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  • Conheça Francisco, o porco de 150kg que virou sensação nas redes

    Conheça Francisco, o porco de 150kg que virou sensação nas redes

    Foi-se o tempo em que apenas cães, gatos e coelhos eram considerados animais de estimação. Hoje, espécies pouco convencionais conquistam cada vez mais espaço nos lares brasileiros, e Francisco é um dos exemplos dessa mudança.

    Com cerca de 150 quilos, o suíno é o xodó da jornalista Sileimã Pinheiro e também um fenômeno nas redes sociais, onde reúne mais de 1 milhão de seguidores (Foto: Reprodução/Instagram)

    Francisco tem seis anos e mora em Jundiaí (SP). Chegou à família ainda filhote, com a promessa de ser um mini pig. No entanto, mesmo com uma alimentação equilibrada, cresceu muito além do esperado.

    “Francisco é um porco anão. Alguns até dizem que é da raça Kunekune, mas isso nunca foi confirmado. Depois de quase sete anos convivendo com ele e conhecendo outros ‘mini’, percebi que existe uma grande mistura genética na tentativa de produzir porcos cada vez menores. Eu sabia que ele iria crescer, que ‘mini’ era só o bebê, só não imaginava que fosse na velocidade da luz”, conta Sileimã.

    Rotina é pensada para o bem-estar do animal

    O crescimento de Francisco nunca diminuiu o carinho da família, pelo contrário. A adaptação à rotina e às necessidades do porco foi tão natural que Sileimã já mudou de casa cinco vezes até encontrar um lugar onde ele pudesse viver com mais liberdade.

    “Ele tem uma rotina que é dormir, acordar para comer, tomar sol, bater na porta cobrando comida e tirar várias sonecas ao longo do dia para recuperar as energias. É uma verdadeira maratona. Hoje, moro afastada da cidade e sem vizinhos por perto para que ele possa fazer todos os seus protestos à vontade sem que eu precise me preocupar com reclamações, denúncias ou multas. Ele pode ser exatamente quem é, um porquinho muito feliz e muito barulhento.”

    Além do conforto no dia a dia, a dona garante ao porco momentos especiais, como visitas periódicas a um spa especializado. Lá, ele passa por cuidados de rotina como vacinação, manejo de cascos e presas, exames e avaliações clínicas.

    “Para a minha sorte, uma das maiores especialistas mora na região. Ela percebeu a dificuldade de muitas pessoas e criou um espaço totalmente voltado para esse tipo de atendimento. O Francisco já foi três ou quatro vezes lá e funciona como um verdadeiro check-up. Eu costumo brincar que é o ‘Sírio-Libanês dos suínos’. Ele entra para uma revisão e só recebe alta depois que a equipe confirma que está tudo em ordem.”

    Um fenômeno nas redes

    A rotina inusitada de Francisco não demorou a ultrapassar os muros de casa. Os registros despretensiosos do dia a dia viralizaram e transformaram o suíno em sucesso nas redes: mais de 1,2 milhão de seguidores no TikTok e outros 140 mil no Instagram acompanham desde os momentos de descanso e as refeições até os protestos por comida.

    https://www.instagram.com/reel/DaVEoy7PwN5/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Além disso, a fama já rendeu convites para campanhas publicitárias. Sileimã, no entanto, recusou propostas de grandes empresas nacionais e multinacionais por entender que não estavam alinhadas aos valores da família.

    Mais do que conquistar a internet, o pet reforçou uma convicção que a tutora carrega desde a infância. Vegetariana, ela conta que a convivência com o porco foi decisiva para adotar também o veganismo.

    “Olhando para trás, entendo que essa decisão começou muito antes, quando, por amor aos animais, escolhi não comê-los, mesmo sem saber o que significava o termo. Com os suínos, porém, sempre existiu um sentimento diferente e ainda mais forte. A maneira como eles são tratados sempre me entristeceu. Por isso, muito antes de o Francisco entrar na minha vida, eu já dizia que teria um porquinho.”

  • Mini porco e galinha Serama viram pets de luxo nas cidades

    Mini porco e galinha Serama viram pets de luxo nas cidades

    Eles trocam o poleiro e o chiqueiro pelo tapete da sala, o milho pelo carinho e, às vezes, até o latido pelo grunhido. Cada vez mais longe dos galinheiros e currais, o mini porco e galinha Serama se reinventam como animais de estimação inusitados e ganham espaço no coração, e no orçamento, de quem vive na cidade.

    Galinha Serama: pequena no tamanho, gigante no carisma

    Foto: @serama.br

    Originária da Malásia, a Serama não passa de 15 cm de altura e pesa menos de meio quilo. Ou seja, cabe com folga na palma da mão. Para quem vê de longe, pode parecer um enfeite de porcelana. Mas basta um cacarejo sutil e um bater de asas cheio de charme para mostrar que o bichinho é de verdade.

    A ave é fruto de um cruzamento entre a raça malaia Bantam e a japonesa Chabo. Seu nome vem de “Rama”, título real na Tailândia, uma escolha que faz jus à sua postura altiva e olhar nobre, mesmo em tamanho pocket.

    Além de carismática, a Serama também é cara. Um exemplar pode custar de R$ 1.000 a R$ 3.500, dependendo da pureza genética. Já os ovos fecundados, há fila para eles, são vendidos por até R$ 3.000 a dúzia. Mas atenção: não vá fritar. Esses ovos são para quem sonha em montar seu próprio império de galinhas reais.

    Mini porco como pet: inteligência, afeto e muita personalidade

    Foto: UFMG

    Na onda dos pets exóticos, o mini porco também vem fazendo barulho — literalmente. Conhecido como mini pig, o animal vem sendo adotado por famílias que buscam um companheiro afetuoso, esperto e cheio de personalidade. E, cá entre nós, ele dá show.

    Mesmo pequeno, o bicho exige respeito. Algumas raças, como a Göttinger ou a Kunekune, atingem de 25 kg a 60 kg na fase adulta. Ou seja, não cabe na bolsa, mas cabe no coração. Com barriga saliente, orelhas empinadas e um focinho sempre curioso, o mini porco encanta pela inteligência e pela lealdade.

    Não espere economia: o preço de um filhote vai de R$ 1.500 a R$ 5.000, a depender da linhagem, da cor e dos mimos inclusos — vacina, castração, pedigree. Mas o maior custo é o comprometimento: precisam de espaço, rotina de passeios, alimentação equilibrada e visitas frequentes ao veterinário.

    Há, no entanto, um obstáculo que nem o focinho fofo supera: a legislação. Em algumas cidades, a criação de suínos em área urbana é proibida, mesmo os mini. E muitos condomínios também impõem restrições. Por isso, antes de adotar, é bom checar as regras e preparar a vizinhança para o novo morador.

    Um novo capítulo para os pets exóticos

    No fim das contas, o fenômeno diz muito sobre os novos tempos. Num mundo cada vez mais urbano e digital, cresce o desejo por vínculos afetivos reais, por animais que ofereçam companhia, afeto e uma pitada de excentricidade. E é assim que porquinhos e galinhas trocam o barro pelo asfalto — e viram celebridades de apartamento.

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