O 4º Encontro Estadual de Mulheres do Agro será realizado nesta sexta-feira (28), em Ribeirão Preto (SP). A organização espera cerca de 5 mil participantes, entre produtoras rurais, empresárias, trabalhadoras e lideranças do setor.
O evento começa às 9h, no Taiwan Centro de Eventos, e é promovido pela Comissão Semeadoras do Agro, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).
Dados do Censo Agropecuário 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as mulheres comandavam cerca de 947 mil propriedades rurais no país. O número correspondia a aproximadamente 19% do total de estabelecimentos agropecuários.
Em 2006, a participação era de 12,7%. Desde então, as mulheres ampliaram a atuação na gestão das propriedades, na agroindústria artesanal, no turismo rural, na comercialização e na criação de novos negócios.
Esse movimento pode aumentar a autonomia financeira e diversificar as fontes de renda das famílias rurais. Também amplia a participação feminina nas decisões de propriedades, cooperativas, sindicatos e entidades do agronegócio.
Comissão atua há quatro anos
A Comissão Semeadoras do Agro completa quatro anos em 2026. Segundo a Faesp, nesse período o grupo passou por mais de 100 municípios paulistas e alcançou dezenas de milhares de mulheres com ações de capacitação e formação de redes.
A iniciativa também incentiva a participação feminina na gestão das propriedades e em posições de liderança no setor. Entre as frentes de atuação estão o estímulo a negócios, a presença em sindicatos e cooperativas e o desenvolvimento de competências de gestão.
Programação inclui sucessão
O encontro terá debates sobre empreendedorismo, liderança feminina, tecnologias agrícolas, inteligência de mercado e sucessão familiar. Esses temas estão ligados à gestão dos negócios e à continuidade das atividades rurais entre gerações.
A programação também abordará qualidade de vida, bem-estar e saúde integral da mulher rural. Estão previstas as palestras “Seja seu próprio padrão”, com Mariana Xavier; “Pilares de uma vida plena”, com Fernanda Hernandes Rasmussen; e “A força da mulher”, com Ana Hickmann.
Serviço
Evento: 4º Encontro Estadual de Mulheres do Agro.
Data: 28 de agosto de 2026, sexta-feira.
Horário: a partir das 9h.
Local: Taiwan Centro de Eventos.
Endereço: Avenida Dr. Francisco Gugliano, 2710, Royal Park, Ribeirão Preto (SP).
As produtoras rurais interessadas em participar da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro ganharam mais tempo para efetuar a inscrição. A Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) ampliaram o prazo para a categoria Produtora Rural até 17 de junho. A iniciativa reconhece mulheres que lideram propriedades rurais e desenvolvem ações voltadas à gestão, à inovação e às boas práticas agrícolas.
A premiação contempla propriedades de pequeno, médio e grande porte. As candidatas podem realizar a inscrição gratuitamente por meio do site oficial do prêmio. O objetivo é destacar trajetórias que fortalecem o agronegócio e ampliam a participação feminina em posições de liderança no campo.
Sustentabilidade e gestão estão entre os critérios
Para concorrer, as participantes precisam demonstrar resultados alinhados aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social. Além disso, devem apresentar iniciativas que contribuam para o desenvolvimento da atividade agropecuária dentro e fora da propriedade.
Uma banca formada por especialistas de instituições públicas e privadas do setor agropecuário analisará as inscrições. Dessa forma, a avaliação considerará aspectos relacionados à gestão do negócio, à responsabilidade socioambiental e à capacidade de gerar impactos positivos nas comunidades envolvidas.
Ao longo dos anos, o Prêmio Mulheres do Agro consolidou-se como uma das principais iniciativas de valorização da liderança feminina no setor. Por isso, a premiação reúne histórias de produtoras que investem em inovação, eficiência produtiva e práticas sustentáveis.
Iniciativa busca ampliar protagonismo feminino
O reconhecimento também incentiva a troca de experiências entre mulheres que atuam no agronegócio. Além disso, fortalece a presença feminina em espaços estratégicos de decisão dentro das propriedades rurais e das cadeias produtivas.
Segundo os organizadores, o prêmio procura dar visibilidade a produtoras que desempenham papel relevante na condução dos negócios rurais. Ao mesmo tempo, busca estimular modelos de gestão que conciliem produtividade, responsabilidade social e preservação ambiental.
Vencedoras serão conhecidas em agosto
A organização anunciará as vencedoras durante uma cerimônia programada para agosto de 2026, na cidade de São Paulo. O evento fará parte das comemorações pelos 130 anos de atuação da Bayer no Brasil.
A empresa atua nos segmentos de agricultura, farmacêutico e saúde do consumidor. Atualmente, mantém investimentos em pesquisa, inovação e sustentabilidade. Já a Abag reúne representantes de diferentes elos da cadeia produtiva e trabalha para fortalecer o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.
Com a prorrogação do prazo, as produtoras interessadas poderão reunir a documentação necessária com mais tranquilidade. Assim, a expectativa é ampliar o número de participantes e incentivar ainda mais o protagonismo feminino no campo.
Curvelo recebe, nesta quinta-feira (14/5), a 4ª edição do Mulheres do Agro, evento que reúne produtoras rurais, lideranças regionais e representantes de instituições do agronegócio. A organização espera cerca de 300 participantes no Tattersall Mário Ermírio de Moraes, no Parque de Exposições de Curvelo, na região Central de Minas Gerais. A programação começa às 8h e integra a 81ª Expo Curvelo.
A Emater-MG participa do evento com estande próprio e da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), reforçando o circuito mineiro de inovação no agronegócio. “A quarta edição do Mulheres do Agro é um encontro construído a várias mãos, com o objetivo de promover a valorização e a autonomia da mulher no Coração do Estado”, afirma o gerente regional Virginio Alves Pereira Neto.
A programação inclui palestras de Simone Roncada e Andrea Sayar, que compartilham experiências e reflexões sobre o protagonismo feminino no setor agropecuário.
A Associação Mineira dos Criadores de Zebu (AMCZ) e o Sindicato dos Produtores Rurais de Curvelo realizam o evento em parceria com entidades do agronegócio. Desde 2023, a iniciativa valoriza, inspira e fortalece mulheres do campo, contribuindo também para o desenvolvimento das comunidades rurais.
As inscrições são gratuitas e estão disponíveis pelo link de cadastro.
O Sistema Faesp/Senar participa da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, com um estande institucional de 300 metros quadrados voltado ao acolhimento de produtores rurais e à articulação do setor. A estrutura funciona como ponto estratégico para encontros, troca de experiências e difusão de conhecimento, com o objetivo de fortalecer o agronegócio paulista por meio da inovação e da capacitação.
No local, produtores, lideranças e especialistas se reúnem para discutir demandas do campo. Além disso, o espaço estimula parcerias e amplia o acesso a informações técnicas. Dessa forma, o Sistema reforça sua atuação no desenvolvimento produtivo e gerencial no campo.
Durante a feira, o Senar/SP mobiliza mais de 180 caravanas em parceria com sindicatos rurais e o Sebrae. Ao todo, cerca de 8 mil pequenos e médios produtores participam da iniciativa. Esses visitantes têm acesso direto a tecnologias, soluções e oportunidades do setor. Assim, o conhecimento apresentado na feira chega a diferentes regiões do estado.
Outro ponto relevante é a presença de 600 alunos de 40 turmas do programa Jovem Empreendedor do Agro (JEA). Os estudantes participam das atividades acompanhados pelos sindicatos. Com isso, o programa fortalece a formação de novas lideranças e incentiva o empreendedorismo rural.
Além das atividades técnicas, o estande recebe apresentações culturais diárias. Duplas de violeiros formadas pelo Senar-SP se apresentam ao longo do evento. A iniciativa valoriza a cultura do campo e evidencia talentos desenvolvidos nos cursos da instituição.
Centros de excelência impulsionam inovação no campo
A Agrishow também serve como vitrine para os Centros de Excelência da Faesp. Essas estruturas atuam na formação técnica, na inovação e na pesquisa aplicada. Entre os destaques está o Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar e Bioenergia, em Ribeirão Preto.
A unidade deve iniciar as atividades no segundo semestre. O espaço terá foco educacional e tecnológico. Serão oferecidos cursos do e-Tec em Agricultura e Agronegócio. Além disso, está previsto um curso técnico de especialização em cana-de-açúcar. O conteúdo aborda desde a escolha da área até a colheita. O foco está no aumento da produtividade e na redução de custos.
Ao mesmo tempo, o projeto inclui debates sobre bioenergia e combustíveis alternativos. Entre os temas estão biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF). Esse debate ocorre em meio à pressão internacional sobre custos de produção, especialmente fertilizantes, defensivos e diesel.
Foto: Faesp/ Divulgação
O Sistema também apresenta a rede de centros distribuídos pelo estado. As unidades atuam em áreas estratégicas. Entre elas estão Internet das Coisas, Big Data, bioinsumos e turismo rural, em São Roque. Há ainda agricultura familiar, em Mirante do Paranapanema, e culturas como cacau, banana e pupunha, em Miracatu. Outras frentes incluem agroindústria e irrigação, em Avaré, além de genética da bovinocultura de leite e de corte, em São José do Rio Preto e Barretos. Na capital, o foco está na agricultura urbana.
Mulheres ampliam protagonismo no agro
A Comissão Semeadoras do Agro participa de toda a programação com um espaço exclusivo no estande. O local promove acolhimento, networking e troca de experiências. Dessa maneira, o grupo fortalece a presença feminina no setor.
A presidente Juliana Farah acompanha as atividades ao longo da feira. Na Arena Agrishow Para Elas, o espaço “Semear é Cuidar” oferece serviços de saúde e bem-estar. Entre eles estão testes de glicemia, aferição de pressão arterial e bioimpedância.
Além disso, oito expositoras participam em sistema de revezamento. A ação amplia a visibilidade do empreendedorismo feminino rural. Outro destaque é o Encontro Mulheres do Agro em Ação, marcado para 29 de abril. A expectativa é reunir cerca de 650 participantes.
O evento ocorre em Ribeirão Preto e reúne diferentes iniciativas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio.
O município de Gurupi, no Tocantins, receberá no dia 24 de março a primeira edição itinerante do evento Elas na Pecuária, promovido pela Beckhauser em parceria com a Terra Boa. O encontro discutirá governança e sucessão familiar na pecuária brasileira, com o objetivo de fortalecer a participação feminina na gestão de propriedades e negócios rurais.
Após três edições bem-sucedidas em Campo Grande (MS), o projeto inicia uma nova fase, levando às diferentes regiões do país um espaço de diálogo e integração entre mulheres que atuam em diversos elos da cadeia pecuária. Desde o início, o evento tem servido como plataforma para o compartilhamento de experiências, desafios e conquistas de lideranças femininas.
“Desde a primeira edição, percebemos o quanto esse ambiente de troca faz diferença. As convidadas compartilham suas trajetórias, falam sobre desafios e conquistas, e isso desperta empatia e inspiração, especialmente em quem está construindo seu caminho na pecuária”, explica Carla Ferrarini, gerente de Comunicação e BEAH da Beckhauser.
A escolha do Tocantins marca um passo estratégico da Beckhauser. O estado, que vem ampliando sua relevância na pecuária da região Norte, apresenta rebanho em expansão e crescente participação de mulheres na gestão rural. Além disso, a parceria com a Terra Boa, sediada em Gurupi, reforça a presença local do evento e valoriza uma empresa com forte representatividade feminina.
“Diversas regiões já possuem grupos estruturados de mulheres que se reúnem para debater o setor. Nossa intenção é contribuir com esses movimentos, somando forças e ampliando as oportunidades de conexão. Começar por um parceiro estratégico, com liderança feminina e forte inserção local, foi uma escolha natural”, destaca Carla.
O formato do evento permanece o mesmo: painéis de 20 a 30 minutos com convidadas que compartilharão suas experiências relacionadas ao tema central, sob mediação da CEO da Beckhauser, Mariana Beckheuser. Ao final, o público poderá interagir com perguntas, reforçando o caráter participativo do encontro.
Fortalecimento da governança e da liderança feminina
Para a Terra Boa, parceira anfitriã, o evento representa mais do que um debate setorial. Segundo Lívian Rocha dos Reis, diretora administrativa da empresa, a iniciativa reforça a importância da profissionalização da gestão rural e da formação de novas lideranças femininas.
“Para a Terra Boa, iniciativas como o Elas na Pecuária têm importância estratégica e simbólica. Somos uma empresa familiar. E acreditamos que o fortalecimento do agro passa pela formação de lideranças preparadas, pela governança estruturada e pela valorização de diferentes perspectivas. A parceria com a Beckhauser amplia esse debate sobre o protagonismo feminino e contribui para um setor mais equilibrado e sustentável”, afirma Lívian.
Com edições anuais previstas em diferentes regiões do país, o Elas na Pecuária consolida-se como um dos principais espaços de networking e valorização da mulher no agronegócio. E une inspiração, conhecimento e propósito em torno da transformação da pecuária brasileira.
O 6º Encontro Nacional das Mulheres Cooperativistas (Enmcoop) começou na manhã desta segunda-feira, 2 de dezembro, no White Pavilion, em Itupeva (SP), reunindo mulheres de 25 estados brasileiros e participantes de países da América do Sul. Considerado um dos principais eventos voltados ao fortalecimento da presença feminina no cooperativismo agrícola brasileiro, o encontro abriu sua programação com o auditório, mais de 520 lugares, completamente tomado. A cerimônia inicial foi conduzida por Tirso Meirelles, presidente da Faesp e do Senar-SP, seguida da saudação de Marco Vinholi, diretor técnico do Sebrae-SP, que destacou a importância do evento para a formação e integração de lideranças rurais.
Em seu discurso, Marco Vinholi destacou o avanço da participação feminina no setor, ressaltou a relevância econômica do campo. “A agricultura brasileira é responsável por quase 30% do PIB nacional, mas é fundamental que a gente persiga essa igualdade de gênero.”
Segundo Vinholi, dois eixos são determinantes nesse processo: integração cooperativista e empreendedorismo. “O cooperativismo precisa ser integrado e distributivo. E o empreendedorismo é o irmão do cooperativismo. Várias iniciativas têm sido feitas nesse sentido: apoiar a agricultura, o cooperativismo de crédito e o empreendedorismo.”
“Em São Paulo, fizemos uma parceria com a Faesp e estamos fomentando o protagonismo feminino no campo. Identificamos que, na área de crédito, as mulheres têm mais dificuldade para conseguir financiamento do que os homens, o que é um absurdo, porque os índices de uso responsável e de adimplência são maiores entre as mulheres. Mesmo assim, essa dificuldade persiste dentro da nossa sociedade e do sistema financeiro brasileiro.”
Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo
“Estamos lançando uma iniciativa para apoiar as mulheres a conseguirem crédito, levando aos parceiros do sistema financeiro a mensagem de que isso precisa mudar, que isso precisa melhorar, e rápido, no nosso país.”
Economia, liderança e inovação abriram o primeiro dia
A programação teve início com a palestra “Liderança da mulher no agro: oportunidades e desafios no cenário atual”, apresentada por Juliana Farah, Presidente da Comissão Semeadoras do Agro da Faesp e do Sindicato Rural de Mineiros do Tietê, produtora rural, empresária e membro do Conselho Superior Feminino da Fiesp, da Comissão de Mulheres Empreendedoras do Sebrae-SP e da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA.
Logo depois, o painel Liderança feminina: sustentabilidade, inovação e o papel das mulheres nas transformações tecnológicas no campo” reuniu Dulce Ciochetta, Paula Curiacos e Teresa Vendramini.
Painel Liderança Feminina – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo
O painel reforçou como a adoção de ferramentas digitais e práticas sustentáveis tem ampliado o espaço das mulheres nas cadeias produtivas.
Daniella Marques, chairwoman da Legend, com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro. Após, foi a vez de por Simone Silotti, embaixadora Comlink, com “Em Breve”.
Durante a tarde, foi realizado o Talk – “Do prato ao pasto” , com Helô Palácio, assadora, especialista em fogo de chão, empresária e produtora rural;o painel – A força das mulheres: conectando realidades e potencializando resultados, com Fabiana Venzon (produtora rural e conselheira de administração da Cooperativa Cotrijal), Jussara Liebel (integrante da Comissão de Mulheres da Cooperativa Castrolanda), Leandra Miglioranza (coordenadora do Comitê de Mulheres do Sistema OCB – Elas pelo Coop) e Sônia Bonato (agropecuarista, embaixadora do agro, conselheira Embrapa Territorial – mediadora)
Leandra falou sobre o sentimento em participar do encontro:
É muito gratificante poder levar o nome do Comitê Nacional Elas pelo Coop e dialogar com representantes de tantos estados, diante de tantas mulheres presentes e engajadas no evento. Há inúmeras líderes envolvidas, e isso reforça nosso papel de inspiração para quem atua na gestão de suas cooperativas e na condução de suas propriedades.
A nossa fala funciona como um estímulo para fortalecer essas mulheres, para que tomem posse de seus espaços e reconheçam a capacidade que têm de exercer, com autonomia, o que realizam no dia a dia.
Outro aspecto essencial é o engajamento e o avanço de tantas mulheres no agronegócio brasileiro. O Enmcoop proporciona um momento valioso, marcado por aprendizado, trocas e compartilhamento de experiências que, certamente, gerarão frutos para todas as participantes”.
Suleima Cury, médica, mãe e avó de sete netos levou ao público o tema: Saúde emocional para cuidar dos outros. Para fechar o primeiro dia, a palestra “Posicionamento: Método Próspera”, apresentada por Luciana Martins, CEO do Grupo Conecta, tratou do equilíbrio entre propósito, profissionalização e autoconhecimento como eixos para fortalecer a atuação feminina no campo.
Produtoras celebram intercâmbio de experiências
Uma das participantes do encontro é Bruna Borriero, integrante da Cooperativa Agrícola Nossa Senhora das Vitórias, de Jundiaí (SP).
“O cooperativismo ele une as pessoas. Aqui a gente pode compartilhar nossos valores e desafios. Quando estamos em uma cooperativa, a gente constrói e cresce junto”, afirmou.
Edilene Barbi, Guilherme Lourençon, Bruna Borriero – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo
Para ela, a participação feminina nas cooperativas vive um momento de transformação.
“Nesse encontro a gente percebe que o papel da mulher cooperativista tem se destacado cada vez mais. A gente lidera, empreende, está sempre inovando nos negócios”, disse.
Bruna avalia que o pertencimento ao cooperativismo estimula novas decisões e amplia horizontes. “O fato de ser mulher e estar em uma cooperativa hoje faz a gente ter coragem pra atingir novas oportunidades”, afirmou.
Ela também relaciona a vivência atual ao futuro das propriedades familiares e das cooperativas.
“O mais importante de estar em uma cooperativa e viver momentos como este é acreditar no futuro. Acreditar que ele vai ser cada vez melhor, que as próximas gerações terão mais oportunidades, e que a gente vai ver a sucessão familiar acontecendo na agricultura, dentro das cooperativas e isso vai garantir continuidade, crescimento e renovação. Então é muito gratificante.”
Em entrevista ao Portal Agro em Campo, Luciana Martins, CEO do Grupo Conecta, responsável pela realização do evento, detalha os pilares que estruturam o Enmcoop 2025, fala sobre o papel das mulheres no agro e destaca a força do cooperativismo como motor de desenvolvimento.
Luciana Martins – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo
Qual é a base conceitual do Enmcoop 2025?
Este evento foi construído sobre três pilares. O primeiro é gestão, trazer para essas mulheres a capacidade de gestão financeira, de governança, de sucessão. Queremos que elas possam rentabilizar, prosperar, verticalizar dentro da própria fazenda e monetizar mais por hectare.
O segundo é o autoconhecimento. A ideia é abrir oportunidades para que cada mulher enxergue o quanto é capaz quando acredita em si, fortalecendo competências pessoais e profissionais.
E o terceiro é saúde mental e espiritualidade. Produtoras lidam com dificuldades todos os dias: turbulências, variações climáticas, intempéries. Queremos que encontrem força e equilíbrio emocional para atravessar tudo isso de forma mais tranquila.
Quem são as mulheres que participam desta edição?
São mais de 25 estados representados. Vieram produtoras do Pará, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul — do Oiapoque ao Chuí, literalmente. Recebemos também mulheres da Amazônia, do Paraguai, da Argentina, da Bolívia e do Chile. É um encontro realmente plural.
O que a mulher agrega ao agronegócio?
Eu sempre digo que a força está na união: o espírito empreendedor do homem e o equilíbrio da mulher. Ela traz gestão financeira, controle de custos, cuidado com as pessoas, organização e isso faz diferença dentro das fazendas.
As mulheres sempre estiveram no campo, mas agora elas entenderam que o lugar delas também é ali liderando, gerindo, plantando. Estão fazendo uma grande transformação.
O Brasil tem a chance de se tornar um dos principais provedores de alimentos do mundo, e as mulheres vão ser parte essencial desse movimento, entregando mais valor por hectare e mais produtividade. Da mesma forma que cuidam da gestação, elas cuidam da semente que lançam ao solo.
Como você enxerga o papel do cooperativismo nesse processo?
Meu primeiro trabalho, aos 19 anos, foi em uma cooperativa. O que aprendi é simples: onde há cooperativismo, há desenvolvimento. Uma cooperativa é, muitas vezes, o supermercado da região, o posto de combustível, a instituição financeira, o maior empregador.
Onde existe cooperativismo, existe sustentabilidade, geração de renda, geração de emprego, aumento de IDH.
Eu vejo no cooperativismo um grande caminho para o futuro do agro, especialmente para as mulheres.
Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo
Cooperativismo e diversidade produtiva ampliam conexões
O encontro conta com a participação de lideranças femininas de todas as regiões do País, chamadas de “comandantes do Enmcoop”, que representam diferentes modelos produtivos — grãos, pecuária, flores, café, erva-mate, tabaco e agricultura regenerativa.
A diversidade reforça o papel do cooperativismo como ponto de apoio para inovação e geração de renda no interior brasileiro. Além de uma ampla rede de cooperativas do país que reforça a capilaridade do sistema e a força do cooperativismo feminino no agro.
A presença conjunta dessas organizações evidencia a representatividade do setor, a diversidade produtiva e o alcance nacional do Enmcoop, consolidando o encontro como ponto de convergência para lideranças femininas do cooperativismo brasileiro.
Com realização do Grupo Conecta e parcerias da Faesp e do Sistema OCB, o evento segue nesta terça-feira, 3 com programação técnica, oficinas simultâneas, encontros de negócios e palestras sobre reforma tributária, gestão financeira, comportamento feminino e sucessão familiar.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu o 2º Fórum de Liderança Feminina Sindical Rural nos dias 7 e 8 de dezembro, em Brasília. O evento reuniu mulheres líderes das Comissões estaduais, federações, sindicatos rurais e instituições parceiras para fortalecer a atuação feminina no agro.
A presidente da Comissão Nacional de Mulheres do Agro, Stéphanie Ferreira, afirmou que o fórum mostrou a maturidade das lideranças femininas. “As representantes estaduais alinharam-se às diretrizes nacionais com clareza do papel estratégico que ocupam”, disse. Ela destacou a importância da presença das mulheres para o desenvolvimento do setor rural.
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar
No painel “Oportunidades de representação em comissões e grupos estratégicos”, as participantes enfatizaram a necessidade de ocupar espaços para promover diversidade e visão integrada no agro. Lia Dugnani, presidente do Comitê de Bacia do Rio Grande, ressaltou que as mulheres têm responsabilidade e capacidade para gerir recursos e agregar sustentabilidade.
Gabriela Tonial, diretora do Sindicato Rural de Sananduva (RS), apontou o desafio de atrair jovens para o agro. “A educação é a ferramenta chave para renovar as gerações e mostrar a realidade do campo”, afirmou. Hilda Losch, da Comissão Estadual de Sustentabilidade da Faemg, reforçou a importância de uma comunicação estratégica e estruturada: “Precisamos ser claras em nossas demandas e buscar capacitação”.
Antonielly Rottoli, vice-presidente da Comissão Nacional de Mulheres do Agro, moderou o painel e destacou o objetivo coletivo do fórum: “Queremos fortalecer a voz feminina no agro e garantir mais representatividade”.
Sustentabilidade
Na sequência, Amanda Roza, assessora técnica de Sustentabilidade da CNA, apresentou as perspectivas para a COP 30, que ocorrerá no Brasil em 2025. Ela explicou como o agro brasileiro preparará uma agenda estratégica alinhada aos desafios globais.
Teodora Lutkemeyer, da Associação De Olho No Material Escolar (DONME), falou sobre a educação como motor de transformação social. “Uma educação eficaz e conectada ao setor produtivo garante desenvolvimento e oportunidades para as novas gerações”, explicou.
O especialista em comunicação Paulo Crepaldi ressaltou o papel das narrativas fortes para ampliar a presença feminina no agro. “É fundamental ocupar espaços e inspirar outras mulheres com nossas vozes”, enfatizou.
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar
No encerramento, os consultores Eduardo Perone e Andy Barbosa, da Track4Target, lideraram a oficina “Desafios, compromissos e futuro da atuação feminina sindical rural”. As participantes aprovaram uma carta com desafios e compromissos, além de uma visão compartilhada para o futuro da liderança feminina no agro.
Cento e quarenta mulheres do agro se reuniram em Porto Alegre para debater protagonismo e liderança feminina no campo. O encontro aconteceu durante o 2º Fórum de Lideranças Femininas da Farsul.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou do evento, realizado na sede da Farsul, no Rio Grande do Sul. Mulheres de diferentes regiões do estado participaram dos debates, trocaram experiências e fortaleceram a rede de apoio entre produtoras.
A vice-presidente da Comissão Nacional de Mulheres da CNA, Simone de Paula, foi uma das painelistas. Ela destacou o alto nível das discussões e a diversidade das participantes. “O evento contou com painéis de alto nível, representações de diferentes setores do agro e instituições”, afirmou Simone. Segundo ela, as mulheres demonstraram engajamento, protagonismo e forte atuação nos sindicatos rurais. “Isso reflete a força das produtoras rurais do Rio Grande do Sul”, completou.
Valorização e união das mulheres
Os painéis abordaram temas como liderança feminina, construção de legado, sustentabilidade e crédito de carbono. As falas reforçaram a importância da valorização e união das mulheres do agro.
A assessora técnica de sustentabilidade da CNA, Amanda Roza, também participou do evento. Ela integrou o painel “Meio Ambiente e os desafios frente à produção sustentável – Crédito de Carbono”.
Na véspera do fórum, a Comissão Nacional de Mulheres do Agro da CNA reuniu-se com lideranças estaduais da Farsul.Durante a reunião, o grupo discutiu ações integradas para fortalecer a presença feminina no setor agropecuário.
Rodrigo Rizzo, assessor da presidência da Farsul, também participou da reunião. Ele apresentou o processo de criação da Comissão Estadual das Mulheres e os principais desafios enfrentados no estado.
O grupo ainda sugeriu novas iniciativas para ampliar o engajamento feminino no sistema sindical rural. Em geral, a proposta é aumentar a representatividade das mulheres e consolidar sua liderança no campo.
O programa Mulheres SuperAgro, criado pela JBS, está capacitando produtoras rurais que administram granjas integradas da Seara. Desde já, a primeira turma de mulheres no agro observa aumentos no faturamento e na produtividade de suas propriedades.
O programa oferece suporte e ferramentas para alavancar o empreendedorismo feminino no agronegócio. Além disso, a capacitação inclui módulos sobre gestão de pessoas, gestão financeira e temas jurídicos e tributários. Bem como, são abordadas práticas de produção sustentáveis e bem-estar animal.
Em 2023, um levantamento da Seara mostrou que 41% das propriedades integradas são gerenciadas por mulheres. Ivinice Schneider, avicultora de Tupandi (RS), participou da primeira edição do programa e relatou um aumento de 7% em seu faturamento, além de melhora na qualidade dos produtos. Sendo assim, “os resultados positivos só tendem a melhorar dia após dia, o que mostra que estou no caminho certo”, afirma Ivinice. Além disso, ela também destacou o crescimento pessoal proporcionado pelo programa.
Rosane Bertolin, de Passo Fundo (RS), também participou e aprendeu a dominar estratégias de gestão. “O Mulheres SuperAgro fez toda a diferença na minha vida”, diz Rosane. Ou seja, ela aprendeu a delegar tarefas, o que lhe deu mais tempo para se dedicar a outras questões importantes na administração.
Mulheres na gestão
Pauline Bellaver, especialista de Sustentabilidade da Seara, elogiou o programa. Portanto, “capacitando as empreendedoras, oferecemos uma troca de conhecimento enriquecedora às nossas integradas. O curso foi cuidadosamente elaborado para desenvolver os negócios de forma sustentável”.
O programa, voltado para mulheres no agro, teve sua primeira edição com duração de sete meses. Eles ofereceram videoaulas de 1h30 e realizaram encontros presenciais quinzenais. Como resultado, o foco foi promover autoconhecimento, sustentabilidade, capacitação técnica e empreendedorismo.
O primeiro Fórum da Liderança Sindical Feminina, realizado hoje na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em Brasília. Ele reuniu lideranças femininas do agro de todas as regiões do país. O evento, organizado pela Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, contou com a presença de representantes sindicais e destacou a importância da atuação das mulheres no setor agropecuário.
Em sua mensagem de abertura, o presidente da CNA, João Martins, enfatizou o papel crucial das mulheres no desenvolvimento do agro, do sistema sindical e do Brasil. “Desde a criação da Comissão, em agosto de 2022, alcançamos conquistas significativas, sempre buscando aumentar a presença e a representatividade feminina no sistema sindical e melhorar a qualidade produtiva na agropecuária realizada por mulheres no campo,” afirmou Martins. Ele destacou o crescimento dos grupos estaduais do Sistema CNA/Senar de 3 para 18, sublinhando a crescente presença feminina na direção e organização de propriedades e empresas rurais.
Mulheres do agro se reúnem no Fórum da Liderança Sindical Feminina
Durante o fórum, as participantes se engajaram em painéis em formato de mesa redonda e participaram de uma oficina sobre representatividade rural. O evento também ofereceu um espaço de vivência, onde as participantes puderam aprender mais sobre a atuação do Sistema CNA/Senar.
Grandes nomes do setor presentes
A senadora Tereza Cristina, em seu discurso de abertura, compartilhou sua experiência no setor agropecuário e na política. Ela agradeceu João Martins e odiretor-geral do Senar, Daniel Carrara, pelo apoio às mulheres líderes. “Não foi uma trajetória fácil, mas precisamos que as mulheres ocupem cada vez mais espaços na política, no Legislativo, no Executivo e na política sindical para mudar a vida das pessoas,” disse a senadora. Ela incentivou as participantes a não desistirem de seus objetivos: “Nós fomos feitas para ultrapassar barreiras.”
Senadora Tereza Cristina durante o Fórum da Liderança Sindical Feminina
Daniel Carrara destacou a influência de sua mãe em sua trajetória e carreira, e elogiou as iniciativas do Sistema CNA/Senar para promover a participação feminina. “Hoje, eu tenho o prazer de dizer que o Sistema CNA/Senar é a casa da produtora rural. Vocês, juntas, estão aqui para colocar o agro no patamar que ele deve estar, que é no topo,” afirmou Carrara.
Stéphanie Ferreira, presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, ressaltou a relevância do fórum e agradeceu às representantes estaduais e convidadas presentes. Ela relatou as conquistas da Comissão, atribuindo-as ao trabalho realizado dentro dos objetivos e eixos de atuação propostos. Conquistas que incluem o desenvolvimento de lideranças femininas, apoio a grupos estaduais e representação política e técnica. “Esse trabalho que fazemos no Sistema CNA/Senar é para que tenhamos cada vez mais mulheres ocupando espaços. Cada uma de nós sabe como devemos ser resilientes nessa jornada. E somos,” concluiu Stéphanie, durante o Fórum da Liderança Sindical Feminina.