Tag: Nigéria

  • Especialistas da Nigéria e Reino Unido conhecem modelo de agricultura irrigada

    Especialistas da Nigéria e Reino Unido conhecem modelo de agricultura irrigada

    Uma comitiva de professores e pesquisadores da Nigéria e do Reino Unido chegou ao Oeste da Bahia nesta semana para mergulhar no modelo de agronegócio regional. A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), em Luís Eduardo Magalhães, recebeu a delegação. E apresentou os programas e ações que impulsionam o desenvolvimento do setor, com ênfase no potencial da agricultura irrigada no Cerrado.

    Durante a visita, a equipe da Aiba destacou iniciativas estratégicas que consolidam a região como um polo de produtividade e tecnologia. O intercâmbio permitiu aos especialistas internacionais conhecer, na prática, os pilares do sucesso local.

    Tour técnico mostra inovação no campo

    A programação incluiu uma visita a uma propriedade rural, onde os convidados viram de perto estruturas produtivas de referência. Eles observaram sistemas de irrigação por pivô central com alta eficiência hídrica, áreas irrigadas de grande escala e modelos que aliam produtividade e sustentabilidade.

    No campo, a comitiva também teve contato direto com a infraestrutura operacional: maquinários modernos, áreas de manejo, estruturas de apoio e tecnologias avançadas de gestão agrícola. Esses equipamentos integram a rotina das fazendas e são parte fundamental do alto desempenho do setor.

    O intercâmbio ofereceu aos pesquisadores uma visão detalhada sobre a eficiência, a escala e o alto nível de inovação tecnológica que marcam a agricultura irrigada baiana. A visita reforçou o papel da Aiba e dos produtores rurais da região como protagonistas e referências mundiais no agronegócio moderno.

    A experiência pratica fortalece os laços de cooperação internacional e evidencia a capacidade do Cerrado baiano em gerar conhecimento e soluções para a agricultura global.

  • Fiscalização apreende mais de 130 animais provenientes da Nigéria

    Fiscalização apreende mais de 130 animais provenientes da Nigéria

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interceptou uma carga alarmante no Aeroporto Internacional de Guarulhos: mais de 130 animais e partes de origem animal, provenientes da Nigéria, com alto risco de disseminar vírus perigosos. A apreensão ocorreu em 6 de agosto durante uma operação de rotina do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).

    Entre os itens confiscados estavam:

    • 53 ratos empalhados
    • 19 cobras
    • 20 pássaros (passeriformes)
    • 12 morcegos
    • Cabeças de aves como gaviões, papagaios e calaus
    • Partes de primatas e canídeos

    Os materiais, sem certificação sanitária, poderiam carregar patógenos causadores de ebola, gripe aviária, raiva e outras doenças, representando uma ameaça à saúde pública, à fauna brasileira e ao equilíbrio ecológico.

    Novas apreensões reforçam preocupação

    No dia seguinte (7 de agosto), outra carga vinda da Nigéria foi interceptada, contendo 120 kg de produtos ilegais, como vegetais, peixes, couro e artigos de madeira bruta. Todos os itens foram destruídos conforme as normas sanitárias.

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    O transporte não autorizado de produtos de origem animal ou vegetal é crime e pode resultar em multas e apreensões. O Mapa alerta que a entrada irregular desses materiais coloca em risco a biodiversidade do país e pode introduzir doenças sem controle.

    Por que isso importa?

    • Risco de pandemias: vírus como o ebola têm alto potencial de transmissão para humanos.
    • Ameaça à fauna: espécies invasoras podem desequilibrar ecossistemas locais.
    • Fiscalização reforçada: operações como a do Vigiagro são essenciais para proteger o Brasil de crises sanitárias.

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  • Nigéria recebe missão brasileira para cooperação e comércio

    Nigéria recebe missão brasileira para cooperação e comércio

    A Nigéria, maior economia e país mais populoso da África, foi o primeiro destino da Missão África Ocidental, iniciativa organizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A missão, que levou mais de 40 empresas brasileiras ao continente, busca fortalecer os laços comerciais e de cooperação entre o Brasil e a África Ocidental, com foco em setores estratégicos como segurança alimentar, energia e tecnologia.

    Seminário Nigéria-Brasil abre caminho para parcerias estratégicas

    No último dia 27 de janeiro, Abuja, capital da Nigéria, sediou o Seminário Nigéria-Brasil, evento que marcou o início da Missão África Ocidental. O encontro reuniu autoridades governamentais e empresários dos dois países, destacando o potencial para parcerias bilaterais e ganhos mútuos.

    O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, enfatizou que a missão vai além da promoção comercial tradicional. “A reaproximação com a África é uma determinação do presidente Lula, que entende ser fundamental retomar a presença do Brasil em todos os países. Esta não é apenas uma missão comercial, mas de cooperação. O continente africano, com seus 1,4 bilhão de habitantes e projeção de chegar a 4 bilhões até o final do século, oferece oportunidades significativas para o Brasil. Temos muito a cooperar, especialmente em áreas como segurança alimentar e energia”, afirmou Viana.

    Oportunidades comerciais

    A corrente de comércio entre Brasil e Nigéria, que em 2014, foi de US$ 10 bilhões, está atualmente no patamar dos US$ 2,1 bilhões. Segundo o estudo Perfil de Comércio e Investimentos Nigéria, da ApexBrasil, há 183 oportunidades para exportações brasileiras no país, com destaque para os setores de combustíveis minerais, máquinas e equipamentos, e produtos alimentícios.

    No entanto, as exportações brasileiras para a Nigéria ainda são concentradas em açúcar e melaços, que representaram 73,5% do total em 2023. A diversificação dessas exportações é um dos principais desafios para ampliar a presença do Brasil no mercado nigeriano.

    Cooperação em segurança alimentar e energia

    A Nigéria, que recentemente ingressou no grupo dos BRICS, é vista como um parceiro estratégico para o Brasil em desafios globais, como segurança alimentar e transição energética. O embaixador brasileiro na Nigéria, Carlos Garcete, destacou a importância da parceria bilateral. “A presença de representantes do setor privado dos dois países demonstra o enorme potencial da nossa relação. A Nigéria é um parceiro fundamental para o Brasil, especialmente no contexto dos BRICS”, afirmou.

    Idi Mukhtar Maiha, Ministro do Desenvolvimento da Pecuária da Nigéria, reforçou os laços históricos e culturais entre os dois países. “Brasil e Nigéria compartilham história, cultura e objetivos econômicos comuns. Temos solos, climas e topografias semelhantes, o que facilita a cooperação em áreas como agricultura e pecuária”, disse Maiha.

    Empresas brasileiras em ação

    A Missão África Ocidental promoveu mesas setoriais entre empresários brasileiros e nigerianos, gerando oportunidades concretas de negócios. A Deltronix, empresa brasileira de equipamentos técnicos, apresentou um projeto de prevenção ao câncer de útero que despertou grande interesse local. “Aqui na Nigéria, mais de 8 mil mulheres morrem anualmente de câncer de colo de útero. Nosso projeto inclui a instalação de clínicas ginecológicas e treinamento de médicos locais, gerando capacitação e demanda por nossos equipamentos”, explicou Luciano Grilo, diretor internacional da empresa.

    Já a Baldan Implementos Agrícolas, que já exportou para mais de 80 países, incluindo várias nações africanas, destacou a importância da cooperação técnica. “Não basta vender máquinas; é essencial oferecer peças de reposição e treinamento para manutenção local. Essa missão é crucial para recuperarmos nosso espaço no mercado nigeriano”, afirmou Fábio Fávaro, representante da empresa.

    A Missão África Ocidental representa um passo importante na reaproximação do Brasil com a África, continente que oferece oportunidades significativas em setores como agricultura, energia e tecnologia. Com laços históricos, culturais e econômicos, Brasil e Nigéria têm tudo para se tornarem parceiros estratégicos em um mundo cada vez mais interconectado.

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  • China proíbe importação de carne e animais de vários países

    China proíbe importação de carne e animais de vários países

    A China, maior importadora mundial de carne, anunciou a proibição da importação de ovinos, caprinos, aves e ungulados de dedos pares provenientes de diversos países. Isso ocorre em resposta a surtos de doenças como varíola ovina, varíola caprina e febre aftosa. O governo implementou a medida após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar dados sobre os surtos que atingem várias regiões.

    De acordo com informações de agências internacionais, a restrição abrange tanto produtos processados quanto não processados. Os comunicados da Administração Geral de Alfândegas da China, datados de 21 de janeiro, listam os países afetados pela medida. Entre eles estão Gana, Somália, Catar, Congo, Nigéria, Tanzânia, Egito, Bulgária, Timor-Leste e Eritreia. Além disso, a importação de ovinos e caprinos da Palestina, Paquistão, Afeganistão, Nepal e Bangladesh também foi suspensa devido a surtos específicos.

    A Alemanha também enfrenta a proibição devido à detecção de febre aftosa em animais no país. Essa ação reflete as rigorosas medidas sanitárias adotadas pela China para proteger sua indústria pecuária e garantir a segurança alimentar.

    Impacto no setor pecuário

    Os países afetados podem enfrentar consequências significativas por causa dessa proibição. Especialmente aqueles que dependem das exportações de carne e produtos pecuários para o mercado chinês. A China é um dos principais destinos para as exportações brasileiras de carne bovina e suína, e qualquer restrição pode impactar os preços internos e a dinâmica do comércio internacional.

    A proibição imposta pela China às importações de carne e animais provenientes de vários países destaca a importância das medidas sanitárias na proteção da saúde pública e da indústria pecuária. À medida que os surtos de doenças continuam a afetar o comércio global, os países exportadores devem se adaptar às novas exigências para garantir o acesso aos mercados internacionais. Autoridades e produtores em todo o mundo acompanharão a situação de perto.

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  • Expansão internacional – Brasil amplia adidos agrícolas no exterior

    Expansão internacional – Brasil amplia adidos agrícolas no exterior

    Governo publica a Portaria Interministerial Mapa/MRE nº 18, que oficializa a criação de 11 novos postos de adidos agrícolas em representações diplomáticas brasileiras no exterior. Os novos escritórios serão estabelecidos na Argélia, Bangladesh, Chile, Costa Rica, Emirados Árabes Unidos, Etiópia (abrangendo também a União Africana, Djibuti e Sudão do Sul), Filipinas (incluindo Ilhas Marshall, Micronésia e Palau), Irã, Malásia (com Brunei), Nigéria e Turquia.

    Com essa expansão, o Brasil passará a contar com sete adidos agrícolas na África, fortalecendo laços com parceiros econômicos estratégicos e abrindo portas para mercados potenciais. Essa medida visa ampliar as oportunidades para o agronegócio brasileiro em mercados internacionais.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a relevância desse avanço. “As novas adidâncias refletem o reconhecimento da importância do agronegócio e sua maior inserção no mercado internacional. Com esses novos postos, iremos maximizar as oportunidades para o setor, gerando empregos e renda para os brasileiros, especialmente com a abertura de novos mercados.”

    Foi a maior expansão desde a criação da função, em 2008

    Em julho, o Governo Federal já havia autorizado, por meio de Decreto presidencial, a ampliação de 29 para 40 postos de adidos agrícolas. Foi a maior expansão desde a criação da função, em 2008. A ampliação visa atender à crescente demanda do setor por representação em mercados estratégicos.

    A importância dos adidos agrícolas

    Os adidos agrícolas são responsáveis por assessorar as representações diplomáticas, promovendo o agronegócio brasileiro. Eles identificam oportunidades de comércio, investimentos e cooperação, além de estabelecerem diálogos com atores do setor público e privado, academia e sociedade civil.

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    Atualmente, o Brasil possui adidos agrícolas em países como África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido, Rússia, entre outros. Com as novas adições, o Brasil reforça sua presença global no agronegócio, buscando expandir sua influência em mercados estratégicos e fortalecer a competitividade do setor.

  • Projeto de melhoramento genético une Brasil e Nigéria

    Projeto de melhoramento genético une Brasil e Nigéria

    O Brasil está ajudando a Nigéria a impulsionar sua produção de leite através da raça Girolando. O projeto, que conta com a participação da Embrapa e da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, visa o melhoramento genético do rebanho nigeriano usando técnicas avançadas como inseminação artificial e edição de genoma. A iniciativa, idealizada pela FAO, pretende melhorar a sustentabilidade e a viabilidade econômica da produção leiteira de pequena escala na África Subsaariana, utilizando raças bovinas locais adaptadas às condições regionais.

    Os produtores de leite da Nigéria estão inseminando vacas das raças locais Bunaji e Gudali com sêmen da raça Girolando. Segundo Abdullahi Mustapha, diretor da NABDA, a expectativa é aumentar a produção diária de leite de 2 para 10 a 15 litros por vaca. Mais de 600 vacas já foram inseminadas, resultando no nascimento de 250 bezerras F1. A meta inicial é realizar 2 mil inseminações em cem fazendas.

    Reprodução – Embrapa/Foto – Marcos Vinícius G. B. Silva

    O próximo passo é a análise genômica das vacas F1 para identificar características herdadas dos pais e prever o potencial de produção de leite. A NABDA está otimista quanto ao impacto do projeto, esperando que as novas vacas aumentem significativamente a produção de leite sem perder a adaptabilidade local.

    Para o Brasil, o projeto representa uma oportunidade de exportação de sêmen, embriões e tecnologia. Segundo Marcos Vinícius G. B. Silva, da Embrapa, o projeto fortalece a posição do Brasil como líder em tecnologia de ponta para a pecuária de leite. A cooperação internacional com a África é uma prioridade para a Embrapa, e há planos de expandir a iniciativa para outros países africanos e do Oriente Médio.

    Nigéria: Potencial e Desafios

    Com uma população de cerca de 210 milhões, a Nigéria é o país mais populoso da África e enfrenta desafios significativos em termos de produção de leite. Atualmente, importa cerca de US$ 1,5 bilhão em produtos lácteos anualmente. Mustapha acredita que o país tem potencial para se tornar um exportador de leite, graças ao grande rebanho bovino e à capacidade de melhorar geneticamente as raças locais.

    Desenvolvida pela Embrapa, a raça Girolando resulta do cruzamento das raças Gir e Holandesa, combinando alta produção de leite com adaptabilidade ao clima tropical. A raça tem mostrado um aumento significativo na produção de leite e aceitação crescente tanto no Brasil quanto internacionalmente. Em 2023, a produção de sêmen de Girolando aumentou mais de 11%, destacando-se como a raça preferida para produção de leite em regiões tropicais.

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    A colaboração com a Nigéria demonstra o potencial do Brasil em liderar a genética bovina para produção de leite em climas tropicais. O mercado global para essa tecnologia é vasto, com interesse de países como China e diversas nações africanas, sinalizando um futuro promissor para a raça Girolando e a pecuária leiteira brasileira.

    A parceria entre Brasil e Nigéria é um marco na cooperação internacional para o melhoramento da produção leiteira. Com tecnologia de ponta e raças adaptadas, ambos os países se beneficiam, contribuindo para um mercado global mais robusto e sustentável.