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  • Boletim Agro em Campo: açúcar cai e etanol reage

    Boletim Agro em Campo: açúcar cai e etanol reage

    Os preços do açúcar cristal caíram de forma mais intensa no spot paulista na primeira semana de novembro, acompanhando o movimento externo mais fraco. Consumidores pressionaram por valores menores.

    Segundo o Cepea, a queda lá fora veio de notícias de maior produção em países chave, o que derrubou contratos em Nova York e ampliou a barganha interna. Mesmo com produtividade um pouco menor nos canaviais até outubro, o Centro-Sul entregou volume ligeiramente maior que na safra passada, o que ajudou a aliviar o mercado.

    Etanol

    Em São Paulo, poucas distribuidoras compraram novos volumes, mas as usinas seguiram firmes e ofertaram etanol a preços mais altos, o que sustentou o indicador. Entre 3 e 7 de novembro, o hidratado fechou em R$ 2,7997/litro, alta de 0,78% frente à semana anterior.

    O anidro também avançou: o Cepea apurou R$ 3,2094/litro, aumento de 0,92% no mesmo intervalo. Chuvas no início da semana limitaram o trabalho no campo e deram suporte adicional às cotações.

    Tilápia

    A tilápia registrou altas fortes em outubro porque a oferta seguiu curta, tanto por falta de alevinos para repovoamento como pelas temperaturas mais amenas. No Norte do Paraná, o quilo chegou a R$ 9,19, ganho de 7,79% sobre setembro.

    No Oeste do Paraná, a alta foi ainda mais ampla: 11,88%, com o preço em R$ 8,31/kg. Além disso, as exportações também reagiram e voltaram ao volume de janeiro de 2025, com 1.602 toneladas embarcadas, avanço de 130,4% sobre setembro.

    Trigo

    O avanço da colheita manteve os preços do trigo em queda no Rio Grande do Sul, onde a oferta aumentou e o comprador pôde selecionar melhor os lotes.

    No Paraná, porém, o Cepea apontou estabilização, sinal de que a entrada de produto já foi absorvida e o produtor começou a testar valores um pouco mais firmes.

    Fonte: CEPEA/USP – 11/11/2025

    Resumo final

    • Açúcar cristal recua em SP com pressão de compradores e reflexo do mercado externo.

    • Etanol hidratado e anidro sobem levemente com postura firme das usinas.

    • Tilápia sobe até 11,9% no PR por falta de oferta e exportações maiores.

  • Boi gordo em alta: entenda o impacto do clima no preço da carne

    Boi gordo em alta: entenda o impacto do clima no preço da carne

    Os preços do boi gordo continuam subindo, sem previsão de queda. Em resumo, os pesquisadores do Cepea afirmam que, apesar da importância dos confinamentos nas escalas de abate do segundo semestre, especialmente no último trimestre, a oferta de animais a pasto tem sido decisiva na formação dos preços.

    Clima impacta nas vendas

    A escassez de chuvas no segundo trimestre antecipou as vendas de animais, e as queimadas acima da média entre agosto e setembro intensificaram ainda mais a comercialização de lotes prontos para abate. Ou seja, mesmo com frigoríficos fechando contratos para grandes volumes de gado em confinamento, essa quantidade não é suficiente para atender ao mercado interno e às exportações, que seguem em alta.

    Portanto, com a oferta limitada, os reajustes de preços  do boi gordo continuam expressivos desde o início de agosto, segundo dados do Cepea.

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    Recorde de exportação

    As exportações de carne bovina do Brasil atingiram um novo recorde em setembro de 2024, com o embarque de 286.750 toneladas. O volume gerou um faturamento de US$ 1,258 bilhão, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

    Portanto, esse número representa um aumento de 7,12% em relação ao recorde anterior, registrado em julho de 2024. Além disso, o faturamento de setembro se destaca como o terceiro maior da história das exportações de carne bovina. Ou seja, o resultado fica atrás apenas de agosto e setembro de 2022. Naquele período, os preços médios da carne atingiram picos de US$ 5,9 mil e US$ 5,7 mil por tonelada, influenciados pela pandemia.

    Em comparação com agosto de 2024, o crescimento foi significativo: um aumento de 15,6% no volume exportado e de 17,4% no faturamento. Esses dados reforçam a força do setor, que continua a expandir suas operações no mercado internacional.

     

     

  • Fonte de vitamina C: preços da laranja nas alturas

    Fonte de vitamina C: preços da laranja nas alturas

    Os preços da laranja continuam em alta, apesar da queda na demanda devido às temperaturas mais baixas. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a baixa disponibilidade da fruta para o mercado in natura mantém as cotações elevadas. Na parcial desta semana, de segunda a quinta-feira, a média da laranja pera na árvore atingiu R$ 86,99 por caixa de 40,8 kg, representando um aumento de 2,75% em comparação com o período anterior.

    Preço da lima ácida tahiti cai 13,32%

    A lima ácida tahiti também enfrenta desafios no mercado, além da laranja pera. O levantamento do Cepea, a qualidade limitada das frutas disponíveis tem afastado compradores, resultando em pressão sobre os valores. Entre segunda e quinta-feira, a variedade foi negociada a R$ 30,64 por caixa de 27 kg, colhida, o que representa uma queda de 13,32% em relação à semana anterior.

    O mercado de frutas cítricas está em geral com os preços em alta. Sendo assim, a disponibilidade e a qualidade influenciam diretamente as cotações. A laranja pera continua valorizada pela baixa oferta. Entretanto, a lima ácida tahiti. A lima sofre com a queda na procura devido à qualidade inferior das frutas disponíveis.

    Perspectivas futuras

    Os produtores e comerciantes devem se preparar para possíveis variações nas cotações, à medida que o mercado de frutas cítricas avança. Nesse sentido, a baixa disponibilidade de laranja pode continuar a sustentar preços elevados, enquanto melhorias na qualidade da lima ácida tahiti serão essenciais para recuperar seu valor no mercado. Além disso, um outro ponto a ser analisado são os grandes desafios do setor da citricultura; o clima. Sendo assim, os produtores enfrentam problemas como cancro cítrico e o greening que é a pior doença dos pomares. O Agro em Campo segue acompanhando com atenção o desenvolvimento dessas culturas, uma vez que o Brasil é o maior produtor global de suco de laranja e consequentemente maior exportador do produto.