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  • Animais que atuam na “limpeza de mares e rios” são destaque em aquário de Santa Catarina

    Animais que atuam na “limpeza de mares e rios” são destaque em aquário de Santa Catarina

    Maio chegou e, enquanto muita gente aproveita o feriado para descansar, existe uma equipe que não desliga um minuto sequer. No Oceanic Aquarium, em Santa Catarina, o destaque da temporada são os peixes e crustáceos que levam a sério a profissão de “limpadores”. Se no campo a gente sabe que o manejo correto é o que evita o prejuízo, debaixo d’água a regra é a mesma. Essas espécies trabalham de forma contínua e organizada, consumindo restos orgânicos e algas que poderiam comprometer todo o ecossistema. É o controle biológico funcionando na prática, tal qual a gestão de uma horta bem cuidada.

    A engenharia natural do cascudo e do jaraqui

    Qualquer pessoa que tenha um açude ou tanque na fazenda já ouviu falar da fama do cascudo, mas o que ele faz no aquário é uma aula de eficiência. Com sua boca em formato de ventosa, o Hypostomus sp. raspa pedras e troncos, eliminando resíduos que nem a tecnologia mais cara consegue alcançar com tanta precisão. Além disso, o jaraqui entra no time como um parceiro estratégico. Com hábito detritívoro, ele faz a limpeza pesada das superfícies e chega a interagir com outros animais, como as tartarugas, para consumir algas presas em seus cascos. A partir daí, percebemos que na natureza ninguém fica parado.

    (Foto: Divulgação/Imprensa Oceanic)

    Um time especializado em manutenção preventiva

    O trabalho não para nos peixes de fundo. O sistema conta com verdadeiros especialistas como o peixe comedor de algas e o labro-limpador, que retira pequenos parasitas de outros peixes. No entanto, o serviço de solo fica por conta do paguro, aquele caranguejo eremita que revira o substrato o dia todo para evitar o acúmulo de sujeira. “A atuação é contínua e organizada, sustentando o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos”, explicam os técnicos do aquário. Assim como na lida do gado ou no trato da lavoura, o segredo da saúde ambiental está na prevenção e na função específica que cada “peão” desempenha no sistema.

    Oportunidade de ouro para as mães do agro

    Se o trabalho desses animais é garantir a vida nas águas, o Grupo Oceanic quer garantir o lazer das famílias brasileiras neste mês. Durante todo o mês de maio, as mães têm entrada gratuita em todos os atrativos, desde que acompanhadas de um pagante. É a chance perfeita para quem está de passagem pelo litoral catarinense dar um descanso para a “matriz” da família e conferir de perto essa tecnologia viva. Além disso, os ingressos garantidos agora podem ser usados em até um ano, facilitando o planejamento de quem tem a agenda ditada pelo ritmo da colheita.

    O equilíbrio que garante a produtividade

    A consequência de toda essa atividade incessante é uma água cristalina e peixes mais saudáveis. Em contraste com sistemas que dependem apenas de filtros químicos, o uso desses “profissionais” biológicos mostra que a natureza tem a solução para quase todos os problemas de resíduos. Por outro lado, para o produtor rural que visita a exposição, fica a lição de que o equilíbrio depende de cada detalhe, do menor camarão ao maior peixe. Assim, o passeio deixa de ser apenas diversão e vira uma demonstração prática de como a organização e o trabalho duro são as únicas ferramentas capazes de manter qualquer ambiente produtivo e limpo.

  • Força e técnica feminina garantem bem-estar de tubarões e jacarés

    Força e técnica feminina garantem bem-estar de tubarões e jacarés

    No Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú (SC), o manejo de animais como tubarões, jacarés e até uma sucuri de 4 metros está nas mãos de mulheres altamente qualificadas. Elas atuam diariamente nos bastidores do maior aquário do sul do Brasil, garantindo o bem-estar e a segurança das espécies que encantam o público.

    Foto: Oceanic Aquarium/Divulgação

    A oceanógrafa Camila Moraes mergulha até três vezes por semana para alimentar tubarões e moreias e cuidar da limpeza dos tanques, tarefa essencial para manter o equilíbrio ambiental dos habitats. O trabalho exige técnica, atenção constante e profundo conhecimento sobre comportamento animal.

    As biólogas Bruna Oliveira e Edilene Brandli também encaram desafios diários. Elas alimentam jacarés, monitoram o peso e avaliam a saúde dos répteis. Edilene ainda se dedica ao tratamento e condicionamento das lontras, reforçando o papel da equipe no cuidado integrado dos animais.

    Entre as mais corajosas, está Julia Molina, responsável pelo manejo da sucuri Celeste, que vive com algumas raias de água doce. Julia realiza a alimentação e limpeza do recinto, um trabalho que exige calma, preparo físico e experiência.

    Manutenção da vida em um áquario

    Nos bastidores, o funcionamento de um aquário com mais de 350 mil litros de água depende da bióloga Bárbara Rodrigues, que opera o Sistema de Suporte à Vida (SSV). O conjunto de equipamentos garante a oxigenação, filtragem e temperatura ideais da água, simulando o ambiente natural dos habitats.

    Julia Molina, bióloga responsável pela alimentação e limpeza do recinto da Celeste. Foto: Oceanic Aquarium/Divulgação

    A equipe técnica do Oceanic Aquarium tem 18 especialistas, e 11 deles são mulheres. A veterinária Juliana Formágio, gerente de Operações Técnicas, lidera o grupo e reforça o compromisso com a igualdade de oportunidades:

    “A igualdade está em ocupar os mesmos espaços. No Oceanic, cada profissional se destaca pelo talento, pelas competências e pelo amor ao que faz, não pelo gênero”, afirma.

    Essas profissionais provam que trabalhar com grandes espécies não é questão de força, mas de preparo, responsabilidade e dedicação à conservação da vida marinha.