A onda de calor que atinge o Estado de São Paulo deve permanecer pelo menos até o fim desta quarta-feira (19/8), segundo a Defesa Civil paulista.
No interior de São Paulo, onde as temperaturas podem ficar até 7°C acima da média, o cenário exige atenção redobrada dos produtores rurais.
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A combinação de ar quente e seco, baixa umidade relativa e vegetação ressecada aumenta as condições favoráveis à ocorrência e propagação de incêndios florestais e queimadas em áreas rurais.
Diante do risco, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo reuniu recomendações para reduzir as chances de incêndios e proteger as propriedades rurais.

Mantenha os aceiros limpos
Uma das principais medidas é manter os aceiros limpos e conservados. Essas faixas sem vegetação funcionam como barreiras para dificultar que o fogo avance de uma área para outra.
A orientação citada pela Secretaria prevê largura mínima de 3 metros entre talhões no interior da propriedade, 5 metros em cada lado de cercas e divisas e 6 metros no entorno de vegetação nativa.
A manutenção deve ocorrer durante toda a estiagem. Quando tomado por vegetação seca, o aceiro perde eficiência como barreira contra a propagação do fogo.
A legislação paulista também estabelece aceiros mínimos em situações envolvendo queima controlada e prevê que as dimensões sejam ampliadas quando condições ambientais, climáticas ou topográficas exigirem maior proteção.
Vegetação seca aumenta o risco
Outra recomendação é manter a vegetação bem roçada, principalmente nos limites da propriedade rural durante períodos de calor intenso.
Mato alto e seco funciona como material combustível, facilitando a propagação das chamas e permitindo que um foco iniciado fora da propriedade alcance áreas produtivas.
Redobre o cuidado com fontes de calor
Durante a onda de calor, produtores e trabalhadores rurais devem redobrar os cuidados com qualquer fonte capaz de iniciar um incêndio.
A recomendação é evitar churrasqueiras, fogueiras e velas próximas à vegetação, além de garantir o descarte adequado de cigarros, fósforos e cinzas de fornos a lenha.
A queima de resíduos vegetais também exige atenção. O emprego de fogo em queima controlada está sujeito às regras ambientais e à autorização correspondente. A Cetesb mantém procedimento específico para autorização de queima controlada utilizada como fator de produção, manejo agrícola e florestal e para determinadas finalidades fitossanitárias e científicas.
Em períodos de risco elevado de incêndios, autorizações também podem sofrer restrições ou suspensões, como já ocorreu no Estado em situações críticas.
Reforce as rondas pela propriedade
Nos dias mais quentes, a Secretaria de Agricultura recomenda aumentar a frequência do monitoramento das áreas consideradas mais vulneráveis.
A atenção deve ser maior em locais com vegetação seca, divisas das propriedades e áreas próximas a estradas, onde um foco de incêndio pode se espalhar rapidamente.
Identificar fumaça ou fogo ainda no início pode reduzir o tempo necessário para acionar as equipes responsáveis pelo combate.
Se precisar, acione os bombeiros
Focos de incêndio devem ser enfrentados apenas por pessoas treinadas e com equipamentos adequados. Tentar controlar as chamas sem preparo pode colocar trabalhadores e moradores em risco.
Ao identificar fumaça suspeita ou um princípio de incêndio, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199.







