Tag: Nestlé

  • Chocolate vai ficar mais caro? Super El Niño preocupa produtores

    Chocolate vai ficar mais caro? Super El Niño preocupa produtores

    O avanço do El Niño voltou a colocar a produção de cacau no radar de produtores e fabricantes de chocolate. Apesar dos riscos climáticos, representantes do setor avaliam que a expansão do cultivo para novas áreas pode ajudar a reduzir os efeitos de uma eventual quebra de safra sobre a oferta da matéria-prima.

    Para Arcelia Gallardo, fundadora da Mission Chocolate, uma repetição da forte escalada de preços observada anteriormente não é inevitável.

    “No Equador, os produtores plantaram milhares de pés de cacau há quatro anos porque eles estavam entendendo o que iria acontecer. Por causa dos efeitos do clima, agora temos cacau também em São Paulo”, afirma. “Onde antes não tinha cacau, agora tem.”

    A avaliação de Gallardo é que a ampliação das regiões produtoras pode funcionar como um contraponto aos problemas provocados pelo clima. Isso, porém, não elimina os riscos que o El Niño representa para a cultura.

    Alta do cacau já mudou os chocolates

    Filha de agricultores mexicanos e nascida na Califórnia, nos Estados Unidos, Gallardo trabalha com o modelo bean-to-bar, expressão usada para fabricantes que compram os grãos de cacau e controlam sua transformação até a produção das barras.

    Com a forte valorização do cacau registrada no fim de 2024, a Mission Chocolate precisou rever parte de sua estratégia. Segundo Gallardo, algumas fórmulas foram modificadas e determinados produtos passaram a ter versões menores para absorver parte do aumento dos custos.

    Arcelia Gallardo é fundadora da Mission Chocolate (Foto: Divulgação)

    Além disso, outra alternativa foi aumentar a variedade do portfólio.

    “Conseguimos pensar em outros produtos que poderíamos fazer, como confeitos banhados em chocolate, que deram muito certo.”

    Segundo a empresária, essas mudanças ajudaram a evitar que toda a elevação dos custos fosse repassada ao consumidor.

    Caso uma nova onda de valorização da matéria-prima aconteça, a Mission também aposta em cookies e produtos banhados, que demandam uma quantidade menor de chocolate do que as barras tradicionais.

    Nestlé aposta em manejo para diminuir perdas

    Entre as grandes indústrias, uma das estratégias para reduzir a vulnerabilidade da cadeia está no preparo das propriedades rurais.

    A diretora de marketing de chocolates da Nestlé, Paula Munhoz, afirma que a prevenção de perdas passa pela adoção de melhores práticas pelos fornecedores de cacau.

    Entre as medidas mencionadas estão:

    • melhoria da gestão da água;
    • distribuição de mudas com maior potencial produtivo;
    • adoção correta de técnicas de poda;
    • orientação técnica aos produtores.

    Essas ações fazem parte da estratégia da empresa para aumentar a resiliência das propriedades diante de condições climáticas adversas.

    Por meio do Nestlé Cocoa Plan, a companhia mantém uma rede de mais de 6,5 mil fazendas parceiras no Brasil, com iniciativas de assistência técnica, capacitação e adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis.

    Com o El Niño no radar, produtores e fabricantes passam a acompanhar não apenas as cotações do cacau, mas também a distribuição das chuvas e o comportamento das lavouras nas principais regiões produtoras.

  • Nestlé corta 16 mil vagas e ainda assim aposta pesado no Brasil

    Nestlé corta 16 mil vagas e ainda assim aposta pesado no Brasil

    A Nestlé avança em uma ampla reestruturação global que elimina cerca de 16 mil postos de trabalho até o fim de 2027. Isso é o equivalente a 5,8% do quadro mundial de 277 mil colaboradores da companhia. Ao mesmo tempo, a multinacional suíça mantém o Brasil como prioridade estratégica e reserva R$ 7 bilhões em investimentos no país entre 2025 e 2028.

    O CEO Philipp Navratil anunciou o plano em outubro de 2025, meses depois de assumir o comando da empresa. “O mundo está mudando, e a Nestlé precisa mudar mais rápido”, declarou o executivo, ao justificar a decisão como parte de um esforço para recuperar a confiança dos investidores e melhorar o desempenho financeiro do grupo.

    Cortes atingem principalmente áreas administrativas

    Do total de vagas eliminadas, 12 mil pertencem a funções administrativas e profissionais espalhadas por diferentes países. Enquanto outras 4 mil concentram-se em fabricação e cadeia de suprimentos. A empresa também elevou a meta de economia do programa de reestruturação para 3 bilhões de francos suíços (cerca de R$ 20,5 bilhões) até o fim de 2027. Um valor superior à projeção inicial de 2,5 bilhões de francos.

    Além das demissões, a Nestlé encerra a produção em duas unidades europeias. Na Alemanha, a fábrica de Neuss, próxima a Düsseldorf, parou de fabricar itens como óleo, maionese e mostarda da marca Thomy depois de mais de um século de operação, afetando 145 trabalhadores. Já na Hungria, a unidade de Diósgyőr,especializada em chocolates sazonais das marcas KitKat e Smarties, encerra as atividades em dezembro por causa da queda na demanda por produtos de datas comemorativas. A empresa negocia a venda do complexo húngaro para tentar preservar empregos locais e garante que o KitKat continuará disponível nas prateleiras.

    Reorganização segue turbulência na liderança

    A reestruturação chega em meio a um período conturbado para a multinacional. Em setembro de 2025, a Nestlé demitiu o então CEO Laurent Freixe após uma investigação apontar que ele não havia divulgado um relacionamento com uma subordinada, em violação ao código de conduta da empresa. Navratil, executivo de longa data da companhia e ex-diretor da Nespresso, assumiu o cargo logo em seguida. O então presidente do conselho, Paul Bulcke, também deixou a função antecipadamente.

    Apesar da crise de governança, os resultados operacionais surpreenderam positivamente: as vendas do terceiro trimestre de 2025 cresceram 4,3% em base orgânica, superando as expectativas do mercado, e as ações da empresa saltaram cerca de 8% após o anúncio da reestruturação, a maior alta diária desde 2008. No primeiro semestre de 2026, a companhia registrou 43,1 bilhões de francos suíços em vendas e lucro líquido de 3,47 bilhões de francos.

    Brasil recebe fábrica de R$ 2,5 bilhões enquanto Europa corta vagas

    Enquanto reduz a estrutura na Europa, a Nestlé consolida o Brasil como polo estratégico de crescimento. Em março de 2026, a companhia inaugurou em Vargeão, no Oeste de Santa Catarina, a maior fábrica já construída pela Nestlé Purina no país. Uma unidade de R$ 2,5 bilhões dedicada à produção de alimentos úmidos (sachês) para cães e gatos. A planta usa tecnologias de Indústria 4.0 e opera com energia 100% renovável. E já exporta para o Chile, com expansão prevista para Colômbia e México até o fim de 2026.

    A fábrica gera 140 empregos diretos, 44 indiretos e cerca de 200 terceirizados, além de ter mobilizado 7,2 mil trabalhadores durante a construção. Segundo o CEO da Nestlé Brasil, Marcelo Melchior, o investimento reforça a relevância do país “como um dos mercados mais promissores para o crescimento do negócio pet”.

    A companhia não detalhou até agora se o Brasil será atingido pelo plano global de cortes. O país é hoje o segundo maior mercado da Nestlé fora da matriz suíça, com mais de 30 mil funcionários e produtos presentes em 99% dos lares brasileiros.

    Além dos custos internos, a Nestlé enfrenta desafios como o aumento do preço do cacau e do café, elevação das tarifas de importação nos Estados Unidos e mudanças no comportamento de consumo, com consumidores cada vez mais atentos à saúde. Esses fatores reforçam a estratégia de concentrar recursos em categorias consideradas prioritárias, como petcare, café premium e nutrição. Ao mesmo tempo em que a empresa enxuga áreas de menor competitividade.

  • Programa de inovação aberta conecta startups a gigantes do agronegócio

    Programa de inovação aberta conecta startups a gigantes do agronegócio

    Startups de base científica e tecnológica já podem se candidatar à quarta edição do AptaHub Conecta, programa nacional de inovação aberta que conecta soluções tecnológicas a desafios propostos por grandes empresas do agronegócio. Nesta edição, Nestlé, Carrefour e Ourofino apresentam demandas estratégicas voltadas ao desenvolvimento de novas tecnologias para o setor agroalimentar.

    As inscrições permanecem abertas até 31 de agosto e contemplam startups em estágio de validação, operação ou tração, desde que possuam um Produto Mínimo Viável (MVP) desenvolvido ou em fase final de desenvolvimento.

    Programa já viabilizou seis provas de conceito

    Desde sua criação, o AptaHub Conecta capacitou 95 startups, empresas e pesquisadores, promoveu 27 conexões de negócios e viabilizou seis provas de conceito (POCs) e contratos entre os participantes.

    Empreendedores que já passaram pelo programa destacam o impacto direto no amadurecimento da tecnologia e do modelo de negócio. Um dos participantes afirma que o AptaHub Conecta representou o primeiro programa específico do setor agro do qual fez parte, e que as mentorias e a aproximação com grandes empresas impulsionaram significativamente a evolução do seu negócio.

    Nestlé quer monitoramento de safra mais preciso

    A Nestlé busca tecnologias que tornem o monitoramento da safra de café mais contínuo, preciso e orientado por dados. A empresa pretende integrar diferentes fontes de informação para apoiar a tomada de decisão, aumentar a confiabilidade das análises e reduzir a subjetividade das avaliações realizadas em campo.

    Entre as soluções esperadas estão ferramentas de digitalização da coleta de dados, monitoramento frequente das lavouras, geração de relatórios automatizados e tecnologias que ampliem a rastreabilidade das informações.

    Carrefour busca automação na inspeção de rótulos

    O Carrefour propõe um desafio voltado à verificação inteligente de rótulos e à inspeção de produtos. A rede procura soluções que automatizem a validação da conformidade das informações presentes nas embalagens, tornando o processo mais rápido, padronizado e confiável.

    A empresa espera reduzir erros operacionais, otimizar o tempo das análises e apoiar a tomada de decisão das equipes responsáveis pela inspeção.

    Ourofino aposta em alternativas à ractopamina na suinocultura

    A Ourofino busca soluções inovadoras para aumentar a eficiência produtiva na suinocultura sem o uso de ractopamina. As tecnologias devem substituir total ou parcialmente os efeitos da substância e manter o desempenho dos animais sem comprometer a segurança alimentar, o bem-estar animal e a competitividade da produção.

    Interessam ao desafio soluções aplicadas à nutrição animal, biotecnologia, ingredientes funcionais, aditivos naturais, modulação metabólica e outras abordagens. Desde que contribuam para uma produção suína mais eficiente e alinhada às novas demandas do mercado.

    Como funciona a jornada do programa

    Após a inscrição, as startups passam por uma etapa de diagnóstico que avalia o nível de aderência aos desafios propostos. As selecionadas seguem para uma trilha de preparação, que inclui mentorias para apresentação das soluções. E culmina em rodadas de negócios e reuniões individuais durante o Conecta Open. Este evento reúne startups e representantes das empresas parceiras.

    Depois do evento, a equipe do AptaHub acompanha o desenvolvimento das conexões estabelecidas. E também apoia a evolução das negociações, das provas de conceito e de possíveis parcerias.

    As inscrições podem ser feitas até 31 de agosto pelo site do programa: inovacao.agricultura.sp.gov.br/aptahub/conecta.

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  • Preço do cacau cai, mas gigantes do chocolate ainda enfrentam impactos

    Preço do cacau cai, mas gigantes do chocolate ainda enfrentam impactos

    Apesar da recente queda nas cotações internacionais do cacau, as maiores fabricantes de chocolate do mundo ainda enfrentam dificuldades para recuperar as margens de lucro. Empresas como Barry Callebaut, Lindt e Nestlé afirmam que a alta histórica registrada nos últimos anos continua pressionando os resultados financeiros e alterando o comportamento dos consumidores.

    Os reajustes de preços aplicados pelas fabricantes reduziram o volume de vendas em diversos mercados, enquanto fatores como inflação, conflitos geopolíticos e mudanças climáticas seguem influenciando a cadeia global do cacau.

    Lindt registra queda nas vendas

    A Lindt informou que aumentou os preços em 11,8% no primeiro semestre. Como consequência, o volume de chocolates vendidos caiu 7,5%.

    Segundo o CEO da companhia, Adalbert Lechner, os preços recordes do cacau obrigaram todo o setor a realizar reajustes sem precedentes. Além disso, inflação, incertezas econômicas e conflitos internacionais reduziram o consumo.

    A empresa também destacou que a crise no Oriente Médio diminuiu o fluxo de turistas asiáticos e do Oriente Médio para a Europa, afetando o segmento de varejo voltado aos viajantes.

    Barry Callebaut amplia vendas de cacau

    A Barry Callebaut, maior fabricante mundial de produtos derivados de cacau e chocolate, informou que o consumo de chocolate caiu 4,4% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Mesmo assim, o volume total comercializado pela empresa cresceu 5,7%, encerrando uma sequência de mais de dois anos de retração.

    As vendas globais de cacau avançaram 18%, impulsionadas pela correção do mercado ocorrida no início do ano.

    Nestlé também sente os efeitos

    A Nestlé informou que a valorização do cacau e do café reduziu em 2,8% seu lucro operacional subjacente no primeiro semestre.

    A área de confeitaria representa quase 10% do faturamento da companhia. A expectativa é de recuperação gradual das margens conforme os preços da matéria-prima continuem se estabilizando.

    El Niño e mudanças climáticas explicam a crise

    A forte valorização do cacau teve origem principalmente nas perdas de safra registradas na África Ocidental.

    Segundo pesquisadores da Oxford Martin School, o fenômeno El Niño provocou períodos prolongados de calor, estiagem e chuvas irregulares na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis por cerca de 60% a 70% da produção mundial de cacau.

    Além do El Niño, o avanço das mudanças climáticas agravou ainda mais o cenário, reduzindo a produtividade das lavouras e elevando os preços internacionais da commodity.

    Mercado segue atento ao clima

    Embora haja expectativa de excedente na safra 2025/2026, a Barry Callebaut alertou que um novo episódio forte de El Niño previsto para 2026 e 2027 pode voltar a pressionar a oferta mundial.

    Analistas também afirmam que a Lindt conseguiu realizar operações de proteção de preços para 2027, estratégia que pode reduzir significativamente seus custos nos próximos anos.

    Geopolítica influencia o mercado

    Além das questões climáticas, fatores geopolíticos continuam interferindo na cadeia do cacau.

    As tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocaram oscilações temporárias nos preços e interrupções na logística internacional.

    Chocolate premium

    Enquanto aguardam uma recuperação mais consistente do mercado, as fabricantes investem em inovação para atrair consumidores.

    A Lindt ampliou sua presença nas redes sociais após o sucesso da barra de chocolate inspirada no chamado “Chocolate Dubai”, lançada em dezembro de 2024 e rapidamente transformada em tendência mundial.

    Segundo Adalbert Lechner, a estratégia busca aproximar a marca dos consumidores mais jovens e transformar as redes sociais em um canal permanente de descoberta e compra.

    A Nestlé segue caminho semelhante. O CEO Philipp Navratil afirmou que a companhia ampliará os investimentos em marketing de influência, priorizando campanhas digitais, conteúdo orgânico e formatos voltados ao público jovem.

    Empresas evitam novos reajustes

    Apesar da pressão sobre os custos, as fabricantes têm buscado preservar o posicionamento premium sem depender exclusivamente de novos aumentos de preços.

    A Lindt reduziu valores de forma seletiva em mercados como Alemanha e Suíça durante o período de Natal para estimular o consumo.

    Já a Barry Callebaut aposta na expansão do segmento Gourmet, direcionado a chefs e confeiteiros, além de ampliar sua linha de chocolates especiais de maior valor agregado.

    Com a acomodação dos preços do cacau, o setor espera recuperar gradualmente a demanda. Ainda assim, especialistas alertam que eventos climáticos extremos e tensões geopolíticas continuarão sendo fatores determinantes para o mercado global da commodity.

  • Com investimento de R$ 60 milhões, Nestlé reabre fábrica em Carazinho (RS)

    Com investimento de R$ 60 milhões, Nestlé reabre fábrica em Carazinho (RS)

    A Nestlé retomou as operações no Rio Grande do Sul ao reassumir o controle da fábrica de soro de leite em Carazinho, após cinco anos. O movimento marca o retorno da companhia ao estado e reforça sua estratégia de crescimento no segmento de Nutrição Infantil. Com a reabertura, a empresa planeja aumentar em 15% a produção do ingrediente até 2029, sustentando a expansão de fórmulas infantis produzidas no Brasil. O investimento para reativar a unidade superou R$ 60 milhões.

    Segundo Marcelo Citrangulo, diretor executivo de Nutrição da Nestlé Brasil, o retorno da planta simboliza um passo importante para consolidar a liderança da marca no setor.

    “O soro de leite produzido em Carazinho está presente em cerca de 90% do portfólio de Nutrição da Nestlé no país. E garante a qualidade das nossas fórmulas. Estar mais próximos da origem desse insumo reforça nosso compromisso com soluções nutricionais seguras e inspiradas na ciência do leite materno”, destaca o executivo.

    Operação

    A unidade de Carazinho fez parte do parque industrial da Nestlé até 2020. O complexo iniciou a produção de derivados lácteos em 2010, incluindo uma linha dedicada ao soro de leite. Há seis anos, a empresa vendeu essa operação como parte de sua estratégia de foco em categorias de maior valor agregado, transferindo temporariamente o licenciamento das marcas Ninho e Molico para a fabricação de leite UHT.

    Para reativar a planta, a Nestlé realizou extensas adequações técnicas e tecnológicas, comparáveis à construção de uma nova fábrica, devido à complexidade do processo. A infraestrutura atual combina a base desenvolvida há mais de 15 anos pela própria companhia com tecnologia proprietária, fortalecendo sua capacidade de produzir localmente insumos críticos para categorias essenciais, como a nutrição infantil.

  • MBRF se une a gigantes do setor em coalizão inédita pelo bem-estar animal no Brasil

    MBRF se une a gigantes do setor em coalizão inédita pelo bem-estar animal no Brasil

    A MBRF, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, acaba de fortalecer um movimento setorial no Brasil. A companhia anunciou sua adesão à Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), uma coalizão pré-competitiva que reúne gigantes do setor para impulsionar práticas responsáveis.

    Criada em 2024 pela certificadora Produtor do Bem, a COBEA representa uma iniciativa inédita de cooperação no Sul Global. O grupo tem o objetivo de acelerar a evolução do bem-estar animal no país por meio do compartilhamento de conhecimento e do diálogo ampliado.

    Com a entrada da MBRF, a coalizão agora conta com nove grandes organizações. JBS Brasil, Nestlé Brasil, Danone Brasil, Minerva Foods, Grupo IMC, Special Dog Company, Planalto Ovos e Mantiqueira Brasil já integram o grupo.

    Liderança e sinergia estratégica

    A diretora-executiva da COBEA, Elisa Tjarnstrom, destacou o peso da nova integrante. “A MBRF tem um papel essencial para fortalecer o trabalho colaborativo na cadeia de valor e impulsionar soluções que acelerem os avanços em bem-estar animal”, afirmou.

    Para a MBRF, a adesão significa uma sinergia estratégica. A empresa já mantém um programa consolidado na área, com compromissos públicos para aves, suínos e bovinos. Seus padrões se alinham a diretrizes nacionais e internacionais de manejo responsável e abate humanitário.

    Compromissos e práticas existentes

    Entre os marcos já alcançados pela companhia, destacam-se:

    • Auditorias em todas as unidades de abate conforme padrões internacionais de bem-estar animal.
    • Criação de 100% das aves do sistema de integração livres de gaiolas.
    • Uso global de ovos provenientes exclusivamente de galinhas criadas fora de gaiolas.

    A multinacional também atua junto a seus fornecedores globais por meio do projeto “Excelência em Bem-estar Animal na Cadeia de Suprimentos”. A iniciativa promove capacitações e visitas técnicas para engajar todos os elos do setor.

    Visão de futuro para o setor

    Paulo Pianez, diretor global de Sustentabilidade e Relações Corporativas da MBRF, vê a colaboração como um passo decisivo. “Esta união impulsionará avanços relevantes para todo o setor”, declarou.

    Pianez reforçou que a parceria permite à empresa contribuir de forma mais ativa para o diálogo global. O objetivo é consolidar padrões que reflitam não apenas as práticas atuais, mas “o futuro que queremos construir para o agronegócio brasileiro”, concluiu o executivo.

    A iniciativa sinaliza um esforço coletivo das principais players do setor para posicionar o Brasil como referência global em bem-estar animal, combinando produtividade com responsabilidade socioambiental.

  • Mulheres do agro inovam e transformam a cadeia do leite

    Mulheres do agro inovam e transformam a cadeia do leite

    Um passo firme no campo, outro na gestão moderna e um olhar atento ao futuro: assim caminha o protagonismo feminino na produção de leite no Brasil. Em um cenário de alta capilaridade – presente em 98% dos municípios do país – o setor lácteo ganha cada vez mais força com a atuação de mulheres que aliam tecnologia, sustentabilidade e impacto social em suas propriedades.

    Três exemplos dessa transformação são Alessandra Barth, Lisiane Rocha Czech e Maria Lúcia Bessa, premiadas no Prêmio Mulheres do Agro, iniciativa da Bayer em parceria com a ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio). Cada uma, em sua realidade, rompeu barreiras e tornou sua fazenda um modelo de equilíbrio entre produtividade e responsabilidade ambiental.

    Gestão, tecnologia e bem-estar animal

    Alessandra Barth, 3º lugar na categoria Pequena Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro de 2023 – Foto: Arquivo Pessoal

    Ex-professora, Alessandra Barth assumiu o Sítio São Jorge, em Ipiranga (PR), em 2021. Terceira colocada na categoria pequena propriedade em 2023, ela implantou um modelo de gestão baseada em dados, com software zootécnico e financeiro, inseminação artificial e uso de colares inteligentes para monitoramento do rebanho. A fazenda também adota energia solar e reaproveitamento de dejetos como adubo, resultando em economia de até 90% nas contas de energia.

    Além da eficiência, o bem-estar animal é prioridade. “Uma vaca que não está bem e não está confortável, não produz”, resume Alessandra. O reconhecimento do prêmio, segundo ela, mostrou que o caminho da inovação e da sensibilidade pode – e deve – caminhar junto no campo.

    Lisiane Rocha Czech, 3º lugar na categoria grande propriedade do Prêmio Mulheres do Agro 2024, faz palestra para produtoras do Paraná e da Alemanha – Foto: Arquivo Pessoal

    Na categoria grande propriedade, quem brilhou foi Lisiane Rocha Czech, da Fazendinha Sofia, em Teixeira Soares (PR). Desde 1992 à frente do negócio, ela modernizou a propriedade de 182 hectares, que hoje abriga 402 animais de alto rendimento. A adoção de energia fotovoltaica, plantio direto, logística reversa e manejo sustentável consolidou sua posição como referência.

    Para Lisiane, o prêmio abriu novas possibilidades de troca de experiências. Em março, ela reuniu mais de 200 mulheres em um dia de campo, inclusive produtoras rurais vindas da Alemanha. “A atividade leiteira é intensa, cheia de detalhes. E é isso que me motiva: os desafios constantes”, afirma.

    Modelo de agricultura regenerativa no Centro-Oeste

    Maria Lúcia Bessa – 2º lugar na categoria média propriedade do Prêmio Mulheres do Agro 2024 – Foto: Arquivo Pessoal

    Na categoria média propriedade, a 2ª colocação foi para Maria Lúcia Bessa, da Fazenda São Tomaz, em Rio Verde (GO). Autodidata, ela transformou a fazenda em um laboratório vivo de agricultura regenerativa, com recuperação de nascentes, pastagem rotacionada e uso de energia solar. A propriedade alia produtividade com redução do impacto ambiental. “Equilibrar inovação com respeito ao meio ambiente é o que guia nosso trabalho”, afirma.

    Nestlé fortalece apoio às mulheres do agro

    Para 2025, o Prêmio Mulheres do Agro conta com uma nova apoiadora institucional: a Nestlé Brasil. A empresa já investe no protagonismo feminino com o programa Força da Moça, além de promover práticas sustentáveis no leite por meio do Nature por Ninho. A parceria com a premiação visa ampliar a participação de mulheres no setor e fortalecer pilares ESG (ambiental, social e de governança).

    “Acreditamos que fortalecer o papel da mulher no campo é essencial para o avanço do agronegócio”, afirma Bárbara Sollero, Head de Agricultura Regenerativa da Nestlé. Priscila Araújo, da Bayer, complementa: “Unimos forças por um futuro mais equitativo e sustentável”.

    As inscrições para a edição de 2025 estão abertas até 31 de julho, no site oficial do prêmio.

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  • Cacauicultores do Futuro: programa amplia capacitação de jovens agricultores de MG

    Cacauicultores do Futuro: programa amplia capacitação de jovens agricultores de MG

    A Nestlé Brasil expandiu o Programa Cacauicultores do Futuro para Minas Gerais, promovendo, entre os dias 6 e 8 de maio, uma imersão em Janaúba (MG) voltada à capacitação de 40 jovens produtores rurais e estudantes interessados em iniciar ou fortalecer sua atuação na cadeia do cacau. A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Ampliê, faz parte do Nestlé Cocoa Plan – maior programa de sustentabilidade da cacauicultura no país – e tem como foco incentivar a sucessão familiar, a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e o uso de tecnologias inovadoras no campo.

    A 6ª edição do Cacauicultores do Futuro reuniu jovens de 18 a 29 anos, filhos de produtores, profissionais do setor e estudantes de graduação e pós-graduação. A programação incluiu conteúdos teóricos e práticos sobre produção sustentável, agricultura regenerativa e inovação no campo. Além de visitas a propriedades modelo, onde foram apresentadas soluções eficientes e sustentáveis para o cultivo do cacau.

    Segundo Igor Mota, gerente de agricultura para cacau na Nestlé Brasil, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com a formação de novas lideranças rurais e o desenvolvimento econômico das comunidades. “Apoiar os jovens é essencial para garantir a continuidade e a evolução da cadeia do cacau com responsabilidade social e ambiental”, destaca Mota.

    Minas Gerais como nova fronteira do cacau

    A região Norte de Minas Gerais vem se consolidando como uma nova fronteira agrícola para o cacau, impulsionada por iniciativas como o Cacauicultores do Futuro. Os participantes tiveram acesso a debates com especialistas, análises de mercado e troca de experiências. E com isso, fortalecendo o protagonismo dos jovens na construção de um setor mais inovador e sustentável.

    Com a edição em Minas Gerais, o programa já impactou cerca de 240 jovens em todo o Brasil. As edições anteriores foram realizadas nos estados do Espírito Santo, Bahia, Pará e Rondônia. O Nestlé Cocoa Plan, lançado globalmente em 2009 e presente no Brasil desde 2010, já certificou mais de 6.500 fazendas no país. Sempre promovendo padrões sustentáveis, assistência técnica e premiação financeira para produtores que adotam boas práticas ambientais e sociais.

    Sobre o Nestlé Cocoa Plan

    O Nestlé Cocoa Plan tem como objetivo alcançar 100% de cacau sustentável até 2025, promovendo agricultura regenerativa, recuperação de solos e recursos hídricos. Além de garantir o cumprimento de normas trabalhistas e de direitos humanos. Marcas como KitKat, Alpino, Talento e Prestígio já utilizam cacau certificado pelo programa, que oferece suporte técnico contínuo, treinamentos e análise de solo para os produtores parceiros.

    O Instituto Ampliê é parceiro da Nestlé na execução do programa. E atua há mais de 10 anos impulsionando o agronegócio brasileiro por meio de eventos, projetos e ações alinhadas à realidade do campo. Sempre promovendo inovação, qualidade de vida e crescimento sustentável para as comunidades rurais.

    Com a chegada do Cacauicultores do Futuro a Minas Gerais, a Nestlé reforça seu papel no desenvolvimento de uma cacauicultura mais sustentável, inovadora e conectada com as novas gerações de produtores.

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  • Sustentabilidade: Chocolate icônico dos anos 80 está de volta

    Sustentabilidade: Chocolate icônico dos anos 80 está de volta

    A Nestlé anunciou o relançamento do icônico Chocolate Surpresa, que fez sucesso nas décadas de 1980 e 1990. O produto foi atualizado com inovações que aliam nostalgia, interatividade e sustentabilidade.

    A marca retornará aos supermercados de todo o Brasil em janeiro de 2025, atendendo à demanda dos consumidores que pediram seu relançamento ao longo dos anos.

    A Nestlé produz a nova versão do chocolate com cacau sustentável, obtido por meio do programa Nestlé Cocoa Plan (NCP), que incentiva práticas agrícolas responsáveis no Brasil.

    Novidades do Chocolate Surpresa

    O relançamento traz uma série de inovações, incluindo cards colecionáveis em versão virtual. As embalagens do chocolate apresentam QR Codes que permitem aos consumidores acessar uma experiência em realidade aumentada, onde podem visualizar animais emblemáticos da fauna brasileira, como a onça-pintada, o tucano e o lobo-guará.

    Jogo “Mundo Surpresa” no Roblox

    Uma das principais novidades é o jogo “Mundo Surpresa”, desenvolvido em parceria com a Rogue Unit na plataforma Roblox. O jogo simula a gestão de uma fazenda de cacau sustentável e aborda conceitos de agricultura regenerativa. Os jogadores podem plantar, cultivar e aprender sobre práticas sustentáveis enquanto enfrentam desafios e acumulam pontos para conquistar novos cards colecionáveis.

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    Objetivos Sustentáveis

    Além disso, o relançamento do Chocolate Surpresa também reflete o compromisso da Nestlé com a sustentabilidade. O NCP já conta com a parceria de 6 mil produtores e recebeu investimentos significativos para promover práticas agrícolas sustentáveis. A empresa tem como meta portanto atingir 50% de suas principais matérias-primas provenientes de práticas regenerativas até 2030.

    A diretora de marketing de chocolates da Nestlé, Tatianna Perri, destacou a importância de resgatar a memória afetiva dos consumidores enquanto traz inovação e interatividade para as novas gerações. “Sabíamos da responsabilidade que tínhamos ao trazê-lo de volta. Por isso, trabalhamos para resgatar a memória afetiva do seu público fiel, mas também para trazer inovação e interatividade para as novas gerações”.

    Com o relançamento do Chocolate Surpresa, a Nestlé não apenas revive um produto querido por muitos, mas também reforça sua estratégia de marketing voltada para a sustentabilidade e inovação, engajando tanto Millennials quanto a Geração Z em uma experiência divertida e educativa sobre a preservação ambiental.

  • Brasil desenvolve novo café adaptável a mudanças climáticas

    Brasil desenvolve novo café adaptável a mudanças climáticas

    Botânicos e agrônomos da Nestlé, em parceria com a Fundação Procafé, desenvolveram a Star 4, nova variedade de café adaptável, tipo Arábica. Ela apresenta crescimento rápido, alta tolerância à ferrugem e menor emissão de carbono. O objetivo é oferecer aos produtores mais produtividade e controle sobre as doenças.

    O projeto, iniciado há dez anos, recebeu investimento de R$ 5,5 milhões. A equipe desenvolveu o café nas regiões cafeeiras de São Paulo e Minas Gerais, no Brasil. Por sua resiliência, qualidade, produtividade e sabor característico do café brasileiro, selecionaram a Star 4, utilizando métodos tradicionais de melhoramento genético.

    Entretanto, com a demanda global por café aumentando, eventos climáticos recentes sugerem que a área adequada para cultivar café Arábica pode reduzir mais de 50% até 2050, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Ou seja, para isso, a Nestlé, uma das maiores compradoras de grãos de café do mundo, desenvolveu a Star 4 para mitigar o impacto dessas mudanças e garantir o cultivo sustentável.

    Redução no efeito estufa

    A redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), sendo assim, deve-se à produtividade aprimorada das plantas e aos métodos de cultivo. Marcelo Burity, chefe de Desenvolvimento de Café Verde da Nestlé, afirma: “Segundo relatório da MDPI, a maior parte das emissões de GEE na produção do café moído origina-se do seu cultivo. Portanto, otimizar as práticas de cultivo é vital para reduzir os impactos ambientais de cada xícara de café.”

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    “A área de cafés Nestlé no Brasil está muito orgulhosa pelo desenvolvimento da Star 4. Esse é o nosso primeiro projeto de desenvolvimento de uma nova espécie de café Arábica no país, e os resultados têm sido muito satisfatórios. O café é uma das áreas prioritárias para a Nestlé e essa novidade ressalta o potencial do país como maior e mais sustentável produtor de café do mundo e celeiro de tecnologia e inovação”, complementa Rodolfo Climaco, gerente de Agricultura Cafés na Nestlé Brasil.

    Jeroen Dijkman, chefe do Instituto de Ciências Agrícolas da Nestlé, destaca: “Estamos orgulhosos de dar mais um passo importante em direção a cadeias de suprimentos de cafés resilientes, garantindo que os consumidores possam continuar a desfrutar de um ótimo café no futuro. A nova variedade se destaca por ter grãos maiores e resistentes à ferrugem do café. Nossos testes de campo demonstraram que, utilizando insumos semelhantes, os rendimentos da Star 4 são substancialmente maiores do que os de duas variedades brasileiras bastante utilizadas – Catuaí e Bourbon. Além disso, apoia a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).”

    Distribuição de mudas

    O objetivo é engajar os agricultores no cultivo da Star 4, disponibilizando a variedade para produtores de café. “Os interessados, sendo assim, construirão juntos o plano de distribuição de mudas. A Nestlé (portanto) não tem o objetivo de tornar essa variedade exclusiva. A companhia acredita que pesquisa e tecnologia devem ser compartilhadas. Bem como o desenvolvimento de uma cafeicultura mais produtiva e sustentável é uma agenda pré-competitiva”, comenta Taissara Martins, gerente de ESG de Cafés Nestlé.

    Além disso, antes da Star 4, a empresa desenvolveu duas variedades de café Robusta, Roubi 1 e Roubi 2, produzidas no México e que estão sendo lançadas agora.