Tag: oferta global

  • Exportações de suco crescem, mas receita recua na safra

    Exportações de suco crescem, mas receita recua na safra

    As exportações brasileiras de suco de laranja cresceram na safra 2025/26. No entanto, a receita obtida com as vendas externas diminuiu.

    Segundo dados da Secex, o Brasil embarcou 806,7 mil toneladas de suco de laranja. O volume considera os produtos concentrado e fresco. Além disso, o total exportado ficou 4% acima do registrado na safra anterior, entre julho de 2025 e junho de 2026.

    Por outro lado, a receita das exportações caiu 27,3% no mesmo período. O faturamento recuou de US$ 3,48 bilhões para US$ 2,53 bilhões. De acordo com pesquisadores do Cepea, a queda ocorreu, principalmente, pela acomodação dos preços internacionais. Os valores haviam atingido níveis elevados na safra anterior.

    Mercado internacional opera com preços mais baixos

    Ainda segundo o Cepea, o encerramento da temporada mostra um cenário diferente dos últimos dois anos. O aumento das exportações para os Estados Unidos e a União Europeia indica maior demanda por NFC.

    Ao mesmo tempo, a forte redução da receita confirma um mercado internacional com preços mais baixos. Segundo os pesquisadores, esse movimento reflete a gradual normalização da oferta global de suco de laranja.

  • Crise EUA-Venezuela gera alerta no mercado de fertilizantes, mas impacto na oferta de ureia é limitado

    Crise EUA-Venezuela gera alerta no mercado de fertilizantes, mas impacto na oferta de ureia é limitado

    As tensões geopolíticas recentes entre Estados Unidos e Venezuela trouxeram preocupações ao mercado internacional sobre possíveis rupturas na cadeia de fertilizantes nitrogenados. No entanto, a participação limitada do país no comércio global de ureia deve conter os efeitos sobre os preços e a oferta mundial, conforme análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

    De acordo com Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, países grandes produtores de petróleo costumam ter relevância também na produção de fertilizantes nitrogenados — que dependem do gás natural como insumo principal. “Rússia, Argélia, Irã e Catar são exemplos claros. Já a Venezuela, apesar de sua extensa produção petrolífera, tem presença modesta no mercado de ureia”, explica.

    Dados de 2024 mostram que a Venezuela ocupou apenas a 18ª posição entre os maiores exportadores globais de ureia, com embarques de pouco mais de 560 mil toneladas. O equivalente a cerca de 1% do total mundial. Em comparação, a Rússia foi responsável por aproximadamente 18% das exportações no mesmo período.

    Fornecimento ao Brasil existe, mas não é estratégico

    Embora a Venezuela seja um fornecedor de ureia para o Brasil, sua importância é secundária. Em 2024, cerca de 6% das importações brasileiras do produto vieram do país vizinho. Entre janeiro e novembro de 2025, essa fatia recuou para menos de 5%.

    Atualmente, os principais fornecedores de ureia do Brasil são Nigéria (23%), Rússia (16%) e Catar (15%), o que demonstra uma matriz diversificada e reduz a dependência de uma única origem.

    “Até agora, não há sinais de impactos diretos na capacidade produtiva ou exportadora de fertilizantes da Venezuela”, destaca Pernías. “O que se observa são pressões pontuais nos custos logísticos, com relatos de aumento nos fretes marítimos devido ao cenário de incertezas na região”, conclui o especialista.