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  • Bayer e Banco do Brasil lançam parceria

    Bayer e Banco do Brasil lançam parceria

    A Bayer e o Banco do Brasil anunciaram uma parceria inédita.  O objetivo é promover práticas agrícolas sustentáveis e proteger florestas, através da iniciativa chamada CPR Preservação. A solução, estruturada na Cédula do Produtor Rural Verde (CPR Verde), visa facilitar o acesso ao crédito para produtores rurais que realizam a manutenção das áreas nativas em suas propriedades, com a segurança da iniciativa PRO Carbono, da Bayer.

    O Banco do Brasil desenvolveu uma metodologia para valorizar as áreas de vegetação nativa, incluindo Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal. Essa abordagem promove ações de preservação florestal e mitigação das emissões de gases de efeito estufa. A modalidade é destinada a produtores que possuem áreas preservadas e é amparada pela Lei 13.986/20 e pelo Decreto nº 10.828/21, que valorizam as áreas conservadas como lastro para a emissão do financiamento.

    O projeto piloto envolve 60 agricultores da região de Rio Verde (GO), que participam do PRO Carbono da Bayer. A escolha dessa área se deve ao fato de que o Cerrado é um dos biomas mais afetados pela expansão da fronteira agrícola. Inclusive tendo ultrapassado a área desmatada da Amazônia em 2023, representando 61% do desflorestamento total.

    Benefícios do programa

    Fabio Passos, líder do negócio de Carbono da Bayer para a América Latina, destaca que a parceria busca oferecer benefícios aos agricultores engajados em práticas sustentáveis. “Reconhecer a importância de um olhar para todo o ecossistema nesta jornada pela sustentabilidade inclui oferecer ao agricultor benefícios que possam apoiá-los, como ofertas de crédito vantajosas e atreladas a boas práticas e proteção de florestas”, explica Passos.

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    A certificação necessária para a emissão do financiamento é gerada pelo PRO Carbono, que verifica a área florestal e a conformidade socioambiental com base em 13 critérios. O uso da tecnologia de sensoriamento remoto no sistema MRV (Monitoramento, Reporte e Verificação) integrado à Conecta PRO Carbono facilita esse processo.

    Condições do empréstimo

    Um dos diferenciais da CPR Preservação é a isenção de 0,5% na tarifa de estudo da operação em comparação à CPR convencional. O empréstimo pode ser contratado com encargos financeiros pré ou pós-fixados, com taxas de juros variando conforme o perfil do cliente e outros fatores. O potencial de crédito está vinculado à área florestal elegível.

    João Fruet, Diretor de Corporate and Investment Bank (CIB) do Banco do Brasil, afirma que essa parceria faz parte da estratégia de sustentabilidade da instituição. “Se materializa através do fomento de uma agricultura mais sustentável, com impactos positivos na cadeia de valor do agronegócio”, comenta Fruet.

    Processo de solicitação

    Os produtores rurais interessados podem solicitar o benefício por meio do Orbia, o maior marketplace do agronegócio brasileiro. É necessário ter o Cadastro Ambiental Rural (CAR) ativo e estar em conformidade com os critérios socioambientais estabelecidos pelo banco. A Conecta PRO Carbono analisa a área de forma georreferenciada e emite o certificado em até 72 horas.

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    A CPR Preservação está vinculada a atividades que resultem na redução das emissões de gases de efeito estufa e na conservação da biodiversidade e recursos hídricos. O prazo para pagamento do financiamento é de 720 dias, com opções de pagamento único ou parcelado.

    A parceria entre Bayer e Banco do Brasil representa um passo importante na promoção da sustentabilidade agrícola no Brasil. E também oferece aos produtores rurais oportunidades financeiras ligadas à conservação ambiental. Com foco em práticas regenerativas e proteção das florestas, a iniciativa busca não apenas melhorar a rentabilidade dos agricultores, mas também contribuir para um futuro mais sustentável no setor agropecuário.

  • Crédito rural – Fintechs se consolidam no mercado

    Crédito rural – Fintechs se consolidam no mercado

    O setor de fintechs, empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros, tem ganhado destaque no agronegócio brasileiro. Essas startups inovadoras estão transformando a forma como os produtores rurais acessam crédito, realizam pagamentos e gerenciam suas finanças. Segundo dados recentes, as 10 maiores fintechs do agro no Brasil movimentaram oficialmente R$ 4,2 bilhões no mercado em 2023.

    Elas oferecem uma ampla gama de serviços, desde plataformas de compra e venda de insumos e máquinas agrícolas até soluções de gestão financeira e acesso a crédito rural. Elas têm atraído investimentos de grandes empresas e fundos de venture capital, impulsionando o crescimento do setor.

    Algumas das principais fintechs do mercado no Brasil

    • Agrolend: Focada em fornecer crédito a pequenos e médios produtores. financia produtores rurais de pequeno e médio porte, em parceria com revendas, cooperativas e indústrias de insumos e equipamentos agrícolas, de forma rápida, fácil e sem burocracia.
    • Traive: Uma plataforma completa de análise de risco com o poder da Inteligência Artificial para identificar os melhores parceiros e traçar estratégias de sucesso.
    • Orbia: Oferece uma plataforma de negócios agrícolas. Funciona como uma marketplace e programa de benefícios do agronegócio. Conta com mais de 230 mil produtores rurais cadastrados e mais de 300 canais de distribuição.
    • Bart Digital: Focada em garantias e contratos digitais. Garante a redução de até 85% do tempo necessário para concluir a formalização de títulos e garantias agrícolas.
    • Culte: Facilita o financiamento coletivo para pequenos agricultores.
    • Seedz: Oferece um programa de fidelidade para o agronegócio.
    • Agrosmart: Especializada em agricultura digital e monitoramento de culturas.
    • Agrifintech AgroForte: focada no setor de crédito voltado ao pequeno produtor de proteína, possuí mais de 20 empresas parceiras, entre agroindústrias, laticínios e cooperativas, que juntas, somam mais de 45.000 produtores nas suas cadeias de fornecimento.

    Impactos no Agronegócio

    A presença destas empresas no agronegócio tem trazido diversos benefícios para os produtores rurais. Com soluções digitais e ágeis, elas facilitam o acesso a crédito, reduzem os custos de transação e aumentam a eficiência dos processos financeiros. Isso permite que os produtores invistam em tecnologia, melhorem a produtividade e se tornem mais competitivos no mercado.

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    Além disso, as fintechs têm contribuído para a inclusão financeira no campo, alcançando produtores em regiões remotas e oferecendo soluções adaptadas às suas necessidades. Isso é especialmente relevante para os pequenos e médios produtores, que muitas vezes enfrentam dificuldades para acessar serviços financeiros tradicionais.

    Segmentação entre os segmentados

    Mesmo dentro o segmento rural, existe outra segmentação, mostrando que o mercado é repleto de possibilidades. A Agrifintech AgroForte, por exemplo, é uma empresa voltada ao crédito ao pequeno produtor de proteínas.

    Suas operações iniciaram em 2022 e já somam cerca de R$ 100 milhões movimentados, acessados por produtores rurais das regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Atua nos principais setores de proteína. Esse é um mercado de mais de R$ 350 bilhões de produção primária. A fintech traz o mercado de capitais para dentro da fazenda, utilizando tecnologia e desenvolvimento de canais importantes para acessar o pequeno e médio produtor rural. Por meio de uma alternativa de crédito ágil, projeta dobrar esse volume de recursos injetados no mercado nos próximos 12 meses.

    “Com nossa tecnologia de dados, esteira inovadora e acesso aos canais da cadeia de valor, conseguimos levar para o pequeno produtor uma proposta de crédito ágil, customizado e sem burocracia. Essa era uma demanda dos produtores dos principais setores de proteína. Nosso modelo de negócio traz valor não só para o produtor, mas também para toda a cadeia, incluindo a agroindústria e fornecedores de equipamentos e insumos. A AgroForte acaba sendo um elo conector dos players, focado no principal gargalo, que é o crédito”, explica o CEO e fundador da AgroForte, Felipe d’Ávila.

    CEO e fundador da AgroForte, Felipe d’Ávila. Divulgação

    Perspectivas para o Futuro

    O mercado de fintechs do agronegócio no Brasil tem grande potencial de crescimento. Com a crescente digitalização do setor e a demanda por soluções financeiras inovadoras, espera-se que mais startups entrem nesse mercado e que as empresas já estabelecidas expandam seus serviços.

    Além disso, a integração das fintechs com outras tecnologias, como a Internet das Coisas (IoT) e a inteligência artificial, pode levar a soluções ainda mais personalizadas e eficientes para os produtores rurais. Isso pode incluir desde monitoramento de safras e rebanhos até análises preditivas de riscos e oportunidades de mercado.

    Portanto, as fintechs do agronegócio têm desempenhado um papel crucial no fortalecimento do setor no Brasil. Com a movimentação de bilhões de reais no mercado e a oferta de soluções inovadoras, elas têm contribuído para a modernização, eficiência e inclusão financeira dos produtores rurais, impulsionando a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global.