Tag: orçamento

  • Seguro rural recebe incentivo extra até agosto de 2025

    Seguro rural recebe incentivo extra até agosto de 2025

    O governo federal anunciou a ampliação dos recursos para o seguro rural. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializou a medida com a publicação da Resolução nº 106. O novo cronograma detalha os valores mensais destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) até agosto de 2025.

    Orçamento

    Do orçamento total de R$ 1 bilhão previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), o governo já havia liberado R$ 179 milhões em maio. Agora, a partir de junho, o Mapa distribuirá mais R$ 280 milhões para apoiar apólices voltadas às culturas de inverno.

    Além disso, o plano reserva R$ 36 milhões para frutas, R$ 7,5 milhões para a pecuária, R$ 1,5 milhão para florestas e R$ 35,5 milhões para outras culturas. O objetivo é garantir cobertura a uma ampla gama de atividades agropecuárias em todo o país.

    Segundo o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, os valores devem atender a maior parte da demanda atual. “Vamos atender praticamente toda a procura pelas culturas de inverno e sinalizar recursos para as demais atividades”, afirmou.

    Contudo, o governo precisou bloquear R$ 445 milhões do orçamento do PSR para cumprir as metas fiscais. Campos, no entanto, acredita que o corte será revertido. “Vamos trabalhar para liberar esse valor o quanto antes e evitar prejuízos à safra de verão”, explicou. Além disso, ele ressaltou que o PSR é uma despesa discricionária e, por isso, pode sofrer bloqueios orçamentários ao longo do ano. Ainda assim, o Ministério mantém o compromisso de ampliar a proteção ao produtor.

    Atualmente, 17 seguradoras estão habilitadas a operar com o seguro rural. Para contratar uma apólice, o produtor deve procurar um corretor ou uma instituição financeira autorizada.

    O benefício se estende a pessoas físicas ou jurídicas, mesmo que não tenham acesso ao crédito rural. A subvenção federal cobre 40% do prêmio em todas as atividades, exceto a soja, que tem apoio de 20%. A regra vale para todos os tipos de cobertura e produtos reconhecidos pelo PSR.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Demanda por crédito no agro ultrapassa R$ 1 trilhão

    + Agro em Campo: Sistemas integrados aumentam carbono no solo e produtividade

  • Orçamento da Embrapa para 2025 cresce 120%

    Orçamento da Embrapa para 2025 cresce 120%

    O Congresso Nacional aprovou na última quinta-feira (21) o orçamento da Embrapa para 2025, marcando um avanço na recuperação financeira da empresa. O repasse para despesas discricionárias será de R$ 364 milhões. Ou seja, um aumento de 120% em relação ao ano anterior, quando a empresa recebeu R$ 161 milhões. Além disso, a Embrapa contará com R$ 148 milhões do Novo PAC para investimentos.

    Com mais recursos, a estatal poderá retomar investimentos em pesquisa e inovação, fundamentais para a competitividade da agricultura brasileira. A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, ressaltou que o novo orçamento permitirá “a continuidade dos projetos, novas ações estratégicas e o fortalecimento da ciência no setor agropecuário”. Segundo ela, o aumento reflete o compromisso do governo e do Congresso com a pesquisa agropecuária.

    Os recursos adicionais serão usados para modernização de laboratórios, atualização de campos experimentais e desenvolvimento de novas tecnologias. O fortalecimento da pesquisa busca garantir a sustentabilidade do setor e manter a agricultura brasileira competitiva no mercado global.

    As inovações da Embrapa estão sempre no radar do Agro em Campo. São pesquisas em todas as áreas do agronegócio brasileiro, como novas cultivares, melhoramento genético de plantas e animais, técnicas de manejo, combate de pragas e doenças, aumento de produtividade na mesma área e uma infinidade de ações essenciais para manter o Brasil como potência na produção de alimentos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Indústria leiteira de Goiás se destaca em tratamento e reaproveitamento de água
    + Agro em Campo: Governo e BNDES investem R$ 150 milhões no reflorestamento de assentamentos na Amazônia

  • Orçamento do Plano Safra não considerou alta da Selic, diz CNA

    Orçamento do Plano Safra não considerou alta da Selic, diz CNA

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que a suspensão das contratações das linhas equalizadas do Plano Safra 2024/25 ocorreu por falta de previsão orçamentária diante da alta da Selic. Em comunicado técnico, a entidade destacou que os custos extras para equalização do crédito rural não foram incluídos no planejamento do governo.

    A CNA estima que são necessários pelo menos R$ 22 bilhões para cobrir a subvenção ao longo de 2025. Esse valor contempla a parte final do Plano Safra 2024/25, o início do 2025/26 e os financiamentos anteriores. O cálculo se baseia na projeção de Selic a 15% ao ano nos próximos meses.

    Orçamento

    O orçamento previsto para 2025 é de R$ 14 bilhões. Na sexta-feira (21), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou uma Medida Provisória para acrescentar R$ 4 bilhões, elevando o montante para R$ 18 bilhões. Portanto, mesmo com o reforço, a CNA alerta que a paralisação das linhas equalizadas prejudica pequenos e médios produtores e compromete o acesso ao crédito rural.

    A entidade ressalta que o crédito privado ainda apresenta barreiras para os produtores de menor porte, deixando esse público sem alternativas. “O produtor não pode ser penalizado por entraves na aprovação do Orçamento e pela falta de planejamento frente aos desafios fiscais”, afirmou a CNA no comunicado.

    O documento também destacou que o governo ainda não disponibilizou plenamente os mais de R$ 133 bilhões anunciados em recursos equalizados para o Plano Safra 2024/25. Segundo a CNA, dificuldades orçamentárias, exigências ambientais e restrições na gestão de riscos dificultaram o acesso ao financiamento.

    Para a confederação, a decisão do Tesouro Nacional agrava ainda mais a situação dos produtores. Eles se preparavam para financiar a safra de inverno e já haviam adquirido parte dos insumos. Em resumo, a CNA defende que o governo reveja a medida e assegure os recursos prometidos. Ou seja, o objetivo é garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor agropecuário.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Tecnologia revoluciona monitoramento térmico e reduz perdas