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  • Brasil amplia cooperação agropecuária com Trinidad e Tobago

    Brasil amplia cooperação agropecuária com Trinidad e Tobago

    O Brasil avançou nas relações agropecuárias com Trinidad e Tobago durante missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A agenda fortaleceu o diálogo bilateral e abriu novas oportunidades de cooperação em inovação, pesquisa agrícola e segurança alimentar.

    A delegação brasileira, liderada pelo secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, reuniu-se com o ministro da Agricultura, Terras e Pesca de Trinidad e Tobago, Ravi Ratiram. O encontro também contou com a participação do diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Muhammad Ibrahim.

    Durante a reunião, os representantes discutiram o intercâmbio de material genético, a ampliação do comércio agropecuário e a cooperação tecnológica. Trinidad e Tobago manifestou interesse em acessar material genético brasileiro de mandioca, café e coco-anão. Além disso, o país propôs a instalação de uma planta esmagadora de soja para produzir óleo vegetal e ração animal.

    A iniciativa pretende aproveitar o baixo custo da energia elétrica local. Com isso, o país busca atender o mercado caribenho e ampliar oportunidades após aderir ao Mercosul.

    Por outro lado, o Brasil demonstrou interesse em avançar nos protocolos sanitários para exportar carne bovina, carne suína, pet food e citros.

    A delegação também apresentou os avanços brasileiros no uso de bioinsumos. Atualmente, cerca de 42 milhões de hectares utilizam tecnologias de controle biológico no país.

    Pesquisa agrícola ganha novas frentes de parceria

    A missão incluiu visita ao Caribbean Agricultural Research and Development Institute (CARDI). A instituição atua em 14 países da Comunidade do Caribe (CARICOM) e mantém histórico de cooperação com a Embrapa.

    Durante o encontro, as equipes identificaram novas oportunidades de parceria. Os projetos envolvem banana resistente à Fusarium TR4, milho, trigo tropical, forrageiras e melhoramento genético da raça ovina Berganês.

    O CARDI ocupa posição estratégica na meta regional de reduzir em 25% os gastos com importação de alimentos até 2030. Nesse cenário, a experiência brasileira em agricultura tropical surgiu como referência para fortalecer a produção agrícola local.

    Cooperação avança na cadeia do cacau

    A delegação brasileira também visitou o Cocoa Research Centre (CRC), ligado à Universidade das Índias Ocidentais. O centro abriga uma das maiores coleções de germoplasma de cacau do mundo. Atualmente, o acervo reúne cerca de 2.400 acessos genéticos.

    Os representantes brasileiros conheceram ainda a nova fábrica de chocolate da instituição. A unidade possui capacidade para produzir 200 toneladas por ano.

    Durante a visita, Cleber Soares destacou a contribuição histórica da Ceplac para a pesquisa cacaueira internacional. Ele também ressaltou oportunidades de cooperação em melhoramento genético e sustentabilidade na cadeia produtiva do cacau.

    Além disso, os participantes discutiram a criação da iniciativa regional ProCacau. O projeto busca integrar ações de pesquisa, genética e desenvolvimento de mercados na América Latina e no Caribe.

    Fertilizantes e promoção do agronegócio brasileiro

    A missão incluiu visita técnica à região de Point Lisas, principal polo petroquímico de Trinidad e Tobago. A área apresenta potencial estratégico para distribuição de fertilizantes em diversos países da região.

    Outro destaque da agenda foi a apresentação do programa Agro Brasil Experience. A iniciativa promove visitas de autoridades, pesquisadores e formadores de opinião estrangeiros ao Brasil. O programa permite que os participantes conheçam tecnologias, inovação e práticas sustentáveis adotadas pelo agronegócio brasileiro.

    Com a ampliação das parcerias regionais, o Brasil reforça seu compromisso com a inovação, a segurança alimentar e a cooperação agrícola internacional. Ao mesmo tempo, o país amplia oportunidades de desenvolvimento sustentável e fortalece a presença do agronegócio brasileiro em novos mercados.

  • Canadá reabre mercado e volta a importar carne de frango do Brasil

    Canadá reabre mercado e volta a importar carne de frango do Brasil

    O governo canadense comunicou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a reabertura do mercado para a carne de frango brasileira, meses depois de suspender as compras por causa de um foco de influenza aviária em Montenegro, no Rio Grande do Sul. O país da América do Norte era o último grande comprador que ainda mantinha embargo total à proteína. Isso torna a decisão estratégica para o setor avícola brasileiro.

    ​O caso que motivou as restrições ocorreu em 16 de maio de 2025, em uma granja comercial gaúcha. E levou à adoção de medidas de contenção, sacrifício sanitário das aves e monitoramento intensivo na região. Segundo autoridades brasileiras, o episódio permaneceu restrito ao foco inicial, sem transmissão ao consumo de carne de aves ou ovos.

    ​Impacto nas exportações de frango

    Com o anúncio canadense, o Brasil conclui o processo de reabertura de todos os mercados que haviam imposto restrições após o registro do foco de influenza aviária de alta patogenicidade. Ao longo dos últimos meses, União Europeia, China e outros destinos estratégicos já haviam normalizado as compras. Portanto, retomando gradualmente os embarques de carne de frango brasileira.

    ​A retomada plena das exportações reforça o papel do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de carne de frango. E reduz a pressão sobre frigoríficos e produtores que enfrentaram renegociações de contratos e redirecionamento de cargas durante o período de embargo. Para o setor, o fim do último bloqueio tende a melhorar a previsibilidade comercial e a competitividade em um mercado marcado por disputas acirradas de preço e exigências sanitárias cada vez mais rígidas.

    ​Avaliação da ABPA e do governo

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirma que a reabertura do mercado canadense encerra um “processo exemplar” de resposta sanitária e diplomática conduzido pelo Brasil. Segundo a entidade, o país atuou com transparência, rigor técnico e agilidade. Fatores que ajudaram a recuperar a confiança dos importadores e encurtar o período de embargo.

    ​O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destaca que a decisão do Canadá demonstra reconhecimento internacional da robustez do sistema de defesa agropecuária brasileiro e da capacidade de gestão de crises sanitárias. Para o governo brasileiro, o desfecho também reforça a importância de manter investimentos em vigilância epidemiológica, rastreabilidade e comunicação rápida com os parceiros comerciais.

    ​Relevância do caso para a avicultura

    O foco de gripe aviária em granja comercial no Rio Grande do Sul ocorreu em um estado que figura entre os maiores exportadores de carne de frango do país. E que, além disso, destina mais de metade da sua produção ao mercado externo. A confirmação da doença acendeu um alerta econômico regional, com impacto direto sobre produtores, cooperativas e frigoríficos que dependem fortemente da cadeia avícola.

    ​Mesmo com o caráter isolado do caso, diversos parceiros adotaram suspensões temporárias ou restrições regionais. O que evidenciou a sensibilidade do comércio internacional a qualquer registro de influenza aviária em plantéis comerciais. A rápida eliminação do foco e a posterior derrubada dos embargos, culminando na decisão canadense, reforçam a importância de protocolos bem estruturados para preservar acesso a mercados e manter a imagem do Brasil como fornecedor confiável.

  • Minas Gerais amplia exportações ao Paraguai

    Minas Gerais amplia exportações ao Paraguai

    Minas Gerais fortaleceu sua presença internacional e impulsionou pequenos produtores locais durante a 4ª Missão Comercial de Minas Gerais ao Paraguai, realizada entre 26 e 28 de novembro, em Assunção. A ação, promovida pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede), em parceria com a Embaixada do Brasil, reuniu dez empresas mineiras dos setores de agronegócio e alimentos em uma imersão estratégica no mercado paraguaio.

    Durante três dias de rodadas de negócios, visitas técnicas e encontros institucionais, as empresas mineiras participaram de 86 reuniões com compradores paraguaios, resultando em R$ 103 mil em vendas imediatas e expectativa de R$ 4 milhões em contratos futuros. O resultado reforça a expansão da presença mineira no comércio exterior e amplia as oportunidades para marcas locais com potencial exportador.

    Abertura de mercados e fortalecimento do setor

    Durante a missão, representantes mineiros participaram de uma reunião no Ministério de Indústria e Comércio do Paraguai para compreender as exigências e certificações necessárias à exportação de queijos de Minas Gerais, além de debater práticas de mercado e estratégias para ampliar o acesso do produto ao consumidor paraguaio.

    Segundo o subsecretário de Economia e Política Agropecuária, Gilson Sales, a ação consolida a estratégia de internacionalização das produções mineiras: “Temos qualidade, diversidade e capacidade de atender mercados exigentes. Quando aproximamos nossos produtores de compradores internacionais, fortalecemos toda a cadeia produtiva. O Paraguai é um mercado em expansão e também uma porta de entrada para a América Latina”, afirmou.

    Cachaça e produtos mineiros ganham visibilidade

    Entre as empresas participantes, a Cachaça Terra do Zebu, de Uberaba, foi destaque. O representante da marca, Murilo Henrique, celebrou a primeira participação internacional da empresa, que fechou um contrato de US$ 6 mil. E perspectiva de chegar a até US$ 30 mil em novos negócios.

    “Ir com o apoio do Governo de Minas nos deu credibilidade e abriu oportunidades que dificilmente teríamos sozinhos. Foi um divisor de águas para nossa marca”, destacou.

    A comitiva mineira contou ainda com produtores de cafés especiais, alimentos plant-based, geleias artesanais, pães de queijo, temperos e frutas desidratadas. Além de representantes da Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (APACS), que reúne 26 produtores da bebida símbolo de Minas Gerais.

    Mercado paraguaio em expansão

    O Paraguai tem ampliado o consumo de alimentos e bebidas premium, abrindo espaço para produtos de maior valor agregado. Atualmente, Minas Gerais exporta cerca de US$ 35 milhões ao país, o que faz do estado o quinto maior exportador brasileiro para o mercado paraguaio.

    A programação da missão incluiu seminários sobre o mercado local, visitas a redes de supermercados importadores e rodadas de negócios com distribuidores. Além de reuniões com autoridades paraguaias para discutir tendências e oportunidades para pequenos e médios empreendedores.

  • Brasil abre mercados para gergelim e mudas de cana

    Brasil abre mercados para gergelim e mudas de cana

    O Brasil ampliou as exportações agropecuárias com duas novas aberturas de mercado anunciadas pelo governo federal. A primeira negociação, com a África do Sul, autoriza a exportação de gergelim brasileiro. O acordo representa avanço para o setor produtivo.

    África do Sul

    A África do Sul, com mais de 63 milhões de habitantes, possui a economia mais diversificada e industrializada do continente africano. Em geral, em 2024, o país importou cerca de US$ 635 milhões em produtos agropecuários brasileiros, como carnes, açúcar refinado, café verde e produtos florestais.

    Gergelim brasileiro

    As exportações brasileiras de gergelim somaram aproximadamente US$ 348 milhões em 2024, alta de mais de 58% em relação a 2023. Em geral, o crescimento foi impulsionado pela forte demanda internacional.

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    Guatemala

    Foto: divulgação – Mapa

    A segunda negociação, com a Guatemala, autoriza a venda de mudas “in vitro” de cana-de-açúcar para aquele país. O produto tem alto valor agregado por conta da pesquisa científica envolvida.
    Portanto, a abertura cria oportunidades para o setor privado brasileiro, com possibilidade de parcerias em biotecnologia, consultoria e assistência técnica. 
    Em resumo, em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 249 milhões em produtos agropecuários para a Guatemala, incluindo cereais, sementes de oleaginosas e produtos florestais.
    Com os dois anúncios, o agronegócio brasileiro chegou a 399 novas aberturas de mercado desde 2023. Os resultados são fruto da parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores.

     

  • Preços dos ovos caem na primeira quinzena de julho

    Preços dos ovos caem na primeira quinzena de julho

    Os preços dos ovos caíram em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea na primeira quinzena de julho. Em geral, a demanda menor, principalmente por causa das férias escolares, reduziu o ritmo das vendas e pressionou os valores do produto.

    Desconto para venda

    Com o consumo mais fraco, produtores ofereceram descontos para fechar negócios e garantir o escoamento da produção. Segundo colaboradores do Cepea, as temperaturas amenas registradas em várias regiões também reduziram a produção nas granjas. Mesmo com menor oferta, a demanda ainda fraca impediu a valorização dos ovos no atacado e varejo.

    Tarifas de Donald Trump

    Desde a semana passada, o setor de ovos acompanha as tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. No primeiro semestre, os EUA compraram 61% do volume exportado pelo Brasil, com alta de 1.274% no ano. Ou seja, as compras aceleradas renovaram recordes mensais nos últimos cinco meses, segundo dados do Cepea.

    Apesar da relevância nos embarques, as exportações representam menos de 1% da produção nacional. Por isso, o impacto da medida no mercado interno pode ser limitado neste primeiro momento. No entanto, outros setores do agronegócio devem sentir efeitos mais intensos com a nova tarifa.

    Poder de compra do avicultor melhora em julho

    Após queda em junho, o poder de compra do avicultor paulista voltou a subir nesta parcial de julho. Em geral, a combinação entre a valorização do frango vivo e a queda dos insumos fortaleceu essa recuperação.

    Segundo o Cepea, os preços do frango vivo subiram após a retomada gradual das exportações brasileiras. Em junho, o mercado sofreu com restrições comerciais, após um caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul. O registro ocorreu em uma granja comercial do município de Montenegro, impactando as negociações externas. Com a volta das exportações para alguns mercados, os preços do frango vivo começaram a reagir. Portanto, essa recuperação ajudou o avicultor a melhorar a relação de troca com o milho e o farelo de soja.

    O cenário atual reforça a importância da estabilidade sanitária para a competitividade da avicultura brasileira.

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  • Brasil conquista novo mercado para fármacos de origem animal

    Brasil conquista novo mercado para fármacos de origem animal

    O Brasil abriu mais um mercado para exportação de produtos do agronegócio. A União Econômica Euroasiática (UEE) autorizou a entrada de subprodutos de origem animal destinados à fabricação de extratos farmacêuticos, conhecidos como opoterápicos.

    A Rússia confirmou a aceitação do modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) proposto pelo Brasil. A autorização se estende a todos os países da UEE: Rússia, Belarus, Cazaquistão, Armênia e Quirguistão.

    O acordo libera a exportação de retina bovina e suína, próstata bovina, cartilagem escapular bovina, ovários e glândulas do timo bovino. Esses insumos são usados na produção de medicamentos e reforçam o aproveitamento de subprodutos da pecuária.

    Aberturas de mercado

    Com essa nova autorização, o agronegócio brasileiro já acumula 386 aberturas de mercado desde o início de 2023. A conquista fortalece a presença internacional do setor e amplia as oportunidades de negócios para a indústria farmacêutica animal.

    185 milhões de consumidores

    A UEE reúne mais de 185 milhões de consumidores e apresenta demanda crescente por insumos de origem animal. O mercado é estratégico para o Brasil, que exportou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários para o bloco no último ano, incluindo fumo, couros e plantas vivas.

    A abertura também está alinhada aos princípios da sustentabilidade e da economia circular, ao valorizar subprodutos da produção agropecuária brasileira.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) atuaram em conjunto para viabilizar o acordo. O esforço diplomático reforça a política de ampliação de mercados e de valorização da cadeia produtiva nacional.

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  • Brasil mira mais comércio com Ásia e Sul Global

    Brasil mira mais comércio com Ásia e Sul Global

    Em visita à China nesta terça-feira (13), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil pretende ampliar o comércio exterior com todas as regiões do mundo. No entanto, destacou maior potencial em parcerias com países da Ásia, Oriente Médio, Sul Global e membros dos BRICS, como Rússia, Índia, China e África do Sul.

    “Buscamos ampliar o comércio de forma irrestrita”, afirmou o ministro em entrevista concedida em Pequim. Segundo ele, desde 2023 o Brasil conquistou 362 novos mercados abertos para produtos da agropecuária.

    China amplia mercado com o Brasil

    A China autorizou, nesta terça-feira, a exportação de cinco novos produtos brasileiros: DDG, farelo de amendoim, carne de pato, carne de peru e miúdos de aves. Fávaro destacou que o anúncio de várias autorizações em um único dia representa um recorde. Para ele, o fato demonstra “a confiança mútua e a boa relação entre os países”.

    Além disso, o ministro também ressaltou o diferencial diplomático brasileiro. “O Brasil não tem contencioso com nenhum país do mundo”, disse. Ele reforçou que o crescimento econômico global está concentrado em regiões com grande densidade populacional e alinhamento geopolítico. “Estamos aproveitando as oportunidades com segurança alimentar e energias renováveis”, afirmou.

    Durante a visita, Fávaro também tratou da sincronia na aprovação de biotecnologias entre Brasil e China. Ou seja, o tema continua pendente, mas, segundo o ministro, as negociações evoluíram significativamente. “Queremos vender tecnologias agrícolas que já temos e também adquirir as que os chineses estão desenvolvendo”, explicou.

    Outro destaque foi a assinatura de um acordo entre o Ministério de Minas e Energia e uma empresa chinesa. A parceria prevê a produção de nitrogenados no Brasil, essencial para garantir o fornecimento de fertilizantes. “Esse projeto é estratégico para a estabilidade da produção de alimentos no país”, concluiu o ministro.

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  • China abre cinco mercados para produtos do agro brasileiro

    China abre cinco mercados para produtos do agro brasileiro

    O Brasil conquistou nesta terça-feira (13) a abertura de cinco novos mercados para o agronegócio. A expansão ocorreu durante cerimônia oficial no Grande Palácio do Povo, em Pequim.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou os acordos bilaterais com a Administração-Geral de Aduanas da China (GACC). A assinatura ocorreu no encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping.

    Novos mercados

    Os novos mercados incluem carne de pato, carne de peru, miúdos de frango (coração, fígado e moela), farelo de amendoim e grãos derivados da indústria do etanol de milho (DDG e DDGs). Segundo Fávaro, essa é a maior liberação de produtos para a China feita de uma só vez. “O Brasil alcança uma conquista histórica. Isso mostra a confiança mútua e a relação sólida entre os países”, afirmou.

    US$ 20 bilhões

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, reforçou o impacto da medida. “Esses produtos se somam aos pescados liberados em abril. O potencial econômico pode chegar a US$ 20 bilhões”, disse. De acordo com o governo, a abertura marca a 62ª conquista de mercado do agro brasileiro em 2025. Desde 2023, foram 362 novas oportunidades comerciais concretizadas.

    Em 2024, a China importou mais de US$ 155 milhões em miúdos de frango e US$ 50 milhões em carne de peru. Também comprou US$ 1,4 milhão em carne de pato, US$ 66 milhões em DDG e DDGs e US$ 18 milhões em farelo de amendoim.

    Para o presidente executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, a abertura foi ágil e estratégica. “Esse resultado mostra o que o setor pode alcançar quando atua de forma coordenada com o governo”, destacou.

    O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, também comemorou os avanços. “As três proteínas de aves podem gerar mais de R$ 1 bilhão em receita cambial”, avaliou.

    Além dos acordos comerciais, os países firmaram um Memorando de Entendimento (MoU) para cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias. O documento fortalece a comunicação e a segurança dos alimentos comercializados entre Brasil e China. Ao mesmo tempo, a medida visa proteger a saúde humana, animal e vegetal. Ao mesmo tempo, amplia a confiança entre os mercados e consolida a parceria comercial.

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