Tag: MSD Saúde Animal

  • Conheça os mitos e verdades sobre o bem-estar de peixes

    Conheça os mitos e verdades sobre o bem-estar de peixes

    O bem-estar animal já não se limita à produção terrestre. A aquicultura também passou a ocupar um espaço central nesse debate. Por décadas, pesquisadores concentraram os estudos sobre sensibilidade e estresse em vertebrados superiores, mas a ciência avançou e hoje reúne evidências neurobiológicas e comportamentais que incluem cefalópodes e, de forma ainda mais clara, os peixes.

    Foto: Divulgação

    A tilápia, uma das espécies mais produzidas no Brasil e no mundo, ilustra bem essa mudança. Estudos comprovam que o bem-estar do animal impacta diretamente o bolso do produtor. “Fatores como estratégia de alimentação, qualidade da água, manejo e ambiente influenciam o desempenho produtivo, a mortalidade e a qualidade final do produto. Apesar dos avanços, mitos antigos ainda dificultam a adoção de boas práticas no campo”, afirma Filipe Dalla Costa, coordenador técnico de Bem-Estar Animal na MSD Saúde Animal.

    Para esclarecer as principais dúvidas sobre a criação de peixes, Filipe reuniu cinco pontos que ainda geram confusão entre produtores.

    Peixes sentem estresse, sim

    Ao contrário do que se acreditava, os peixes liberam cortisol e adrenalina em reações de “luta ou fuga” muito semelhantes às de outros vertebrados. Quando o manejo ignora esse fator, o desempenho cai e a mortalidade sobe.

    Entre as situações que mais geram estresse na piscicultura estão enfermidades, alta densidade de criação, baixa qualidade da água, manejo frequente ou inadequado, como captura, classificação e biometria, e transporte mal executado.

    • O silêncio dos peixes engana

    A falsa percepção de que os peixes são super-resistentes existe porque eles não têm expressões faciais e não emitem som (não possuem cordas vocais). A tilápia até suporta condições adversas com certa rusticidade, mas mantém limites fisiológicos rígidos, que precisam de respeito para garantir seu equilíbrio. Condições inadequadas nem sempre causam morte imediata, porém reduzem o desempenho zootécnico e elevam os custos de produção.

    • Água transparente não garante segurança

    A água pode parecer limpa aos olhos e, ainda assim, esconder níveis perigosos de amônia, nitrito e nitrato. Essas substâncias tóxicas danificam as brânquias dos peixes e prejudicam o transporte de oxigênio no sangue dos animais.

    • Superlotação compromete o ganho de peso

    Colocar mais peixes por metro cúbico gera competição por oxigênio, aumenta a agressividade entre os animais e causa lesões. No fim, essa prática piora o resultado por indivíduo e reduz a rentabilidade do produtor.

    • Abate estressante compromete a qualidade da carne

    O manejo pré-abate (despesca, transporte e insensibilização) representa o momento de maior interação entre humanos e animais. Falhas nessa etapa geram sofrimento desnecessário e afetam diretamente o rendimento da carcaça e a qualidade final da carne.

    O novo perfil do consumidor exige bem-estar

    Além do ganho zootécnico dentro da fazenda, o bem-estar animal já gera um impacto mercadológico claro. Filipe destaca que o mercado atual não busca apenas o produto mais barato: “Existe um nicho crescente de consumidores e compradores institucionais que exigem produtos certificados e éticos. A adequação a esses padrões garante valor agregado, diferenciação frente aos concorrentes e a conexão de longo prazo com marcas que respeitam a vida animal.”

    Sistemas de criação que promovem bem-estar animal equilibram alimentação, ambiência, saúde, comportamento e estado mental dos peixes. Esse equilíbrio aproveita melhor o potencial genético da espécie e reduz a ocorrência de enfermidades, lesões, mortalidade e desperdício de recursos. Além de elevar a qualidade do produto final. “Melhorar o bem-estar no sistema de produção significa entregar um produto ético ao mercado consumidor contemporâneo”, resume Filipe.

    Portanto, para Talita Morgenstern, coordenadora técnica da unidade de negócio de Aquicultura da MSD Saúde Animal, o bem-estar animal funciona como uma jornada diária de decisões na tilapicultura. “Definições que equilibram a produtividade, a sanidade e o respeito à vida permitem que cada peixe tenha as melhores condições para expressar seu potencial”, conclui.

  • Suplementação melhora fertilidade e produção de ovos em tilápias

    Suplementação melhora fertilidade e produção de ovos em tilápias

    Um ensaio a campo realizado na região dos Grandes Lagos (SP), comprovou avanços significativos na atividade reprodutiva e no volume de ovos produzidos por tilápias suplementadas.

    A eficiência reprodutiva das matrizes é um dos principais fatores para o bom desempenho zootécnico e econômico dos sistemas de produção de tilápias. Variáveis como taxa de desova, qualidade dos ovos e viabilidade embrionária dependem de fatores nutricionais, metabólicos e ambientais. Com foco na nutrição, o estudo avaliou o uso do suplemento composto por fósforo orgânico (butafosfana) e vitamina B12 (cianocobalamina).

    Metodologia

    Durante o experimento, as tilápias foram distribuídas em dois grupos. Um recebeu ração com suplemento (3 g por quilo de ração, de forma contínua). E o outro grupo recebeu a mesma dieta sem suplementação. A equipe monitorou atividade reprodutiva, volume total de ovos e volume médio por fêmea ao longo do período.

    Os resultados mostraram melhora expressiva na performance reprodutiva das matrizes suplementadas. Segundo Talita Morgenstern, médica-veterinária e coordenadora técnica da unidade de Aquicultura da MSD Saúde Animal, o suplemento atua na melhora do metabolismo energético celular, da função hepática e na produção de glóbulos vermelhos, o que favorece a recuperação tecidual e o equilíbrio fisiológico dos peixes.

    “Ao fortalecer o metabolismo e o sistema de defesa das matrizes, a suplementação contribui para o amadurecimento mais eficiente dos ovos e para uma desova sincronizada. Isso resulta em ovos maiores, com maior reserva nutritiva, e em uma recuperação mais rápida das fêmeas”, destaca Talita Morgenstern.

    O ensaio indicou um aumento de 8,4% na atividade reprodutiva das fêmeas suplementadas, em comparação ao grupo controle. Além disso, os pesquisadores registraram volume de ovos aproximadamente duas vezes maior e um acréscimo de 49,3% no volume médio de ovos por matriz, evidenciando o impacto positivo na maturação ovariana e no amadurecimento dos ovos.

  • Iridovírus – mudanças de temperatura aumentam risco  de doenças

    Iridovírus – mudanças de temperatura aumentam risco de doenças

    Com a chegada do inverno, produtores de tilápia enfrentam um cenário de alerta devido ao aumento do risco de doenças virais, especialmente o Iridovírus (ISKNV). As variações bruscas de temperatura e a redução dos níveis de oxigênio na água prejudicam a imunidade dos peixes, favorecendo a proliferação de agentes infecciosos e elevando as taxas de mortalidade nos criatórios.

    A intensificação das mudanças climáticas tem provocado instabilidade nos ambientes aquícolas, tornando os peixes mais vulneráveis a doenças. De acordo com Talita Morgenstern, coordenadora técnica da unidade de negócios de Aquicultura da MSD Saúde Animal, o Iridovírus é altamente contagioso e letal, afetando principalmente alevinos e juvenis de tilápia. Em surtos, a mortalidade pode ultrapassar 70%, agravando ainda mais a situação devido à dificuldade de diagnóstico, já que os sintomas podem ser confundidos com outras enfermidades bacterianas.

    A transmissão do Iridovírus ocorre tanto por via horizontal (água contaminada e contato entre peixes) quanto vertical (de reprodutores para a prole), o que exige um controle rigoroso em todas as etapas da cadeia produtiva.

    Desafios para a biossegurança na produção de tilápias

    A transição para o inverno impõe desafios extras aos produtores, que precisam adaptar práticas de manejo para garantir a sustentabilidade e a sanidade do plantel. O estresse fisiológico causado pelas oscilações de temperatura reduz a eficácia das medidas de biossegurança e dificulta o controle sanitário consistente. Ambientes instáveis favorecem a replicação viral e aumentam a sobrevivência de patógenos na água, tornando ainda mais essencial a adoção de protocolos preventivos robustos.

    Dicas de prevenção e controle do iridovírus (ISKNV)

    Para mitigar riscos e proteger a produção, a especialista recomenda:

    • Evitar a entrada de peixes ou alevinos sem histórico sanitário comprovado.
    • Manter todos os equipamentos desinfetados com produtos adequados.
    • Realizar testes de PCR em todo o plantel para detectar precocemente a presença do vírus.
    • Monitorar parâmetros ambientais como temperatura, pH e oxigênio dissolvido, utilizando biorremediadores para otimizar a qualidade da água.
    • Coletar diariamente peixes mortos e garantir o descarte correto para evitar a disseminação do vírus.
    • Vacinar apenas animais saudáveis e livres de patógenos, utilizando vacinas como específicas.

    A implementação dessas medidas é fundamental para proteger a tilapicultura contra o Iridovírus e garantir a produtividade e sustentabilidade do setor diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Ingressos esgotando para o 10º Coffee Dinner & Summit 2025

    + Agro em Campo: Frio intenso e geadas ameaçam lavouras no Paraná

  • MSD Saúde Animal apresenta nova gerente para suinocultura

    MSD Saúde Animal apresenta nova gerente para suinocultura

    A MSD Saúde Animal anunciou a chegada da médica-veterinária Maria Beatriz Tassinari Ortolani como nova gerente de marketing sênior da unidade de Suinocultura. Com vasta experiência no setor agropecuário, Beatriz assume o cargo com o objetivo de impulsionar o sucesso da empresa através de estratégias inovadoras de marketing.

    Beatriz está na MSD desde 2021, tendo atuado anteriormente como gerente de produtos de pecuária e gerente regional de soluções tecnológicas para a América Latina. Ela é graduada e mestre em medicina veterinária, além de possuir três MBAs em gestão empresarial, economia comportamental e liderança e desenvolvimento do potencial humano. Sua carreira inclui passagens por empresas como Nestlé, Portal Agripoint e CEVA.

    Na sua nova função, Maria Beatriz Tassinari Ortolani será responsável por desenvolver e executar estratégias de marketing para promover produtos, serviços e soluções da unidade de Suinocultura. Além disso, ela realizará análises de tendências de mercado para consolidar a liderança da MSD no setor. “Assumir essa oportunidade é uma grande honra. Estou comprometida em impulsionar ainda mais o sucesso da empresa, trazendo soluções inovadoras e contribuindo com a equipe e os clientes”, afirma a nova gerente.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: JBS apresenta estratégia de crescimento global
    + Agro em Campo: Empresa doa kits escolares para comunidades indígenas

  • Estudo inédito apresenta estratégia para controle do carrapato

    Estudo inédito apresenta estratégia para controle do carrapato

    Um estudo inédito realizado no Brasil revelou a eficácia do controle estratégico do carrapato bovino em duas estações. E destava que tratamentos aplicados na primavera-verão e no outono-inverno resultam em aumento no ganho de peso dos animais e na produtividade dos rebanhos.

    O carrapato Rhipicephalus microplus é um dos principais ectoparasitas que afetam bovinos em regiões tropicais e subtropicais, causando sérios prejuízos financeiros e produtivos. O controle estratégico é recomendado por especialistas, e deve ser baseado em planejamento prévio e informações científicas locais. No entanto, muitos criadores ainda adotam o controle apenas após a infestação visível, Isso causa danos significativos à produção e ao bem-estar do rebanho.

    Um experimento foi realizado em uma fazenda no Mato Grosso do Sul para comprovar a eficácia do controle preventivo. O estudo envolveu 36 bezerros naturalmente infestados e considerou o ciclo de vida do carrapato, que pode ter de quatro a cinco gerações por ano em regiões com verões chuvosos e invernos secos. Protocolos de tratamento foram desenvolvidos para as duas estações mencionadas, comparando-os ao protocolo tradicional.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Projeto quer eliminar marcação a fogo em animais
    + Agro em Campo: Nova cultivar de amoreira-preta sem espinhos promete revolução na fruticultura brasileira

    Os resultados mostraram que o grupo tratado durante todo o ano apresentou maior ganho de peso em comparação aos grupos controle. Evidenciando que um controle eficaz dos carrapatos pode aumentar não apenas o peso dos animais, mas também a produtividade dos rebanhos destinados à produção de carne.

    Retorno sobre o investimento

    A análise econômica do estudo mostrou que, embora a adição de tratamentos no final da estação chuvosa aumentasse os custos em 2,44 vezes, os animais tratados nas duas estações geraram um retorno sobre o investimento (ROI) de 34%. Portanto, superando os custos e investimentos realizados.

    A molécula fluralaner, presente no produto Exzolt 5%, foi destacada como uma solução inovadora para o controle do carrapato. Desenvolvido pela MSD Saúde Animal, esse acaricida é uma das poucas alternativas químicas disponíveis que conseguem contornar a resistência desenvolvida por cepas de carrapatos. O estudo indicou que o Exzolt 5% apresentou eficácia superior a 95% já no terceiro dia após o tratamento. E manteve altos índices de eficácia por até 150 dias.

    Daniel Rodrigues, gerente técnico da unidade de negócios de Ruminantes da MSD Saúde Animal e um dos autores do estudo, enfatizou que essa ferramenta revolucionária não apenas melhora a saúde dos animais. Mas também otimiza a organização do trabalho nas fazendas. O Exzolt 5% é capaz de controlar não só os carrapatos, mas também outros parasitas como moscas-dos-chifres e bernes, promovendo uma melhoria significativa na produtividade e bem-estar animal.

  • Projeto quer eliminar marcação a fogo em animais

    Projeto quer eliminar marcação a fogo em animais

    Iniciativa pretende substituir a dolorosa prática de marcação a fogo em animais por identificadores visuais, eliminando mais de 400 mil marcações em animais. Projeto inovador que visa melhorar o bem-estar animal no setor agropecuário  é parceria entre Grupo Frisa Frigorífico com a MSD Saúde Animal.

    Na chegada ao confinamento, os bovinos adultos costumavam receber marcações pela dentição e pelo lote. Com a nova abordagem, cerca de 110 mil bovinos do Grupo Frisa terão, em média, quatro marcações a menos, utilizando cores distintas para identificação.

    Benefícios para o bem-estar animal e produtividade

    Marcos Flávio T. Pereira, Diretor de Originação e Relações Institucionais do Grupo Frisa, destacou que a expectativa é que o projeto traga benefícios tanto para os animais quanto para a rentabilidade das fazendas. “O estresse causado pela nova identificação será significativamente menor do que o da marcação a fogo, resultando em uma recuperação mais rápida dos animais e melhor desempenho em ganho de peso”, afirmou Pereira.

    Uso dos identificadores visuais de cores distintas para separar os animais por critérios pré-estabelecidos. Divulgação

    Ele também ressaltou que a nova forma de identificação permitirá uma descrição mais eficiente dos lotes e da dentição dos animais. Reduzindo não apenas o sofrimento animal, mas também os riscos para os manejadores.

    Mudança de mentalidade no manejo pecuário

    Jorge Tadeu Z. Filho, médico-veterinário da MSD Saúde Animal, enfatizou a importância da iniciativa para promover uma mudança na mentalidade do setor. “A redução da marcação a fogo representa uma evolução nas práticas pecuárias, priorizando um manejo de baixo estresse que garante uma vida produtiva digna aos animais”, afirmou.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Itamaraty aposta em acordo Mercosul-UE até o fim do ano
    + Agro em Campo: Nova cultivar de amoreira-preta sem espinhos promete revolução na fruticultura brasileira

    Ele também destaca que a prática tradicional prejudica o desenvolvimento dos animais devido à dor e ao incômodo causados pela marcação. A nova abordagem não só elimina esse sofrimento como também facilita o gerenciamento dos rebanhos ao atribuir um número único e exclusivo a cada animal.

    Avanços no bem-estar animal e sustentabilidade

    Com o crescente interesse do mercado consumidor por práticas éticas na produção animal, o bem-estar animal se torna um tema central entre os pecuaristas. A implementação de tecnologias como identificadores visuais reflete um compromisso com a transparência e sustentabilidade na produção de proteína animal no Brasil.

    A MSD Saúde Animal está empenhada em tornar essas tecnologias mais acessíveis nas propriedades brasileiras. O programa “Criando Conexões Multiespécies” visa disseminar conhecimento sobre manejo de baixo estresse e promover interações positivas entre humanos e animais durante todo o processo de manejo.

    O projeto de eliminação da marcação a fogo representa um passo significativo para o avanço do bem-estar animal na pecuária brasileira. Com apoio tecnológico e uma nova abordagem no manejo, o Grupo Frisa e a MSD Saúde Animal estão moldando um futuro mais sustentável e ético para a agropecuária no país.

  • Bem estar animal – aumenta busca por certificação

    Bem estar animal – aumenta busca por certificação

    A indústria pecuária no Brasil tem se empenhado cada vez mais em adotar práticas voltadas ao bem-estar animal, refletindo uma tendência global de demanda por padrões mais elevados de cuidado com os animais. Essas iniciativas não só visam melhorar a qualidade de vida dos animais, mas também impactam positivamente o mercado e os consumidores.

    Empresas e produtores estão implementando práticas como a criação em sistemas de pastagem, que respeitam o comportamento natural dos animais, garantindo que bovinos e suínos, por exemplo, possam se mover livremente e manifestar seus instintos naturais. Além disso, a indústria tem investido na melhoria das condições de transporte e abate, reduzindo o estresse dos animais e promovendo métodos mais humanitários.

    Essas práticas têm contribuído para a redução do sofrimento animal, resultando em um ciclo de vida mais saudável e menos estressante. A melhoria no manejo e no ambiente de criação tem sido associada a uma menor incidência de doenças. E também a uma melhor qualidade de vida para os animais.

    Influência no mercado e para consumidores

    No mercado, o compromisso com o bem-estar animal tem gerado uma percepção mais positiva da carne brasileira tanto no mercado interno quanto no exterior. Consumidores estão cada vez mais exigentes, buscando produtos que atendam a padrões éticos. Isso tem aumentado a procura por carnes certificadas, que garantem que os animais recebem tratamento conforme normas de bem-estar.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Alfaces da Embrapa desafiam o calor
    + Agro em Campo: Biocombustível promete aviação mais verde até 2030

    Para os consumidores, além da tranquilidade de saber que estão comprando um produto de origem responsável, há também a percepção de que carnes provenientes de sistemas que respeitam o bem-estar animal são de melhor qualidade, tanto em termos de sabor quanto de valor nutricional. Estudos indicam que o estresse animal pode afetar negativamente a carne, tornando-a menos suculenta e macia.

    Certificação de bem-estar animal cresce 220% em menos de dois anos e impulsiona mercado

    A procura pela Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, lançada pela MSD Saúde Animal no final de 2022, aumentou 220% em menos de dois anos, destacando uma mudança significativa no setor agropecuário brasileiro. Hoje, 11 propriedades já conquistaram o selo, e outras 15 estão em processo de certificação. O selo chancela práticas modernas e sustentáveis, alinhadas às expectativas dos consumidores e às exigências do mercado internacional.

    A certificação em Bem-Estar Único, auditada pela QIMA/WQS, uma certificadora internacional reconhecida no mercado agrícola, industrial e varejista de alimentos no Brasil, assegura que as propriedades atendem a rigorosos padrões de bem-estar animal, gestão ambiental e qualidade de vida dos trabalhadores.

    Schoeler Agro, um dos cinco maiores produtores de suínos independentes do país

    Para Lilian Schoeler, diretora administrativa da Schoeler Agro, o selo reforça a sinergia entre as boas práticas de bem-estar animal e o cuidado com o meio ambiente. “Foram 10 meses de adequações, em especial na parte documental e treinamentos. O processo de conquista já foi enriquecedor, com conhecimento profundo de normativas e procedimentos. Com os processos bem desenhados e claros, honramos, inclusive, o trabalho das equipes da granja”.

    Certificação valoriza produção

    Paulo Giehl, gerente comercial da empresa, destacou que a certificação já está atraindo novos clientes e valorizando o preço de seus produtos. “Esperamos novos clientes em potencial, como redes de supermercados e frigoríficos que exportam. Trabalhamos para sermos reconhecidos como uma empresa que cuida de seus animais e prioriza a qualidade, e isso já está acontecendo, especialmente com o reforço do selo. Já notamos diferença na percepção dos clientes, que reconhecem e elogiam a certificação e, da nossa parte, recebem animais com mais qualidade. Além disso, esperamos uma valorização no preço no decorrer do tempo, pois o selo poderá facilitar a negociação”.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Brasil e China – 50 anos de relações diplomáticas
    + Agro em Campo: Conheça a batata-doce que combate à fome no Semiárido pernambucano

    Erivelton Schinermann, gerente de produção da Schoeler Agro, observou que a certificação formalizou práticas que já eram realizadas informalmente e trouxe benefícios como a redução do estresse e da mortalidade dos animais. “A saúde dos animais melhorou, eles estão menos estressados e mais produtivos,” afirmou.

    O Selo e Seu Impacto

    A Certificação em Bem-Estar Único faz parte do programa Criando Conexões Multiespécies da MSD Saúde Animal.  É voltada para propriedades que criam suínos, bovinos e aves. Ela segue o modelo dos “Cinco Domínios” do bem-estar animal e avalia mais de 150 critérios, abrangendo desde a alimentação e conforto dos animais até a gestão ambiental e social das propriedades.

    “O objetivo é garantir uma vida digna de ser vivida aos animais e às pessoas, bem como melhorar a sustentabilidade de todo o sistema produtivo. E fornecer um alimento ético para a sociedade. Com um processo robusto, sólido e transparente, é possível melhorar a comunicação com consumidores nacionais e internacionais.  Afinal, nosso intuito é desenvolver soluções de valor para apoiar o sucesso do setor. O certificado apoia a imagem da cadeia produtiva brasileira, auxilia o acesso a novos mercados e facilita tomadas de decisões”, afirma Filipe Dalla Costa, coordenador de Bem-Estar Animal para monogástricos da MSD Saúde Animal e um dos responsáveis pela certificação.

    Divulgação – Granja Schoeler

    Roberta Cunha, gerente técnica da QIMA/WQS, destacou que os protocolos desenvolvidos pela MSD garantem produtos de qualidade ética para os consumidores. “Acreditamos fielmente que o bem-estar dos animais de produção impacta diretamente nos resultados, melhorando não só as condições de vida/abate dos animais, como também dos colaboradores que lidam diretamente com eles. Os protocolos desenvolvidos pela MSD Saúde Animal trazem pontos relevantes de bem-estar animal baseados em requisitos nacionais e internacionais. E garante ao consumidor final um produto com qualidade ética”, pontua Roberta Cunha, gerente técnica da QIMA/WQS.

    Além disso, o crescimento na busca por essa certificação reflete a crescente importância do bem-estar animal na produção de proteínas no Brasil. Não só por seu impacto na saúde e produtividade dos animais, mas também por melhorar a imagem da cadeia produtiva brasileira e facilitar o acesso a novos mercados.