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  • Cooperativas do agro exportam US$ 17,4 bilhões em 2025

    Cooperativas do agro exportam US$ 17,4 bilhões em 2025

    As cooperativas brasileiras do agronegócio exportaram US$ 17,4 bilhões (cerca de R$ 96 bilhões) em 2025, segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

    O resultado representa 10,3% de todas as exportações do agronegócio brasileiro, reforçando a importância do cooperativismo para o comércio exterior do país.

    Apesar do desempenho expressivo, as vendas internacionais seguem concentradas. Das 140 cooperativas exportadoras em atividade, apenas dez responderam por 67% de todo o volume embarcado ao exterior.

    Cooperativas do agro movimentaram R$ 487 bilhões

    Além do avanço nas exportações, as cooperativas agropecuárias registraram faturamento de R$ 487,3 bilhões em 2025.

    O valor representa crescimento de 11,2% em comparação com o ano anterior.

    Considerando todos os segmentos do cooperativismo brasileiro, a movimentação econômica alcançou R$ 848 bilhões, equivalente a 6,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

    Café e carne de aves lideram as exportações

    Entre os principais itens exportados pelas cooperativas brasileiras estão o café, carne de aves, farelo de soja, carne suína e óleo de soja.

    Esses produtos mantêm forte presença nos mercados internacionais e ajudam a consolidar a competitividade do agronegócio brasileiro.

    Cooperativismo volta a crescer em número de organizações

    Além disso, o levantamento da OCB também mostra a retomada da expansão do cooperativismo no país.

    Em 2025, o Brasil passou a contar com 4.400 cooperativas distribuídas em 3.425 municípios.

    Os indicadores econômicos revelam um setor em crescimento:

    • R$ 848 bilhões em ingressos totais;
    • Crescimento de 12% em relação a 2024;
    • R$ 1,6 trilhão em ativos;
    • Alta de 14,9% no patrimônio;
    • R$ 61,3 bilhões distribuídos em sobras aos cooperados;
    • Crescimento de 14,2% sobre o ano anterior;
    • 613.375 empregos diretos gerados;
    • Expansão de 6,1% no número de trabalhadores.

    Segundo a presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, os resultados refletem a força do modelo cooperativista.

    “Os números do Anuário mostram que o cooperativismo continua crescendo de forma consistente porque entrega resultados concretos para as pessoas. Cada novo cooperado representa alguém que escolheu participar de um modelo baseado na cooperação, na geração compartilhada de riqueza e no desenvolvimento das comunidades”, afirmou.

    Patrimônio supera R$ 1,6 trilhão

    Outro destaque do levantamento é o fortalecimento da participação econômica das cooperativas brasileiras.

    O patrimônio do setor atingiu R$ 1,6 trilhão em ativos, impulsionado principalmente pelo Ramo Crédito, responsável por mais de 72% desse total.

    Já o Ramo Agropecuário segue como o principal motor econômico do cooperativismo nacional. O segmento concentra 57,4% dos ingressos do setor e permanece como o maior empregador do movimento, com aproximadamente 277 mil postos de trabalho.

    O desempenho reforça a relevância das cooperativas para a geração de renda, empregos e desenvolvimento das comunidades rurais em todo o Brasil.

  • Cooperativismo revoluciona economia na Roliúde Nordestina

    Cooperativismo revoluciona economia na Roliúde Nordestina

    No coração do Cariri paraibano, a pequena Cabaceiras, conhecida como “Roliúde Nordestina”, revela uma história que vai muito além dos cenários de cinema. O portal Agro em Campo acompanhou de perto a rotina da Cooperativa Arteza que encontrou, no couro, na união e na persistência de um povo, a força que mudou o destino de uma cidade inteira. Nesse contexto, o cooperativismo em Cabaceiras se consolida como motor de desenvolvimento.

    Com cerca de 5.500 habitantes, o município, marcado pelo clima seco e pela escassez de chuvas, viu no cooperativismo uma alternativa concreta para enfrentar dificuldades históricas. Assim, construiu um novo caminho de desenvolvimento baseado na coletividade.

    Carlinhos, fundador da Arteza – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    À frente dessa transformação está José Carlos Castro, o Carlinhos, hoje com 70 anos. A trajetória dele se confunde com a própria história da Arteza. Aos 15 anos, após perder o pai em um acidente de moto, assumiu uma pequena produção de chapéus de couro com apenas oito homens. Desde então, iniciou um processo persistente de articulação coletiva. Foram dez anos insistindo na ideia de união até que, em 31 de julho de 1998, a cooperativa saiu do papel com 28 famílias.

    “Graças ao bode, ao couro do bode conseguimos sobreviver e viver bem”, resume.

    Cooperativismo em Cabaceiras transforma o couro em renda

    Antes da organização, o trabalho com couro enfrentava preconceito. A produção acontecia de forma rudimentar, às margens do rio Taperoá, com baixa qualidade e forte odor, o que afastava compradores. Ao mesmo tempo, a falta de chuva castigava lavouras como milho e alho. Por isso, muitos moradores deixavam a cidade em busca de sobrevivência.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Diante desse cenário, Carlinhos decidiu agir. Foi buscar capacitação em Campina Grande e voltou com uma solução prática: eliminar o cheiro do couro e melhorar sua qualidade. Como resultado, em poucos meses, a procura pelos produtos aumentou.

    Ainda assim, convencer outros produtores não foi simples. “O individualismo estava acabando com cada curtume”, relembra.

    A virada ocorreu quando ele passou a compartilhar conhecimento e estabelecer regras claras, como preço único e respeito entre os trabalhadores. Dessa forma, a padronização trouxe força ao grupo e estabilidade ao mercado. Em cerca de seis meses, os resultados já eram visíveis.

    Uma nova realidade no semiárido

    Com o avanço da organização, o impacto foi direto. Se antes as pessoas deixavam Cabaceiras, o movimento começou a se inverter. Aos poucos, o trabalho passou a gerar renda e perspectiva dentro da própria cidade.

    Atualmente, a Arteza reúne mais de 80 cooperados e movimenta uma cadeia que ultrapassa 500 postos de trabalho. A produção, que antes era de 600 peles por mês, alcançou 26 mil peles de cabra e 45 mil quilos de couro bovino mensalmente.

    Além disso, a matéria-prima chega de três estados — Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Depois do curtimento, o couro segue para artesãos locais. Cada profissional desenvolve um tipo de produto, que é comercializado na loja da cooperativa e também pela internet para todo o Brasil.

    O faturamento mensal gira em torno de R$ 700 mil. Consequentemente, o impacto na economia local é significativo. A renda média dos trabalhadores chega a cerca de três salários mínimos.

    Mais do que números, o que se observa é transformação social. “A atividade mudou a nossa realidade”, afirma Carlinhos.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Tradição, sustentabilidade e futuro

    O processo produtivo preserva raízes e respeita o meio ambiente. O curtimento não utiliza produtos químicos. Em vez disso, usa o angico como insumo natural, técnica tradicional da região. Além disso, os resíduos são reaproveitados como fertilizantes, reforçando práticas sustentáveis.

    Com o apoio do Sistema OCB, a cooperativa avançou em gestão, organização e precificação. A partir dessas consultorias, os cooperados passaram a entender melhor o valor do produto. Assim, o modelo evita concorrência interna e fortalece o posicionamento no mercado.

    “O cooperativismo é a junção de pessoas. Nosso maior patrimônio são os associados”, destaca.

    Hoje, a Arteza também incorpora práticas alinhadas a ESG, mantendo viva a cultura local enquanto gera desenvolvimento econômico. Nesse sentido, o cooperativismo em Cabaceiras mostra que valor vai além do dinheiro.

    No fim, o que se encontra na cidade não é apenas uma cooperativa. É a prova de que, mesmo em um território marcado pela seca, a união transforma escassez em oportunidade, trabalho em dignidade e tradição em futuro.

  • Tania Zanella é a nova presidente executiva da OCB

    Tania Zanella é a nova presidente executiva da OCB

    A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) aprovou, nesta terça-feira (9), uma reforma de governança que moderniza sua estrutura e separa funções estratégicas e executivas. A decisão foi tomada durante a 28ª Assembleia Geral Extraordinária, realizada na Casa do Cooperativismo, em Brasília, com a participação de lideranças de Organizações Estaduais de todo o país.

    Como parte da reforma, Tania Zanella foi nomeada a primeira mulher a ocupar a Presidência Executiva da OCB, assumindo a gestão operacional da entidade. O cargo estratégico, de comando do Conselho de Administração, ficará com Márcio Lopes de Freitas.

    Novo modelo de governança

    O novo estatuto consolida o modelo dual de governança, que separa funções institucionais das executivas. Segundo Márcio Lopes de Freitas, presidente do Conselho de Administração, a atualização fortalece a sustentabilidade institucional. “Construímos um modelo mais moderno, equilibrado e transparente, capaz de garantir sustentabilidade institucional para os próximos anos”, afirmou.

    A reforma foi elaborada ao longo de 2024 e 2025 com a participação de comitês técnicos, consultorias especializadas e representantes de todas as regiões.

    Posição da nova presidente executiva

    Ao assumir o cargo, Tania Zanella destacou a importância histórica da nomeação. “É uma honra assumir esta missão. Sei da responsabilidade, especialmente por ser a primeira mulher nessa posição. Estou pronta para conduzir a gestão com coragem, diálogo e foco em resultados para as cooperativas. Vocês podem contar comigo”, disse.

    Reações e impacto no cooperativismo

    A escolha de Tania Zanella foi celebrada por lideranças regionais. Conselheiros destacaram experiência técnica, trajetória no Sistema OCB e postura dialogada.

    Luís Alberto Pereira (Centro-Oeste): “Ter a Tania como presidente executiva é um reconhecimento merecido — não apenas pelo seu trabalho, mas pela liderança exercida com competência, serenidade e diálogo.”

    André Pacelli (Nordeste): “O momento simboliza um avanço na profissionalização e na inovação que o cooperativismo exige para os próximos anos.”

    Plano de trabalho e orçamento 2026

    Além da reforma estatutária, a assembleia aprovou o plano de trabalho e o orçamento para 2026. As prioridades incluem:

    • Educação política cooperativista
    • Acompanhamento da reforma tributária
    • Uso estratégico de inteligência artificial
    • Fortalecimento do marketplace do cooperativismo
    • Ampliação de ferramentas de inteligência de dados

    Segundo a OCB, essas medidas reforçam a modernização e a eficiência da representação cooperativista nacional.

    Estrutura de governança da OCB

    Conselho de Administração

    • Márcio Lopes de Freitas – presidente do Conselho
    • Ricardo Khouri – representante da Região Norte
    • André Pacelli – representante da Região Nordeste
    • Luís Alberto Pereira – representante da Região Centro-Oeste
    • Edvaldo Del Grande – representante da Região Sudeste
    • Darci Hartmann – representante da Região Sul

    Presidência Executiva

    • Tania Zanella – presidente executiva
  • Força do cooperativismo transforma economia e comunidades no Brasil

    Força do cooperativismo transforma economia e comunidades no Brasil

    Unir para fortalecer. Esse é o princípio que guia o cooperativismo brasileiro, um modelo socioeconômico que vem transformando comunidades em todas as regiões do país. Com mais de 25,8 milhões de cooperados e a geração de 578 mil empregos diretos, o setor demonstra força ao combinar crescimento econômico, inclusão social e impacto comunitário.

    Segundo o presidente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Márcio Lopes de Freitas, os resultados comprovam a resiliência do modelo. “Chegamos a um crescimento de 66% no número de cooperados desde 2019. Mais do que números, entregamos dignidade, renda e desenvolvimento sustentável”, afirmou. Em 2024, as cooperativas brasileiras movimentaram R$ 757,9 bilhões, com expansão de 9,5% em relação ao ano anterior.

    Modelo centrado em pessoas

    O cooperativismo se diferencia por colocar os associados no centro do negócio. Cada cooperado é, ao mesmo tempo, dono e participante ativo das decisões. “Nossa governança é democrática: cada pessoa tem direito a um voto, independente do quanto investe. Não falamos em lucro, mas em sobras, que são reinvestidas na própria cooperativa ou na comunidade”, explicou Samara Araujo, gerente de Marketing e Comunicação do Sistema OCB.

    Samara Araujo, gerente de Marketing e Comunicação do Sistema OCB – Foto: Pedro H. Lopes/Agro Em Campo

    Esse modelo gera impacto direto nas regiões em que atua. Em muitas localidades, as sobras são revertidas em melhorias nas escolas, infraestrutura e programas sociais. Além das cooperativas de crédito, destacam-se iniciativas ligadas ao artesanato, reciclagem, turismo, agricultura e meliponicultura, que têm impulsionado cadeias produtivas e promovido inclusão econômica.

    Exemplos da Amazônia

    No Pará, duas experiências demonstram como o cooperativismo atua na prática. Em Santarém, a Cooperativa Turiarte, localizada na comunidade do Anã, fortalece o turismo de base comunitária e o artesanato local, garantindo renda para dezenas de famílias. A iniciativa valoriza a cultura amazônica e atrai visitantes interessados em vivências sustentáveis.

    Já em Tomé-Açu, a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) é referência em produção agrícola sustentável. Com forte atuação na diversificação de culturas e no uso de sistemas agroflorestais, a cooperativa combina geração de renda com preservação ambiental, transformando o município em um polo de inovação no agronegócio.

    Esses exemplos regionais reforçam o caráter plural do cooperativismo, capaz de unir tradição e modernidade, pequenas comunidades e grandes cadeias produtivas.

    Estrutura de apoio e capilaridade nacional

    Criado em 1969, durante o IV Congresso Brasileiro do Cooperativismo, o Sistema OCB unificou a representação nacional e hoje atua em três frentes:

    Organização das Cooperativas Brasileiras  – OCB – responsável pela representação política junto ao Executivo, Legislativo e Judiciário;

    Confederação Nacional das Cooperativas – CNCoop – entidade sindical de grau máximo, que defende os interesses das cooperativas;

    Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – Sescoop – braço de formação e capacitação, voltado ao desenvolvimento humano, gestão e promoção social.

    Esse tripé garante que as cooperativas recebam suporte em inteligência de dados, capacitação, inovação, ESG, comunicação e negócios. “Levamos tecnologia e assistência técnica até os cooperados no interior do país, ajudando a fortalecer sua competitividade”, reforçou Samara.

    Futuro sustentável e reconhecimento internacional

    O ano de 2025 marca um momento simbólico: a ONU destacou o cooperativismo como modelo essencial para um futuro mais justo e sustentável. Para o presidente da OCB, o reconhecimento fortalece a posição do setor no Brasil e no mundo. “Distribuímos R$ 51,4 bilhões em sobras em 2024, que retornam para as comunidades e alimentam novos sonhos. O cooperativismo é um ciclo virtuoso de prosperidade compartilhada”, disse.

    Com presença em todos os estados, o movimento segue em expansão e incorporando novas práticas. Hoje, 52% da força de trabalho do setor é feminina, e cresce o número de jovens interessados em integrar cooperativas, principalmente em áreas ligadas à inovação e à economia verde.

    Em síntese, o cooperativismo se consolida como uma alternativa concreta frente aos desafios sociais, econômicos e ambientais. Mais do que números, representa a força da união coletiva para transformar realidades. Como resume o lema do Sistema OCB: unidos somos mais fortes e vamos mais longe.

  • Governo cria grupo para discutir dívidas de produtores rurais do RS 

    Governo cria grupo para discutir dívidas de produtores rurais do RS 

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializou nesta semana por meio da Portaria nº 812 publicada no Diário Oficial da União, a criação de um Grupo de Trabalho Interinstitucional voltado ao endividamento dos produtores rurais do Rio Grande do Sul. A iniciativa busca reunir informações e elaborar propostas para enfrentar os impactos econômicos provocados por eventos climáticos extremos no estado.

    O grupo será presidido pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. E terá como secretaria-executiva a Secretaria de Política Agrícola (SPA/Mapa), responsável por oferecer o suporte técnico e administrativo às atividades.

    Com composição ampla, o comitê inclui representantes do próprio Mapa, da Casa Civil, dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Fazenda. Além do Banco Central do Brasil, BNDES e Banco do Brasil. Também participam parlamentares das Comissões de Agricultura do Senado e da Câmara, representantes do governo do Rio Grande do Sul, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), das federações Farsul e Fetag-RS e da Famurs.

    De acordo com o texto publicado, o grupo se reunirá ordinariamente a cada quinze dias. E poderá ser convocado extraordinariamente pelo presidente ou por 80% dos seus integrantes. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 120 dias, contados após a designação oficial dos membros.

    A medida integra o pacote de ações anunciado em abril por Carlos Fávaro em conjunto com a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), da Câmara dos Deputados. Como parte desse esforço, o Conselho Monetário Nacional (CMN) já havia autorizado, no fim de maio, a prorrogação por até três anos das dívidas bancárias de produtores gaúchos prejudicados pela forte estiagem que atingiu diversos municípios no início de 2025.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Setor rural lidera expansão econômica em SP com alta de 7,8%

    + Agro em Campo: Paraná prorroga emergência fitossanitária contra o greening

  • Ministros recebem últimas sugestões do Plano Safra 2024/2025

    Ministros recebem últimas sugestões do Plano Safra 2024/2025

    Os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; da Fazenda, Fernando Haddad; e da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, reuniram-se nesta terça-feira (18) com representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O encontro, realizado no Ministério da Fazenda, teve como objetivo ajustar os últimos detalhes do novo Plano Safra 2024/2025, que será anunciado na próxima semana.

    Durante a reunião, os ministros receberam sugestões elaboradas pela FPA em conjunto com a Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). “Colhemos sugestões de um trabalho feito pela FPA junto com a CNA e a OCB, para que possamos considerar os números e as propostas para o anúncio do Plano Safra”, afirmou o ministro Fávaro. Ele também anunciou que o lançamento oficial do Plano Safra 24/25 ocorrerá na próxima semana em Rondonópolis (MT).

    Demandas do setor

    O documento entregue aos ministros inclui sugestões de refinamento nas principais áreas do plano, como o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), volumes de crédito rural, equalização, sustentabilidade e cooperativismo. “Tivemos uma reunião aberta e bastante resolutiva. Tenho certeza de que daqui sairá um Plano Safra ainda melhor, que atenderá cada vez mais as necessidades dos nossos produtores”, destacou Fávaro.

    Maior Plano Safra da história

    Em 2023, o Governo Federal lançou o maior Plano Safra da história. Foram destinados mais de R$ 435 bilhões em crédito rural para pequenos, médios e grandes produtores. Esse valor representa um aumento de 28% em relação ao plano anterior, com R$ 364,22 bilhões destinados especificamente à agricultura empresarial. O plano vigente tem como objetivo fortalecer sistemas de produção ambientalmente sustentáveis. Ele oferece redução de taxas de juros para a recuperação de pastagens e premiando produtores que adotam práticas agropecuárias mais sustentáveis.

    Fávaro explicou que houve entendimento sobre a oferta de recursos destinados à equalização. “O importante é o direcionamento maior de recursos, como da poupança rural, da LCA [Letra de Crédito do Agronegócio] e do depósito à vista. O que reduz significativamente os custos e permite que os bancos atendam os produtores com as menores taxas de juros possíveis”, afirmou.

    O novo Plano Safra 2024/2025 promete continuar incentivando o setor agropecuário, garantindo recursos e condições favoráveis para os produtores rurais brasileiros. Com a colaboração entre governo e entidades do setor, a expectativa é que o plano contribua para o desenvolvimento sustentável da agricultura no país.