Tag: Onçafari

  • Cobra-coral rara impressiona biólogo com cores surreais no Pantanal

    Cobra-coral rara impressiona biólogo com cores surreais no Pantanal

    As cores vibrantes de uma cobra-coral verdadeira chamaram a atenção do biólogo e guia do projeto Onçafari, Maurício Abib, durante um encontro raro em Miranda, no Mato Grosso do Sul. O profissional compartilhou o registro nas redes sociais para marcar o encerramento da temporada de grande aparição de serpentes no Pantanal.

    Segundo Abib, o vídeo havia sido gravado há algum tempo, mas ele decidiu publicá-lo apenas agora. Na postagem, ele destacou o comportamento pacífico do animal, apesar da fama perigosa da espécie. “Uma das serpentes mais peçonhentas do mundo, e uma das mais dibouinhas também, só quer paz”, escreveu.

    O biólogo atua na base do Onçafari localizada no Refúgio Ecológico Caiman e revelou que já encontrou a espécie apenas duas vezes desde 2018. De acordo com ele, os avistamentos ocorreram em períodos anteriores à seca no Pantanal.

    “Esse padrão de cores é surreal, hipnotizante, e demonstra que o animal não quer ser importunado por ninguém. Comedora assídua de outras serpentes, tem papel importante no controle dos parentes distantes”, afirmou.

    https://www.instagram.com/reel/DYpCz0kS3Nm/?igsh=NHQ3aTdiM2drMTM=

    Espécie rara e extremamente venenosa

    Conforme informações do Instituto Butantan, a cobra-coral verdadeira costuma permanecer escondida sob folhas, troncos ou até enterrada. Por isso, os encontros com o animal são considerados incomuns. Em geral, ela sai do esconderijo principalmente para caçar ou durante o período reprodutivo.

    Apesar de não apresentar comportamento agressivo, a espécie é considerada uma das mais perigosas do país devido ao veneno potente. Uma picada pode provocar sintomas graves rapidamente, entre eles visão borrada, queda das pálpebras, paralisia muscular e até parada respiratória em casos extremos.

    Enrolar a ponta da cauda é um comportamento de defesa da coral-verdadeira — (Foto: Instituto Butantan)

    Ainda assim, especialistas reforçam que a serpente não costuma atacar seres humanos espontaneamente. Na maioria das situações, ela reage apenas quando é pisada, encurralada ou manipulada.

    Predadora silenciosa de outras cobras

    A alimentação da cobra-coral também chama atenção. O principal alvo da espécie são outras serpentes, incluindo falsas-corais e até exemplares menores da própria família. Além disso, ela também se alimenta de lagartos, anfíbios e pequenos roedores.

    Para capturar as presas, a serpente utiliza o olfato para rastrear os movimentos. Em seguida, ela morde e mantém o ataque até que o veneno faça efeito. Esse comportamento faz da cobra-coral uma importante aliada no equilíbrio ambiental e no controle populacional de outras espécies no Pantanal.

  • Anta Valente, sobrevivente dos incêndios no Pantanal, é reintroduzida ao seu habitat natural

    Anta Valente, sobrevivente dos incêndios no Pantanal, é reintroduzida ao seu habitat natural

    Valente, jovem macho de anta que sobreviveu aos incêndios devastadores do Pantanal em 2024, foi reintroduzido à natureza no fim de abril. Ele ficou oito meses de tratamento e reabilitação conduzidos pela ONG Onçafari na base Caiman Pantanal, em Mato Grosso do Sul.

    Resgatado em agosto do ano passado em estado crítico, com queimaduras graves nas quatro patas e debilitado, Valente recebeu cuidados intensivos que incluíram pomadas cicatrizantes, ozonioterapia, laserterapia e o uso inovador de pele de tilápia para acelerar a cicatrização. Segundo o veterinário Ricardo Arrais, a equipe dedicou cerca de cinco meses ao tratamento médico para recuperar a saúde do animal.

    Foto: Carol Prange

    Após concluir o tratamento inicial, a equipe transferiu Valente para um recinto de um hectare com características semelhantes às de seu habitat natural. Com acesso à vegetação nativa e um grande açude, ele pôde ganhar peso, praticar caminhadas e nadar, essenciais para sua readaptação à vida selvagem. A bióloga Lilian Rampim, coordenadora de operações da base, destaca que esse ambiente foi fundamental para a recuperação física e comportamental do animal.

    Rastreamento

    Antes da soltura, Valente recebeu brincos de rastreamento para permitir o monitoramento contínuo de seus movimentos e comportamento no Pantanal. A soltura ocorreu na mesma região onde foi resgatado, garantindo que ele pudesse se reintegrar ao seu ecossistema natural. A equipe do Onçafari segue acompanhando o animal para garantir sua saúde e adaptação plena.

    Os incêndios de 2024 destruíram mais de 2,6 milhões de hectares do Pantanal, causando danos severos à fauna, flora e comunidades locais. A recuperação de animais como Valente simboliza a resistência da vida no bioma e o trabalho dedicado de organizações como o Onçafari, que atua em diversas frentes, incluindo resgate, reabilitação, ecoturismo e combate a incêndios nos principais biomas brasileiros.

    Valente é um exemplo de superação e esperança para a conservação da fauna brasileira, demonstrando a importância de ações integradas para proteger e recuperar o Pantanal diante dos desafios ambientais atuais.

    Leia mais:

     

    + Agro em Campo: Próximos dias serão de chuvas intensas no Rio Grande do Sul
    + Agro em Campo: Safra da Lagosta 2025: governo estabelece novas regras para pesca sustentável

  • Foto de anta Valente é finalista em prestigiado prêmio internacional

    Foto de anta Valente é finalista em prestigiado prêmio internacional

    A foto da anta Valente, registrada pelo fotógrafo Fernando Faciole, concorre ao prestigiado Environmental Photography Award 2025. A imagem emociona ao mostrar o animal sobrevivente dos incêndios que devastaram o Pantanal em 2024, com queimaduras graves nas quatro patas.

    Durante os incêndios que atingiram a Fazenda Caiman, em Miranda (MS), a equipe de resgate salvou Valente, um macho de aproximadamente um ano. Após o resgate, ele passou por um longo tratamento no Onçafari, que incluiu laserterapia, ozonioterapia e pomadas cicatrizantes, além do uso de pele de tilápia para acelerar a cicatrização. Atualmente, Valente está em fase de reabilitação, preparando-se para retornar à natureza.

    Foto: Fernando Faciole

    Fernando Faciole: Um Fotógrafo de Conservação

    O biólogo e fotógrafo de conservação Fernando Faciole, por sua vez, registrou o momento e destacou a importância da ação. Ele já foi finalista do Environmental Photography Award por dois anos consecutivos e integra a International League of Conservation Photographers. Suas fotografias são publicadas em veículos como National Geographic e BBC Wildlife Magazine. Faciole também é conhecido por seu envolvimento com a conservação de espécies como o tatu-canastra e o tamanduá-bandeira.

    Foto: Reprodução – Instagram @fernando.faciole

    O Environmental Photography Award

    O Environmental Photography Award, promovido pela Prince Albert II of Monaco Foundation, busca valorizar imagens que retratam a beleza e os desafios enfrentados pela natureza. A categoria “Change Makers” destaca registros que inspiram transformação e conscientização ambiental.

    A imagem de Valente concorre na categoria de voto popular até 13 de abril. [VOTE AQUI] Além disso, a votação visa aumentar a visibilidade da história de Valente e chamar a atenção para a urgência da conservação no Pantanal. Por fim, os organizadores anunciarão o resultado no próximo dia 15 de abril.

    Valente se tornou um símbolo de resistência e esperança para os animais afetados pelos incêndios no Pantanal. Ou seja, sua história, capturada por Fernando Faciole, inspira reflexão sobre a importância da conservação ambiental e a resiliência da biodiversidade brasileira. A imagem de Valente não apenas emociona, mas também serve como um lembrete da necessidade de proteger esses ecossistemas únicos e frágeis.

    Além da foto de Valente, Faciole concorre com outras duas imagens: uma do tatu-canastra e outra de um filhote órfão de tamanduá-bandeira

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Pesquisadores resolvem mistérios dos Campos Ruprestes

    + Agro em Campo: Anta que sofreu queimaduras graves nas 4 patas volta a andar

  • Anta que sofreu queimaduras graves nas 4 patas volta a andar

    Anta que sofreu queimaduras graves nas 4 patas volta a andar

    Após meses de tratamento intensivo, a anta Valente, que sofreu queimaduras graves nas quatro patas durante os incêndios no Pantanal em 2024, voltou a andar. Resgatada pela ONG Onçafari, em Miranda, Mato Grosso do Sul, Valente passou por uma reabilitação rigorosa, que incluiu a cicatrização lenta e tratamentos complementares para regenerar tecidos danificados.

     

    Ver essa foto no Instagram

     

    Uma publicação compartilhada por @agroemcampo

    Reabilitação

    A equipe da Onçafari transferiu a anta Valente para um recinto maior, com um hectare de área, em janeiro. Esse espaço, portanto, oferece acesso a vegetação nativa e um grande açude, simulando seu habitat natural e facilitando sua readaptação. Sem previsão para soltura, monitores equiparão Valente com um brinco de rastreamento para acompanhar seus movimentos.

    Os biólogos e veterinários destacam a evolução significativa de Valente em 2025. A equipe da Onçafari continua a monitorar sua recuperação, garantindo que ele esteja pronto para um eventual retorno ao seu habitat natural. Ou seja, a história de Valente serve como um lembrete dos impactos dos incêndios na biodiversidade do Pantanal e da importância do trabalho de reabilitação realizado por organizações como a Onçafari.

    Impacto das queimadas

    As queimadas e a seca extrema no Pantanal ameaçam a vida de inúmeras espécies animais. Os incêndios de 2024 criaram um cenário alarmante do bioma, causando uma redução drástica nas populações de lobos-guará, onças-pintadas e antas. Além disso, a destruição da cadeia alimentar resultou na “fome cinzenta”, que impediu animais maiores de obter alimentos essenciais.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Filhote de onça é resgatado de galinheiro após atacar 30 galinhas