Tag: oferta restrita

  • Põe mais água no feijão: entenda a alta de preço

    Põe mais água no feijão: entenda a alta de preço

    Os preços do feijão seguiram em alta na primeira quinzena de maio. O movimento atingiu o carioca e o preto. Segundo o Cepea, a oferta restrita sustentou as valorizações no mercado brasileiro.

    Além disso, as incertezas climáticas aumentaram a cautela entre produtores e compradores, principalmente na região Sul do País.

    Reflexo para o consumidor

    O Centro de Pesquisas informou que a alta no campo chegou gradualmente ao consumidor nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, agentes do setor monitoram possíveis impactos das geadas sobre as lavouras de feijão.

    De acordo com o Cepea, as cotações do feijão carioca e preto avançaram em diversas regiões produtoras. A demanda permaneceu concentrada no Paraná devido ao atual ritmo da colheita estadual. Parte dos grãos colhidos apresentou elevada umidade e precisou passar por secadores antes da comercialização.

    As geadas registradas no início da semana reforçaram a restrição da oferta. As ocorrências atingiram principalmente áreas de baixada no Sul do Brasil. No entanto, técnicos ainda avaliam os impactos climáticos sobre a produtividade das lavouras.

     

  • Boletim Agro em Campo: milho reage e mandioca dispara

    Boletim Agro em Campo: milho reage e mandioca dispara

    Milho

    Os levantamentos do Cepea mostram que os preços internos do milho voltaram a subir porque os vendedores reduziram as ofertas e priorizaram as atividades de campo. A paridade de exportação continua elevada e dá sustentação às cotações.

    Produtores viram maior presença de compradores na semana anterior e, por isso, recuaram das negociações, esperando novos ajustes positivos. Assim, só liberam lotes quando precisam fazer caixa ou liberar armazém.

    Segundo o Cepea, as altas não foram ainda maiores porque parte das indústrias e granjas está usando estoques próprios em vez de comprar no spot, o que limita o ímpeto de valorização.

    Feijão

    O mercado de feijão passou outubro com pouca liquidez e, como efeito direto, os preços ficaram enfraquecidos ao longo do mês. Compradores fizeram apenas aquisições pontuais e trabalharam principalmente com repasse de estoque.

    Vendedores que tinham produto de melhor qualidade seguraram valores e não aceitaram reduções, mas o movimento não foi suficiente para reverter o quadro de mercado lento.

    No campo, o plantio da primeira safra atingiu 23,9% da área estimada em 25 de outubro, abaixo dos 30,6% registrados um ano antes, o que indica ritmo mais devagar nesta temporada.

    Mandioca

    A mandioca segue em alta porque a oferta está baixa em praticamente todas as regiões acompanhadas. As chuvas reduziram a colheita e muitos produtores não se animaram a vender, já que a rentabilidade ficou pressionada pela queda recente do teor de amido. Cepea

    O preço médio nominal a prazo da tonelada posta fecularia ficou em R$ 572,96, o que representa alta de 0,5% na comparação semanal. Entre setembro e outubro, a valorização acumulada chegou a 12%, segundo o Cepea.

    No mercado de derivados, o ritmo de compra está lento porque parte das indústrias já se abasteceu no fim de setembro e na primeira metade de outubro, enquanto outro grupo adia negócios esperando preços menores no começo de 2026.

    Soja

    A sinalização de que a China vai retomar parte das compras de soja nos Estados Unidos pressionou os prêmios de exportação no Brasil. Os contratos para embarque em 2026 voltaram para patamares negativos, movimento que não aparecia desde julho.

    Mesmo com o prêmio mais baixo, as cotações no físico brasileiro ficaram firmes porque vendedores preferiram negociar no spot com pagamento mais longo para travar os preços atuais.

    A Conab projeta safra recorde de 177,6 milhões de toneladas para 2025/26, mas já considera menor produtividade no Centro Oeste por causa dos possíveis efeitos do La Niña. As chuvas recentes, porém, trouxeram alívio às lavouras e melhoraram o humor do mercado.

    Resumo do dia

    • Milho volta a subir com vendedor retraído e apoio da paridade de exportação.

    • Mandioca fecha outubro com alta acumulada de 12% por causa da baixa oferta.

    • Soja sente prêmio menor após movimento da China, mas preços internos seguem firmes.

    Fonte: CEPEA/USP – 03/11/2025

  • Preço da laranja bate novo recorde em setembro

    Preço da laranja bate novo recorde em setembro

    O preço da laranja atingiu novo recorde em setembro, impulsionado pela oferta restrita da fruta. De acordo com o Cepea, essa escassez segue pressionando os valores pagos ao produtor. A demanda aquecida da indústria também impulsionou as cotações no mercado in natura.

    Em setembro, o preço da laranja pera alcançou um patamar recorde, sendo negociada a R$ 115,10 por caixa de 40,8 kg (valor na árvore, sem colheita). Esse valor representa um aumento de 144,1% em relação ao mesmo período de 2023 e uma alta de 16% em comparação com agosto de 2024.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Mesa Brasileira participa da Conferência Global sobre Carne Bovina Sustentável 2024
    + Agro em Campo: 8º Encoffee reúne mais de 900 cafeicultores e discute clima, mercado e sustentabilidade

    No setor industrial, produtores que vendem na modalidade spot e posto fábrica também registraram preços recordes. Segundo levantamento do Cepea, o valor chegou a R$ 84,77 por caixa de 40,8 kg, com aumentos de 85,1% em um ano e de 4% no comparativo mensal.

    Produção e processamento do suco em queda

    A safra 2023/24 produziu 898,6 mil toneladas de suco de laranja, uma queda de 5% em relação às 945,5 mil toneladas da safra anterior.

    Em resumo, o volume de laranjas processadas foi de 267,9 milhões de caixas de 40,8 quilos, um aumento modesto em relação aos 265,3 milhões de caixas da safra anterior. Ou seja, uma diferença inferior a 1%.