e de leite. Além disso, a família investe na produção de derivados artesanais, como queijos e doces de leite, agregando valor à atividade.
Agora, entre os campos verdes da Serra Catarinense, os três novos moradores roubam a cena. Pequenos e ainda cambaleando sobre as pernas finas das primeiras horas de vida, eles lembram uma velha lição do campo: por mais que a rotina seja marcada por planejamento e técnica, a natureza sempre encontra uma maneira de surpreender.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializou nesta sexta-feira (22) o reconhecimento da raça ovina Berganês no Brasil. A medida foi publicada por meio da Portaria nº 1.630, divulgada pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA).
Além do reconhecimento da raça, o governo também autorizou a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) a realizar o serviço de registro genealógico dos animais. A entidade fica sediada em Bagé (RS) e está registrada no Mapa sob o nº 007.
Com a decisão, a Berganês passa a integrar oficialmente a lista de raças ovinas reconhecidas pelo ministério.
Nova raça é fruto do cruzamento das raças Bergamácia e Santa Inês — (Foto: Reprodução/Internet)
O registro genealógico é responsável pela identificação e acompanhamento zootécnico dos animais. Além disso, o sistema contribui para o controle dos rebanhos, a preservação das características raciais e o melhoramento genético da espécie.
A raça Berganês vem ganhando espaço entre criadores de ovinos por suas características produtivas e adaptabilidade.
Os animais são utilizados principalmente na pecuária de corte e despertam interesse pelo potencial genético dos rebanhos. Eles apresentam, em média, 4,5 kg de peso ao nascer e podem alcançar até 12 kg no primeiro mês de vida.
Com o reconhecimento oficial do Mapa, a tendência é que a raça tenha maior organização na criação, além de incentivo ao desenvolvimento e expansão no setor ovino brasileiro.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou a suspensão imediata do uso da vacina Excell 10, dos lotes 016/2024 e 018/2024, após mais de 100 mortes repentinas de bovinos, caprinos e ovinos nos municípios de Simões e Curral Novo do Piauí, além de registros em outras cidades do estado e em outros estados do Nordeste, como Sergipe, Rio Grande do Norte e Maranhão. A medida vale também para os casos em que o imunizante já havia sido adquirido antes da suspensão.
A Dechra Brasil fabrica a vacina para prevenir a clostridiose, um conjunto de doenças provocadas por bactérias do gênero Clostridium, comuns no ambiente e no trato intestinal dos animais, que podem causar morte súbita nos rebanhos. Os sintomas relatados pelos produtores incluem edema no local da aplicação, febre transitória e apatia. E os casos de morte começaram a ser notificados cerca de dez dias após a vacinação.
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar
O caso está sendo investigado em conjunto pelo Ministério da Agricultura, a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI). Também com apoio da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e de laboratórios em São Paulo. As equipes coletaram amostras dos animais mortos para analisar se a vacina está diretamente relacionada às mortes e verificar possíveis falhas no processo de fabricação, armazenagem ou aplicação do produto. Os responsáveis pelas investigações devem divulgar os resultados em até 30 dias.
A Dechra Brasil divulgou nota informando que está colaborando com as investigações e, de forma preventiva, suspendeu a distribuição dos lotes identificados. A empresa reafirmou seu compromisso com a qualidade, eficácia e segurança dos seus produtos, garantindo que as análises detalhadas continuarão até a conclusão do caso.
Além do Piauí, foram confirmados relatos de mortes de animais imunizados com os mesmos lotes da vacina em outros estados nordestinos. Incluindo Sergipe, Rio Grande do Norte, Maranhão e Ceará, totalizando mais de 500 animais mortos, segundo informações recentes. A maioria dos produtores afetados são agricultores familiares que dependem economicamente dos rebanhos, o que agrava o impacto socioeconômico da situação.
O Ministério da Agricultura orienta os produtores e revendedores a interromperem o uso e comercialização das vacinas dos lotes 016/2024 e 018/2024. E também comunicarem quaisquer novos casos suspeitos pelo canal FalaBR. Até o momento, não foram registrados problemas em outros lotes da vacina.
“Neste momento o Mapa está dedicado e atuando de forma coordenada e integrada com os órgãos estaduais de defesa sanitária para confirmar a causa dos óbitos dos animais e adotar todas as medidas necessárias para proteção da produção pecuária”, destacou o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.
Nota oficial
Em nota oficial publicada na noite desta quinta-feira, o MAPA fez um histórico com a ordem cronológica das ações do Ministério da Agricultura e Pecuária:
Após avaliação do caso, o Mapa, em 13 de agosto de 2025, iniciou o processo de fiscalização, solicitando à empresa relatórios de farmacovigilância do produto suspeito.
Em 14 de agosto de 2025, foi realizada fiscalização no laboratório fabricante, em Londrina (PR), com levantamento das notificações do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), além da verificação do processo de fabricação e do controle de qualidade da vacina.
No dia seguinte foi emitida ordem de apreensão cautelar das frações dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10 na distribuidora que comercializou unidades da vacina associadas à notificação da ADAPI. De forma complementar, o Mapa solicitou à fabricante o painel de distribuição da vacina em todo o país. Na mesma data, 15 de agosto, a empresa encaminhou comunicado aos distribuidores e lojistas para que fossem interrompidas as vendas dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10.
Três dias depois, em 18 de agosto, o Mapa iniciou a apreensão dos lotes na distribuidora localizada em Teresina (PI), coletando amostras para análise fiscal em laboratório da rede oficial. Após avaliação dos dados de distribuição, a ordem de apreensão foi estendida a todos os estados em 19 de agosto.
Na sequência, em 20 de agosto, a empresa emitiu comunicado oficial de recolhimento dos lotes 016/2024 e 018/2024, direcionado a distribuidores, médicos-veterinários e lojistas.
Mortes notificadas
Até o momento, foram notificados ao Mapa os óbitos de 194 ovinos, 4 caprinos e 1 bovino. As ações de fiscalização e investigação seguem em andamento, por meio de inspeções no estabelecimento fabricante/proprietário, e realização de testes em amostras dos lotes da vacina e dos animais que vieram a óbito. A estimativa inicial de conclusão do processo de investigação é de 60 dias.
O Mapa esclarece que a clostridiose é uma doença fatal causada por toxinas de bactérias do gênero Clostridium spp., apresentando sintomas como inchaço muscular, manqueira, incoordenação motora e, em casos graves, rigidez muscular, tremores, trismo, opistótono (arqueamento do corpo com cabeça para trás) e convulsões.
A vacinação continua sendo considerada uma estratégia eficaz no combate à clostridiose. O Ministério ressalta, ainda, que o consumo de produtos de origem caprina, ovina e bovina provenientes de animais saudáveis e inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial é seguro.
O Rio Grande do Norte acaba de ganhar sua primeira raça de ovinos oficialmente reconhecida. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) registrou a raça potiguar Soinga em portaria já publicada. O reconhecimento resulta de estudos conduzidos pelas zootecnistas Ana Luiza Guerreiro e Karoline Batista de Paiva Lopes. Em geral, o relatório técnico elaborado por elas embasou o pedido de registro junto ao ministério.
A pesquisa recebeu R$ 100 mil em recursos, oriundos de emenda parlamentar do então deputado Betinho Rosado. O Governo do Estado executou o projeto por meio da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape/RN), com apoio do Mapa.
Próximos passos
Agora, a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) será responsável pelo registro genealógico da raça. Ou seja, o trabalho da entidade garantirá a pureza e a qualidade genética dos animais.
O secretário da Sape/RN, Guilherme Saldanha, comemorou a conquista e destacou os atributos da Soinga. Segundo ele, a raça é adaptada ao semiárido, resistente e produtiva. “É um animal com excelente desempenho na produção de carne e qualidades maternas expressivas. O reconhecimento valoriza ainda mais o nosso rebanho”, afirmou Saldanha.
Para o criador da raça e presidente da Associação Brasileira de Criadores Soinga, Edvandro Moura, o registro oficial representa avanço. “A Soinga já se destaca na ovinocultura e ultrapassa as fronteiras do estado. Agora, os ganhos serão ainda maiores”, avaliou.
Raça Soinga
A raça Soinga surgiu a partir do cruzamento das raças Morada Nova, Bergamácia Brasileira e Somalis Brasileira. O criador foi o médico veterinário José Paz de Melo. Atualmente, o rebanho potiguar possui mais de 4 mil animais da raça, conforme o último censo. Os ovinos são de médio porte, férteis, rústicos e apresentam boa conversão de carne.
A carne da Soinga é marmorizada, macia e bastante saborosa. Além disso, permite preparo em diversos tipos de receita, o que amplia seu valor de mercado.
O curso de jurados da raça Poll Dorset, realizado durante a Fenasul Expoleite 2025 no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), marcou um avanço histórico para a ovinocultura nacional. Promovido pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Poll Dorset (ABC Poll Dorset), o evento reuniu criadores, técnicos e entusiastas em uma imersão inédita sobre o padrão internacional de julgamento da raça.
O principal objetivo do curso foi alinhar os critérios técnicos de julgamento aos padrões internacionais, oferecendo orientação qualificada aos criadores e promovendo maior uniformidade nas avaliações em pista. Rodrigo Galléas, presidente da ABC Poll Dorset, destacou a importância da iniciativa: “Apresentamos o padrão internacional de excelência, reduzindo diferenças entre julgamentos e fortalecendo o desenvolvimento técnico da raça no Brasil”.
Os participantes consideraram a formação um sucesso, que contou com o apoio da Febrac, Farsul e Arco. Magali Moura, superintendente de Registro Genealógico da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), ressaltou a adesão técnica e a qualidade do conteúdo. “O curso teve cerca de 20 inscritos, majoritariamente inspetores técnicos da Arco. A atividade prática incluiu provas de julgamento com grupos de machos e fêmeas, simulando um grande campeonato de exposição”, relatou.
Diretrizes atuais do padrão
As atividades práticas foram conduzidas por Giancarlo Antoni, inspetor técnico da Arco em São Paulo, que apresentou as diretrizes atuais do padrão Poll Dorset. Segundo Magali, o curso enfatizou a busca por excelência, alinhada ao padrão australiano do Dorper, mas fiel ao padrão racial definido pela Arco.
Edemundo Gressler, presidente da Arco, reforçou que a iniciativa está em conformidade com as diretrizes oficiais das associações de raça e do Ministério da Agricultura. O curso visa formar jurados oficiais e auxiliares para a raça Poll Dorset, capacitando profissionais para orientar criadores. Além de consolidar critérios técnicos uniformes nas exposições nacionais.
A raça Poll Dorset é reconhecida mundialmente pela qualidade superior da carne, alta adaptabilidade e prolificidade. E é referência para sistemas de produção de cordeiros de excelência. Com a realização do curso de jurados, a ABC Poll Dorset reforça seu compromisso com o desenvolvimento técnico e a valorização da ovinocultura brasileira.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, divulgou as análises das agromensais de novembro de 2024. Ou seja, os estudos detalham os movimentos de mercado de produtos agrícolas e pecuários, destacando tendências de preços e demandas. Confira os principais destaques:
Açúcar
Os preços do açúcar cristal branco em São Paulo mantiveram alta na primeira quinzena de novembro. A demanda pelo açúcar Icumsa 150 aumentou, enquanto a oferta seguiu restrita devido às exportações. Portanto, esse cenário impulsionou os preços domésticos, que atingiram máximas nominais históricas.
Algodão
O algodão em pluma registrou alta nos preços em novembro, especialmente no final do mês. Em resumo, a valorização do dólar e a elevação da paridade de exportação reforçaram o interesse no mercado externo, reduzindo a disponibilidade no mercado doméstico.
Arroz
Ao mesmo tempo, os preços do arroz em casca caíram significativamente, voltando aos níveis nominais de maio. A baixa liquidez no mercado spot do Rio Grande do Sul refletiu a pressão compradora, apesar da resistência inicial dos vendedores.
Café
O café robusta alcançou valores recordes no Brasil em novembro. O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, registrou aumento de 11,05% em relação a outubro. Em resumo, o acumulado do mês mostrou alta expressiva de 23%, alcançando R$ 1.573,28 por saca.
Etanol
Após sete semanas de alta, o etanol hidratado teve queda na última semana de novembro, influenciado pelo aumento da oferta de algumas usinas em São Paulo. No entanto, o preço médio do hidratado em novembro subiu 3,91%, enquanto o anidro registrou alta de 2,41%.
Frango
Os preços da carne de frango atingiram os maiores patamares reais desde 2022. Ou seja, a competitividade frente às carnes bovina e suína impulsionou a valorização. Em São Paulo, o frango inteiro congelado teve aumento de 9,2%, alcançando R$ 7,99/kg no atacado.
Os preços do milho subiram no início de novembro, sustentados pela retração vendedora. No entanto, a menor demanda na segunda quinzena interrompeu a alta em algumas regiões, com compradores já abastecidos reduzindo as aquisições.
Ovinos
Os preços do cordeiro vivo aumentaram em quase todos os estados, exceto São Paulo. A baixa oferta de animais e a valorização da carne de boi impulsionaram os valores. A carne ovina também registrou alta, refletindo a demanda de fim de ano.
Soja
Os preços da soja oscilaram em novembro. Na primeira quinzena, a demanda firme sustentou as altas. Já na segunda metade, indústrias retraíram novas compras, enfraquecendo as cotações.
Trigo
Com a colheita de trigo no Brasil quase encerrada, a menor oferta e qualidade aumentaram a necessidade de importações. Apesar da pressão nas cotações internas, o dólar valorizado deve elevar os custos de importação e dar suporte aos preços internos.
As análises completas estão disponíveis no site do Cepea.
O agronegócio brasileiro celebrou recentemente a abertura de novos mercados no Panamá e em Angola. Com essas novas aprovações sanitárias, o Brasil soma 99 aberturas de mercado em 2024, chegando a 177 aberturas em 58 destinos desde o início de 2023.
Panamá e Angola
O governo brasileiro recebeu com entusiasmo as aprovações sanitárias dos governos do Panamá e de Angola. O Panamá autorizou a importação de carnes e miúdos de aves e de suínos do Brasil, enquanto Angola permitiu a entrada de ovinos e caprinos vivos para reprodução, além de material genético desses animais.
Essas aberturas de mercado prometem aumentar o fluxo comercial com esses importantes parceiros, destacando a confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro. Além disso, nos primeiros sete meses de 2024, o Brasil exportou mais de US$ 55 milhões em produtos agrícolas para o Panamá, incluindo produtos florestais, cereais, farinhas e preparações. Já as exportações brasileiras para Angola ultrapassaram US$ 211 milhões no mesmo período, com foco em carnes e produtos do complexo sucroalcooleiro.
Esses resultados são fruto do esforço conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Ou seja, eles têm trabalhado para expandir o alcance do agronegócio brasileiro no exterior.
O Agro em Campo traz agora a análise do Cepea sobre os preços dos principais produtos do agronegócio brasileiro. A produção de açúcar cristal branco em São Paulo cresceu, impulsionada pelos avanços na colheita e moagem da cana-de-açúcar da safra 2024/25, em junho. Esse aumento de oferta foi especialmente notável no mercado spot do Icumsa 180. Apesar disso, os preços permaneceram firmes nas duas primeiras semanas do mês, sustentados pela desvalorização do real frente ao dólar, o que tornou as exportações mais atraentes. No final de junho, a menor demanda pressionou as cotações. Indústrias alimentícias relataram vendas fracas para o varejo, indicando que o açúcar recebido por contratos foi suficiente para manter a produção, eliminando a necessidade de compras adicionais no mercado spot.
Alta nos preços do algodão
Os preços do algodão em pluma subiram no mercado interno ao longo de junho. Esse movimento foi sustentado pela firme posição dos vendedores e pelo aumento na demanda dos compradores, mesmo que de forma pontual. Após três meses de queda, o preço da pluma registrou alta no último mês.
Mercado de arroz mantém preços firmes no Rio Grande do Sul
O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul terminou junho com preços firmes, apesar do ritmo lento de negócios devido às incertezas no cenário econômico. A demanda internacional aquecida, que manteve as exportações mais atraentes do que as vendas internas, deu suporte aos preços. No entanto, a menor saída de arroz beneficiado para grandes centros consumidores nacionais limitou a liquidez e os aumentos nos valores da matéria-prima. Vendedores mantiveram suas propostas firmes devido aos altos custos estimados, enquanto as perdas agrícolas causadas pelo El Niño levaram produtores a buscar maior valorização do arroz em casca.
Disparidade de preços no mercado de boi
O mercado de boi vivo registrou uma maior dispersão nos preços coletados pelo Cepea no final do semestre, refletindo diferentes percepções sobre as condições do mercado. Após quedas sucessivas no primeiro semestre, agentes buscam preços que se ajustem melhor às condições atuais.
Café fecha junho com alta de preços
Os preços dos cafés robusta e arábica subiram no mercado spot nacional em junho, mas a comercialização de novos lotes permaneceu lenta. A liquidez aumentou apenas em momentos de forte elevação nos valores.
Demanda por etanol
A safra sucroenergética 2024/25 avança rapidamente no Centro-Sul, favorecida pelas boas condições climáticas para a colheita e moagem da cana-de-açúcar. A demanda por etanol no varejo, especialmente em São Paulo, se mantém firme, sustentada pela vantagem do biocombustível frente à gasolina.
Valores do frango variam
Os preços médios dos produtos avícolas acompanhados pelo Cepea apresentaram variações distintas em junho. Em alguns casos, a demanda aquecida elevou as cotações, sustentando a média mensal, enquanto em outros, a baixa liquidez resultou em queda nos valores.
Preços do milho caem com avanço da colheita
Os preços do milho caíram em junho na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, influenciados pelo avanço da colheita da segunda safra. Parte dos produtores aumentou o volume de milho disponível no mercado spot, enquanto outros, receosos quanto aos impactos do clima adverso, limitaram a oferta. Consumidores priorizaram o uso de estoques e adquiriram poucos lotes no spot, aguardando novas desvalorizações com o avanço da colheita.
Cotações de ovinos
Em junho, os preços do cordeiro vivo apresentaram variações nas regiões acompanhadas pelo Cepea. No Rio Grande do Sul e em Mato Grosso, os valores subiram, enquanto em outras regiões os preços recuaram.
Soja registra alta nas negociações
As negociações de soja estiveram aquecidas no mercado brasileiro em junho, impulsionadas pela demanda firme, tanto doméstica quanto externa. A valorização cambial, com o dólar subindo 5% de maio para junho, deixou as commodities nacionais mais atraentes para importadores.
Preços do trigo permanecem firmes
Os preços do trigo mantiveram-se firmes no mercado brasileiro em junho, operando acima dos níveis do mesmo período do ano passado. Esse cenário foi sustentado pelos baixos estoques domésticos e pela elevação da paridade de importação, o que limitou a liquidez e resultou em negociações pontuais.