Tag: Nasa

  • A Lua está maior: é o que dizem os astronautas

    A Lua está maior: é o que dizem os astronautas

    Durante o terceiro dia da missão Artemis II, astronautas fizeram uma afirmação que chamou atenção: a Lua “está ficando maior”.

    A declaração surgiu enquanto a cápsula Orion avançava em direção ao satélite natural. Segundo os tripulantes, a mudança é visível a olho nu.

    Além disso, imagens registradas durante a viagem mostram a Lua ocupando cada vez mais espaço no campo de visão da tripulação.

    Terra diminui enquanto Lua domina o cenário

    Ao mesmo tempo, os astronautas relataram outro efeito curioso. Enquanto a Lua parece crescer, a Terra passa a parecer cada vez menor.

    Segundo o astronauta Victor Glover, essa mudança de perspectiva deixa claro o quanto a nave já se afastou do planeta.

    Assim, a sensação de distância se torna evidente em poucos dias de viagem. Além disso, os tripulantes descreveram a experiência como algo “fenomenal” diante da nova visão do espaço.

    Mas afinal, a Lua está realmente crescendo?

    Apesar do impacto da frase, a explicação é científica. Na prática, a Lua não está aumentando de tamanho.

    Na verdade, o que ocorre é um efeito de aproximação. À medida que a nave se desloca pelo espaço, a distância entre os astronautas e a Lua diminui. Assim, o satélite passa a parecer maior.

    Esse fenômeno é semelhante ao que acontece quando um carro se aproxima de um objeto na estrada. Portanto, trata-se de percepção visual, e não de mudança física.

    Missão marca novo capítulo da exploração espacial

    Além do fenômeno curioso, a missão Artemis II representa um momento histórico. Isso porque é a primeira vez, desde 1972, que astronautas deixam a órbita da Terra rumo à Lua.

    A missão tem como objetivo testar sistemas essenciais da nave Orion, como comunicação, navegação e suporte de vida.

    Além disso, os astronautas devem realizar um sobrevoo ao redor da Lua antes de retornar ao planeta.

    Preparação para o retorno humano à Lua

    Esse avanço faz parte de um plano maior liderado pela NASA. O objetivo é preparar futuras missões tripuladas com pouso na superfície lunar.

    Nesse cenário, a Artemis II funciona como etapa de testes. Além disso, os dados coletados devem ajudar no desenvolvimento das próximas missões.

    Por fim, a viagem reacende o interesse global pela exploração espacial. Ao mesmo tempo, mostra que o retorno humano à Lua está cada vez mais próximo.

  • Missão à Lua lançada hoje pode mudar o agro no Brasil

    Missão à Lua lançada hoje pode mudar o agro no Brasil

    A missão Artemis II, desenvolvida pela NASA e lançada hoje, marca um novo capítulo na exploração espacial e começa a chamar atenção também no agronegócio.
    Embora o foco esteja na retomada das viagens tripuladas à Lua, os impactos da missão vão além do espaço e já alcançam setores produtivos aqui na Terra.

    Foto: Joel Kowsky/Nasa

    Missão leva humanos de volta à órbita da Lua

    A Artemis II representa o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos.

    Desta vez, quatro astronautas participam de uma missão com duração aproximada de 10 dias, orbitando o satélite natural da Terra antes de retornar. Diferente da etapa anterior, que ocorreu sem tripulação, essa fase coloca humanos novamente em uma trajetória lunar.

    Apesar de não incluir pouso, a operação tem papel estratégico. A NASA testa sistemas essenciais em condições reais, preparando o caminho para futuras missões que devem levar astronautas de volta à superfície lunar.

    Tecnologia espacial chega ao campo

    Ao mesmo tempo, as tecnologias desenvolvidas para garantir o sucesso da missão começam a ganhar aplicações no agronegócio.

    Sensores avançados, sistemas de monitoramento e ferramentas de análise de dados ajudam produtores a acompanhar lavouras com mais precisão. Além disso, essas soluções permitem decisões mais rápidas, o que reduz perdas e melhora a produtividade.

    Assim, o que nasce no espaço passa a fazer parte da rotina no campo.

    Monitoramento mais preciso

    Com o uso de tecnologias semelhantes às aplicadas em missões espaciais, produtores conseguem acompanhar variáveis importantes em tempo real.

    Clima, umidade do solo e desenvolvimento das culturas entram no radar com mais precisão. Dessa forma, o produtor antecipa problemas e ajusta o manejo com mais eficiência.

    Além disso, o planejamento da safra se torna mais seguro.

    Sustentabilidade ganha força

    Outro impacto relevante aparece na sustentabilidade. O uso mais inteligente de dados permite reduzir desperdícios e otimizar recursos como água e insumos. Ao mesmo tempo, práticas mais controladas diminuem impactos ambientais.

    Por isso, inovação e produção sustentável passam a caminhar juntas no agro.

    Brasil pode ampliar protagonismo

    Como uma das maiores potências agrícolas do mundo, o Brasil tende a se beneficiar desse avanço.

    Ao incorporar tecnologias de ponta, o país ganha eficiência e reforça sua competitividade global. Além disso, o uso dessas soluções fortalece a imagem do agro brasileiro no cenário internacional.

    Esse movimento coloca o setor em uma nova etapa de desenvolvimento.

    Futuro do agro já está em curso

    A conexão entre espaço e agricultura pode parecer distante, mas já faz parte da realidade.

    Com a missão lançada hoje, esse avanço ganha ainda mais visibilidade. Além disso, novas tecnologias devem continuar surgindo nos próximos anos.

    Dessa forma, o agro brasileiro não apenas acompanha essa transformação, mas também se posiciona como protagonista em inovação aplicada ao campo.

  • Conheça a árvore que veio do espaço e fica no Brasil

    Conheça a árvore que veio do espaço e fica no Brasil

    O bosque da sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF), abriga uma árvore com história única: a chamada Árvore da Lua. O exemplar cresceu a partir de sementes que viajaram ao espaço durante a Missão Apolo 14, realizada pela Nasa em 1971.

    Árvore da Lua plantada no bosque da sede do Ibama, em Brasília (DF) – Foto: Hermínio Lacerda/Ibama

    A árvore, cultivada há 45 anos no local, atinge 12 metros de altura e apresenta base com 37 centímetros de diâmetro. Suas folhas reproduzem o formato do símbolo estampado na bandeira do Canadá.

    Experimento espacial testou viabilidade de sementes

    Durante a Missão Apolo 14, os astronautas da agência espacial norte-americana transportaram sementes de árvores para avaliar os efeitos da gravidade zero e da alta radiação sobre o material genético. Enquanto dois tripulantes exploravam a superfície lunar, o terceiro astronauta permaneceu em órbita e expôs as sementes às condições espaciais.

    O experimento buscava verificar se as sementes manteriam sua capacidade de germinação após o retorno à Terra. Os resultados confirmaram a viabilidade do material.

    Brasil recebeu três mudas nos anos 1970

    A Nasa distribuiu diversas mudas de cinco espécies para organizações dos Estados Unidos entre 1975 e 1976, durante as comemorações do Bicentenário da Independência norte-americana. Nos anos seguintes, o órgão doou as mudas restantes para outros países.

    O Brasil recebeu três mudas. Além do exemplar plantado na sede do Ibama, as outras duas crescem no Rio Grande do Sul.

    Plantio da muda em 1980: semente viajou ao espaço em missão lunar – Foto: Arquivo/Ibama

    O plantio em Brasília aconteceu em 1980, quando o extinto Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) ainda administrava o local. Desde então, pesquisadores não identificaram diferenças perceptíveis entre as árvores germinadas a partir de sementes espaciais e aquelas provenientes de sementes comuns.

    Espécie nativa da América do Norte ganha proteção

    A Árvore da Lua pertence à espécie Liquidambar styraciflua, da família Altingiaceae. A espécie habita naturalmente áreas temperadas do leste da América do Norte e regiões tropicais montanhosas do México e da América Central.

    Considerada símbolo vivo da Era Espacial, a árvore representa um marco importante da exploração humana do universo. Por sua relevância histórica, o exemplar recebeu proteção especial através da Portaria Ibama nº 13/2011, que o torna imune ao corte.

    Visitantes podem conhecer a Árvore da Lua mediante agendamento prévio pelo e-mail [email protected].

  • Tecnologia a laser da NASA medirá carbono no solo do Xingu

    Tecnologia a laser da NASA medirá carbono no solo do Xingu

    Uma colaboração de dez anos entre a Embrapa Instrumentação e a startup Agrorobótica culminou em um avanço tecnológico que promete revolucionar a mensuração de carbono no solo em larga escala. A parceria dará suporte científico ao projeto “Carbono Xingu”. Essa é uma iniciativa de pecuária sustentável que envolve as empresas SCL Agrícola e Agro Penido na região do Xingu, Mato Grosso.

    O “Carbono Xingu” utilizará a plataforma IA AGLIBS, que emprega a tecnologia LIBS (Laser Induced Breakdown Spectroscopy) – a mesma utilizada pela NASA nas missões espaciais em Marte . Esta tecnologia inovadora permitirá avaliar 18,5 mil hectares de pastagem e áreas de conversão para a agricultura nas fazendas da Agro Penido e SLC Agrícola.

    O projeto “Carbono Xingu” visa transformar o solo em um ativo ambiental estratégico, gerando benefícios diretos para os produtores rurais. Entre eles, destacam-se a geração de créditos de carbono auditáveis no solo e acesso a crédito verde com condições mais favoráveis. Além da digitalização do solo para decisões ágeis e rastreáveis, aumento da produtividade e rentabilidade, valorização da propriedade rural e produção de commodities sustentáveis com maior valor de mercado.

    Caio Penido, sócio da Agro Penido, enfatiza que o carbono está se materializando como uma nova commodit. E o programa busca comprovar que a implementação de práticas agrícolas tropicais pode aumentar a produção de alimentos. Enquanto melhora o teor de carbono no solo e reduz as emissões. A SLC Agrícola possui 26 fazendas e 830 mil hectares de culturas. E vê a iniciativa como um avanço na agricultura de precisão e na sustentabilidade.

    Parceria estratégica e vanguarda científica

    Clenio Pillon, diretor-executivo de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa, ressalta a importância estratégica da agenda do carbono para a empresa e para o cenário global. E reforça o compromisso da Embrapa com a ciência e a sustentabilidade. A Agrorobótica, deep tech brasileira especializada em digitalização de solos, tem sido fundamental no desenvolvimento da tecnologia LIBS. Seu CEO, Fábio Angelis, descrevendo o Laboratório Nacional de Agro-Fotônica (Lanaf) da Embrapa Instrumentação como o “primeiro centro agro-fotônico do mundo”.

    A pesquisa de vanguarda foi reconhecida internacionalmente, com a certificadora Verra utilizando dez artigos internacionais para validar a tecnologia para geração de créditos de carbono auditáveis, sendo cinco deles da equipe da Embrapa. José Manoel Marconcini, chefe-geral da Embrapa Instrumentação, avalia que a plataforma poderá gerar mapas de agricultura de precisão para indicar o manejo de nutrientes e mensurar o estoque de carbono no solo, demonstrando o sucesso da parceria público-privada.

    O “Carbono Xingu” se alinha com a crescente demanda por pecuária de baixo carbono. A iniciativa reforça a integração de práticas como plantio direto, uso de bioinsumos e sistemas de integração lavoura-pecuária.

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  • Além de Kate Perry: Embrapa e Blue Origin levam batata-doce e grão-de-bico para o espaço

    Além de Kate Perry: Embrapa e Blue Origin levam batata-doce e grão-de-bico para o espaço

    A bordo do voo suborbital da Blue Origin, lançado em 14 de abril, além da histórica tripulação composta exclusivamente por mulheres, viajaram plantas de batata-doce e sementes de grão-de-bico desenvolvidas pela Embrapa. O experimento integra as pesquisas da Rede Space Farming Brazil, parceria entre a Embrapa e a Agência Espacial Brasileira (AEB), que busca soluções para produção de alimentos em ambientes extremos, como espaço, Lua e Marte.

    Por que batata-doce e grão-de-bico?

    As culturas foram escolhidas por sua resiliência, rápido crescimento e alto valor nutricional – fatores críticos para cultivo em condições de radiação elevada e gravidade reduzida. A batata-doce das cultivares Beauregard e Covington (esta última registrada no Brasil pela Embrapa) é rica em betacaroteno, precursor da vitamina A, enquanto o grão-de-bico BRS Aleppo destaca-se pelo alto teor proteico.

    Sarita Meireles e Larissa Vendrame, da Embrapa, analisam mudas da batata-doce BRS Anembé, próximo material a ser analisado no espaço, após o grão-de-bico BRS Aleppo. Foto: Paula Rodrigues

    “Essas espécies são adaptáveis, exigem menos insumos e oferecem compostos bioativos essenciais para astronautas, como antioxidantes que combatem os efeitos da radiação”, explica Larissa Vendrame, pesquisadora da Embrapa Hortaliças.

    Como funciona o experimento?

    As amostras ficaram expostas por cinco minutos à microgravidade durante o voo. Agora, cientistas analisarão mudanças genéticas e fisiológicas nas plantas, com foco em:

    • Desenvolver cultivares mais resistentes a secas e radiação.
    • Otimizar sistemas de cultivo sem solo (usando regolito lunar/marciano).
    • Acelerar o melhoramento genético para enfrentar mudanças climáticas na Terra.
    • Tecnologias Espaciais a Serviço da Agricultura Global

    A pesquisa espacial pode gerar spin-offs (tecnologias derivadas) aplicáveis ao cotidiano. “Assim como a NASA trouxe inovações como alimentos desidratados e termômetros infravermelho, esperamos avanços em inteligência artificial para irrigação e cultivos indoor”, destaca Alessandra Fávero, coordenadora da Rede Space Farming Brazil.

    Parcerias Internacionais

    A inclusão das sementes brasileiras na missão foi viabilizada pela Winston-Salem State University (EUA), com participação da ex-cientista da NASA Aisha Bowe, responsável por conduzir os experimentos. A iniciativa reforça o papel do Brasil no Programa Artemis, da NASA, que visa estabelecer presença humana sustentável no espaço.

    Grão-de-bico BRS Aleppo é a primeira cultivar brasileira a participar de experimento espacial. Foto: Rogério Monteiro

    Além de contribuir para missões espaciais de longa duração, os resultados devem impulsionar a agricultura terrestre, com:

    • Cultivares mais nutritivas e tolerantes a extremos climáticos.
    • Técnicas inovadoras de manejo com menos recursos.
    • Novos mercados para produtos adaptáveis a condições adversas.

    A Embrapa e a AEB planejam expandir a rede de pesquisas, integrando universidades e empresas de tecnologia. “Estamos construindo um legado que une segurança alimentar no espaço e soluções para os desafios do agro na Terra”, conclui Fávero.

    Momento histórico

    A missão histórica da Blue Origin marcou um avanço na exploração espacial ao levar a primeira tripulação 100% feminina ao espaço. Além da cantora Katy Perry, a bordo do foguete New Shepard estavam outras cinco mulheres, entre elas a jornalista Lauren Sánchez (noiva de Jeff Bezos, fundador da empresa) e a ex-cientista da NASA Aisha Bowe. Elas experimentaram cerca de 10 minutos de voo suborbital, ultrapassando a Linha de Kármán (100 km de altitude) e flutuando em microgravidade por aproximadamente três minutos. Katy Perry, emocionada, destacou a importância simbólica da jornada. “É sobre abrir espaço para mulheres no futuro”, disse, revelando ainda que cantou “What a Wonderful World” durante a experiência e celebrou o retorno beijando o chão.

     

    O voo, além de seu caráter histórico (o primeiro exclusivamente feminino desde Valentina Tereshkova, em 1963), reacendeu debates sobre o turismo espacial — com passagens estimadas em US$ 1,25 milhão — e seus impactos ambientais, já que emissões de foguetes contribuem para o aquecimento global, mesmo com combustíveis mais limpos, como hidrogênio líquido. A missão também simbolizou um passo na representatividade feminina em setores tradicionalmente dominados por homens. E uniu celebridades, cientistas e ativistas em um marco de inovação e inclusão.

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  • Perigo – tempestade geomagnética pode afetar agronegócio

    Perigo – tempestade geomagnética pode afetar agronegócio

    Uma tempestade geomagnética pode atingir a Terra hoje, trazendo potenciais impactos tanto para sistemas tecnológicos quanto para o cotidiano das pessoas, especialmente para quem trabalha com agricultura. Essas tempestades ocorrem quando há ejeções de massa coronal do Sol — grandes explosões de plasma que interagem com o campo magnético da Terra. Dependendo da intensidade, os efeitos podem variar de leves a severos.

    Possíveis impactos para o agro

    Quem atua no agronegócio pode ser afetado de várias maneiras, especialmente em atividades que dependem de tecnologia e conectividade. As tempestades geomagnéticas podem interferir em satélites, comunicações por GPS e sistemas de monitoramento de drones, fundamentais para a agricultura moderna. Sem o GPS, produtores enfrentam dificuldades no mapeamento preciso de áreas para plantio, irrigação e colheita, o que também impacta a logística de transporte de insumos e produtos.

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    Sistemas de controle meteorológico e de previsão climática também podem apresentar instabilidade, dificultando a tomada de decisões. Para atividades de plantio e colheita que dependem de previsões precisas, essa interferência pode atrasar o trabalho e comprometer a produtividade.

    Impacto em sistemas de comunicação e energia

    Além do agronegócio, redes de energia e comunicações também podem ser prejudicadas pela tempestade geomagnética. Linhas de transmissão de energia estão vulneráveis a sobrecargas provocadas por essas tempestades, o que pode causar interrupções no fornecimento elétrico, afetando, indiretamente, qualquer setor que dependa de energia constante.

    Segundo especialistas, os maiores riscos incluem falhas temporárias em satélites, interrupções em sistemas de telecomunicação e falhas em redes de energia, como já ocorreu em eventos geomagnéticos passados, inclusive um apagão no Canadá em 1989. Outro incidente relacionado a tempestade solar ocorreu em 1859 e ficou conhecido como Evento Carrington, batizado com o nome do astrônomo que o registrou, Richard Carrington.

    Na ocasião, houve tamanha atividade magnética, ao ponto de transformadores na Terra serem energizados, causando choques em operadores de telégrafo.

    Medidas preventivas

    O setor agropecuário pode adotar algumas precauções para mitigar esses impactos, como manter backup de dados fora da nuvem. Essa ação é para evitar a perda de informações em caso de falha nos sistemas. Também verificar a manutenção de equipamentos eletrônicos e geradores de energia. E se preparar para a possibilidade de quedas de comunicação com sistemas de monitoramento remoto.

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    Autoridades do setor recomendam que os produtores rurais fiquem atentos a boletins meteorológicos especializados e que, se possível, ajustem atividades críticas, como plantio e colheita, para dias em que a atividade solar não esteja intensa.

    Principais culturas que utilizam GPS na produção

    • Soja: A soja é uma das culturas mais beneficiadas pelo uso de GPS. A tecnologia permite um plantio mais preciso, o que é crucial para evitar sobreposições e amassamento no solo, resultando em economias significativas nos custos de insumos e aumento da produtividade.
    • Milho: Assim como a soja, o milho se beneficia enormemente da precisão do GPS. O mapeamento detalhado das áreas cultivadas ajuda na aplicação exata de fertilizantes e defensivos, otimizando os recursos e melhorando a saúde da planta ao longo do ciclo de crescimento.
    • Trigo: O trigo também é uma cultura que utiliza tecnologia de GPS para garantir a precisão no plantio e na colheita. A capacidade de monitorar as máquinas em tempo real permite ajustes rápidos e eficientes nas operações agrícolas, contribuindo para uma colheita mais uniforme.
    • Cana-de-açúcar: O GPS é utilizado para mapear as áreas de plantio e otimizar o uso de insumos. Isso é particularmente importante em grandes lavouras onde a uniformidade e a eficiência são essenciais para maximizar a produção.
    • Arroz: O arroz é outra cultura que se beneficia do uso do GPS. Com a tecnologia, os agricultores podem gerenciar melhor a irrigação e aplicar insumos de maneira mais eficiente. Isso é vital em regiões onde a água é um recurso escasso.

    Produtividade e sustentabilidade

    Essas culturas não apenas dependem do GPS para melhorar suas operações diárias, mas também para coletar dados valiosos sobre as condições do solo e o clima. Permitindo, assim, decisões informadas que impactam diretamente na produtividade e sustentabilidade das lavouras. A implementação da agricultura de precisão, apoiada por tecnologias como o GPS, representa um avanço significativo na forma como os agricultores gerenciam suas propriedades. E também contribui para um futuro mais eficiente e sustentável na agricultura.

    Ainda que a tempestade geomagnética não represente risco direto à saúde humana, seus impactos tecnológicos podem ser significativos, especialmente para o setor agropecuário, que depende cada vez mais da automação e da precisão de dados para operar eficientemente. Assim, é crucial que os profissionais do campo estejam preparados para minimizar esses efeitos.

  • Mudanças climáticas e agricultura. Como isso afeta nossa alimentação?

    Mudanças climáticas e agricultura. Como isso afeta nossa alimentação?

    As mudanças climáticas representam uma ameaça crescente para a humanidade nas próximas décadas. Embora seja difícil prever com precisão os impactos em um horizonte de 50 anos, os cientistas alertam para tendências preocupantes que podem tornar certas regiões do país cada vez mais inóspitas.

    Um dos principais desafios é o aumento da temperatura média. Projeções indicam que o Brasil pode experimentar um aquecimento de 3°C a 6°C até o final do século. Isso trará consequências severas, como ondas de calor mais frequentes e intensas, especialmente no Nordeste e no Centro-Oeste. Regiões como o semiárido nordestino já enfrentam escassez hídrica e secas prolongadas, que podem se agravar com o aquecimento global.

    Além disso, espera-se que eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e inundações, se tornem mais comuns em várias partes do país. Áreas costeiras estão sob risco de elevação do nível do mar, que pode chegar a 1 metro até 2100. Isso ameaça cidades litorâneas e ecossistemas frágeis, como manguezais.

    Efeitos na agricultura

    A agricultura, pilar da economia brasileira, também será afetada. Mudanças no regime de chuvas e aumento de pragas e doenças podem reduzir a produtividade de culturas essenciais, como soja, milho e café. A segurança alimentar ficará comprometida, especialmente para populações vulneráveis.

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    Embora o Brasil tenha um grande potencial de adaptação, com sua biodiversidade e recursos naturais, os custos sociais e econômicos das mudanças climáticas serão enormes. Investimentos em infraestrutura resiliente, conservação ambiental e transição energética são cruciais para mitigar os riscos e garantir a habitabilidade do país no longo prazo.

    De acordo com estudos da NASA, algumas regiões do planeta, incluindo partes do Brasil, podem sofrer mudanças grandes nos próxims anos. Isso devido aos efeitos do aquecimento global. Utilizando dados de satélite e modelos climáticos globais, a NASA prevê que áreas do planeta incluido o Brasil enfrentarão condições extremas de calor.

    Um indicador crítico usado pelos cientistas é o índice de bulbo úmido, que combina temperatura e umidade do ar para avaliar o estresse térmico que o corpo humano pode suportar. Quando este índice ultrapassa 35°C por seis horas consecutivas, o risco de saúde torna-se fatal, pois o corpo humano perde a capacidade de regular sua temperatura interna. Nos últimos anos, algumas regiões subtropicais já ultrapassaram esse limite crítico, e a expectativa é que essa situação se intensifique e se espalhe para outras áreas, incluindo o Brasil​.

    Recentemente se falou em muitos lugares que o Brasil pode se tornar inabitável nos próximos 50 anos, mas como pode ser lida aqui, a situação precisa de atenção, mas não é exatamente dessa forma que se espalhou.