Tag: morte animais

  • Frio intenso mata animais no campo

    Frio intenso mata animais no campo

    O inverno rigoroso que atinge o Sul e Sudeste do Brasil tem levantado preocupações entre os produtores rurais devido ao risco de morte de animais em decorrência do frio intenso. As baixas temperaturas, que em algumas regiões têm registrado marcas negativas, representam um desafio adicional para a pecuária, especialmente para aqueles que não estão preparados para enfrentar condições climáticas tão adversas.

    O frio intenso pode causar uma série de problemas para os animais, incluindo hipotermia, doenças respiratórias e até mesmo morte em casos mais severos. Animais jovens, idosos ou em estado debilitado são os mais vulneráveis. Além disso, a falta de pastagem adequada devido à geada compromete a alimentação, agravando o estado de saúde dos animais.

    Medidas de proteção

    Para mitigar os riscos e proteger os rebanhos, é fundamental que os produtores adotem medidas preventivas:

    • Abrigos Adequados: É essencial garantir que os animais tenham acesso a abrigos que os protejam do vento, chuva e geadas. Estruturas simples, como galpões e baias bem isoladas, podem ser a diferença entre a sobrevivência e a perda do rebanho.
    • Alimentação de Qualidade: Durante o inverno, o consumo de energia dos animais aumenta para manter a temperatura corporal. Oferecer uma dieta rica em calorias, com suplementos alimentares, ajuda a compensar essa demanda energética extra.

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    • Aquecimento: Em casos de frio extremo, a instalação de aquecedores ou a utilização de cobertores térmicos pode ser necessária, especialmente para os animais mais frágeis. Em sistemas de criação intensiva, como aviários e granjas de suínos, o controle da temperatura ambiente é crucial.
    • Monitoramento Contínuo: A vigilância constante das condições de saúde do rebanho é fundamental. Tratar imediatamente sintomas de hipotermia, como tremores intensos e letargia.
    • Vacinação e Saúde Preventiva: Manter a vacinação em dia e adotar práticas de manejo que fortaleçam a imunidade dos animais ajuda a prevenir doenças que podem ser exacerbadas pelo frio.

    A previsão de mais dias frios no Sul e Sudeste do Brasil exige que os produtores rurais se mobilizem rapidamente para proteger seus rebanhos. A adoção de medidas simples, mas eficazes, pode evitar perdas significativas e garantir a saúde e o bem-estar dos animais durante o inverno. A preparação adequada é a chave para enfrentar o frio extremo e minimizar os impactos na produção agropecuária. No ultimo ano, mais de mil bovinos morreram devido ao frio somento no Mato Grosso do Sul.

  • Perigo – lagartas matam mais de 7 mil bovinos no Brasil

    Perigo – lagartas matam mais de 7 mil bovinos no Brasil

    Em Roraima, uma grave infestação de lagartas, identificadas como Spodoptera frugiperda, popularmente conhecidas como lagarta-do-cartucho, resultou na morte de mais de 7 mil bovinos, segundo relatos recentes. As lagartas são conhecidas por sua voracidade e capacidade de causar danos significativos às plantações e pastagens. Isso essencialmente priva os animais de sua principal fonte de alimentação.

    As condições climáticas, incluindo temperaturas elevadas e a escassez de chuvas, têm aumentado a proliferação dessas lagartas. Essas condições criam um ambiente ideal para a reprodução das mariposas adultas, que posteriormente põem ovos que se transformam nas lagartas destrutivas. As mariposas adultas, detectadas em grandes quantidades nas armadilhas de monitoramento, indicam que os pecuaristas terão uma temporada difícil para o controle dessa praga​​.

    A infestação não apenas reduz a disponibilidade de pasto para o gado, mas também aumenta a necessidade de uso de inseticidas, elevando os custos de produção e afetando a saúde do ecossistema local. A morte de tantos bovinos impacta severamente a economia agrícola de Roraima, onde a pecuária é uma atividade econômica crucial.

    Especialistas sugerem que medidas integradas de manejo, incluindo a utilização de vírus específicos para lagartas e a introdução de inimigos naturais, são essenciais para controlar essa praga. No entanto, a resistência crescente das lagartas aos inseticidas químicos complica ainda mais a situação​ ​.

    Essa crise sublinha a importância de práticas agrícolas sustentáveis e de uma vigilância constante para mitigar os impactos das pragas e proteger tanto a agricultura quanto a pecuária da região.

    Governo de Roraima decretou situação de emergência no estado

    O governo de Roraima anunciou o lançamento do Programa Emergencial de Apoio à Pecuária Familiar em resposta aos impactos da estiagem, escassez de recursos hídricos, incêndios e infestações de pragas que afetaram severamente os pequenos produtores do estado.

    Durante coletiva de imprensa, o governador Antonio Denarium assinou o decreto que reconhece a situação de emergência nos municípios mais afetados. Entre eles Amajari, Alto Alegre, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Iracema, Mucajaí, Pacaraima, Normandia e Uiramutã. O texto prevê medidas para minimizar os danos e auxiliar a população afetada. Ele conta com a atuação conjunta do estado e prefeituras na recuperação das áreas atingidas.

    O programa disponibilizará crédito de até R$ 1.750 por hectare atingido, com um teto de R$ 8.750 por produtor. Os recursos poderão ser utilizados para a compra direta de insumos, como adubo e sementes, com subsídio de até 90% dos custos. Além disso, o governo fornecerá apoio técnico para a recuperação de pastagens e renegociação de dívidas dos produtores rurais afetados.

    Segundo o governador, Roraima tem o maior crescimento do rebanho bovino do país, e a manutenção da pecuária é essencial para a economia do estado. O programa visa não apenas a recuperação imediata, mas também a promoção de práticas sustentáveis que reforcem a resiliência das comunidades rurais em situações futuras.

    Visitas ao locais de crise

    O presidente do Iater, Marcelo Pereira, informou que técnicos do instituto estão realizando visitas nas propriedades rurais. Eles irão elaborar um levantamento das áreas de pastagens afetadas. Dados preliminares apontam que, em Mucajaí e Iracema, foram verificados 698 diagnósticos, com 5.591 animais mortos e 46.329 hectares de área de pastagem perdida.

    O programa emergencial representa um esforço conjunto entre o governo estadual, instituições de classe e a comunidade rural para superar os desafios impostos pelos desastres naturais. Com isso, deve assegurar a sustentabilidade do setor agropecuário em Roraima.