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  • Santa Catarina anuncia financiamento para recuperar produção de ostras

    Santa Catarina anuncia financiamento para recuperar produção de ostras

    O Governo de Santa Catarina lançou uma linha de crédito emergencial para apoiar maricultores afetados por perdas na produção de ostras. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAPE) e pela Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ), oferece até R$ 50 mil por produtor.

    Para solicitar o financiamento, o maricultor deve procurar um escritório da Epagri no município onde atua.

    O crédito permite pagamento em até cinco parcelas anuais, com desconto de 40% em cada prestação quitada dentro do prazo. A medida integra o Projeto Emergencial Aquicultura e Pesca, vinculado ao Pronampe Especial Aquicultura e Pesca SC, e amplia o alcance da política pública para atender demandas específicas da ostreicultura catarinense.

    Segundo o secretário da Aquicultura e Pesca, Fabiano Müller Silva, o governo estruturou a linha após diálogo direto com produtores prejudicados. “Criamos essa linha emergencial para apoiar o custeio da atividade, incluindo a compra de sementes de ostras e outros insumos. A ação reforça o compromisso com os produtores e reconhece a importância econômica e cultural da ostreicultura no estado”, afirmou.

    Caráter excepcional

    Em caráter excepcional para 2026, o programa passou a incluir o financiamento de itens diretamente ligados à produção, como sementes e insumos essenciais. A mudança responde às perdas provocadas por fatores climáticos adversos, que causaram mortalidade nos cultivos.

    Desde 2023, o projeto atende pescadores artesanais e aquicultores impactados por eventos extremos, com apoio para recuperação ou substituição de embarcações, equipamentos e estruturas produtivas.

    Com a ampliação, o governo estadual busca garantir a continuidade da atividade aquícola em regiões litorâneas. A produção de ostras se destaca como uma das principais cadeias do setor, com forte impacto na geração de renda e emprego em Santa Catarina.

  • Prazo final: produtores de mariscos e ostras de SC precisam regularizar situação com o MPA até 31/03

    Prazo final: produtores de mariscos e ostras de SC precisam regularizar situação com o MPA até 31/03

    Os produtores de mariscos de Santa Catarina precisam cumprir um compromisso obrigatório até o dia 31 de março de 2026: entregar o Relatório Anual de Produção (RAP) ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). O documento deve conter os dados da produção obtida entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

    A obrigação vale para todos os cessionários que possuem contratos de uso de águas da União, ou seja, profissionais com lotes regulamentados no litoral para cultivar mariscos, ostras, algas ou outros produtos marinhos.

    Para preencher o relatório, o produtor precisa acessar o site sinau.mpa.gov.br e entrar com a senha do gov.br.

    Relatório garante acesso a políticas públicas

    Edson Carlos de Quadra, extensionista e líder de maricultura e pesca da Epagri na Grande Florianópolis, reforça a importância da entrega dentro do prazo. “É uma obrigação de todos os maricultores de Santa Catarina enviarem o relatório até 31 de março, para que assim cumpram com o contrato que assinaram com a União”, destaca.

    O extensionista ressalta que somente com o relatório os maricultores conseguem comprovar que suas áreas seguem produtivas. Essa comprovação permite o acesso a políticas públicas desenvolvidas pelos governos federal e estadual para o setor.

    Onde buscar ajuda para o preenchimento

    Produtores que encontrarem dificuldades para acessar ou preencher o relatório podem procurar auxílio nos escritórios da Epagri em seus municípios. As secretarias municipais de agricultura ou pesca também oferecem orientação.

    O MPA utiliza o RAP como ferramenta essencial para orientar e fiscalizar o cumprimento das cláusulas contratuais com os cessionários. Os dados também alimentam os Boletins de Aquicultura em Águas da União, publicações que reúnem informações e análises sobre a produção aquícola nas águas federais brasileiras.

  • Inovação monitora em tempo real criação de moluscos em Santa Catarina

    Inovação monitora em tempo real criação de moluscos em Santa Catarina

    A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) desenvolveu em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) um protótipo de alta tecnologia que revoluciona o estudo dos impactos ambientais da criação de moluscos bivalves.

    O equipamento utiliza sensores de vazão conectados a um módulo de transmissão de dados, tecnologia baseada no protocolo de Internet das Coisas (IoT). As informações são enviadas em tempo real para os computadores da Epagri em Florianópolis.

    O protótipo atua na coleta e quantificação de fezes e pseudofezes de moluscos bivalves. Os pesquisadores utilizam água do mar que passa pelo equipamento, onde ficam abrigados moluscos vivos em 12 compartimentos separados.

    O sistema permite acompanhar com precisão a quantidade de água que entra em cada compartimento. Também quantifica os resíduos produzidos pelos animais durante o processo de alimentação por filtração.

    “Isso é essencial porque, como esses animais se alimentam filtrando a água, a quantidade e qualidade desse alimento influencia diretamente na produção de fezes e pseudofezes”, explica Luis Hamilton P. Garbossa, pesquisador e gerente da Epagri/Ciram.

    Aplicativo monitora dados em tempo real

    Os dados ficam disponíveis em um aplicativo que permite acompanhar o volume acumulado de água filtrada por cada compartimento. A ferramenta já passou pela fase de testes e gera resultados para estudos científicos.

    Segundo Garbossa, o sistema representa um avanço significativo: “Com a nova ferramenta os pesquisadores poderão avançar em estudos sobre a dispersão dos resíduos no ambiente marinho e apoiar decisões sobre o melhor uso das áreas de cultivo”.

    A inovação integra o projeto “Análise da operação unitária de sedimentação das fezes e pseudofezes de moluscos bivalves”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

    O sistema foi inspirado em estudos anteriores e adaptado para a realidade brasileira com base em pesquisas recentes. A pesquisa está alinhada aos objetivos da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.

    Garbossa destaca que o projeto fortalece o compromisso da Epagri com a sustentabilidade da maricultura em Santa Catarina.

    Santa Catarina lidera produção nacional

    Santa Catarina mantém sua posição como líder nacional na produção de moluscos bivalves. O estado concentra cerca de 98% da produção nacional de moluscos bivalves, com Florianópolis entre os maiores polos produtores.

    Segundo dados da Epagri/Cepa no Observatório Agro Catarinense, Santa Catarina produziu pouco mais de 7 mil toneladas de moluscos em 2023. A maior parte da produção são mexilhões, que representam cerca de 5 mil toneladas.

    A atividade mobilizou 292 produtores no estado em 2023. A maricultura envolve centenas de famílias, gera milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta dezenas de milhões de reais por ano.

    Impacto da pesquisa para o setor

    O novo equipamento representa um marco para a maricultura catarinense. A tecnologia permitirá que os maricultores tenham informações mais precisas sobre o impacto ambiental de suas atividades.

    Os dados coletados servirão para apoiar decisões sobre o melhor aproveitamento das áreas de cultivo. Também contribuirão para o desenvolvimento de práticas mais sustentáveis na criação de ostras e mexilhões.

    A pesquisa fortalece Santa Catarina como referência nacional em maricultura sustentável, combinando tradição produtiva com inovação tecnológica.

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  • Liberada comercialização de moluscos em Guaratuba

    Liberada comercialização de moluscos em Guaratuba

    A comercialização de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões em Guaratuba (PR) foi liberada nesta semana pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A decisão ocorreu após novos testes comprovarem que os índices da toxina ácido ocadáico – associada à maré vermelha – estão dentro dos limites seguros para consumo humano.

    Os resultados das análises, realizadas em amostras coletadas em 31 de março e 3 de abril, foram divulgados em Nota Técnica da Adapar. A interdição, imposta no fim de março, exigia dois testes consecutivos com resultados negativos para a toxina. A agência reforçou que seguirá monitorando a região para garantir a qualidade dos produtos.

    O que é a ficotoxina ácido ocadáico?

    Produzida por microalgas marinhas, a substância se acumula em moluscos filtradores (como ostras e mexilhões) que se alimentam desses organismos. Embora não cause danos aos animais, em humanos pode provocar:

    • Náuseas e vômitos;
    • Dores abdominais;
    • Diarreia intensa.

    A contaminação ocorre principalmente durante o fenômeno da maré vermelha, quando as algas tóxicas se proliferam em excesso, mudando a coloração da água para tons avermelhados ou alaranjados.

    Maré vermelha: entenda o fenômeno

    A maré vermelha é um evento natural temporário, associado a mudanças nas correntes marítimas, temperatura da água e condições climáticas. No litoral paranaense, o monitoramento constante da Adapar é essencial para evitar riscos à saúde pública e prejuízos aos produtores.

    Em 2023, por exemplo, o estado registrou 12 interdições em áreas de cultivo de moluscos devido a surtos de toxinas.

    A Adapar mantém o programa de vigilância ativa em Guaratuba e outras regiões do litoral. Produtores e consumidores podem acompanhar atualizações no site oficial da agência.

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