Tag: mercado global

  • Conheça a região que domina o mercado global de laranja

    Conheça a região que domina o mercado global de laranja

    O interior de São Paulo abriga o maior cinturão citrícola do planeta. Regiões como Ribeirão Preto, Araraquara, Bebedouro, Matão e Limeira produzem milhões de toneladas de laranja por safra e garantem ao Brasil o domínio do mercado global de suco.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    Pomares contínuos se estendem por quilômetros ao longo das estradas. Propriedades com estrutura de pequenas cidades operam frotas próprias, oficinas, centros de armazenamento, refeitórios e sistemas logísticos integrados.

    Cinturão citrícola responde por 70% do suco exportado no mundo

    O Cinturão Citrícola Paulista, que alcança também o Triângulo Mineiro, exporta mais de 70% do suco de laranja consumido globalmente. O produto chega aos mercados da Europa, Estados Unidos e Ásia como commodity estratégica.

    São Paulo estruturou essa cadeia produtiva ao longo da segunda metade do século XX. Clima favorável, solos adequados, tecnologia agrícola e proximidade com portos criaram condições ideais. Enquanto outros países focavam no consumo interno, o estado desenvolveu uma indústria completa voltada ao processamento.

    A maior parte da produção não chega às prateleiras como fruta fresca. As usinas de processamento transformam as laranjas em suco concentrado e congelado, produto de alto valor agregado com longa vida útil.

    Fazendas operam centenas de milhares de árvores. Colheita mecanizada ou semimecanizada, monitoramento climático, controle biológico de pragas e gestão de dados em tempo real integram o processo produtivo. Durante a safra, caminhões circulam continuamente, dia e noite, entre pomares e indústrias.

    Setor gera centenas de milhares de empregos

    O setor movimenta bilhões de reais anualmente e sustenta a economia de municípios inteiros no interior paulista. A citricultura define o ritmo do comércio e dos serviços em várias cidades, onde a arrecadação depende diretamente da laranja.

    Produtores enfrentam desafios constantes, especialmente o greening (HLB), doença considerada a maior ameaça à produção mundial de laranja. O combate exige monitoramento rigoroso, erradicação de plantas doentes e investimentos pesados em pesquisa.

    Poucos grupos controlam grande parte do processamento e da exportação de suco brasileiro. Essa concentração transforma o interior paulista em centro decisório do mercado global de laranja. Preços, contratos e volumes negociados na região influenciam diretamente o que consumidores encontram nos supermercados de outros continentes.

    Brasil controla cadeia estratégica do suco de laranja

    O país não apenas produz a fruta, mas domina etapas estratégicas da cadeia global. Enquanto muitos países exportam matéria-prima, São Paulo exporta produto processado, logística e padrão de qualidade.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    O copo de suco servido em Nova York, Berlim ou Tóquio provavelmente começou sua jornada em um pomar paulista. Esse percurso invisível aos consumidores explica por que a região se tornou o coração da produção mundial de suco de laranja.

  • Queda no preço da ureia muda estratégia de compra de fertilizantes

    Queda no preço da ureia muda estratégia de compra de fertilizantes

    O mercado de fertilizantes nitrogenados passa por uma reconfiguração. Com uma queda acumulada de aproximadamente 18% nos preços da ureia nos portos brasileiros desde o final de agosto, os produtores rurais começam a reavaliar suas estratégias de compra para a próxima safra. A informação consta no relatório semanal da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

    Ao longo de 2025, os altos custos fizeram muitos agricultores migrarem para fertilizantes de menor concentração, como o sulfato de amônio (SAM), em busca de melhor custo-benefício. Agora, a forte desvalorização da ureia está revertendo esse movimento.

    Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, explica que a demanda global mais fraca e uma oferta estável nos principais países produtores pressionaram as cotações para baixo. “Em algumas semanas, a retração superou US$ 10 por tonelada, o que evidencia a falta de sustentação dos preços no mercado internacional”, detalha Pernías.

    Retomada da competitividade e incertezas para 2026

    A queda de preço devolveu à ureia a competitividade frente a alternativas como o SAM e o nitrato de amônio (NAM). Este movimento se acentuou porque a própria demanda pelo sulfato de amônio elevou suas cotações nas últimas semanas.

    No entanto, ainda persistem dúvidas sobre a preferência dos compradores brasileiros em 2026. A StoneX alerta que um volume significativo de SAM já está programado para chegar ao país, o que deve garantir oferta abundante no curto prazo. A decisão final entre os tipos de fertilizante dependerá da trajetória de preços nos próximos meses.

    Cenário global pode trazer volatilidade

    Além da dinâmica interna, fatores internacionais exigem atenção. O período de aplicação de fertilizantes nos Estados Unidos e na China deve movimentar o mercado global. Outro ponto crítico é a demanda da Índia, cujas grandes licitações costumam causar volatilidade nos preços mundiais.

    Pernías conclui com um alerta aos compradores: “É fundamental acompanhar de perto esses movimentos. Eventos como as compras indianas e a sazonalidade de grandes consumidores podem gerar oscilações importantes e impactar diretamente os custos de aquisição no Brasil”.

  • China pode restringir exportação de fertilizantes e preocupa mercado global

    China pode restringir exportação de fertilizantes e preocupa mercado global

    O mercado global de fertilizantes opera com cautela diante da possibilidade de restrições chinesas nas exportações durante o quarto trimestre de 2025. A China pretende priorizar o abastecimento interno e controlar preços para seus agricultores, segundo relatório semanal da StoneX, empresa global especializada em serviços financeiros.

    Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, explica que essa política é comum antes da temporada de aplicação no país asiático. “O governo chinês foca no mercado doméstico e isso pode reduzir a oferta global, principalmente em nitrogenados e fosfatados, categorias em que a China domina as exportações.”

    A ausência de previsibilidade nas decisões oficiais alimenta a incerteza entre importadores. Com essa falta de clareza sobre o início ou o fim das restrições, empresas globais correm para buscar fornecedores alternativos diante da possível indisponibilidade do produto chinês.

    Em 2024, a China respondeu por cerca de 16% das exportações mundiais de MAP (fosfato monoamônico), fertilizante muito utilizado no Brasil. Eventuais cortes nas vendas externas podem comprometer diretamente o abastecimento brasileiro, segundo Pernías.

    A redução da oferta mundial tende a aumentar a competição pelas cargas disponíveis, elevando os preços no mercado internacional. Os agricultores brasileiros enfrentariam custos ainda mais altos em um cenário já marcado por despesas elevadas e baixa rentabilidade.

    No entanto, o comportamento do mercado doméstico brasileiro pode amenizar parte do impacto. O movimento de compras se reduz no último trimestre do ano, pois a maioria das aquisições ocorre antes do plantio da safra de verão. Assim, o efeito da restrição chinesa dependerá do tipo de fertilizante afetado e da demanda de cada segmento, conclui o analista.

  • Instabilidade econômica impulsiona fusões e aquisições no agro, revela estudo

    Instabilidade econômica impulsiona fusões e aquisições no agro, revela estudo

    O mercado global de Fusões e Aquisições (M&A) no agronegócio movimentou US$ 76 bilhões em 2024, com o Brasil registrando um crescimento expressivo de 140% no segmento agropecuário em relação a 2023. Esta alta reforça o papel estratégico do setor agro na economia nacional e global, mesmo diante de cenários de incerteza econômica que afetam decisões de investidores.

    Um estudo realizado por Ronaldo Rodrigues, senior associate da Zaxo Group, analisou mais de 20 mil transações entre 1990 e 2023 em 18 países. E identificou que períodos de alta incerteza sobre políticas econômicas tendem a reduzir o valor médio das aquisições em cerca de 6,7%. Contudo, quando os ativos apresentam forte potencial de crescimento, essa redução cai para menos de 1%, criando um ambiente propício para negociações competitivas e estratégicas.

    Rodrigues destaca que o agronegócio brasileiro possui uma característica única: a produção não para e a demanda global se mantém constante, o que oferece valuations atrativos para investidores focados no médio e longo prazo. “O agro brasileiro oferece segurança e robustez, permitindo que investidores aproveitem oportunidades mesmo em tempos de instabilidade”, afirma.

    Dados da GlobalData confirmam este cenário, mostrando 977 operações de M&A agropecuárias no mundo em 2024. A Capstone Partners projeta que a receita bruta global da agricultura pode alcançar US$ 4,8 trilhões em 2025. Com os Estados Unidos respondendo por US$ 587 bilhões. No Brasil, entre janeiro e maio de 2025, foram registradas 596 operações de M&A, observando crescimento de 15% em comparação ao mesmo período de 2024, conforme relatório da PwC Brasil.

    Agronegócio

    Especificamente no agronegócio, apesar do crescimento recorde de 12 operações em 2024, houve desaceleração no primeiro semestre de 2025 com cinco transações, queda de 28,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, aponta a KPMG. Essa oscilação revela a resiliência do setor, porém expõe a sensibilidade a fatores conjunturais que exigem estratégias focadas no médio e longo prazo, segundo Ronaldo Rodrigues.

    O segmento de fertilizantes liderou o setor, com nove transações em 2024. Das operações agro, cinco envolveram empresas brasileiras entre si. Outras três foram aquisições de empresas brasileiras por estrangeiros, três de brasileiros comprando ativos estrangeiro. E uma transação ocorreu entre dois grupos internacionais com atuação no Brasil.

    Destaques como a compra de 50% da Mantiqueira Brasil, uma das maiores produtoras mundiais de ovos, pela JBS, avaliada em R$ 1,9 bilhão, e o controle do Grupo Safras adquirido por fundo da AM Agro marcam o fortalecimento das operações estratégicas no setor de grãos e etanol.

    Além do crescimento de fusões e aquisições tradicionais, o setor de tecnologia agrícola (Agtech) surge com força na América Latina. Em 2024, o Agtech entrou pela primeira vez no ranking das dez principais verticais tecnológicas que mais atraíram investimentos, ocupando a oitava colocação. O segmento captou US$ 119 milhões em 37 rodadas de aporte, superando setores como logística, CRM e cleantech, segundo a LAVCA.

    Vetor de inovação

    Esse movimento consolida o agronegócio não apenas como motor econômico, mas também como vetor de inovação. Startups de agricultura de precisão, Internet das Coisas (IoT) no campo, inteligência artificial para manejo de safras e automação protagonizam a transformação tecnológica do setor. Especialistas associam o avanço do Agtech à crescente demanda por produtividade, sustentabilidade e eficiência, fatores que atraem investidores estratégicos para operações de M&A.

    Jefferson Nesello, sócio-fundador da Zaxo, compara o ciclo de M&A ao ciclo produtivo da terra. “Momentos de instabilidade econômica podem ser ideais para preparar o terreno para aquisições estratégicas, garantindo colheitas mais ricas no futuro.” Leonardo Grisotto, também sócio-fundador, reforça que ativos agrícolas mantêm valorização constante e geram caixa mesmo em cenários adversos, propiciando negociações inteligentes em períodos de volatilidade.

    A pesquisa destaca que, para cada 1% adicional em oportunidades de crescimento (growth options) durante turbulências, o valor dos negócios pode aumentar até 16%, chegando a 19% em mercados competitivos. Segundo Rodrigues, a volatilidade pode transformar-se em vantagem para players do agronegócio que dominam o ciclo do setor e o valor da terra.

    Este estudo integra a tese de doutorado de Ronaldo Rodrigues na Universidade Federal do Paraná, sob orientação do professor Cláudio Marcelo Edwards. E oferece importantes insights para investidores e gestores que atuam em ambientes com incerteza macroeconômica.

     

  • Brasil revoluciona mercado global da soja e quebra tradição de 30 anos

    Brasil revoluciona mercado global da soja e quebra tradição de 30 anos

    Agosto de 2025 entrou para a história do agronegócio mundial. O Brasil quebrou uma regra comercial que durava três décadas. Navios carregados de soja brasileira partiram dos portos nacionais rumo à China durante o período que tradicionalmente pertencia aos Estados Unidos.

    A matemática do mercado global sempre funcionou como um relógio suíço. De fevereiro a agosto, Brasil e Argentina alimentavam o gigante asiático. De setembro a dezembro, os americanos assumiam o controle das exportações. Esta lógica acaba de ser reescrita.

    China escolhe segurança do fornecimento brasileiro sobre produtos dos EUA

    Os números oficiais comprovam a reviravolta histórica. O Brasil exportou 77,2 milhões de toneladas de soja nos primeiros sete meses de 2025. Este volume representa um recorde absoluto para o período. A China absorveu 73% de toda a produção brasileira exportada.

    As projeções para o ano inteiro impressionam ainda mais. As exportações brasileiras de soja para a China podem atingir US$ 40 bilhões em 2025. Este valor representa um salto de US$ 7 bilhões comparado aos números anteriores.

    Foto: Divulgação – Aprosoja Brasil

    Os Estados Unidos sentem o impacto direto desta mudança. As exportações americanas de produtos agrícolas para a China caíram de US$ 40 bilhões para US$ 25 bilhões. Na soja especificamente, os americanos perderam ainda mais terreno. Suas vendas despencaram para US$ 15 bilhões.

    Tensões comerciais criam vantagem competitiva de 20% para o Brasil

    A explicação para esta reviravolta está nas tensões comerciais entre Washington e Pequim. A China impôs tarifas que encarecem os produtos americanos em 20%. Esta sobretaxação inclui 10% de tarifa geral e mais 10% especificamente sobre a soja.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    O resultado prático beneficia diretamente os produtores brasileiros. Eles ganharam uma vantagem competitiva substancial no maior mercado consumidor do mundo. A China prefere pagar este “prêmio de segurança” ao fornecimento brasileiro.

    Produtores nacionais ganham 40% mais tempo de comercialização

    A nova realidade transforma completamente a estratégia comercial dos produtores brasileiros. Eles agora contam com uma janela de comercialização 40% maior que antes. Esta extensão permite um planejamento financeiro mais eficiente ao longo do ano.

    O fluxo de caixa dos produtores se distribui de forma mais equilibrada. Anteriormente, as vendas se concentravam nos primeiros oito meses do ano. Agora, os contratos se estendem até outubro e novembro.

    Esta mudança também aumenta o poder de barganha dos exportadores nacionais. Eles negociam em posição de força com compradores chineses que buscam garantir fornecimento estável.

    Infraestrutura brasileira enfrenta pressão positiva sem precedentes

    A logística portuária nacional precisa se adaptar rapidamente ao novo cenário. Os portos brasileiros operam sob pressão positiva constante. A demanda por carregamentos se mantém alta durante todo o ano.

    Os contratos de longo prazo ganham prioridade absoluta entre as trading companies. Esta preferência gera estabilidade para toda a cadeia de exportação. Empresas de logística precisam reposicionar suas estratégias operacionais.

    A infraestrutura de armazenagem também sente os efeitos desta transformação. Os silos precisam manter estoques por períodos mais longos. Esta necessidade exige investimentos em tecnologia de conservação e gestão de qualidade.

    Mercado chinês consolida dependência do fornecimento brasileiro

    A China demonstra preferência clara pelo fornecimento brasileiro de commodities agrícolas. Esta escolha se baseia em critérios de estabilidade e previsibilidade comercial. O gigante asiático valoriza parcerias de longo prazo com fornecedores confiáveis.

    As importações chinesas de soja brasileira cresceram 13,9% em julho de 2025 comparado ao mesmo período de 2024. Este aumento comprova a consolidação da parceria comercial entre os dois países.

    A dependência chinesa do agronegócio brasileiro se aprofunda mês após mês. Esta tendência beneficia produtores, exportadores e toda a cadeia logística nacional. O Brasil se posiciona como parceiro estratégico indispensável da segunda maior economia mundial.

    Agosto marca o início de uma nova era para o agronegócio brasileiro. A quebra da tradição comercial de 30 anos abre oportunidades sem precedentes. Produtores, exportadores e empresas de logística colhem os frutos desta transformação histórica.

    O Brasil assume definitivamente a posição de principal fornecedor agrícola da China. Esta conquista resulta de décadas de investimento em produtividade, qualidade e infraestrutura. O país se consolida como potência global no setor de commodities agrícolas.

  • Bioinsumos podem economizar US$ 5,1 bi anuais ao agro brasileiro

    Bioinsumos podem economizar US$ 5,1 bi anuais ao agro brasileiro

    A tecnologia dos bioinsumos pode reduzir a dependência de fertilizantes importados e promover uma produção mais sustentável no Brasil. Um estudo estratégico, lançado em Brasília pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), mostrou que essa inovação pode gerar uma economia de até US$ 5,1 bilhões anuais para o agronegócio nas culturas de arroz, milho, trigo, cana-de-açúcar e pastagens.

    Bioinsumos

    A pesquisa, desenvolvida em parceria com a Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e o Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras, foi o ponto de partida do Projeto Nitro+. Em resumo, o objetivo é expandir o uso de inoculantes em gramíneas, similar ao que já ocorre com as leguminosas, como a soja. Além disso, o estudo também aponta a possibilidade de reduzir até 18,5 milhões de toneladas de emissões de CO₂ equivalente, tornando o setor agropecuário mais sustentável.

    Pedro Neto, secretário de Inovação do Mapa, destacou a importância de tornar a inovação acessível a todos os agricultores. “Precisamos consolidar processos que agreguem valor ao que é produzido, independente do porte do produtor”, afirmou. Segundo ele, a parceria entre o Mapa, a ABBI, o Instituto Senai e o IICA é fundamental para aumentar a resiliência e competitividade internacional do agronegócio brasileiro.

    Gabriel Delgado, representante do IICA no Brasil, reforçou a relevância da cooperação entre governo, setor privado e instituições de pesquisa. “Essa união é essencial para fortalecer a agricultura brasileira em nível nacional e internacional. O tema dos bioinsumos é uma prioridade tanto para o governo quanto para o IICA”, declarou.

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    Inovação em bioinsumos

    O fortalecimento do ecossistema de inovação em bioinsumos, que envolve institutos de pesquisa, startups, universidades e governos estaduais, pode reduzir a dependência de fertilizantes importados. Portanto, isso contribui para uma agricultura mais resiliente e menos vulnerável a oscilações no mercado global.

    Durante o evento de lançamento, três painéis discutiram o panorama dos bioinsumos no Brasil. Alessandro Cruvinel, diretor de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Mapa, e Marcos Pupin, diretor de Assuntos Regulatórios da ABBI, apresentaram dados e perspectivas do setor. Em seguida, Luana Nascimento, pesquisadora do Instituto Senai, detalhou o estudo. O evento foi encerrado com a fala de Jorge Luiz Jardim Teixeira, da Finep, sobre apoio institucional a projetos de inovação em bioinsumos e bioeconomia.

    Ou seja, a ampliação do uso de bioinsumos em gramíneas representa um passo importante para o futuro da agropecuária brasileira, reduzindo custos e impactos ambientais.

     

  • Alta no exterior sustenta valores do algodão no Brasil

    Alta no exterior sustenta valores do algodão no Brasil

    O mercado de algodão no Brasil tem sido influenciado recentemente pela alta demanda externa, que tem mantido os preços estáveis.

    De acordo com o Cepea, os bons registros de exportações de algodão norte-americanas em maio demonstram que o mercado internacional está procurando por mais pluma.

    Essa demanda externa tem levado a um aumento nos preços físicos no Extremo Oriente, o que, por sua vez, alavancou os valores do algodão na Bolsa de Nova York (ICE Futures).

    No Brasil, o levantamento do Cepea indica que as cotações do algodão tiveram apoio da maior paridade de exportação, mas a avançada colheita da temporada 2023/24, que promete uma boa produção, limitou as altas domésticas.

    Os pesquisadores do Cepea destacam que a recuperação nos preços internacionais também estimulou a realização de novos contratos a termo, tanto a valores fixos como a fixar posteriormente.

    Essa situação é um reflexo da dinâmica do mercado global, que tem sido influenciada pela demanda crescente de produtos de algodão.

    No entanto, a produção brasileira também tem sido um fator importante, pois a boa colheita da temporada atual deve contribuir para uma oferta mais abundante no mercado interno. Embora a alta demanda externa tenha mantido os preços estáveis, a oferta interna pode ajudar a controlar as altas domésticas, garantindo que o mercado brasileiro continue a funcionar de forma estável.