Tag: Minerva

  • Minerva sofre queda de 57% no lucro do 2º trimestre

    Minerva sofre queda de 57% no lucro do 2º trimestre

    A Minerva registrou lucro líquido de R$ 196,9 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 57% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre abril e junho de 2025, a companhia havia alcançado lucro de R$ 458,3 milhões.

    Apesar da retração no resultado, a receita líquida da empresa apresentou crescimento. No trimestre, o indicador chegou a R$ 14,1 bilhões, alta de 1,3% na comparação anual.

    No acumulado dos últimos 12 meses, a receita líquida consolidada atingiu R$ 57,2 bilhões, o maior patamar registrado pela companhia nessa base de comparação. O resultado representa avanço de 29,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    O Ebitda ajustado — indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — somou R$ 1,23 bilhão no segundo trimestre. O valor representa uma redução de 5,5% ante os R$ 1,30 bilhão registrados um ano antes.

    Além disso, a margem Ebitda ajustada também recuou. O indicador ficou em 8,7% no trimestre, ante 9,4% no segundo trimestre de 2025, uma redução de 0,6 ponto percentual.

    Empresa busca diminuir custo da dívida

    Em comunicado, a Minerva destacou que continua avaliando oportunidades para aprimorar a gestão do passivo financeiro.

    A estratégia tem como objetivo construir uma estrutura de capital menos onerosa e mais eficiente.

    Nesse movimento, a companhia citou a recente emissão de US$ 600 milhões em Bonds 2036. A operação registrou demanda 2,5 vezes superior ao volume ofertado.

    Além da emissão internacional, a empresa também destacou outras iniciativas realizadas no mercado de capitais brasileiro. Segundo a Minerva, as operações contribuem para alongar o perfil da dívida e reforçar a estratégia de gestão financeira.

    O desempenho do trimestre ocorre, portanto, em um cenário de crescimento da receita anual, mas com pressão sobre o lucro e sobre o resultado operacional da companhia na comparação com o mesmo período de 2025.

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  • Marfrig, JBS, BRF e Minerva enfrentam dia de queda no Ibovespa

    Marfrig, JBS, BRF e Minerva enfrentam dia de queda no Ibovespa

    Nesta segunda-feira, as ações das empresas frigoríficas Marfrig, JBS, BRF e Minerva destacaram-se negativamente no Ibovespa, apesar da alta geral do índice. A Marfrig liderou as perdas, com queda de 4,46%, seguida pela JBS, que recuou 3,97%, e pela BRF, que caiu 3,81%. A Minerva apresentou uma queda menor, de 2,23%.

    Fatores de influenciaram as quedas

    A confirmação do surto da gripe aviária mortal H7N9 nos Estados Unidos foi um dos principais motivos para a queda das ações do setor. Além disso, a expiração de registros de exportação de frigoríficos americanos pela China também impactou negativamente as expectativas dos investidores.

    No início de 2025, as ações da Marfrig, JBS, BRF e Minerva já estavam sob pressão. Em janeiro, a BRF registrou uma queda de 13,7%, enquanto a Marfrig recuou 6,7% e a Minerva, 4,9%. A JBS, por outro lado, teve uma perda menor, de 2,4% no mesmo período.

    Perspectivas futuras

    Os frigoríficos enfrentam desafios adicionais, como a alta dos juros e a volatilidade cambial, que afetam suas margens e endividamento. Ainda assim, o setor tem potencial para se recuperar, dependendo de fatores macroeconômicos e da gestão das empresas.

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  • Minerva conclui compra da Marfrig por R$ 5,86 bilhões

    Minerva conclui compra da Marfrig por R$ 5,86 bilhões

    Minerva Foods concluiu a compra de ativos da Marfrig, pagando R$ 5,68 bilhões. Esta transação marca um passo significativo na expansão da Minerva na América do Sul, onde a empresa já é a maior exportadora de carne bovina.

    O negócio inclui 13 unidades industriais e um centro de distribuição, localizados no Brasil, Argentina e Chile.

    O acordo foi inicialmente anunciado em agosto do ano passado, com um valor total de R$ 7,5 bilhões.

    Na ocasião, a Minerva pagou R$ 1,5 bilhão. O saldo restante foi ajustado conforme os mecanismos previstos no contrato.

    O valor final pago nesta etapa da transação é composto por R$ 5,32 bilhões acordados na assinatura do contrato, além de R$ 355 milhões em correções e ajustes.

    De acordo com o comunicado, o fechamento da aquisição ‘’representa um importante passo na estratégia de negócios e maximização da capacidade operacional da Minerva Foods no mercado global de proteína animal’’.

    Impacto da Aquisição

    Com a aquisição, a Minerva agora opera 46 unidades em sete países, incluindo Brasil, Paraguai e Uruguai. Além disso, a empresa poderá processar até 41.789 bovinos e 25.716 ovinos diariamente.

    O primeiro abate nas novas unidades está programado para ocorrer em 4 de novembro.

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    Condições de Aprovação

    A aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) foi, portanto, crucial para a conclusão do negócio, visto que o Cade exigiu que a Minerva vendesse uma unidade desativada em Pirenópolis (GO) como condição para evitar uma concentração excessiva no mercado.

    A Marfrig, portanto, poderá, apesar das restrições impostas pela venda, expandir suas operações em outras regiões.

    Expectativas Futuras

    A Minerva espera que com a compra da Marfrig, a aquisição fortaleça ainda mais sua posição no mercado global de proteína animal.

    A empresa, por meio desse compromisso, pretende não apenas manter suas operações sustentáveis, mas também maximizar as sinergias operacionais que surgirão dessa expansão.

    Com a conclusão deste acordo, portanto, a Minerva dá um passo estratégico importante para, enfim, aumentar sua competitividade no cenário internacional.

  • Javier Milei corta “retenciones” da carne e zera a de lácteos, entenda impacto no Brasil

    Javier Milei corta “retenciones” da carne e zera a de lácteos, entenda impacto no Brasil

    O presidente argentino Javier Milei anunciou a eliminação e redução de impostos sobre produtos agrícolas durante seu discurso na cerimônia de abertura da Exposição Rural de Palermo. O governo eliminou dois impostos de exportação para laticínios, suínos e vacas das categorias A, B, C, D e E, com foco no mercado chinês, principal comprador de carne bovina. Além disso, as retenções sobre exportações de bovinos (exceto vacas) e aves foram reduzidas em 25%, passando de 9% para 6,75%.

    A Argentina é um dos principais produtores globais de proteína, com grandes frigoríficos brasileiros, como Minerva, Marfrig e JBS, operando no país. A decisão de Javier Milei em cortar a chamada “retenciones” da carne é benéfica a indústria frigorífica brasileira que atua na Argentina.

    A medida foi oficializada pelo decreto 697, com a colaboração do Chefe da Casa Civil, Guillermo Francos, e do Ministro da Economia, Luis Caputo. Milei destacou, portanto, essas mudanças em um comunicado no dia 28 de julho, antes da Exposição Rural.

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    “Estas medidas, anunciadas pelo presidente Javier Milei na inauguração da Exposição Rural 2024, visam dar maior competitividade e previsibilidade a um setor produtivo estratégico para a economia argentina”, afirmou o Ministério da Agricultura em comunicado.

    Exportações carne bovina

    O governo também deixou de exigir a inscrição no Cadastro Único da Cadeia Agroalimentar (RUCA) para comercialização de grãos e derivados para consumo pessoal. Além disso, simplificou procedimentos e declarações obrigatórias para produtores e exportadores, visando racionalizar os negócios e reduzir tarifas sobre insumos como herbicidas e ureia.

    Em 2023, as exportações de carne bovina da Argentina geraram US$ 2.735.597.396, uma queda de 20,1% em relação ao ano anterior devido à baixa dos preços internacionais. Desse montante, 60,3% vieram da China, principal cliente do país.

    Laticínios

    No setor de laticínios, o decreto presidencial eliminou definitivamente dois impostos de exportação que variavam entre 4,5% e 9%, anteriormente suspensos até junho de 2025. “Com a eliminação definitiva, a indústria láctea terá maior previsibilidade para crescer em produtividade e investimentos”, destacou o governo.

    Entre janeiro e junho deste ano, as exportações de laticínios somaram US$ 650,5 milhões. Ou seja, uma queda de 2% em comparação ao mesmo período de 2023. O Brasil foi o principal destino, com compras de US$ 308,8 milhões em laticínios argentinos.