Tag: Oceano

  • Orcas “perseguem” peixe-lua até animal explodir; veja a cena

    Orcas “perseguem” peixe-lua até animal explodir; veja a cena

    Uma cena rara chamou a atenção de pesquisadores durante expedições no oceano. Em duas ocasiões diferentes, grupos de orcas (Orcinus orca) perseguiram um peixe-lua (Mola mola) e, após a captura, o animal acabou sendo despedaçado com um impacto tão forte que parecia “explodir” na água.

    O comportamento, registrado em 2024 e novamente em 2025, foi documentado por cientistas internacionais e publicado na revista científica Frontiers in Ethology. Embora as orcas já fossem conhecidas por caçar peixes-lua, essa estratégia nunca havia sido descrita com tantos detalhes.

    O peixe-lua está entre os peixes ósseos mais pesados do planeta, podendo chegar até três metros e pesar até duas toneladas.

    Como as orcas fazem o animal “explodir”

    Segundo os pesquisadores, o comportamento segue um padrão bem definido. Primeiro, uma das orcas mantém o peixe-lua imóvel enquanto outra ganha velocidade para desferir um golpe de grande intensidade.

    Pouco antes do impacto, a orca que segura a presa a solta. Em seguida, o ataque faz com que o corpo do peixe-lua se despedace em vários fragmentos, que ficam espalhados pela água.

    A cena surpreendeu até os próprios cientistas envolvidos no estudo.

    “Foi algo que eu nunca tinha visto. Como cientista, momentos como esse são incrivelmente empolgantes porque você percebe que está observando algo que talvez nunca tenha sido documentado em detalhes”, afirmou Kathryn Ayres, uma das autoras da pesquisa, ao portal Live Science.

    Cientistas investigam o comportamento

    Os pesquisadores ainda não sabem exatamente por que as orcas adotam essa técnica. No entanto, duas hipóteses ganharam força após a análise dos registros.

    A primeira sugere que os adultos fragmentam o peixe para facilitar a alimentação dos indivíduos mais jovens do grupo, que teriam dificuldade para consumir uma presa tão grande.

    Já a segunda hipótese indica que a fragmentação pode espalhar microrganismos potencialmente benéficos na água, contribuindo para o equilíbrio do ambiente marinho.

    Como o comportamento foi observado em dois anos consecutivos e seguiu praticamente o mesmo padrão, os cientistas acreditam que a estratégia pode fazer parte do repertório de caça de algumas populações de orcas.

  • Cocaína é encontrada em tubarões na costa do Rio de Janeiro

    Cocaína é encontrada em tubarões na costa do Rio de Janeiro

    Pesquisadores identificaram resíduos de cocaína em tubarões e raias capturados na costa da zona Oeste do Rio de Janeiro. Além da droga, eles também encontraram antibióticos, anti-inflamatórios, pesticidas e outros contaminantes capazes de afetar os ecossistemas marinhos.

    A descoberta foi publicada na revista científica ScienceDirect por pesquisadores do Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental da Fiocruz. Segundo o estudo, essas substâncias fazem parte do grupo conhecido como Contaminantes de Preocupação Emergente (CEC), compostos que ainda não são monitorados regularmente, embora possam representar riscos para a vida marinha e, indiretamente, para a saúde humana.

    O que o estudo encontrou

    Os cientistas analisaram amostras de fígado, cérebro e músculos de tubarões e raias coletados no mar do Recreio dos Bandeirantes. Ao todo, identificaram contaminantes em sete animais.

    Entre as espécies avaliadas estavam a raia-borboleta (Gymnura altavela) e os tubarões-martelo (Sphyrna lewini e Sphyrna zygaena) — Foto: Portal dos Animais

    Uma das raias apresentou a maior diversidade de substâncias, incluindo cocaína, benzoilecgonina (principal metabólito da droga), além dos medicamentos diclofenaco, sulfametoxazol e piroxicam, e do pesticida fipronil.

    Contaminação pode estar ligada ao esgoto

    Além disso, a presença simultânea de cocaína e benzoilecgonina indica uma exposição recente aos contaminantes. Em duas raias, os níveis de cocaína foram superiores aos do metabólito, o que sugere contato contínuo com a substância.

    Segundo os autores, esse cenário pode estar relacionado ao despejo de esgoto na Barra da Tijuca e ao avanço da urbanização no Recreio dos Bandeirantes, fatores que aumentam a pressão sobre os ecossistemas costeiros.

    Descoberta acende alerta para a conservação

    Embora as concentrações encontradas tenham sido baixas, os pesquisadores ressaltam que essas substâncias são de origem humana e não deveriam estar presentes nesses animais.

    Por isso, a descoberta amplia as preocupações com espécies que já enfrentam ameaças como a degradação do habitat, o desenvolvimento costeiro e a captura acidental na pesca.

    Todos os exemplares foram doados por pescadores artesanais entre 2021 e 2023 e pertencem a espécies classificadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como vulneráveis, em perigo ou criticamente ameaçadas.

  • Peixe do juízo final gera alerta no Espírito Santo; entenda o erro

    Peixe do juízo final gera alerta no Espírito Santo; entenda o erro

    Um vídeo que circulou nas redes sociais nesta semana trouxe apreensão a moradores do Espírito Santo. As imagens mostram um peixe do juízo final – espécie associada a lendas sobre desastres naturais – supostamente encontrado no litoral capixaba. Entretanto, investigações revelaram inconsistências geográficas no registro.

    O Regalecus glesne, ou peixe-remo, vive em zonas abissais dos oceanos e raramente emerge à superfície. Segundo a Ocean Conservancy, organização ambiental sediada nos EUA, avistamentos costumam ocorrer quando exemplares estão doentes ou morrendo.

    A espécie ganhou notoriedade após relatos no Japão em 2011, quando 20 indivíduos apareceram antes do terremoto e tsunami de Tohoku.

    Equívoco na localização

    A gravação original teria ocorrido na Isla Espíritu Santo, no Golfo da Califórnia (México), conforme marcado no perfil da autora. Registros confirmados no Brasil limitam-se a aparições esporádicas, como em Saquarema (RJ) em 2023.

    Crença sem comprovação científica

    Embora lendas vinculem o animal a presságios, pesquisadores ressaltam a falta de evidências. “Não há relação comprovada entre o peixe-remo e atividades sísmicas”, reforçou a Ocean Conservancy.

    Além disso, especialistas explicam que mudanças comportamentais em peixes abissais podem ser causadas por variações na pressão marinha. Ou seja, não necessariamente por terremotos.

    Contexto histórico

    Desde 1901, apenas 20 ocorrências do peixe do juízo  final foram documentadas em águas brasileiras, segundo o Instituto Scripps de Oceanografia. O último registro antes do suposto caso capixaba aconteceu no Rio de Janeiro, sem eventos sísmicos subsequentes.

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