Tag: Norte de Minas

  • Rota do Pescado avança em Minas Gerais e beneficia mais de 15 mil famílias de piscicultores

    Rota do Pescado avança em Minas Gerais e beneficia mais de 15 mil famílias de piscicultores

    A piscicultura no Norte e Noroeste de Minas Gerais ganhou novo fôlego. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e integrantes do Polo de Piscicultura das Gerais receberam, na última semana, a visita técnica de Hugo Carlos Vieira Coelho, consultor do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) responsável por coordenar, em nível ministerial, o Projeto de Cooperação Técnica (PCT) dos Polos de Piscicultura da Rota do Pescado. Uma iniciativa desenvolvida em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

    Foto: Codevasp

    O objetivo da visita foi fortalecer a articulação institucional e ampliar a captação de recursos financeiros voltados, principalmente, a produtores familiares e empreendimentos aquícolas da região.

    “Esses recursos representam oportunidades concretas de melhoria das condições de trabalho, ampliação da geração de renda, fortalecimento da segurança alimentar e estímulo ao desenvolvimento regional sustentável, além de favorecerem a permanência das famílias no campo e a sucessão familiar nas atividades produtivas”, afirmou José Cláudio dos Santos, engenheiro de pesca da Codevasf em Minas Gerais.

    Para o superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais, Romeu Souto Filho, a piscicultura já transformou a realidade de milhares de famílias mineiras. E pode avançar ainda mais. “Fortalecer a Rota do Pescado é fortalecer o desenvolvimento regional, a segurança alimentar e a permanência das famílias no campo com dignidade e perspectivas de futuro”, declarou.

    Roteiro de visitas

    A comitiva percorreu pontos estratégicos da cadeia produtiva regional. A primeira parada foi o Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias (CIT). Ela é uma unidade de referência da Codevasf na produção e difusão de tecnologias aquícolas. O chefe da unidade, Julimar dos Santos, e o analista Edson Vieira Sampaio apresentaram as instalações e as perspectivas de atuação conjunta no âmbito da Rota do Pescado.

    Em Felixlândia, um dos maiores produtores nacionais de pescado em tanques-rede, a comitiva reuniu-se com a prefeita Aparecida Bernardino. Além de piscicultores, representantes de entidades do Polo de Piscicultura das Gerais e Neide dos Santos, presidente do Comitê Gestor do Núcleo Regional de Buritizeiro da Agência de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável do Brasil (Adesb). O encontro debateu demandas prioritárias para impulsionar a atividade aquícola na região.

     

    A agenda incluiu ainda a visita a um entreposto familiar de beneficiamento e comercialização de pescado no Alto São Francisco. O empreendimento foi criado e é administrado por membros de uma mesma família. E processa mais de uma tonelada de pescado por dia dentro das normas vigentes para o setor.

    Relevância econômica e social

    O Polo de Piscicultura das Gerais reúne representantes de instituições públicas e privadas em 25 municípios mineiros. Eles são organizados em cinco núcleos regionais: Buritizeiro, Bocaiúva, Felixlândia, Janaúba e Taiobeiras.

    A Rota do Pescado conta atualmente com oito polos implantados no Brasil, mas apenas dois operam em plena atividade. O Polo das Gerais é um deles. E beneficia, direta e indiretamente, mais de 15 mil famílias de piscicultores.

  • Mel da agricultura familiar do Norte de Minas conquista Europa, EUA e Oriente Médio

    Mel da agricultura familiar do Norte de Minas conquista Europa, EUA e Oriente Médio

    O mel do Norte de Minas consolidou sua presença no mercado internacional e atingiu cerca de 350 toneladas exportadas desde 2022. Apenas nos primeiros meses de 2026, produtores da agricultura familiar já enviaram 42 toneladas para países como Suíça, Bélgica e Kuwait. Os dados são da Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas (Coopemapi), que coordena a comercialização externa.

    O produto tem como principal diferencial o perfil sensorial. As abelhas exploram uma área de transição entre Cerrado e Caatinga, o que gera méis com sabores únicos. Floradas de café, abacate e aroeira ampliam a variedade e agregam valor ao produto. O modelo de produção, próximo do artesanal, também atende à demanda internacional por alimentos sustentáveis e certificados.

    Certificação e acesso ao mercado

    O acesso ao mercado externo avançou com apoio técnico e qualificação dos produtores. O Sebrae Minas atua desde 2016 com capacitações, estratégias comerciais e participação em feiras. Em 2023, a entidade iniciou uma consultoria em parceria com a Coopemapi para entender o comportamento do consumidor europeu.

    O estudo identificou maior demanda por méis certificados, associados à alimentação saudável e propriedades funcionais. Em 2024, apicultores participaram de uma missão técnica na Suíça e observaram fatores decisivos para vendas, como embalagem e rotulagem nutricional. Segundo o analista do Sebrae Minas, Walmath Magalhães, a certificação fortalece a credibilidade do produto em mercados mais exigentes.

    Atualmente, os produtores buscam certificações como Naturland e Bio Suisse, consideradas entre as mais rigorosas da Europa. O Sebrae oferece suporte técnico para aprimorar o manejo e garantir padrões de produção mais sustentáveis.

    Produção em expansão

    O crescimento da apicultura já impacta a renda dos produtores. Em Bocaiuva, o apicultor Gilson Gonçalves Ferreira aumentou a produção em 15 vezes nos últimos sete anos. Ele saiu de 100 quilos a cada seis meses para 1,5 mil quilos no mesmo período, com crescimento médio anual de 10%.

    Os apiários se distribuem em propriedades próprias e áreas cedidas por parceiros, o que fortalece a cooperação entre produtores. A maior parte do mel tem origem em floradas nativas e de eucalipto. Para Ferreira, a entrada na cooperativa facilitou o acesso ao mercado externo e garantiu escala de comercialização.

    Desafios e estratégia de mercado

    O avanço individual acompanha o crescimento coletivo da apicultura na região. Mesmo com o aumento da demanda, o setor ainda enfrenta desafios como variações climáticas, que afetam a produção, e a necessidade de melhorar a gestão e o fluxo de caixa.

    A Coopemapi reúne cerca de 200 integrantes e completa dez anos em 2026. A entidade busca ampliar a participação no mercado internacional e planeja exportar mel já processado e com marca própria, agregando valor ao produto.

    Equilíbrio entre mercado interno e externo

    Apesar do foco nas exportações, os produtores também mantêm presença no mercado brasileiro. A estratégia inclui participação em feiras e fortalecimento do varejo nacional.

    O mercado europeu se destaca como um dos maiores consumidores globais de mel, com cerca de 20% da demanda mundial. O consumo per capita varia entre 500 gramas e 1,2 quilo por ano, muito acima da média brasileira, que fica entre 60 e 240 gramas. Esse cenário reforça o potencial de crescimento das exportações do mel do Norte de Minas.

  • Norte de Minas se consolida como polo de produção de cacau

    Norte de Minas se consolida como polo de produção de cacau

    O Norte de Minas transformou suas características climáticas adversas em oportunidade de negócio. A região, conhecida pelo clima seco, altas temperaturas e baixo índice pluviométrico, agora abriga um dos polos emergentes de cultivo de cacau no país.

    Pesquisadores da Universidade Estadual de Minas Gerais (Unimontes) desenvolveram um método que viabiliza a produção do fruto em áreas não tradicionais. O projeto recebe apoio do Governo de Minas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), e já projeta resultados expressivos.

    Área plantada cresce 525% em dois anos

    O engenheiro agrônomo Victor Martins Maia, especialista em fitotecnia da Unimontes, lidera as pesquisas. Os dados atuais registram 480 hectares ocupados com plantações de cacau em Minas Gerais. Para 2026, as projeções apontam crescimento para três mil hectares plantados.

    “A indústria mundial busca locais que ofereçam estabilidade e capacidade de fornecimento de cacau. O Brasil tem a possibilidade de crescer com produtividade e tecnologia para atender a demanda mundial”, afirma Maia.

    O pesquisador coordena o Centro Tecnológico para Cacauicultura em Regiões Não Tradicionais (CTCRNT). A Fapemig destinou aproximadamente R$ 3,5 milhões ao centro, que desenvolve estudos sobre consumo de água irrigada, tipos de mudas e adubação nas plantações.

    Técnica a pleno sol substitui modelo da cabruca

    O método desenvolvido pela Unimontes permite o plantio de cacau a pleno sol, em consórcio com lavouras tradicionais de banana que já possuem sistema de irrigação. A técnica contrasta com o cultivo “na cabruca”, modelo tradicional que produz o fruto em meio à Mata Atlântica raleada.

    Foto: Letícia Fagundes/Agência MG

    No sistema inovador, os produtores cultivam clones de cacau mais resistentes à sombra das bananeiras. As mudas crescem durante dois anos, passam por podas sucessivas e se preparam para suportar a produção em condições climáticas desafiadoras.

    Consórcio garante renda ao produtor

    A associação entre cacau e banana traz vantagens econômicas imediatas aos produtores. “Do ponto de vista econômico, o modelo garante renda constante ao produtor. Enquanto aguarda o cacau começar a produzir, ele mantém a comercialização de banana”, explica Victor Maia.

    O centro também aplica visão computacional na predição da produção e estuda sistemas agroflorestais que consorciam o cacau com macadâmia ou abacaxi.

    Trajetória de pesquisa supera desafios climáticos

    A pesquisa começou em 2011, quando a equipe analisou o cultivo de clones adaptados em Janaúba. Anos seguidos de seca severa comprometeram os primeiros experimentos. Os clones plantados na fazenda experimental, sem irrigação, não resistiram ao período de estiagem.

    A equipe reformulou a estratégia e identificou clones trazidos da Bahia mais adaptados à região. Em 2017, o projeto recebeu novo apoio da Fapemig para experimentos em campo. Naquele ano, os pesquisadores promoveram os primeiros eventos técnicos de extensão, que levaram os resultados aos produtores locais. Desde então, a Unimontes realiza eventos específicos sobre cultivo de cacau no semiárido mineiro a cada dois anos.

    Terroir do sertão: próximo passo da cacauicultura mineira

    O CTCRNT desenvolve atualmente um projeto em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla) sobre fermentação do cacau para produção de chocolate. A iniciativa pode resultar no nascimento de um “terroir do sertão”, com cacau que apresenta características únicas da região.

    “Esse é apenas o começo da cacauicultura em Minas”, conclui o pesquisador Victor Maia.

  • Cacau surge como nova aposta agrícola de Minas Gerais, revela levantamento inédito

    Cacau surge como nova aposta agrícola de Minas Gerais, revela levantamento inédito

    Com uma área plantada de 480 hectares e produção estimada em 161 toneladas, a cultura do cacau ganha espaço no território mineiro, com forte concentração na região Norte do estado. É o que aponta o primeiro levantamento realizado neste ano pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).

    A Emater-MG incluiu o cacau em seu estudo de safra anual após demandas de suas equipes no interior, que identificaram um número crescente de produtores iniciando o plantio. A empresa monitora mais de 40 frutas, mas ainda não tinha o cacau em seu acompanhamento oficial.

    “O levantamento nos ajuda na formulação de políticas públicas e a identificar a localização da produção para possíveis compradores”, explica o coordenador técnico de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio. Ele ressalta que os números atuais, 480 hectares e 161 toneladas, ainda podem crescer, pois novas áreas de plantio continuam sendo identificadas pelos técnicos.

    O Norte de Minas consolida-se como o coração da cacauicultura no estado. O município de Jaíba lidera o cultivo, com 256 hectares plantados, respondendo sozinho por 53,3% da área estadual. Na sequência, aparecem Janaúba (120 hectares), Bandeira (64 hectares) e Matias Cardoso (25 hectares).

    Clima do Norte de Minas e irrigação são chave para o cultivo

    Deny Sanábio detalha que o cacaueiro se desenvolve bem em regiões de alta temperatura e baixa umidade, desde que haja irrigação. Muitos produtores da região iniciam o plantio consorciado com bananais, que já contam com a infraestrutura de irrigação.

    “O cacau não tolera ventos fortes nem frio. Já áreas com umidade muito alta favorecem doenças como a vassoura-de-bruxa. As áreas irrigadas do Norte de Minas são, portanto, muito propícias”, afirma o coordenador. Ele faz um alerta: a cultura exige investimento e conhecimento técnico, e a oferta de mudas no mercado ainda é reduzida, exigindo planejamento de longo prazo do produtor.

    Empresa aposta no cacau e projeta futuro promissor para a região

    Em Janaúba, a Rimo Agroindustrial Ltda. investiu forte e já cultiva cacau em mais de 100 hectares. A estratégia da empresa é substituir gradualmente seus bananais pela nova cultura.

    “Com as mudanças climáticas, deixamos de ser uma área exclusiva no cultivo de banana. O cacau, por ser uma commodity, não sofre a mesma guerra de preços. Você pode armazenar e o mercado é totalmente diferente”, analisa o gestor da empresa, Geraldo Pereira da Silva.

    Ele já comercializa sua produção para indústrias da Bahia e de Minas Gerais e faz uma projeção ousada: “Acreditamos que num espaço de sete a dez anos, o Norte de Minas terá entre 8 mil e 12 mil hectares de cacau. Seremos um grande polo produtor com qualidade e produtividade”.

  • Grão Mogol impulsiona produção de vinhos no sertão mineiro

    Grão Mogol impulsiona produção de vinhos no sertão mineiro

    Grão Mogol, município localizado ao pé da Cordilheira do Espinhaço, no Norte de Minas Gerais, está se destacando como referência na produção de uvas e vinhos de alta qualidade, mesmo em condições climáticas desafiadoras típicas do semiárido. Com técnicas modernas de irrigação, manejo adequado e apoio técnico de instituições como a Epamig e a Unimontes, produtores locais têm alcançado produtividade excepcional e reconhecimento nacional.

    Apesar da baixa incidência de chuvas – cerca de 900 mm por ano – e do clima quente e seco, os vinhedos de Grão Mogol apresentam produtividade média de 4 quilos por planta da variedade Merlot, com duas safras anuais. Essa performance é resultado da adoção de fertirrigação, manejo eficiente e constante troca de informações entre produtores e pesquisadores. O município já produz vinhos de diversos estilos, incluindo espumantes, vinhos licorosos, brancos, jovens e tintos de guarda, que podem envelhecer por até 20 anos.

    Reconhecimento nacional e desenvolvimento local

    O sucesso da vitivinicultura local foi reconhecido em 2024, quando o vinho Casa Velha, produzido pela vinícola Vale do Gongo, conquistou a medalha Grande Ouro no Concurso Nacional de Vinhos de Mesa, realizado em Bento Gonçalves (RS), referência nacional no setor. Essa foi a primeira vez que um vinho do Norte de Minas obteve destaque em um concurso desse porte, comprovando o potencial do terroir sertanejo para a produção de vinhos de excelência.

    Foto: Diego Vargas /SEAPA

    A parceria entre produtores e instituições de pesquisa tem sido fundamental para o avanço da viticultura em Grão Mogol. Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Pesquisa em Vitivinicultura da Epamig, Renata Vieira, as condições de solo e clima da região permitem duas safras anuais apenas com manejo de irrigação e poda, sem a necessidade da técnica de dupla poda utilizada em outras regiões do estado. Estudos em andamento buscam aprimorar ainda mais o manejo das variedades cultivadas, especialmente a Merlot.

    Impacto econômico e fortalecimento do enoturismo

    Além da produção de uvas e vinhos, Grão Mogol também se destaca pelo desenvolvimento do enoturismo. O setor turístico local cresceu mais de 300% nos últimos anos, impulsionado pelas experiências oferecidas nas vinícolas e pela valorização dos produtos regionais. O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, destacou o potencial do município não apenas para a vitivinicultura, mas também para o cultivo de café, devido à topografia e altitude favoráveis.

    Com produção anual de 60 toneladas de uvas e 15 mil litros de vinho, além de uma produtividade de até 50 toneladas por hectare para uvas de mesa, Grão Mogol consolida-se como um novo polo da vitivinicultura brasileira. O microclima local, marcado por noites frias e clima seco, contribui para a qualidade das uvas, favorecendo a maturação fenólica e o controle de patógenos, fatores essenciais para a produção de vinhos premiados.

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  • Proalminas: produção de algodão em Minas Gerais avança

    Proalminas: produção de algodão em Minas Gerais avança

    No ano em que o Brasil se tornou o maior produtor de algodão do mundo, Minas Gerais celebra os avanços do Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas). Criado em 2003, o programa é uma parceria entre a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) e sindicatos, e tem sido fundamental para a retomada da produção em regiões onde ela estava praticamente extinta.

    Minas Gerais se destaca pela qualidade da fibra de algodão, principalmente em comprimento, finura e resistência. A previsão para a safra 2024/2025 é de 190,2 mil toneladas de algodão em caroço e 78 mil toneladas em pluma. Iss deve colocar o estado como o terceiro maior produtor nacional, segundo a Conab.

    “De 2020 a 2025 houve uma evolução na produção, com crescimento exponencial nos últimos três anos. Isso é fruto da adoção de práticas que aumentam a produtividade, do investimento no melhoramento de sementes, do manejo para aprimorar a qualidade da pluma e da otimização dos recursos”, detalha o secretário de Agricultura, Thales Fernandes.

    Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha

    Entre 2019 e 2024, o Governo de Minas investiu R$ 12,8 milhões no Proalminas/Fundo Algominas. Esses recursos foram utilizados em eventos, desenvolvimento de pesquisas e tecnologias, controle de pragas e doenças, treinamento de técnicos, beneficiando tanto pequenos quanto grandes produtores.

    Nessas regiões, o Proalminas trouxe tecnologias de irrigação e combate a enfermidades, além de capacitação dos agricultores. Isso permitiu um aumento na produtividade por hectare, tornando os agricultores familiares mais competitivos no mercado interno. Os produtores preferem vender localmente, pois conseguem um ágio de 7,85%, condições mais atrativas do que exportar.

    A sustentabilidade é uma característica forte do Proalminas. Mais de 70% do algodão produzido em Minas tem certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e BCI (Better Cotton Initiative). Portanto, garantindo rastreabilidade e cumprimento de legislações trabalhistas e ambientais. Em 2023, houve uma redução de 120 mil litros no uso de insumos químicos, graças ao uso de inimigos naturais do Bicudo-do-Algodoeiro.

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