A AB Vista, empresa global de nutrição animal, anunciou a contratação de Domenico Arruda para reforçar sua equipe de ruminantes na América do Sul. O movimento faz parte da estratégia da companhia de ampliar sua atuação no setor e fortalecer o relacionamento com clientes da cadeia de proteína animal.
O profissional assume, a partir de julho, o cargo de Coordenador Técnico-Comercial, com foco no atendimento a fábricas de ração e premixeiras. Esses são segmentos estratégicos para o crescimento da empresa no mercado de nutrição animal.
Zootecnista e mestre em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com especialização em conservação de forragens, Arruda acumula mais de 20 anos de experiência no setor. Ao longo da carreira, atuou em empresas relevantes e multinacionais de aditivos para alimentação animal, consolidando conhecimento técnico e comercial na área.
Na AB Vista, o executivo terá como principais responsabilidades o fortalecimento de parcerias com clientes estratégicos, o suporte ao desenvolvimento de aditivos nutricionais e a ampliação da presença da empresa no segmento de ruminantes. A expectativa é contribuir para soluções mais eficientes e sustentáveis na produção de alimentos.
Segundo Nelson Ferreira Jr., Gerente de Negócios Ruminantes da AB Vista, a chegada do novo coordenador está alinhada ao plano de expansão da companhia no Brasil. “A experiência técnica e o conhecimento de mercado de Domenico Arruda fortalecem nossa capacidade de oferecer soluções inovadoras e gerar valor aos clientes”, afirmou.
O preço do leite pode enfrentar novas pressões nos próximos meses devido a um problema que começa longe das prateleiras dos supermercados. Um alerta emitido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) aponta para o risco de escassez de fosfato bicálcico, matéria-prima essencial na fabricação de suplementos minerais utilizados na alimentação bovina.
Embora pouco conhecido pelo consumidor, esse insumo desempenha papel fundamental na nutrição dos rebanhos.
O que o sal mineral tem a ver com o preço do leite?
A resposta está na produtividade das vacas. A maior parte das pastagens brasileiras apresenta deficiência natural de nutrientes importantes, como fósforo, cálcio, zinco, cobre e enxofre.
Para compensar essa limitação, os produtores utilizam suplementos minerais que ajudam a manter o desempenho dos animais. Quando a suplementação é inadequada, podem ocorrer quedas na produção de leite, piora dos índices reprodutivos e aumento da vulnerabilidade a doenças.
Além disso, a nutrição correta influencia diretamente a eficiência produtiva dos rebanhos leiteiros.
Sal mineral no cocho durante as águas auxilia a bater as metas de produtividade — Foto: João Costa Jr
Escassez e alta de preços preocupam o setor
Segundo a Famato, o risco de desabastecimento está ligado à combinação de fatores como a baixa produção nacional, a forte dependência de importações e as restrições de oferta em mercados internacionais.
Ao mesmo tempo, produtores já enfrentam aumentos nos preços dos suplementos minerais utilizados na alimentação animal. Caso a oferta continue pressionada, o mercado espera novos reajustes.
Impacto pode chegar ao consumidor
Para o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, o problema não afeta apenas o produtor rural.
“Estamos diante de um alerta importante para a pecuária e para a agricultura. O sal mineral é indispensável para o desempenho produtivo, reprodutivo e sanitário do rebanho. Quando esses produtos ficam caros ou, pior, começam a faltar, o impacto chega diretamente ao produtor rural e pode chegar às prateleiras dos supermercados”, afirmou.
Além do risco de aumento nos custos das fazendas, uma eventual redução na eficiência produtiva dos rebanhos pode pressionar a oferta de leite, contribuindo para novas altas ao consumidor.
Dependência externa
O episódio também evidencia a dependência brasileira de insumos estratégicos importados. Segundo a Famato, a escassez reforça a necessidade de ampliar a produção nacional de matérias-primas utilizadas na agricultura e na pecuária.
Entre as medidas defendidas pela entidade estão a redução temporária das tarifas de importação do fosfato bicálcico e do enxofre, além da agilização dos processos alfandegários e da busca por novos fornecedores internacionais.
Embora ainda não exista confirmação de desabastecimento generalizado, o setor acompanha o cenário com atenção. Para especialistas, garantir o fornecimento de insumos essenciais à nutrição animal é uma condição indispensável para manter a competitividade da pecuária brasileira e evitar pressões adicionais sobre os preços do leite.
A pecuária brasileira pode enfrentar um novo desafio nos próximos meses. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) alertou para o risco de desabastecimento de fosfato bicálcico, matéria-prima essencial na fabricação de suplementos minerais utilizados na alimentação bovina.
Segundo a entidade, a possível escassez pode comprometer a oferta de sal mineral, insumo indispensável para o desempenho produtivo, reprodutivo e sanitário dos rebanhos. O alerta é especialmente relevante para Mato Grosso, estado que possui o maior rebanho bovino do país e é um dos principais polos de produção de carne do mundo.
A suplementação mineral desempenha papel estratégico na pecuária brasileira. Isso porque grande parte das pastagens apresenta deficiência natural de nutrientes como fósforo, cálcio, zinco, cobre e enxofre.
A falta desses minerais pode provocar:
Redução do ganho de peso;
Queda nas taxas de prenhez;
Menor desenvolvimento dos bezerros;
Redução da produção de leite;
Perda de eficiência alimentar;
Maior vulnerabilidade a doenças.
Por isso, especialistas consideram a suplementação um investimento essencial para a produtividade dos rebanhos.
Dependência externa preocupa o setor
De acordo com a Famato, o risco de escassez resulta da combinação de fatores como a produção nacional insuficiente, a dependência de importações, restrições na oferta internacional e impactos de conflitos geopolíticos sobre as cadeias de suprimento.
A suplementação mineral é um dos pilares da pecuária moderna
Além disso, alguns países fornecedores têm priorizado seus mercados internos, reduzindo a disponibilidade de insumos para exportação.
O cenário reacende uma preocupação antiga do agronegócio brasileiro: a forte dependência externa para matérias-primas consideradas estratégicas para a agricultura e a pecuária.
Alta dos preços já afeta produtores
Mesmo antes de um eventual desabastecimento, pecuaristas já enfrentam aumento nos custos dos suplementos minerais e concentrados utilizados na alimentação animal.
A expectativa do mercado é de novos reajustes caso a oferta continue pressionada. O impacto tende a ser maior em sistemas intensivos e semi-intensivos, além de propriedades leiteiras que dependem de suplementação constante para manter os índices produtivos.
Para o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a situação exige atenção imediata.
“Estamos diante de um alerta importante para a pecuária e para a agricultura. O sal mineral é indispensável para o desempenho produtivo, reprodutivo e sanitário do rebanho. Quando esses produtos ficam caros ou, pior, começam a faltar, o impacto chega diretamente ao produtor rural e pode chegar às prateleiras dos supermercados”, afirmou.
Já o vice-presidente da entidade e coordenador da Comissão de Pecuária de Corte, Amarildo Merotti, destaca que a preocupação ocorre em um momento de múltiplas pressões sobre o setor.
“O pecuarista está sendo pressionado pela alta dos insumos, pelo risco de falta de produto, pela preocupação com vacinas contra clostridioses e pela queda nos preços pagos pela indústria. Essa combinação preocupa muito”, ressaltou.
Bezerros também podem consumir sal mineral – Foto: Nelore Kaka
Medidas defendidas pelo setor
Diante do cenário, a Famato defende ações emergenciais para ampliar a disponibilidade dos insumos e reduzir custos ao produtor.
Entre as propostas estão:
Redução temporária das tarifas de importação do fosfato bicálcico e do enxofre;
Diminuição da carga tributária sobre sal branco e ureia destinados à nutrição animal;
Agilização dos processos alfandegários;
Ampliação das relações comerciais com países fornecedores, como a Bolívia.
Impactos podem chegar ao consumidor
Caso o abastecimento seja comprometido, os reflexos podem atingir toda a cadeia pecuária.
Entre os principais efeitos esperados estão o aumento dos custos de produção, menor eficiência dos sistemas pecuários, redução do ganho de peso dos animais e pressão sobre a rentabilidade dos produtores.
Além disso, o setor avalia que a escassez pode gerar impactos nos preços da carne bovina e do leite ao consumidor.
Para a Famato, o episódio reforça a necessidade de fortalecer a produção nacional de insumos estratégicos e acelerar iniciativas previstas no Plano Nacional de Fertilizantes 2022-2050, que busca reduzir a dependência externa e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.
A Cargill Nutrição e Saúde Animal apresentou, nesta terça-feira (31), em Campinas (SP), cidade a aproximadamente 100 km da capital paulista, o Probeef ILP, nova formulação voltada a sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP). O produto chega ao mercado com a proposta de melhorar o desempenho nutricional de bovinos de corte em pastagens integradas, ampliando a eficiência produtiva por área e atendendo a uma demanda crescente por soluções sustentáveis no campo.
O lançamento, exclusivo para imprensa especializada, ocorreu no Centro de Inovação da empresa e reuniu executivos e representantes do setor, em um momento que reforça o posicionamento estratégico da companhia no segmento de nutrição animal. Atualmente, essa área responde por cerca de 80% dos negócios da Cargill no Brasil, mercado considerado prioritário pela companhia devido ao potencial da pecuária nacional.
Segundo o diretor de Negócios Probeef, Tiago Galafassi Zarpelon, o país reúne condições únicas para expansão da bovinocultura. “O Brasil está muito bem posicionado globalmente. A demanda por carne cresce, e temos capacidade de atender com eficiência e escala”, afirmou.
Desenvolvido especificamente para sistemas ILP, o Probeef ILP busca otimizar a absorção de nutrientes e o aproveitamento da fibra dos pastos, contribuindo para ganhos de produtividade tanto individuais quanto por área. A tecnologia também se insere em um contexto de expansão desses sistemas no país, que já ocupam milhões de hectares e permitem até três safras anuais na mesma área.
De acordo com o gerente de Tecnologia para Gado de Corte, Felipe Bortolotto, a inovação parte de uma escuta ativa do campo. “Inovação é como um esporte coletivo, pautado no que o cliente precisa. Não existe uma solução única para a pecuária brasileira, que é diversa e desafiadora”, disse.
Dados apresentados pela empresa indicam avanços significativos na eficiência da produção nas últimas décadas. Em cerca de 20 anos, o peso médio de abate aumentou em aproximadamente três arrobas, enquanto a idade dos animais caiu de forma relevante, refletindo ganhos em produtividade e manejo.
Além do novo produto, a linha Probeef Pasto passa por ajustes nas formulações, com níveis otimizados de macro e microminerais, ampliando a cobertura para diferentes perfis de produtores, do pequeno ao altamente intensivo.
Produtividade exige planejamento e gestão
Para o pecuarista José Leandro Olivi Peres, da Fazenda Alegria, em Mato Grosso, a tecnologia só gera resultado quando alinhada a objetivos claros. “O produtor precisa saber onde quer chegar. Quando isso está definido, o técnico consegue entregar a solução certa, no momento certo”, afirmou.
Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo
Ele destacou ainda que a busca por maior produtividade deve estar associada à sustentabilidade econômica da propriedade. “Eu queria aumentar a produção por área e agregar mais arrobas, desde que o negócio fosse sustentável”, disse.
A empresa também aposta em ferramentas digitais para apoiar o produtor na tomada de decisão, incluindo softwares de gestão, monitoramento por imagens de satélite e tecnologias de ajuste nutricional. A proposta é integrar produtos, pessoas e plataformas, os chamados “três Ps”, como base da estratégia.
Reorganização do portfólio e foco no mercado
O lançamento do Probeef ILP faz parte de um movimento mais amplo de reorganização do portfólio da companhia. As marcas passam a ser segmentadas por cadeia produtiva, com foco em soluções completas para cada área.
No segmento de bovinos de corte, a marca Probeef assume papel central, com a proposta de oferecer desde produtos até suporte técnico especializado. A estratégia também inclui a atualização da identidade visual, baseada no conceito de confiança, elemento considerado essencial na relação com o produtor.
Segundo o diretor de Marketing e Tecnologia, Marcelo Dalmagro, o objetivo é contribuir para a evolução da pecuária brasileira. “Queremos ajudar o produtor a dar o próximo passo, independentemente do tamanho da operação”, afirmou.
A expectativa da empresa é ampliar participação em um mercado ainda fragmentado, mas em crescimento contínuo, impulsionado pela demanda global por proteína animal. Nesse cenário, a integração entre lavoura e pecuária surge como caminho para aumentar a eficiência produtiva e atender às exigências ambientais e econômicas do setor.
Na criação de animais, grande parte das perdas operacionais não está na qualidade do manejo. Está na estrutura adotada. Em especial, a fábrica de ração é um dos pontos mais críticos dessa equação. Quando mal projetada, ela compromete a eficiência de toda a atividade e eleva o custo por tonelada produzida, muitas vezes sem que o produtor perceba.
Por isso, conceber uma fábrica de ração como sistema integrado é o que diferencia uma operação eficiente de uma operação onerosa. Não basta somar equipamentos.
Fábrica de ração própria: engenharia a serviço da produtividade
Produzir a própria ração é uma decisão estratégica. No entanto, essa vantagem só se concretiza quando a planta é sustentada tecnicamente. Uma fábrica bem estruturada precisa contemplar taxa de moagem compatível com o volume diário, granulometria adequada à espécie e fase produtiva e sistema de dosagem preciso em macro e microingredientes. Além disso, o tempo de mistura deve ser suficiente para baixo coeficiente de variação, com fluxo contínuo entre moagem, mistura e expedição.
Juntos, esses fatores garantem homogeneidade elevada. O impacto é direto na conversão alimentar, no ganho médio diário e na uniformidade de lote. Também é importante considerar picos sazonais e projeção de expansão. Fábricas que operam no limite reduzem a vida útil dos equipamentos e aumentam a manutenção corretiva.
Por que investir em um projeto personalizado?
Na produção pecuária intensiva, a ração é o maior centro de custo. Dessa forma, pequenas ineficiências estruturais viram perdas recorrentes ao longo dos ciclos. Plantas genéricas tendem a gerar moagem incompatível com a demanda real e mistura com variação acima do ideal. Além disso, criam fluxo operacional com retrabalho e operação constante no limite da capacidade.
Em contrapartida, uma planta eficiente considera regime produtivo, estratégia nutricional, giro de matéria-prima e projeção de crescimento. O dimensionamento correto de silos, transportadores e sistemas de dosagem garante estabilidade operacional. Como resultado, reduz-se o consumo energético, o desgaste de equipamentos e a variação de formulação.
Fábricas compactas: eficiência sem grandes estruturas
O conceito de fábrica compacta ganhou espaço na pecuária brasileira. O modelo integra verticalmente os processos em estrutura otimizada, racionalizando espaço e reduzindo perdas. Com isso, os produtores alcançam eficiência de fluxo e melhor controle operacional, sem grandes complexos estruturais.
Além disso, o mesmo cuidado se aplica aos sistemas de confinamento. Pequenas variações na oferta de ração geram impacto direto no desempenho do lote. Nesse contexto, sistemas automatizados permitem controle exato por lote, registro de consumo diário e ajustes nutricionais com base em desempenho real. O erro humano também diminui.
Quando tudo é bem dimensionado, a operação gera dados confiáveis para decisões estratégicas. O resultado é menos inconsistência nutricional, mais previsibilidade zootécnica e uma fábrica de ração que funciona como centro de controle da margem operacional.
A Cargill Nutrição e Saúde Animal apresentou ao mercado brasileiro o Cargill FeedView powered by BinSentry, solução digital voltada à gestão inteligente da ração em sistemas de produção de aves e suínos. O lançamento foi detalhado em entrevista coletiva com Celso Mello, diretor-geral da Cargill Nutrição Animal Latam, e Ana Paula Maia, gerente de Soluções Digitais da companhia. Na ocasião, os executivos reforçaram a estratégia da empresa de apoiar o produtor rural com tecnologia, dados e acompanhamento técnico.
A ferramenta integra hardware, software em nuvem e consultoria especializada. Com isso, permite que produtores e indústrias acompanhem, em tempo real, o estoque e o consumo de ração, do planejamento da fábrica até o cocho. O objetivo é claro: reduzir perdas, evitar falhas de abastecimento e apoiar decisões mais precisas em um dos principais custos da produção animal, que pode representar até 70% do custo total.
Gestão da ração baseada em dados
Desenvolvido em parceria com a BinSentry, o sistema utiliza sensores de imagem 3D de alta precisão, instalados diretamente nos silos de ração. Esses sensores se conectam a uma plataforma inteligente em nuvem, que oferece visibilidade instantânea dos níveis de ração, previsões de consumo, alertas de desabastecimento e relatórios personalizados.
Além disso, a tecnologia reduz a dependência de medições manuais e elimina decisões baseadas apenas em estimativas. Essa prática ainda é comum em muitas granjas, onde o produtor recorre a métodos empíricos, como bater no silo para identificar o nível de ração. Dessa forma, o FeedView permite trabalhar com informações confiáveis, atualizadas e acessíveis, fortalecendo o planejamento da produção e da logística.
Segundo Celso Mello, o FeedView representa um avanço relevante na gestão da cadeia de ração. “Estamos falando de uma solução que conecta fábrica, logística e granja, colocando o dado no centro das decisões e ajudando o produtor a ganhar eficiência de forma consistente”, destacou durante a coletiva.
Ana e Celso durante apresentação do novo sistema de monitoramento – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo
Tecnologia de precisão no silo
Na prática, o sistema possibilita controlar o estoque de ração com até 98% de precisão. Esse desempenho é alcançado graças a sensores com carregamento solar, câmera 3D autolimpante e mais de nove mil pontos de leitura por silo. A comunicação ocorre via LTE-M ou wi-fi, o que garante estabilidade e atualização contínua das informações.
Além disso, a plataforma permite criar alertas automáticos para falta ou excesso de ração e gerar relatórios por granja, lote ou unidade produtiva. Esses dados apoiam o planejamento de entregas, reduzem pedidos emergenciais e contribuem para uma operação mais organizada e previsível.
Resultados comprovados no campo
Em operações já monitoradas pela tecnologia, os resultados são expressivos. Os dados apontam redução de até 75% nos eventos de falta de ração. Também indicam queda de até 80% em sobras e retornos, diminuição de 95% nos pedidos de urgência e redução de 15% nas entregas. Esses números geram impacto direto nos custos logísticos e na eficiência industrial.
Além do ganho operacional, o FeedView ajuda a evitar misturas de fases, sobras e falhas de abastecimento. Com isso, favorece o uso mais eficiente dos nutrientes, melhora a conversão alimentar e amplia a segurança na oferta de aditivos e medicamentos nos momentos corretos da produção.
Abordagem consultiva e suporte ao produtor
Mais do que uma plataforma tecnológica, o Cargill FeedView conta com um modelo consultivo estruturado. A solução é sustentada por especialistas em nutrição, produção animal, fábrica de ração e logística. O acompanhamento começa na prova de valor e segue até a implementação em escala, sempre com foco na captura efetiva de resultados.
A metodologia inclui diagnóstico, definição de indicadores, implantação gradual, treinamento das equipes e apoio à gestão da mudança. Dessa forma, envolve todos os elos da operação, do nutricionista ao produtor, passando por logística, planejamento e TI.
Para Ana Paula Maia, líder de soluções digitais da Cargill Nutrição e Saúde Animal, a proposta é transformar a rotina no campo. “O Cargill FeedView inaugura uma nova jornada na gestão da cadeia de ração, em que as decisões deixam de ser baseadas em suposições e passam a ser orientadas por dados. Isso se traduz em menos desperdício, mais eficiência e bem-estar animal, com retorno claro sobre o investimento”, afirmou.
Histórico e expansão no Brasil
A tecnologia que sustenta o FeedView já está presente em cerca de 80 empresas na América do Norte, com mais de 50 mil sensores ativos. Ao longo do tempo, acumulou um histórico consistente de ganhos operacionais. No Brasil, a Cargill Nutrição e Saúde Animal pretende expandir gradualmente a oferta da solução para diferentes segmentos da cadeia de proteína animal.
O Brasil reforça posição como potência mundial em nutrição animal. A produção nacional de rações deve atingir 94 milhões de toneladas em 2025. O crescimento de 3% consolida o país como terceiro maior produtor global do setor.
A indústria brasileira movimenta R$ 160 bilhões anuais. Esses recursos alimentam cadeias produtivas estratégicas para as exportações nacionais. O setor sustenta a liderança brasileira mundial em proteína animal.
A VICTAM LatAm 2025 apresenta inovações mundiais para nutrição animal. O evento acontece entre 16 e 18 de setembro no Expo Center Norte. A feira internacional reúne tecnologia, equipamentos e avanços em formulações.
A segunda edição recebe 200 expositores e 350 marcas especializadas. A organização projeta 8 mil visitantes de 30 países latino-americanos. O credenciamento para profissionais é gratuito via site oficial.
Gigantes como Evonik e DSM-Firmenich trazem novidades globais. A programação oferece mais de 80 horas de conteúdo técnico. Palestras, seminários e workshops abordam tendências do mercado mundial.
Desafios crescem junto com oportunidades de mercado
A expansão do setor enfrenta obstáculos estruturais. Custos elevados pressionam margens de lucro das empresas. Instabilidade climática impacta disponibilidade e preços de matérias-primas.
Foto: Divulgação VICTAM LatAm
Reformas tributárias criam incertezas para planejamento empresarial. Mercados compradores exigem padrões crescentes de sustentabilidade. Europa e Ásia impõem regras distintas para importação de proteína animal.
“Precisamos combinar resiliência com gestão de custos”, avalia Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações. O executivo destaca volatilidade dos preços de milho e soja. Agenda do carbono adiciona complexidade ao cenário empresarial.
As empresas precisam investir rapidamente em novas tecnologias. Formulações mais eficientes reduzem custos operacionais. Maior eficiência energética torna-se requisito básico de competitividade.
A diversificação de ingredientes alternativos acelera no setor. Coprodutos da agroindústria ganham relevância estratégica. Etanol de milho exemplifica aproveitamento inovador de subprodutos.
“Não basta crescer em volume”, reforça Zani sobre sustentabilidade empresarial. O executivo destaca necessidade de garantir previsibilidade operacional. Redução de riscos mantém protagonismo brasileiro no mercado mundial.
Qualidade da nutrição animal impacta exportações bilionárias
As exportações brasileiras de proteína animal dependem da qualidade das rações. O país faturou US$ 26 bilhões em 2024 com vendas externas. Carne de frango liderou com 5,3 toneladas exportadas.
“Eventos como a VICTAM LatAm conectam ciência e prática produtiva, fomentando o desenvolvimento de novas tecnologias no âmbito das demandas atuais para apoiar a eficiência alimentar. Esses fatores são decisivos para manter a competitividade do Brasil nos mercados internacionais, sobretudo diante de pressões ambientais e sociais”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA. Ele lembra que a Europa impõe regras cada vez mais rigorosas em relação a rastreabilidade e a sustentabilidade, enquanto que a Ásia mantém a demanda crescente por proteína animal. “Estar preparado para atender esses dois extremos é o grande desafio do setor”, resume.
No cenário de alta produtividade da pecuária brasileira, o fosfato bicálcico emerge como um dos protagonistas na cadeia agroindustrial da carne. Composto essencial de cálcio e fósforo, o insumo tem sido decisivo para melhorar a saúde dos rebanhos, acelerar o ganho de peso e elevar a qualidade da carne, consolidando o país como potência global no setor.
Segundo a Embrapa, a alimentação animal é a base da eficiência produtiva. Rações enriquecidas com fosfato bicálcico garantem o desenvolvimento ósseo, muscular e imunológico dos bovinos, reduzindo o tempo para abate e aprimorando a qualidade da carne. “Investir em nutrição adequada não é apenas uma questão de bem-estar animal, mas uma decisão estratégica de negócios”, afirma Anderson Lopes, diretor-presidente da Katrium Indústrias Químicas, empresa líder no fornecimento do insumo.
Os números comprovam o avanço: dados do IBGE revelam que o abate de bovinos atingiu 39,27 milhões de cabeças em 2024, alta de 15,2% em relação ao ano anterior — o maior volume da série histórica.
Exportações em alta e sustentabilidade em foco
A qualidade da carne brasileira tem aberto portas no mercado internacional. Em fevereiro de 2024, as exportações de carne bovina renderam US$ 1,04 bilhão, com 219 mil toneladas vendidas, segundo o Notícias Agrícolas. China, EUA e México lideram a demanda.
Além da produtividade, a sustentabilidade ganha destaque. A Embrapa destaca que melhorias de 10% na conversão alimentar reduzem em 6% as emissões de metano por animal. “O fosfato bicálcico conecta inovação, bem-estar animal e sustentabilidade”, reforça Lopes.
Cadeia integrada e futuro promissor
Para a FarmNews, as projeções de 2025 são positivas, com demanda internacional aquecida e preços firmes. A indústria química, responsável por insumos como o fosfato bicálcico, tem papel central nesse ecossistema. “É uma cadeia de valor integrada, onde todos ganham”, explica Lopes, destacando que a nutrição de precisão gera empregos, estimula inovação e reduz impactos ambientais.
Com consumidores exigindo rastreabilidade e ética na produção, o insumo também garante segurança alimentar. “O fosfato bicálcico não é apenas um ingrediente. É estratégico para a reputação do produto brasileiro”, conclui o executivo.