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  • Casal transforma 11 hectares em fazenda leiteira recordista

    Casal transforma 11 hectares em fazenda leiteira recordista

    Todos os dias, antes do sol nascer sobre as pastagens da Fazenda Córrego do Monjolo, em Açucena, na região Leste de Minas Gerais, Melquisedeque Alves de Oliveira e a esposa, Rosemary Gonçalves, preparam o gado para a primeira ordenha do dia. O casal repete o processo à tarde e mantém, hoje, uma das produções leiteiras mais eficientes da região: nove vacas em lactação geram cerca de 250 litros diários, uma média de 27,7 litros por animal. Um patamar que costuma ser considerado excelente até em fazendas de grande porte.

    Foto: Arquivo Pessoal

    O resultado não veio por acaso. Melqui cresceu na mesma propriedade onde vive atualmente e viu o pai conduzir o trabalho de forma tradicional, sem o uso de técnicas de manejo. Ao assumir sua parte da fazenda, em 1998, decidiu seguir outro caminho. “Tinha em mente que precisava de planejamento e de metas para produzir mais e melhor”, afirma.

    O desafio era grande: apenas 11 hectares produtivos, em um terreno montanhoso, deixavam pouca margem para erros. Ao lado de Rosemary, que também cresceu no campo, o produtor toca a atividade e cuida de um rebanho de 33 cabeças há nove anos. “Ela gosta mais da produção de leite do que eu”, brinca Melqui. “Digo que sigo ainda mais firme na atividade porque vejo o quanto ela ama isso.”

    Genética, manejo e gestão elevam a produtividade

    Melqui investiu em cursos e capacitações para melhorar continuamente a atividade e apostou primeiro no melhoramento genético do rebanho. Em 2020, a Cooperativa dos Produtores Rurais de Virginópolis (Cooprovi) selecionou o produtor para participar do Sebraetec FIV, programa do Sebrae Minas que amplia o acesso de pequenos produtores à tecnologia de fertilização in vitro. “Ver os primeiros animais resultantes do programa crescerem e produzirem foi uma satisfação muito grande”, relata.

    Faltava, porém, um método consistente de trabalho. Em 2021, o analista do Sebrae Minas Claudinei Gomes indicou a Melqui o Educampo Leite, programa que oferece assistência técnica e gerencial com foco em indicadores de produção. A partir daí, o casal retirou o gado do pasto e adotou o regime semiconfinado, com fornecimento de silagem de milho 24 horas por dia. “Em poucos dias, observamos o resultado”, conta.

    Média

    A mudança fez a média de produção por vaca saltar de 15 para 20 litros diários logo nas primeiras semanas. Em 2025, o indicador se consolidou em 22,96 litros por vaca ao dia. Ou seja, acima da média de 18,49 litros registrada pelo grupo acompanhado pelo Educampo. A fazenda também bateu recorde de produção: 403 litros de leite por dia e 147.363 litros ao longo do ano, o equivalente a 13.362 litros por hectare. O número supera em mais do dobro a média do grupo, de 4.682 litros por hectare ao ano, e fica quase três vezes acima da referência de mercado, de 5 mil litros por hectare ao ano.

    Em picos de lactação, alguns animais chegam a produzir 52 quilos de leite, o equivalente a cerca de 50 litros por dia. O desempenho rendeu ao casal o primeiro lugar em três categorias no último torneio do grupo Educampo: produção por área, taxa de lotação (1,59 vaca por hectare, contra média de 0,63 do grupo) e teor de gordura no leite (3,98%). Os resultados chamam ainda mais atenção porque a fazenda enfrenta condições de terreno que encarecem a produção de silagem. O composto para alimentação do gado consome 26,5% da renda bruta da propriedade.

    Trabalho em família e atenção individual ao rebanho

    Na Fazenda Córrego do Monjolo, cada vaca recebe acompanhamento individual. A equipe monitora nutrição, saúde, conforto e ciclo reprodutivo dos animais 24 horas por dia. Melqui e Rosemary dividem o manejo diário com a irmã dela e o cunhado, donos da propriedade vizinha, além da mãe de Rosemary e do sobrinho do casal, que sonha em cursar Medicina Veterinária.

    Para Melqui, o maior aprendizado do processo não veio de planilhas ou indicadores, mas de uma constatação prática que o Educampo reforça no dia a dia: o animal bem cuidado produz mais, adoece menos e vive mais. “Tudo o que fazemos em termos de manejo e cuidado volta em forma de resultado. O animal responde”, diz.

    O programa também deu ao produtor ferramentas para planejar os próximos investimentos do negócio. Em 2025, Melqui reinvestiu cerca de 22% da renda bruta na propriedade, distribuídos entre mecanização (45,7%), benfeitorias (35,3%) e genética e rebanho (19%). A fazenda já conta com sete animais provenientes do Sebraetec FIV, cinco Girolando meio-sangue e dois Holandês Puro de Origem. E o produtor planeja ampliar gradualmente o rebanho para 60 cabeças da raça Holandesa, mais adaptável ao clima e ao relevo da região.

    Próximos passos miram produção de mil litros por dia

    Os planos futuros incluem a construção de um galpão com capacidade para até 30 animais em lactação, com sistema Compost Barn, autossuficiência na produção do composto de alimentação e fosso de ordenha equipado com resfriador. “A meta é chegar a mil litros de leite por dia. Como 2023 e 2024 foram muito bons, iniciamos a terraplanagem do galpão. Mas este ano resolvemos rentabilizar para retomar o projeto com recursos da própria fazenda, evitando a tomada de crédito”, explica Melqui.

    Nessa trajetória, a Cooprovi teve papel central. Há seis anos, quando laticínios encerravam operações na região, a cooperativa iniciou suas atividades e cresceu junto com os produtores locais, ampliando a captação de 400 para cerca de 4 mil litros de leite por dia. “Se não fosse a Cooprovi, hoje não existiríamos mais aqui”, resume o produtor. Para o novo ciclo de melhorias, ele aposta no lançamento do programa Qualidade do Leite, do Sebrae Minas.

    Dados da fazenda podem beneficiar toda a cadeia produtiva

    Os resultados obtidos pelo Educampo Leite na Fazenda Córrego do Monjolo devem contribuir para o aprimoramento das boas práticas na produção leiteira em todo o estado. Um acordo de cooperação firmado recentemente entre o Sebrae Minas e a Embrapa Gado de Leite prevê a análise estruturada dos dados coletados pelo programa. “O Educampo tem um acompanhamento muito próximo, que ajuda a desenvolver a nossa competitividade e atrair mercado. Hoje temos metas, acompanhamento e direção”, afirma Melqui.

    O acordo tem foco no fortalecimento da cadeia produtiva do leite em Minas Gerais e vai usar os registros do Educampo como referência para o desenvolvimento de painéis e ferramentas digitais. Essas ferramentas devem identificar tendências de mercado, oportunidades de melhoria e indicadores estratégicos para a gestão de fazendas leiteiras. Na prática, os resultados conquistados pelo casal poderão embasar diagnósticos mais precisos sobre a pecuária leiteira mineira, gerando conhecimento útil para produtores, técnicos e agentes do setor em todo o estado.

  • Operação apreende mais de 82 toneladas de produtos irregulares usados na produção de café

    Operação apreende mais de 82 toneladas de produtos irregulares usados na produção de café

    Uma operação conjunta de fiscalização apreendeu mais de 82 toneladas de produtos irregulares utilizados na produção de café durante ações realizadas entre os dias 25 e 28 de maio. A iniciativa teve como foco combater a distribuição e comercialização de cafés torrados com indícios de irregularidade em diferentes estados do país.

    Ao todo, os órgãos responsáveis realizaram 84 fiscalizações e interditaram 19 estabelecimentos, número que representa 32,8% dos locais inspecionados.

    Segundo o balanço divulgado, os fiscais apreenderam 5.944 quilos de café torrado e moído e outros 76.070 quilos de matéria-prima utilizada na fabricação do produto.

    Operação envolveu sete estados e o Distrito Federal

    A ação integrou operações de fiscalização conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, além do Procon-MPMG e outros órgãos de defesa do consumidor.

    As fiscalizações ocorreram em estabelecimentos localizados em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal.

    Em Minas Gerais, equipes do Procon-MPMG atuaram especificamente nos municípios de Ervália e Viçosa, na Zona da Mata.

    Fiscalização mira fraudes e riscos à saúde

    De acordo com o Mapa, a fiscalização do café torrado segue critérios definidos pela Portaria SDA/Mapa nº 570/2022, que estabelece regras sobre identidade, qualidade, rotulagem e classificação do produto.

    Além disso, a operação também segue normas previstas na Lei nº 9.972/2000 e no Decreto nº 12.709/2025, que regulamentam a fiscalização de produtos de origem vegetal no Brasil.

    Segundo os órgãos envolvidos, algumas empresas utilizam ingredientes estranhos ao café para reduzir custos de produção. Entre os materiais encontrados podem estar cascas, paus, resíduos e outras substâncias utilizadas para adulterar o produto.

    Essa prática prejudica diretamente o consumidor, que acaba pagando por um item diferente do informado na embalagem. Além disso, afeta empresas que atuam dentro das normas e mantêm concorrência regular no mercado.

    Produtos adulterados também preocupam autoridades sanitárias

    As autoridades alertam ainda para os riscos à saúde pública relacionados à utilização de matérias-primas de baixa qualidade.

    Segundo os fiscais, produtos adulterados podem conter impurezas, resíduos e contaminantes. Em condições inadequadas de armazenamento e produção, também existe risco de proliferação de microrganismos.

    Os órgãos responsáveis informaram que uma nova operação nacional, desta vez envolvendo outros produtos, já está prevista para acontecer em junho.

  • Surpreendente: Brasileiros podem ter achado a maior sucuri do mundo em MG

    Surpreendente: Brasileiros podem ter achado a maior sucuri do mundo em MG

    Dois jovens, Matheus Araújo e Gabriel Camargos, gravaram um vídeo que está dando o que falar no Brasil. Os observadores estavam em uma fazenda na zona rural de Lagoa da Prata, no interior de Minas Gerais, às margens do Rio São Francisco, quando se depararam com dezenas de sucuris concentradas no mesmo ponto, atraídas pelos feromônios de uma fêmea gigante.

    Essa fêmea tem nome e se chama Cotoca. A gigante foi avistada pela primeira vez em 2022 e estava desaparecida há cerca de quatro anos. Agora, os dois acreditam ter a reencontrado.

    Relato impressionante

    “Nos últimos dias, a grande fêmea vem liberando feromônios, substância capaz de atrair parceiros a quilômetros de distância! A alta concentração de sucuris aqui não é normal. O que indica que este local pode estar prestes a se tornar palco de um dos eventos mais impressionantes da natureza: o acasalamento!”, escreveram na legenda da postagem.

    Matheus e Gabriel acreditam que a sucuri-verde gigante esteja atualmente com mais de 6 metros de comprimento. Para eles, o animal representa um fenômeno raro e simbólico dentro do ecossistema local.

    “Vocês pensando que sucuri era do Pantanal, da Amazônia… e a maior sucuri do mundo come pão de queijo. Esse é o registro mais épico envolvendo sucuris, envolvendo Minas Gerais, quem sabe envolvendo o Brasil”, disseram eles no registro.

     

  • Justiça condena vizinhos por abalo psicológico de agricultor após perder safra de eucalipto em MG

    Justiça condena vizinhos por abalo psicológico de agricultor após perder safra de eucalipto em MG

    A Justiça de Uberlândia (MG) condenou dois vizinhos de um agricultor por causar abalo psicológico ao produtor após ele perder parte da safra de eucalipto. A decisão destaca os riscos do uso irregular de agrotóxicos e reforça a responsabilidade dos agricultores quanto ao manejo seguro de defensivos.

    Prejuízo na lavoura e responsabilidade dos vizinhos

    O agricultor percebeu danos significativos em sua plantação de eucalipto. As inspeções revelaram que a causa foi a deriva de agrotóxicos aplicados irregularmente pelos vizinhos. Como resultado, a produtividade caiu e o produtor sofreu prejuízos econômicos relevantes.

    Além disso, o caso demonstra que aplicar defensivos fora das normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) não prejudica apenas a lavoura vizinha. Por isso, é essencial que todos os agricultores sigam as regras técnicas, garantindo proteção ambiental e legal.

    Reconhecimento do abalo psicológico

    O juiz destacou que a perda da safra causou impactos emocionais graves. O laudo pericial indicou que o estresse afetou a rotina do agricultor e seu bem-estar. Por isso, a Justiça determinou a indenização, reforçando que os danos morais também são passíveis de reparação quando a conduta do vizinho prejudica a vida emocional do trabalhador rural.

    Deriva de agrotóxicos e cuidados no campo

    Especialistas em agronomia explicam que a deriva ocorre quando partículas do defensivo se deslocam pelo vento e atingem áreas vizinhas. Assim, aplicar produtos sem orientação técnica ou em condições climáticas inadequadas aumenta significativamente os riscos.

    Além disso, a deriva não afeta apenas a produtividade. Ela também pode prejudicar a saúde de pessoas, animais e o equilíbrio ambiental. Por isso, manter registros detalhados de aplicação e cultivo ajuda a proteger os direitos do agricultor caso surjam problemas.

    Precedentes e proteção do produtor

    Decisões como essa reforçam que a legislação brasileira protege os agricultores tanto contra prejuízos materiais quanto emocionais. Além disso, os casos alertam vizinhos sobre a responsabilidade compartilhada no uso de agrotóxicos.

    Para o agricultor, a condenação representa uma compensação financeira e o reconhecimento da gravidade da situação. Assim, o caso de Uberlândia serve como alerta para que todos os produtores rurais adotem boas práticas, garantindo segurança e respeito mútuo no campo.

  • Vídeo mostra captura de tucunaré azul gigante em Perdilândia

    Vídeo mostra captura de tucunaré azul gigante em Perdilândia

    Um vídeo gravado nas águas de Perdilândia, em Minas Gerais, está chamando atenção de pescadores esportivos de todo o Brasil. O pescador Felipe Souza registrou a captura de um tucunaré azul (Cichla piquiti) com mais de 60 centímetros de comprimento, tamanho que coloca o exemplar entre os maiores já documentados da espécie na região.

    O tucunaré azul é uma das espécies mais cobiçadas na pesca esportiva. Originário da Bacia do Araguaia-Tocantins, esse peixe predador se espalhou por diversas represas brasileiras, tornando-se um verdadeiro desafio para pescadores esportivos.

    A captura de Felipe impressiona não apenas pelo tamanho. O tucunaré azul se destaca pela coloração marcante, com tons azulados que cobrem grande parte do corpo, especialmente nas nadadeiras, contrastando com listras verticais escuras e manchas amareladas. Essa coloração é mais pronunciada nos adultos, especialmente durante a época de reprodução.

    A cor azul metálica do tucunaré azul brilha intensamente sob o sol, e nas imagens gravadas em Perdilândia, o efeito é inconfundível.

    Tamanho raro, briga memorável

    O tucunaré azul pode atingir mais de 60 cm de comprimento e pesar acima de 5 kg. É extremamente territorialista e ataca qualquer isca que invada seu espaço. O exemplar de Felipe se enquadra na faixa superior desse intervalo, o que o torna um troféu fora do comum.

    https://www.instagram.com/p/Cl1DzmVu8Uy/?img_index=1

    Capturar o tucunaré azul não é simples. Ele exibe um comportamento peculiar: é astuto e arisco, o que exige estratégias específicas e o uso de iscas artificiais que imitam o movimento de outros peixes.

    Minas Gerais como destino de pesca esportiva

    A captura em Perdilândia não é por acaso. A Represa de Três Marias, localizada em Minas Gerais, é um dos pontos mais tradicionais para a pesca do tucunaré azul no estado, com melhores épocas entre setembro e março. A região sul mineira integra esse corredor de represas e rios que concentra bons exemplares da espécie.

    Foto: Felipe Souza

    O turismo de pesca fortalece o desenvolvimento econômico nas regiões onde ocorre a pesca esportiva do tucunaré azul, gerando empregos e incentivando setores como hospedagem, transporte e alimentação.

    Pesque e solte: a regra do troféu

    A pesca esportiva do tucunaré associa-se amplamente ao “pesque e solte”, prática que favorece a sustentabilidade, estimula a reprodução de grandes exemplares e mantém a população do peixe em equilíbrio nos ambientes em que vive.

     

    Após o registro em vídeo, o exemplar capturado por Felipe Souza foi devolvido à água, como manda a ética da pesca esportiva responsável. O tucunaré azul de Perdilândia segue livre. O vídeo, no entanto, já circula entre comunidades de pescadores como prova de que Minas Gerais guarda surpresas à altura dos melhores destinos do país.

  • Dia do Queijo Artesanal: Minas anuncia próxima edição de Festival

    Dia do Queijo Artesanal: Minas anuncia próxima edição de Festival

    Minas Gerais celebra o Dia do Queijo Artesanal nesta sexta-feira, 16 de maio, com o anúncio oficial da sétima edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas. O evento, que se consolidou como o maior encontro de amantes do queijo no estado, acontecerá entre 12 e 14 de junho de 2025, no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, e promete reunir dezenas de produtores de diferentes regiões, valorizando a cultura, os sabores e a identidade mineira.

    Neste ano, o festival traz uma novidade histórica: a participação da região produtora do tradicional Queijo Cabacinha, típico do Vale do Jequitinhonha. Ele estreia no evento após avanços importantes em seu processo de regulamentação. O Governo de Minas declarou o Queijo Cabacinha patrimônio cultural e imaterial do estado. E a formalização conduzida pela Secretaria de Agricultura, com apoio da Emater-MG, Epamig e IMA, deve impulsionar a comercialização. Além de garantir mais segurança e valorização para centenas de famílias produtoras.

    A inclusão do Queijo Cabacinha no festival é uma conquista significativa para os produtores do Vale do Jequitinhonha. Foto: Divulgacao FQAM

    O gerente de Relações Institucionais e Governamentais do Sistema Faemg Senar, Altino Rodrigues Neto, destaca que “a presença do Queijo Cabacinha nesta edição do festival representa um marco para a diversidade e para o reconhecimento das identidades regionais que fazem do queijo mineiro um patrimônio cultural”.

    Incentivo ao turismo

    O Festival do Queijo Artesanal de Minas é realizado pelo Sistema Faemg Senar e Sebrae Minas. E tem como objetivo fortalecer a economia, promover a gastronomia local e incentivar o turismo regional. Ricardo Boscaro, analista de agronegócios do Sebrae Minas, ressalta que “a inclusão do Queijo Cabacinha no festival é uma conquista significativa para os produtores do Vale do Jequitinhonha. Este reconhecimento não apenas valoriza a tradição local. Mas também abre novas oportunidades de mercado, fortalecendo a economia regional e promovendo a cultura mineira”.

    A programação do festival inclui estandes de degustação e venda de queijos. Além de pratos preparados por chefs convidados, oficinas temáticas, atrações culturais e espaço para produtores de outras iguarias regionais. A  entrada é gratuita para o público. A edição de 2025 acontece em conjunto com a Megaleite, maior feira de pecuária leiteira da América Latina, ampliando a experiência dos visitantes e promovendo uma verdadeira imersão na cadeia produtiva do leite.

    A expectativa é que a regulamentação do Queijo Cabacinha, produzido há gerações no Vale do Jequitinhonha, traga ainda mais visibilidade e renda para os produtores locais. Além de reforçar a identidade do produto como símbolo da cultura alimentar brasileira. O festival reafirma Minas Gerais como referência nacional na produção de queijos artesanais, celebrando a tradição, a inovação e o empreendedorismo no campo.

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  • IMA identifica foco de Sigatoka Negra em Jaíba (MG)

    IMA identifica foco de Sigatoka Negra em Jaíba (MG)

    O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) confirmou nesta terça-feira (9) a identificação de um foco de Sigatoka Negra, uma das pragas mais devastadoras para a bananicultura, em uma propriedade rural do município de Jaíba, no Norte de Minas Gerais.

    Esta é a primeira ocorrência da doença em áreas produtivas do estado desde 2007, acendendo alerta para medidas emergenciais de controle fitossanitário.

    O que é a Sigatoka Negra?

    Causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, a Sigatoka Negra provoca a morte precoce das folhas da bananeira, reduzindo a capacidade fotossintética da planta. Isso leva à queda na produtividade, frutos menores e maturação acelerada, impactando diretamente a comercialização.

    Apesar dos danos econômicos, a doença não oferece risco à saúde humana – as bananas permanecem seguras para consumo.

    Plano de ação do IMA para conter a praga

    Em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura (Seapa) e o Ministério da Agricultura (Mapa), o IMA já iniciou um Plano de Contenção rigoroso. O plano inclui:

    • Inspeções em raio de 1 km: Vistoria em 100% das áreas produtivas próximas ao foco.
    • Monitoramento ampliado: Fiscalização de 50% das propriedades em um raio de 10 km.
    • Protocolo obrigatório: Produtores da região devem aderir ao Sistema de Mitigação de Riscos, disponível no site do IMA, para evitar sanções e bloqueios na comercialização.
    • Eliminação de bananais abandonados: Áreas negligenciadas serão erradicadas para cortar focos de proliferação.
    • Fiscalização de transporte: Controle intensificado no trânsito de cargas e caixarias para impedir a dispersão da praga.

    Último registro da doença em MG era de 2007

    A última detecção de Sigatoka Negra em Minas Gerais ocorreu há 17 anos, em regiões de grande produção. De acordo com o IMA, o novo foco reforça a necessidade de vigilância constante, mas não representa uma ameaça imediata à bananicultura estadual, graças às ações rápidas de contenção.

    Produtores que descumprirem as normas – como a atualização cadastral das Unidades de Produção (UPs) e a aplicação de medidas fitossanitárias – terão a comercialização das frutas bloqueada. “A colaboração de todos é essencial para evitar prejuízos maiores”, alertou o IMA em comunicado.

    Além das inspeções, o órgão realizará reuniões com responsáveis técnicos (RTs) para reforçar a emissão do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO), documento crítico para o comércio seguro. A expectativa é que, com a adesão massiva ao protocolo, a doença seja controlada nas próximas semanas.

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  • A vaca foi pro brejo: bombeiros resgatam bovino atolado

    A vaca foi pro brejo: bombeiros resgatam bovino atolado

    Na noite de sábado, o Corpo de Bombeiros de Formiga, Minas Gerais, realizou um resgate complexo para salvar uma vaca que ficou atolada em um brejo de difícil acesso. O animal estava preso a cerca de 40 metros de distância do terreno firme, no fundo de uma grota, dificultando a operação de resgate.

    A equipe utilizou tábuas e uma escada para criar uma base de sustentação, permitindo a movimentação sobre o solo encharcado. Um sistema de redução de forças foi empregado para amarrar e conduzir a vaca em segurança até um local estável. O resgate, que durou aproximadamente três horas devido às condições adversas do terreno, teve um final feliz com a vaca sendo entregue ao proprietário.

    Riscos para bovinos em áreas alagadiças

    Bovinos atolados em áreas alagadiças como brejos correm sérios riscos. A exaustão, hipotermia e afogamento são perigos iminentes, especialmente se o animal permanecer preso por longos períodos. Além disso, a dificuldade de locomoção aumenta a vulnerabilidade a predadores e lesões. A permanência prolongada em áreas úmidas favorece o surgimento de doenças de casco e infecções.

    O Corpo de Bombeiros reforça a importância de manter os animais afastados de áreas de risco e de acionar as autoridades em situações de emergência.

    No mesmo fim se semana, os bombeiros ainda capturaram uma jiboia em outra ocorrência.

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  • Impacto dos fatores climáticos na safra de laranja em SP e MG

    Impacto dos fatores climáticos na safra de laranja em SP e MG

    Os estados de São Paulo e Minas Gerais, maiores produtores de laranja do Brasil, enfrentam uma safra desafiadora devido às condições climáticas adversas. Chuvas irregulares, secas prolongadas e altas temperaturas têm afetado a produção e a qualidade das frutas. Isso tem potencial de impacto significativo no mercado global, já que o Brasil é o maior produtor de laranja do mundo.

    A irregularidade das chuvas comprometeu o desenvolvimento das laranjeiras. Em São Paulo, chuvas abaixo da média no início do ano causaram uma floração irregular, resultando em frutos de tamanhos variados e menor qualidade. Em Minas Gerais, as chuvas intensas em períodos críticos provocaram doenças fúngicas, como a pinta preta, afetando a produção e o rendimento das colheitas.

    A seca prolongada e as altas temperaturas, especialmente durante o verão, aumentaram o estresse hídrico nas plantas. As laranjeiras, submetidas a essas condições, reduziram a produção de frutos e apresentaram queda prematura das laranjas, comprometendo a safra. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), a previsão é de uma redução significativa na colheita deste ano.

    Repercussão no Mercado

    Com a redução na oferta de laranjas, o preço dos produtos derivados, como suco de laranja, pode aumentar. “A diminuição da produção impacta diretamente o mercado interno e externo. Enquanto eleva os preços, e diminui a competitividade do Brasil no cenário internacional”, afirma João Sampaio, ex-secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, em entrevista recente.

    Para mitigar os efeitos climáticos adversos, produtores têm adotado práticas de manejo mais sustentáveis, como a irrigação eficiente e o uso de técnicas de controle biológico de pragas. No entanto, essas medidas requerem investimentos significativos, nem sempre acessíveis a todos os produtores.

    Safra afeta a qualidade da laranja disponível.

    Especialistas apontam que a adaptação às mudanças climáticas é crucial para a sustentabilidade da produção de laranja no Brasil. “Precisamos investir em pesquisa e desenvolvimento de cultivares mais resistentes às condições climáticas extremas e em tecnologias de manejo que garantam a produtividade mesmo em anos difíceis”, ressalta Marcos Fava Neves, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, em declaração ao jornal Estadão.

    A combinação de fatores climáticos adversos e a necessidade de adaptação tecnológica coloca os produtores  de SP e MG diante de grandes desafios, com impactos na safra de laranja que se estendem do campo até o mercado global.

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/precos-das-laranjas/