Tag: Operação Kraken

  • Fiscalização combate pesca ilegal de polvo no Ceará

    Fiscalização combate pesca ilegal de polvo no Ceará

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu mais de 1,5 tonelada de pescado irregular, entre eles 1.142 kg de polvo (Octopus spp.), durante a Operação Kraken, realizada de 2 a 6 de fevereiro no litoral leste do Ceará. A ação fiscalizou indústrias, embarcações, peixarias, transportadores, exportadores e distribuidores nos municípios de Fortaleza, Maracanaú, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Preá, Beberibe e Aquiraz.

    O objetivo foi verificar a legalidade e a rastreabilidade da cadeia produtiva do polvo, garantindo o cumprimento das normas de ordenamento pesqueiro. Dos 23 empreendimentos fiscalizados, 30,4% apresentaram irregularidades. O Ibama emitiu oito autos de infração por descumprimento de regras ambientais e sanitárias.

    Os produtos em condições adequadas para o consumo foram doados ao Programa Sesc Mesa Brasil, que distribui alimentos a instituições sociais. Já o pescado considerado impróprio foi inutilizado, conforme protocolos ambientais.

    Rastreabilidade e comprovação de origem

    A fiscalização concentrou-se na comprovação da origem do pescado, conforme determina a Lei nº 11.959/2009, que rege a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca. A norma exige o controle de toda a cadeia produtiva, da captura ao comércio varejista ou exportação.

    A ausência de documentação compromete a rastreabilidade e pode indicar fraude ou pesca ilegal, além de violar normas ambientais, tributárias e sanitárias. Atualmente, a Nota Fiscal é o principal instrumento de rastreabilidade, devendo informar o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) da embarcação e os dados da unidade de inspeção sanitária de destino.

    Principais irregularidades identificadas

    Durante a operação, o Ibama constatou infrações além da falta de documentação. Alguns pescadores atuavam sem autorização ou com métodos irregulares, como o uso de mergulho autônomo e potes de cimento para atrair polvos, inclusive por embarcações com permissão apenas para pesca de lagosta — o que configura infração administrativa ambiental.

    Foto: Ibama/Nupesc

    A equipe também flagrou descumprimento do período de defeso, quando a captura, o transporte e a comercialização de espécies como lagosta, pargo e caranguejo ficam proibidos. Durante esse período, a guarda e a venda de estoques só são permitidas mediante declaração dentro do prazo regulamentar.

  • Operação apreende mais de 5 toneladas de pescados irregulares

    Operação apreende mais de 5 toneladas de pescados irregulares

    O Ibama fiscalizou cidades litorâneas do Rio Grande do Norte entre 20 e 24 de outubro, que concentrou ações na cadeia de custódia do polvo (Octopus spp.) e no ordenamento pesqueiro da região. A operação fiscalizou empresas pesqueiras, estabelecimentos que beneficiam pescados e embarcações atuantes no mar. Como resultado, o Ibama emitiu 10 Autos de Infração e recolheu 4.162,6 kg de polvo e 1.052 kg de lagostas. Somando 5,2 toneladas de pescado irregular.

    O foco da operação residiu em comprovar a legalidade da origem do pescado, conforme determina a Lei Federal nº 11.959/2009. Essa lei obriga a fiscalização em toda a cadeia produtiva, da captura à comercialização e exportação.

    A rastreabilidade do pescado depende da apresentação da Nota Fiscal contendo o nome e o código RGP (Registro Geral da Pesca) da embarcação, além dos dados da unidade de inspeção sanitária responsável. A falta dessa documentação facilita fraudes e a entrada de pescado ilegal no mercado, além de gerar irregularidades tributárias e sanitárias.

    Entre as irregularidades flagradas, o Ibama destacou o uso proibido de mergulho autônomo com potes de cimento para atrair polvos. Especialmente por embarcações autorizadas para a pesca de lagosta, uma infração ambiental grave. Também constatou falhas no monitoramento por satélite, como ausência ou desligamento não autorizado do dispositivo obrigatório para barcos com mais de 10 metros, dificultando a fiscalização.

    Polvo e lagosta foram apreendidos por falta de comprovação de origem. Foto: Fiscalização/Ibama