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  • Touro milionário apreendido em operação contra o PCC gera custo de até R$ 60 mil por mês

    Touro milionário apreendido em operação contra o PCC gera custo de até R$ 60 mil por mês

    A Polícia Civil apreendeu o touro Império durante uma operação contra lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Reconhecido no circuito profissional de rodeios, o animal disputa etapas da Professional Bull Riders (PBR) e pode valer ao menos R$ 1 milhão, segundo as autoridades.

    Em entrevista ao g1, um veterinário que atua no mercado de rodeios em todo o país explicou que touros desse porte pesam, em média, 850 quilos. O especialista, que preferiu não se identificar, afirmou conhecer o Império e detalhou os custos para manter um animal desse nível.

    “Animais desse tipo pesam, em média, 850 quilos, e o custo de manutenção gira em torno de R$ 60 mil, considerando alimentação, transporte e terapias”, relatou.

    Segundo o veterinário, o Império pertence à categoria dos taurinos, resultado do cruzamento entre raças europeias e zebuínos, conhecidos pela presença do cupim. O animal também chama atenção pelo porte físico e pode chegar perto dos dois metros de altura.

    Touros como o Império consomem entre 35 e 45 quilos de alimento por dia. Para manter o desempenho nas arenas, os tratadores oferecem dietas compostas por alimentos volumosos e concentrados.

    Operação contra lavagem de dinheiro do PCC: polícia apreende dinheiro, cavalos e 3º touro melhor ranqueado em rodeios do Brasil — (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

    Histórico de vitórias e posição da PBR

    Fruto do cruzamento entre as raças Nelore e Girolando, o Império reúne características valorizadas nos rodeios, como força, resistência e maior vigor físico. Desde 2024, o touro acumula títulos importantes em competições organizadas pela PBR.

    O animal venceu etapas em Limeira (SP), em 2024, e em Gonçalves (MG) e Ijaci (MG), ambas em 2025. Além disso, alcançou a terceira colocação no ranking da Confederação Nacional de Rodeio (CNAR) em julho de 2025.

    A operação policial também mirou o influenciador digital Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, dono da companhia responsável pelo animal. As autoridades prenderam o empresário no ano passado em outra investigação.

    Em nota, a PBR Brazil esclareceu que não mantém qualquer ligação com proprietários de touros. A entidade também explicou como funciona a escolha dos animais para as competições.

    “A PBR Brazil não possui vínculo direto ou indireto com proprietários de touros, e as contratações para cada etapa podem ou não ser feitas diretamente pelo organizador local”, informou.

    A organização acrescentou que seleciona os touros exclusivamente por critérios técnicos. “Com relação à contratação de touros de pulo, a seleção acontece exclusivamente com base no desempenho dos animais em eventos recentes”, destacou a entidade.

    Para pontuar no ranking da CNAR, o touro precisa vencer etapas credenciadas. O Império conquistou sua pontuação justamente pelas vitórias obtidas nas três competições promovidas pela PBR.

  • Fiscais apreendem 18 toneladas de arroz irregular

    Fiscais apreendem 18 toneladas de arroz irregular

    Fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizaram uma ação de fiscalização em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, onde apreenderam 18,7 toneladas de arroz com irregularidades. A operação resultou na apreensão de 1.332 pacotes de 5 quilos de arroz que estavam rotulados como tipo 1, mas que na verdade correspondiam ao tipo 5, considerado de qualidade inferior.

    Durante a fiscalização, os fiscais também encontraram dois lotes adicionais de arroz, totalizando 2.418 pacotes de 5 quilos, que apresentavam discrepâncias nas classificações. Um lote tinha a classificação de tipo 3, enquanto outro apresentava a categoria “fora de tipo”, o que sinalizava um excesso de grãos quebrados e a presença de outras impurezas. Ambos foram identificados com suas características distintas. E os dois lotes também traziam a indicação errônea de “Arroz Tipo 1”.

    Resultados da análise laboratorial

    Os resultados das análises laboratoriais confirmaram as irregularidades. Para ser classificado como tipo 1, o limite de grãos quebrados e quireras não pode ultrapassar 7,5% do peso total. No entanto, uma das amostras apresentou uma proporção alarmante de 53,54%, sete vezes acima do permitido pela legislação vigente. As ações seguiram as diretrizes da Instrução Normativa Ministerial nº 06, que determina os regulamentos técnicos para o arroz.

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    No início de novembro, o Mapa já havia apreendido 10,5 toneladas de arroz tipo 3 em uma rede de supermercados em Araraquara, também rotulado erroneamente como tipo 1.

    Consequências e medidas

    O Mapa divulgará os nomes das empresas envolvidas somente após a conclusão do processo administrativo. As empresas terão o direito à defesa e poderão solicitar análises periciais. Se confirmarem as irregularidades, as autoridades irão autuar as empresas de acordo com a legislação pertinente.

    As empresas também precisarão substituir os lotes irregulares por produtos conformes. Os lotes que não atendem às normas retornarão às indústrias para reprocessamento adequado. Agentes fiscais dos estados onde as empresas operam irão supervisionar essa operação.

    Denúncias e fiscalização

    O Ministério da Agricultura orienta os consumidores a denunciarem qualquer suspeita sobre a qualidade de produtos vegetais encontrados no comércio por meio da plataforma “Fala BR”, disponível no site do Mapa. Essa ferramenta permite que os cidadãos registrem denúncias e sugestões, contribuindo para a eficiência das fiscalizações.

    O Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov) da Superintendência do Mapa em São Paulo conduziu a fiscalização em São José do Rio Preto, concentrando os esforços na qualidade dos produtos vegetais. As apreensões ocorreram com base nas legislações pertinentes que regulam a qualidade dos alimentos comercializados no Brasil