Tag: ovelha

  • Ovelha visita pacientes oncológicos em hospital

    Ovelha visita pacientes oncológicos em hospital

    Uma ovelha de oito anos transformou a rotina de pacientes do Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo (RS), ao participar de uma ação do Programa Pet Terapia. Batizada de Chanel e natural de Lagoa Vermelha (RS), ela visitou pacientes oncológicos, acompanhantes e profissionais de saúde.

    Ação emocionante

    Esta foi a primeira experiência da ovelha em um hospital. A tutora, Cassandra Moreira, conta que a participação marcou não apenas os pacientes, mas também quem acompanhou a visita.

    Segundo ela, Chanel permaneceu tranquila durante toda a atividade e demonstrou o comportamento dócil que já é conhecido por milhares de seguidores nas redes sociais.

    “Foi incrível. A Chanel ama crianças e ficou calma e feliz durante toda a visita. Ver o brilho nos olhos dos pacientes mostrou que pequenos gestos podem fazer grande diferença. Fomos levar carinho e voltamos ainda mais inspirados pela força e esperança que encontramos ali”, afirmou.

    https://www.instagram.com/reel/DaliHBuBAy5/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Programa reúne diferentes espécies

    Criado em 2017, o Programa Pet Terapia busca humanizar o atendimento hospitalar por meio da interação entre pacientes e animais.

    Além de cães, que representam a maior parte dos participantes, o projeto já contou com gatos, papagaios, cobras e jabutis, além, é claro, da brilhante Chanel.

    A iniciativa é desenvolvida pelo Hospital São Vicente de Paulo em parceria com a Universidade de Passo Fundo (UPF).

    Animais passam por avaliação antes das visitas

    De acordo com Douglas Roberto Pegoraro, fisioterapeuta e coordenador da residência multiprofissional, todos os animais passam por uma avaliação veterinária antes de participarem das atividades.

    Os protocolos incluem análise do estado de saúde, comportamento e cuidados de higiene. No dia da visita, os animais recebem banho com produtos específicos e seguem diretamente ao hospital para garantir condições adequadas de segurança aos pacientes.

    Projeto já realizou mais de 600 atendimentos

    Em quase uma década de funcionamento, o Programa Pet Terapia já realizou mais de 600 atendimentos no Hospital São Vicente de Paulo.

    As sessões têm duração média de 30 minutos e acontecem em uma área verde da instituição. Os pacientes são selecionados conforme avaliação clínica, garantindo que a atividade seja realizada com segurança e respeitando as condições de saúde de cada participante.

  • Parto raro: Ovelha dá à luz trigêmeos em Santa Catarina

    Parto raro: Ovelha dá à luz trigêmeos em Santa Catarina

    A manhã ainda amanhecia fria em Rancho Queimado, na Serra Catarinense, quando uma ovelha começou a dar sinais de que o parto estava próximo. Pouco depois, vieram os primeiros balidos. Então, uma surpresa atrás da outra: nasceram três cordeiros, um macho e duas fêmeas.

    A cena rapidamente virou motivo de comemoração na propriedade rural. Afinal, embora os partos de gêmeos sejam relativamente comuns na ovinocultura, a chegada de trigêmeos é uma raridade até para criadores mais experientes.

    A mãe dos filhotes pertence à raça East Friesian, originária da Alemanha e considerada uma das principais raças leiteiras do mundo. Os animais são conhecidos pela elevada produção de leite e pela capacidade reprodutiva superior à de muitas outras raças ovinas.

    O médico-veterinário Leonardo Käufer, responsável pelo manejo da propriedade, afirma que os partos gemelares fazem parte da rotina do rebanho. Ainda assim, a chegada de três cordeiros saudáveis em um mesmo nascimento continua sendo um acontecimento incomum.

    Embrapa considera partos trigemelares uma ocorrência excepcional

    Imagens de ovelhas trigêmeas com a mãe em Santa Catarina
    Reprodução: Arquivo Pessoal

    A Embrapa Pecuária Sul também classifica esse tipo de nascimento como uma ocorrência excepcional. No estudo “A Prolificidade e a Produção Ovina”, os pesquisadores José Carlos Ferrugem Moraes e Carlos José Hoff de Souza classificam os partos de trigêmeos como “uma ocorrência excepcional, com uma prevalência de menor que 1 parto em cada mil registrados”.

    Os pesquisadores também destacam que os nascimentos múltiplos são influenciados por diversos fatores, entre eles a raça, a genética, a idade e a condição nutricional das matrizes.

    No campo, a natureza costuma trabalhar em silêncio. Primeiro, a ovelha entra em melhores condições corporais. Depois, os hormônios fazem sua parte. Meses mais tarde, a surpresa pode surgir no aprisco.

    Genética e alimentação contribuíram para o nascimento raro

    Segundo Leonardo Käufer, a genética da raça East Friesian e o manejo nutricional conhecido como flushing favoreceram o nascimento dos trigêmeos.

    Nesse manejo, os produtores aumentam a oferta de energia na alimentação da ovelha antes do período reprodutivo. Com isso, estimulam a ovulação e, consequentemente, elevam as chances de prenhezes múltiplas.

    Embora a gestação de três filhotes imponha maior exigência física à matriz, tanto a mãe quanto os cordeiros estão em bom estado de saúde. Os filhotes nasceram menores do que o habitual, algo considerado esperado em partos desse tipo.

    Por isso, a propriedade adotou um acompanhamento mais próximo e reforçou o suporte nutricional da ovelha para auxiliar sua recuperação e garantir o desenvolvimento dos cordeiros.

    Propriedade aposta na produção de leite e derivados artesanais

    A fazenda de Rancho Queimado abriga cerca de 130 ovinos, divididos entre animais destinados à produção de carne e de leite. Além disso, a família investe na produção de derivados artesanais, como queijos e doces de leite, agregando valor à atividade.

    Agora, entre os campos verdes da Serra Catarinense, os três novos moradores roubam a cena. Pequenos e ainda cambaleando sobre as pernas finas das primeiras horas de vida, eles lembram uma velha lição do campo: por mais que a rotina seja marcada por planejamento e técnica, a natureza sempre encontra uma maneira de surpreender.

  • Embrapa desenvolve “ovelha do futuro” com genética que dobra produtividade

    Embrapa desenvolve “ovelha do futuro” com genética que dobra produtividade

    Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul, no Rio Grande do Sul, desenvolvem a “ovelha do futuro”, um projeto ambicioso que promete transformar a ovinocultura de corte no Brasil. A iniciativa combina quatro características genéticas inovadoras em um único animal: melhor conformação e rendimento de carcaça, perda espontânea de lã, maior prolificidade e resistência à verminose.

    O rebanho da Unidade já apresenta exemplares que reúnem essas características. Agora, os cientistas validam as melhorias genéticas com produtores parceiros antes de disponibilizar os animais para rebanhos comerciais em larga escala.

    Tecnologia genética duplica eficiência produtiva

    O pesquisador José Carlos Ferrugem explica que a seleção assistida pode duplicar a eficácia produtiva na ovinocultura de corte. “Criamos uma nova relação entre receitas e despesas, além de contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa e diminuir o efetivo populacional improdutivo nos rebanhos”, afirma.

    A equipe identifica os genes responsáveis pela prolificidade e pela conformação de carcaça através do genótipo. Já as pesquisas para perda natural de lã e resistência às verminoses utilizam o fenótipo – a seleção acontece pela observação dos indivíduos que apresentam essas características no rebanho.

    Produtores parceiros validam a genética inovadora

    O projeto transfere reprodutores melhorados para produtores parceiros através de comodato. Os carneiros da Embrapa acasalam com as ovelhas de cria nas propriedades participantes. A meta inicial acompanha pelo menos 1.000 animais nascidos desses cruzamentos. Atualmente, dois produtores já integram a iniciativa.

    Os produtores associados comprometem-se a realizar um acompanhamento zootécnico completo. Eles identificam os cordeiros com brincos e registram dados essenciais em cadernetas específicas: data do parto, mãe, sexo e peso ao nascer. Durante o desmame, a equipe avalia o escore de cobertura de lã, resistência à verminose, peso corporal e coleta amostras de sangue para obtenção de DNA.

    “As duas primeiras progênies de todas as propriedades parceiras descendem de carneiros produzidos pela Embrapa Pecuária Sul. As demais também contarão com carneiros selecionados nos rebanhos associados”, ressalta Ferrugem.

    Cada produtor cria sua própria “ovelha do futuro”

    O pesquisador João Carlos de Oliveira destaca a flexibilidade do projeto. “Queremos que o próprio produtor desenvolva a sua ovelha do futuro, de acordo com seus objetivos e sistema de produção”, explica.

    Os cientistas querem que a ovinocultura do futuro possa adotar todas ou apenas algumas das características genéticas desenvolvidas, de acordo com os sistemas de produção. Foto: Carlos Hoff de Souza/Embrapa

    Um produtor que já cria ovinos de raças naturalmente deslanadas, por exemplo, não precisa da genética de perda de lã, mas pode incorporar as outras três características. O sistema permite que cada criador escolha as melhorias genéticas mais adequadas ao seu negócio.

    Prolificidade aumenta rentabilidade sem ampliar rebanho

    A Embrapa Pecuária Sul acumula mais de 20 anos de experiência no incremento da prolificidade em ovinos. O trabalho aumenta a possibilidade de nascimentos de dois ou mais cordeiros por ovelha parida, elevando a produtividade sem necessidade de mais matrizes.

    A instituição introduziu inicialmente o gene Booroola, identificado em ovinos da raça Merino Australiano. “A partir da multiplicação dessa genética no rebanho da instituição em Bagé, repassamos para produtores. Hoje a genética está distribuída em rebanhos de diferentes raças criadas na região Sul”, afirma o pesquisador Carlos Hoff de Souza.

    A prospecção entre produtores e o registro genealógico da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) identificaram mais duas mutações genéticas: o gene Embrapa, encontrado inicialmente na raça Santa Inês, e o Vacaria, em ovinos da raça Ile de France.

    Gene Bombacha aumenta peso e rendimento de carcaça

    Os pesquisadores batizaram de Bombacha o gene que proporciona melhor conformidade e maior rendimento de carcaça. A equipe identificou inicialmente essa característica em ovinos Texel, raça criada para produção de carne.

    O Bombacha relaciona-se com a conformação da parte traseira dos ovinos, gerando mais carne em cortes comercializados como o pernil. Souza projeta 9% de aumento no peso médio das carcaças – de 17 kg para 18,5 kg – e 5% de ganho no rendimento médio – de 40% para 42%.

    “Com o incremento médio no peso e no rendimento da carcaça, o produtor recebe mais com as vendas dos cordeiros”, complementa o pesquisador. A Embrapa já introduziu o gene em outras raças do seu rebanho.

    Perda natural de lã elimina custo de tosquia

    A perda espontânea de lã representa outra inovação significativa do projeto. Os preços da lã ovina despencaram a partir dos anos 2000, exceto para lãs extrafinas de raças específicas. A pandemia acentuou essa queda. Atualmente, a comercialização de lã praticamente não rende nada para o produtor.

    A redução do rebanho no Estado diminuiu a disponibilidade de mão de obra para o trabalho com ovinos. Os preços da tosquia anual tornaram-se um importante componente das despesas no sistema de produção, sem retorno econômico com a comercialização de lãs acima de 21 micra.

    Oliveira aponta que o custo da tosquia na região de Bagé atualmente gira em torno de R$ 12 por ovelha ao ano. “Esse custo muitas vezes supera o preço pago pela lã produzida. Isso na região de Bagé, que possui uma longa tradição na ovinocultura. Em outras regiões, esse preço pode ser bem mais elevado”, pontua.

    A introdução de animais que perdem a lã naturalmente possibilita uma redução de pelo menos 50% no número de animais tosquiados anualmente.

    A equipe realizou a seleção dos reprodutores a partir do fenótipo – observação e seleção dos animais que manifestaram essa característica. O processo tornou-se possível depois do cruzamento de raças deslanadas, como a Santa Inês, com raças lanadas criadas na região Sul.

    Resistência à verminose reduz perdas e medicação

    O projeto também seleciona ovinos mais resistentes a verminoses que infectam os rebanhos. Os parasitas causam morte de animais, diminuição do desenvolvimento e do ganho de peso dos cordeiros, além de custos com vermífugos.

    A pesquisadora Magda Benavides explica que a seleção mantém nos rebanhos animais que apresentam maior resistência natural e elimina aqueles mais suscetíveis aos parasitas. A Embrapa realiza esse processo tanto no seu rebanho quanto nos de produtores parceiros.

    A equipe identifica os animais mais resistentes através do exame OPG (Ovos de Parasitos por Grama), realizado nas fezes dos ovinos. A metodologia avalia reprodutores quanto à suscetibilidade a infecções de helmintos através de pelo menos três exames de OPG entre o desmame e o acasalamento.

    Conforme os resultados, os cientistas ranqueiam os animais e descartam 25% das fêmeas com valores de OPG mais elevados. Benavides informa que o trabalho inicialmente acontece com fêmeas, mas logo se estenderá para machos.

    Meta reduz medicação em 50%

    A pesquisadora destaca que a seleção visa reduzir em 50% o número de doses de medicação aplicadas anualmente nos rebanhos. “Historicamente, os produtores tratam os rebanhos com vermífugos pelo menos seis vezes ao longo do ano. Esperamos que as linhagens selecionadas recebam tratamento no máximo três vezes”, explica.

    A redução proporciona menor custo com medicamentos pela metade, melhores condições de criação, menor contaminação ambiental e melhores condições de bem-estar animal e sanitárias.

    O aumento do número de animais mais resistentes também reduz a contaminação parasitária das pastagens. A equipe descarta animais persistentemente infectados – aqueles que mantêm alto número de larvas infectantes na pastagem e perpetuam a presença dos parasitas no campo.

    Outro benefício relaciona-se com a desaceleração da resistência dos parasitas aos princípios químicos dos vermífugos, consequência da menor aplicação dos medicamentos.

  • Ovelha Valais Blacknose: fofura que gera renda para os produtores

    Ovelha Valais Blacknose: fofura que gera renda para os produtores

    A raça Valais Blacknose tem ganhado destaque mundial. Com lã branca, focinho preto e temperamento dócil, essas ovelhas atraem criadores e investidores.

    Originária da região montanhosa de Valais, na Suíça, a raça se adaptou ao clima rigoroso dos Alpes. Criadores locais selecionaram os animais ao longo dos séculos, priorizando resistência, qualidade da lã e facilidade de manejo.

    Raça Valais Blacknose se valoriza no mercado de ovinos

    Nos últimos anos, o número de registros da raça cresceu significativamente. Segundo a Sociedade Valais Blacknose, a valorização indica um alto potencial de mercado.

    Em geral, a demanda tem aumentado não apenas entre criadores especializados, mas também entre entusiastas que veem nesses animais uma opção de estimação de luxo.

    Características marcantes da Valais Blacknose

    Foto: site Hype Science

    Os animais chamam atenção pelo visual único. Ou seja, o corpo robusto é coberto por uma lã branca densa e macia, enquanto o focinho, as orelhas e as articulações apresentam coloração preta.

    Os carneiros pesam entre 80 e 125 quilos, enquanto as ovelhas variam entre 70 e 90 quilos. Além da aparência, a docilidade e a sociabilidade da raça facilitam o manejo diário.

    Vantagens da criação

    A adaptação da Valais Blacknose a diferentes climas é um de seus principais atrativos. Ao mesmo tempo, a pelagem densa protege contra frio intenso e calor, garantindo resistência em vários ambientes.

    A raça também apresenta alta imunidade contra doenças e parasitas comuns, reduzindo a necessidade de intervenções veterinárias. O temperamento tranquilo facilita a tosquia, vacinação e movimentação do rebanho.

    Lã valorizada e carne de qualidade

    A lã da Valais Blacknose tem alta demanda no mercado têxtil. Com fibras macias e longas, ela se destaca na produção de roupas premium e peças artesanais.

    Devido à qualidade e raridade, a lã alcança preços elevados. Ou seja, isso abre oportunidades para produtores acessarem nichos especializados, onde a procura por lãs sustentáveis cresce.

    Embora não seja uma raça voltada à carne, a Valais Blacknose oferece um produto diferenciado. A textura macia e o sabor suave tornam a carne apreciada por consumidores exigentes.

    Potencial de valorização genética 

    O investimento na Valais Blacknose pode gerar alto retorno. A raridade da raça e sua genética diferenciada elevam o valor dos animais no mercado.

    Criadores que investem em melhoramento genético conseguem vender matrizes e reprodutores por preços premium. Portanto, a valorização da raça amplia as possibilidades de comercialização e torna a criação uma opção promissora.

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  • Governo vai taxar pum de vaca

    Governo vai taxar pum de vaca

    A Dinamarca, pioneira em políticas ambientais, acaba de anunciar uma medida inovadora no combate às mudanças climáticas: a tributação das emissões de gases de efeito estufa provenientes de vacas, ovelhas e porcos. A medida ficou mundialmente conhecida como “imposto do pum da vaca”.

    A partir de 2030, criadores de gado no país serão taxados por cada tonelada de CO2 emitida por seus animais.O imposto, que começará em 300 coroas dinamarquesas (R$ 240) por tonelada e aumentará gradualmente até atingir 750 coroas (R$ 590) em 2035, visa reduzir as emissões de metano, um dos gases mais prejudiciais, em 70% até 2030.

    A Nova Tributação

    A ideia de tributar as emissões de metano, gás que tem um impacto climático significativamente maior que o dióxido de carbono, não é nova. No entanto, a Dinamarca é o primeiro país a concretizá-la de forma tão direta e abrangente. Segundo Jeppe Bruus, Ministro da Tributação da Dinamarca, “Se você investe em tecnologia que permite reduzir emissões, pode acabar não tendo que pagar”.

    Estima-se que uma vaca leiteira típica na Dinamarca emita em média 5,6 toneladas de CO2 por ano.

    Embora alguns produtores tenham se preocupado com os possíveis impactos econômicos, o governo dinamarquês planeja usar a receita arrecadada para incentivar práticas sustentáveis e subsidiar tecnologias que ajudem a diminuir as emissões.

    Isso inclui sistemas de alimentação que reduzem a fermentação entérica nos animais e digestores anaeróbicos para tratar dejetos.

    Um Olhar para o Futuro

    Essa abordagem inovadora coloca a Dinamarca como um exemplo global na luta contra as mudanças climáticas. A expectativa é que outros países acompanhem de perto os resultados dessa iniciativa e considerem medidas semelhantes em suas políticas ambientais. “Com o acordo de hoje, estamos investindo bilhões na maior transformação da paisagem dinamarquesa dos últimos tempos”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Lars Lokke Rasmussen, em comunicado.

    Foto: Divulgação – Danmarks Naturfredningsforening

    Enquanto isso, o setor agrícola dinamarquês se prepara para uma transição que promete não apenas reduzir as emissões. O objetivo é também aumentar potencialmente a eficiência e a sustentabilidade da produção.

    As mudanças poderão, a longo prazo, trazer benefícios tanto para o meio ambiente quanto para os produtores que adotarem as novas tecnologias​.

    Iniciativa em outros países

    A Nova Zelândia, que possui mais de 6 milhões de vacas, chegou a aprovar uma lei semelhante para taxar o pum da vaca, mas recuou após fortes críticas de fazendeiros. No entanto, a Dinamarca segue firme em sua decisão, posicionando-se como um exemplo global na luta contra as mudanças climáticas. Ou seja, essa iniciativa inovadora demonstra o compromisso do país em reduzir sua pegada de carbono e promover uma agricultura mais sustentável.

    À medida que outros países acompanham de perto os resultados dessa medida, a expectativa é que mais nações adotem abordagens semelhantes em suas políticas ambientais