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  • Anvisa flagra produtos sem registro sanitário em centro logístico do Mercado Livre

    Anvisa flagra produtos sem registro sanitário em centro logístico do Mercado Livre

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou nesta quarta-feira (18/3) uma operação de fiscalização no centro logístico do Mercado Livre, em Cajamar, na Grande São Paulo. Os fiscais identificaram e apreenderam 2.517 produtos com irregularidades sanitárias. Eles seguiam disponíveis para venda na plataforma apesar de medidas preventivas e cautelares vigentes contra eles.

    A ação focou na modalidade “Full”, serviço de entrega imediata do marketplace que exige a presença física dos itens no centro de distribuição. Além de retirar os produtos do estoque, os agentes determinaram a remoção imediata dos anúncios irregulares do site da empresa.

    O que os fiscais encontraram

    A fiscalização abrangeu dispositivos médicos, cosméticos e alimentos. Entre as infrações detectadas estão produtos sem registro ou autorização da Anvisa, rótulos em idioma estrangeiro para itens de saúde, ausência de certificação do Inmetro, composição irregular, indicações terapêuticas não permitidas e alegações funcionais não aprovadas na embalagem. A agência também identificou marcas cujos nomes sugerem efeitos terapêuticos sem respaldo regulatório.

    Os medidores de pressão concentraram o maior volume de apreensões: 1.677 unidades. Na sequência aparecem lubrificantes íntimos (511 unidades), probióticos e enzimas digestivas (270), suplementos alimentares (19), pomadas modeladoras (14), termômetros (17), tinta de tatuagem (6) e oxímetros (3).

    Mercado Livre não pode movimentar as mercadorias

    A Anvisa lavrou termo de apreensão e termo de guarda na condição de fiel depositário. Com isso, o Mercado Livre fica impedido de movimentar, vender ou descartar os produtos até a conclusão do processo administrativo.

    Para o diretor da Anvisa Daniel Meirelles Fernandes Pereira, a operação marca uma virada na atuação regulatória. “A fiscalização da Anvisa em marketplaces representa um novo campo de atuação para a vigilância sanitária, essencial para garantir que o avanço do comércio digital não comprometa a segurança da população”, afirmou.

  • Energy Solutions Show 2024 começa hoje com foco em consumidor

    Energy Solutions Show 2024 começa hoje com foco em consumidor

    O Energy Solutions Show 2024 (ESS 2024), que será realizado nos dias 22 e 23 de outubro, em São Paulo, reunirá empresas, especialistas e investidores para debater soluções energéticas que promovam a sustentabilidade e a eficiência em diferentes setores econômicos.

    O evento chega em um momento crucial, em que o consumo de energia no Brasil passa por transformações significativas, motivadas pelas mudanças climáticas e pela crescente digitalização dos processos energéticos.

    Com foco no consumidor de energia, o ESS 2024 é o primeiro evento desse tipo no país. E tem como objetivo auxiliar empresas de alta e média tensão a adotarem estratégias de energia mais econômicas e sustentáveis.

    Hermano Pinto, diretor do portfólio de energia, infraestrutura e tecnologia da Informa Markets Latam, explica. “Nosso objetivo é apresentar as mudanças em curso e, principalmente, como as empresas podem estar inseridas neste novo ambiente, que é de muitas oportunidades”.

    O mercado livre e suas oportunidades

    Um dos temas centrais do evento será o mercado livre de energia, que, desde janeiro de 2024, permite que empresas com contas de luz acima de R$ 10 mil escolham seus fornecedores de energia e negociem preços e prazos de forma independente.

    Atualmente, 66 empresas migram para esse ambiente de comercialização a cada dia. Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostram que, até agosto de 2024, 16 mil novos consumidores entraram no mercado livre, onde os preços são mais competitivos em comparação ao ambiente regulado.

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    Sendo assim, a tendência de migração para o mercado livre reflete uma busca crescente por economia. Segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), desde sua criação, o mercado livre já gerou uma economia de R$ 362 bilhões para os consumidores.

    Empresas de menor porte, portanto, como padarias, supermercados e escritórios, têm sido as maiores beneficiárias dessa transição, representando 72,6% dos novos entrantes.

    Geração própria de energia

    Outra forte tendência discutida no ESS 2024 será a geração distribuída (GD), que em 2024 alcançou 30GW de capacidade instalada no Brasil. Isso equivale a mais que o dobro da produção da usina de Itaipu. Ou seja, essa capacidade é impulsionada principalmente por usinas fotovoltaicas, que fornecem energia para 3,8 milhões de unidades consumidoras no país.

    Com a GD, muitas empresas têm se tornado geradoras de sua própria energia, o que contribui para uma maior eficiência e controle de custos. Hermano Pinto ressalta: “A energia deixou de ser apenas um insumo e passou a ser uma aliada das empresas na construção de um negócio mais lucrativo, eficiente e responsável”.

    Painéis de discussão e novos horizontes

    O ESS 2024 oferecerá uma programação estruturada em três pilares principais: custo, eficiência e sustentabilidade.

    Além disso, o evento atenderá tanto consumidores de média tensão, com conteúdos introdutórios sobre soluções mais eficientes, quanto empresas de alta tensão, abordando temas avançados como cogeração, financiamento de energia e o mercado de carbono.

    As discussões também incluirão tópicos emergentes como a bioenergia, o hidrogênio, o mercado de gás natural e novas soluções em armazenamento de energia.

    Além dos painéis e debates, o evento pretende abrir espaço para que executivos e especialistas troquem experiências e encontrem novas oportunidades no setor energético.

    Serviço:
    Energy Solutions Show
    22 e 23 de outubro, no São Paulo Expo
    Confira a programação completa aqui.

  • Novas soluções em energia ajudam empresas a enfrentar mudanças climáticas e reduzir custos

    Novas soluções em energia ajudam empresas a enfrentar mudanças climáticas e reduzir custos

    O futuro do consumo de energia no Brasil está passando por transformações significativas, impulsionadas pelas mudanças climáticas e pela digitalização do mercado. A previsão é que, até 2028, o consumo de energia contratada diretamente de fornecedores alcance 50% do total consumido no país. Essa mudança exige que as empresas adotem soluções inovadoras para aumentar sua competitividade e reduzir os custos com energia.

    Desde janeiro deste ano, empresas com contas de luz acima de R$ 10 mil têm a opção de escolher seu fornecedor de energia e negociar preços no mercado livre. Em 2024, cerca de 66 empresas migram diariamente para esse ambiente, onde o preço é mais acessível. Até agosto, 16 mil novos consumidores optaram pelo mercado livre, um número que já supera duas vezes os resultados do ano anterior.

    Oportunidade

    De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), 72,6% dos novos entrantes são pequenas e médias empresas, como padarias e supermercados. A região Sudeste lidera as migrações, seguida pelo Sul e Nordeste. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que 31 mil unidades consumidoras devem migrar até 2025, sendo a maioria empresas menores.

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    Além disso, o Brasil alcançou 30 GW de capacidade instalada em geração própria em 2024, atendendo 3,8 milhões de unidades consumidoras. Essa capacidade é equivalente a pouco mais do dobro da usina de Itaipu (14 GW). Para Hermano Pinto, diretor do portfólio de energia na Informa Markets Latam, a energia passou a ser uma aliada das empresas na construção de negócios mais lucrativos e sustentáveis.

    O Energy Solutions Show 2024 (ESS 2024) será realizado nos dias 22 e 23 de outubro em São Paulo. Este primeiro evento no Brasil voltado para consumidores de energia reunirá indústrias, investidores e especialistas para discutir estratégias que promovam práticas sustentáveis e eficientes no setor energético. A programação incluirá painéis sobre modelos de contratação, eficiência energética e o potencial da bioenergia e do hidrogênio.