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  • Você pode estar jogando fertilizante fora sem perceber

    Você pode estar jogando fertilizante fora sem perceber

    Produtor, imagine jogar dinheiro fora antes mesmo de ver a colheita. No Brasil, com custos de fertilizantes nas alturas por causa de oscilações globais e impostos pesados, a demanda retrai e a eficiência vira sobrevivência.

    Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, avisa: “A agricultura moderna exige cada vez mais eficiência. Produzir mais com menos passa diretamente pelo uso correto dos fertilizantes, desde o planejamento até a aplicação. O desperdício impacta não só o bolso do produtor, mas também o desempenho da lavoura”. Vamos direto ao ponto: aqui vão os cuidados práticos para evitar isso.

    Armazenamento ruim: Perda antes da hora!

    Você guarda os sacos no celeiro úmido ou sob o sol? Erro fatal. Fertilizantes precisam de locais cobertos, secos e ventilados. A umidade causa empedramento, perda de qualidade e até queda na concentração de nutrientes. Schiavo explica: “Produtos mal armazenados podem sofrer empedramento, perda de qualidade e até redução da concentração de nutrientes, comprometendo sua eficiência no campo”. Resultado? Nutrientes evaporam ou viram pó, e seu investimento some antes da plantadeira.

    Análise de solo é importante

    Aplica no achismo? Pare agora. Cada talhão varia em argila e nutrientes, mesmo na mesma fazenda. Faça análise de solo para dosar certo e evitar excessos. Escolha entre químicos, orgânicos ou minerais conforme a cultura. “Não existe uma solução única. O importante é entender a necessidade da planta e utilizar a fonte mais adequada, podendo inclusive combinar diferentes tipos para potencializar resultados”, diz o executivo. Sem isso, você desperdiça dinheiro e equilibra mal o solo.

    Mais fertilizante não significa mais produção. Excesso bloqueia absorção de outros nutrientes e atrasa o crescimento. Aplique na hora exata, considerando estágio da cultura e clima. “Aplicar na hora certa garante maior absorção e reduz perdas de nutrientes para o ar ou pela água da chuva”, alerta Schiavo.

    Tecnologia: O caminho para zero desperdício

    Agricultura de precisão muda o jogo. Use GPS, mapas de taxa variável, sensores, drones e softwares para distribuir certinho. Nada de sobreposições ou irregularidades. “Ferramentas tecnológicas ajudam a otimizar o uso dos insumos e aumentam a eficiência operacional”, reforça o CEO. Com isso, você corta custos e maximiza o que cai no solo.

    Siga isso religiosamente: fonte certa, dose certa, hora certa, local certo. “Quando seguimos esse conceito, conseguimos maximizar os resultados e minimizar impactos negativos, tanto econômicos quanto ambientais”, concluiu.

    Com demanda global por comida explodindo, produzir mais sem mais terra depende disso. Para isso, a Naval Fertilizantes, de Campo Novo do Parecis (MT), aposta em produtos biológicos, nutrição e tecnologia de aplicação para as lavouras de soja, milho, milho pipoca, arroz, feijão, algodão, girassol, cana de açúcar e pastagens, além de  franquias para expandir, mirando R$ 2 bilhões em cinco anos.

  • Artigo: Agronegócio 4.0: franquias são a próxima Revolução Rural

    Artigo: Agronegócio 4.0: franquias são a próxima Revolução Rural

    O agronegócio brasileiro não é apenas um setor relevante: é a espinha dorsal da economia nacional, representando cerca de um quarto do PIB do país. Em um cenário de crescimento contínuo, com aumento da produtividade acima da expansão de área plantada, o setor tem se mostrado resiliente, eficiente e cada vez mais estratégico. No entanto, há um novo movimento em curso que pode impulsionar ainda mais esse gigante: a entrada definitiva do franchising no campo.

    As franquias, tradicionalmente associadas a áreas urbanas e segmentos como alimentação, beleza e serviços, ganham força no agro. Essa tendência não é fruto do acaso. Com o avanço tecnológico e a crescente especialização da cadeia produtiva, o campo brasileiro se tornou um terreno fértil para modelos de negócios replicáveis, escaláveis e com alto potencial de impacto.

    Franquias voltadas ao agronegócio conseguem atender, com eficiência, as demandas regionais específicas, aproveitando o conhecimento local dos franqueados e oferecendo soluções padronizadas com qualidade garantida pela marca. Essa combinação é poderosa: une a força do agro com a inteligência estratégica do franchising, criando um novo ecossistema de empreendedorismo no interior do país.

    Empreendedorismo

    O modelo é especialmente atrativo para profissionais que já atuam no setor rural e desejam empreender com menor risco. Ao contar com um negócio testado, com suporte técnico e estrutura comercial bem definida, o franqueado ganha vantagem competitiva em um mercado que valoriza tanto a inovação quanto a confiança e a proximidade com o produtor rural.

    Além disso, há uma nova geração de microfranquias surgindo com foco em serviços como concessão de crédito, nutrição vegetal, assistência agronômica e pulverização com drones. Esses formatos mais acessíveis em termos de investimento democratizam o empreendedorismo rural. E permitem a interiorização de soluções tecnológicas que antes estavam concentradas nos grandes polos.

    Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes

    Diante do aumento global da demanda por alimentos e das limitações na expansão da área de plantio, é cada vez mais urgente investir em produtividade. Nesse contexto, o papel das franquias torna-se ainda mais relevante. Ao oferecer tecnologia, know-how e presença regional, elas se tornam instrumentos fundamentais para disseminar boas práticas e inovações de forma ágil e eficiente.

    Caminho estratégico

    O franchising no agronegócio não é uma tendência passageira, mas sim um caminho estratégico para o Brasil potencializar ainda mais sua vocação agrícola, descentralizar oportunidades e criar uma nova geração de empreendedores rurais. O campo está pronto para essa transformação e quem souber semear agora, colherá frutos duradouros no futuro.

    *Luis Schiavo é engenheiro agrônomo, formado pela Unic (Universidade de Cuiabá), CEO e fundador da Naval Fertilizantes e acumula 20 anos de experiência no  mercado de fertilizantes especiais

     

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