Tag: mercado do café

  • Chuvas interrompem queda dos preços do café arábica

    Chuvas interrompem queda dos preços do café arábica

    Os preços do café arábica reagiram na segunda semana de junho após um período de forte queda. O movimento ocorreu devido às chuvas nas principais regiões produtoras do país. Segundo pesquisadores do Cepea, as cotações recuaram no início do mês com o avanço da colheita da safra 2026/27. No entanto, os preços voltaram a subir a partir do dia 10.

    As chuvas dificultaram os trabalhos no campo e reduziram pontualmente a oferta da variedade. Como resultado, o mercado registrou uma recuperação das cotações.

    Chuvas preocupam os produtores

    Além de atrasar a colheita, as precipitações podem comprometer a qualidade dos grãos. O cenário preocupa agentes do setor em um momento decisivo da safra. De acordo com o Cepea, estimativas oficiais apontam para uma produção recorde de café. Apesar disso, participantes do mercado relatam qualidade inferior dos grãos. Os agentes também observam peneiras menores em comparação com a temporada anterior. Esse fator pode influenciar a valorização dos lotes de melhor qualidade.

    Café robusta mantém preços firmes

    Enquanto o arábica oscila com as condições climáticas, o café robusta apresenta maior sustentação nos preços. Pesquisadores do Cepea atribuem esse comportamento às projeções de uma safra menor que a registrada no ciclo anterior. Com expectativa de oferta mais restrita, o robusta segue negociado em patamares mais firmes no mercado.

     

     

     

     

  • Europa coloca o café no foco do debate sobre sustentabilidade

    Europa coloca o café no foco do debate sobre sustentabilidade

    A xícara de café que chega às mesas dos europeus está no centro de uma nova discussão global. A União Europeia quer que as maiores empresas do setor adotem medidas concretas para garantir que os cafeicultores recebam uma remuneração considerada digna até 2029.

    Um relatório divulgado nesta semana mostra, porém, que nenhuma das principais companhias mundiais de café está preparada para atender plenamente às novas exigências.

    A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do bloco europeu para tornar as cadeias de abastecimento mais sustentáveis e socialmente responsáveis. O objetivo é reduzir desigualdades históricas e assegurar que produtores rurais tenham condições de vida adequadas, especialmente em países em desenvolvimento.

    Produção de café convive com desafios econômicos

    Embora o café seja uma das commodities agrícolas mais valiosas do planeta, milhões de pequenos produtores ainda enfrentam dificuldades para manter a atividade economicamente viável.

    A produção está concentrada em países tropicais, como Brasil, Vietnã, Colômbia e Etiópia, onde fatores como oscilações de preços, eventos climáticos extremos, aumento dos custos de produção e baixa capacidade de negociação frequentemente comprimem a renda das famílias produtoras.

    A situação cria um paradoxo. O consumo mundial de café segue em expansão, cafeterias se multiplicam e a bebida movimenta bilhões de dólares todos os anos. Na outra ponta da cadeia, muitos cafeicultores continuam operando com margens apertadas.

    Mudança pode alterar a relação entre indústrias e produtores

    As novas regras europeias podem acelerar transformações na maneira como empresas compram café e se relacionam com seus fornecedores.

    Especialistas avaliam que as companhias poderão ser pressionadas a ampliar programas de rastreabilidade, investir em assistência técnica, revisar contratos de fornecimento e desenvolver mecanismos que assegurem maior previsibilidade de renda aos produtores.

    Na prática, o mercado global do café passa a incorporar critérios sociais cada vez mais rigorosos e deixa de tratar a bebida apenas como uma commodity agrícola.

    A tendência também reforça um movimento já observado em outros mercados. Consumidores, principalmente nos países desenvolvidos, estão mais atentos à origem dos alimentos e às condições em que eles são produzidos.

    O que a nova regra pode significar para o Brasil

    Maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil acompanha as discussões com atenção.

    Foto: Wenderson Araújo/Trilux/Sisterma CNA/Senar

    O mercado europeu é um dos principais destinos do café brasileiro e qualquer mudança regulatória tende a repercutir diretamente na cadeia nacional. Embora o País tenha avançado em práticas de sustentabilidade, rastreabilidade e certificações, especialistas apontam que novas exigências poderão demandar adaptações adicionais de produtores, cooperativas e exportadores.

    Ao mesmo tempo, o cenário também abre oportunidades.

    A crescente valorização de critérios socioambientais pode favorecer regiões e produtores que já investem em boas práticas, agregam valor ao produto e conseguem demonstrar compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social.

    No fim das contas, a discussão que começou na Europa ultrapassa as fronteiras do continente. Ela levanta uma pergunta que deve ganhar cada vez mais espaço no agronegócio global: quem produz o café que o mundo consome está recebendo uma remuneração suficiente para continuar produzindo no futuro?

  • Safra bilionária faz café perder valor no mercado global

    Safra bilionária faz café perder valor no mercado global

    Os preços do café voltaram a cair no mercado internacional. Na última sexta-feira (28), o contrato do café arábica recuou 3,15%, enquanto o robusta perdeu 2,19%. Já na segunda-feira (1), o arábica atingiu o menor patamar dos últimos 1,5 ano no contrato futuro mais próximo.

    A principal pressão veio das previsões meteorológicas para as regiões produtoras do Brasil. Segundo os modelos climáticos, o tempo mais seco previsto para esta semana deve favorecer o avanço da colheita do café, que sofreu atrasos nos últimos dias devido às chuvas intensas registradas em importantes áreas produtoras.

    Safra será maior?

    Além das condições climáticas favoráveis, o mercado também reage às projeções de uma oferta global mais robusta nos próximos meses.

    A Coffee Trading Academy estima que a safra brasileira de café 2026/27 alcançará 71,4 milhões de sacas, volume 12% superior ao registrado no ciclo anterior.

    Por sua vez, o Marex Group Plc divulgou uma projeção ainda mais otimista. A consultoria prevê uma colheita recorde de 75,9 milhões de sacas no Brasil, superando a estimativa da Sucafina, que calcula uma produção de 75,4 milhões de sacas, equivalente a uma alta anual de 15,5%.

    Da mesma forma, a StoneX revisou para cima suas projeções. Em março, a empresa elevou sua estimativa para a safra brasileira de 2026/27 para 75,3 milhões de sacas, acima das 70,7 milhões de sacas previstas em novembro.

    Além disso, a consultoria projeta que o superávit global de café chegará a 10 milhões de sacas em 2026, ante 1,8 milhão de sacas em 2025. Caso a previsão se confirme, será o maior excedente mundial dos últimos seis anos.

    Vietnã amplia exportações do robusta

    O crescimento da oferta também vem do Vietnã, maior produtor mundial de café robusta.

    Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do país, as exportações vietnamitas cresceram 15,8% entre janeiro e abril de 2026, totalizando 810 mil toneladas métricas.

    O café robusta possui maior teor de cafeína e costuma apresentar sabor mais intenso e encorpado que o arábica — Foto: Embrapa

    No ano anterior, os embarques já haviam registrado forte expansão, avançando 17,5% e alcançando 1,58 milhão de toneladas métricas.

    Enquanto isso, a produção vietnamita de café em 2025/26 deve atingir 1,76 milhão de toneladas métricas, o equivalente a 29,4 milhões de sacas. O volume representa crescimento de 6% em relação à safra anterior e marca o maior nível em quatro anos.

    Estoques menores limitam quedas mais acentuadas

    Apesar da pressão baixista causada pelo aumento da oferta, a redução dos estoques monitorados pela Intercontinental Exchange (ICE) tem ajudado a sustentar parte das cotações.

    Os estoques de café arábica armazenados pela bolsa recuaram para 434.930 sacas, o menor nível em aproximadamente três meses e meio.

    Já os estoques de robusta atingiram uma mínima de dois anos ao registrar 3.631 lotes em maio. Posteriormente, houve leve recuperação para 3.864 lotes.

    El Niño ainda preocupa mercado

    Por outro lado, o risco climático continua no radar dos investidores. A possível formação do fenômeno El Niño pode atrasar as chuvas previstas para setembro e outubro no Brasil, período considerado crucial para a floração dos cafeeiros.

    Caso esse cenário se confirme, a produtividade da safra brasileira de 2026/27 poderá ser afetada.

    A preocupação ganhou força após a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indicar 82% de probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho. Além disso, o órgão aponta 67% de chance de ocorrência de um Super El Niño até o final do ano.

    Exportações brasileiras recuam

    Outro fator que oferece suporte aos preços é a redução das exportações brasileiras.

    Segundo dados divulgados pela Cecafé em 12 de maio, os embarques de café verde do Brasil somaram 2,76 milhões de sacas em abril, resultado 1,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

    Além disso, o mercado também acompanha os impactos do fechamento contínuo do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo.

    Produção mundial deve bater recorde

    Mesmo diante dos desafios logísticos e climáticos, a perspectiva para a oferta global continua positiva.

    A Organização Internacional do Café (OIC) informou que as exportações mundiais recuaram apenas 0,3% no atual ano comercial, que vai de outubro a setembro, totalizando 138,658 milhões de sacas.

    Além disso, relatório divulgado pelo Serviço de Agricultura Exterior (FAS) projeta que a produção mundial de café em 2025/26 alcançará um recorde de 178,848 milhões de sacas, crescimento de 2% em relação ao ciclo anterior.

    Segundo o levantamento, a produção global de arábica deverá cair 4,7%, para 95,515 milhões de sacas. Em contrapartida, a produção de robusta deverá crescer 10,9%, chegando a 83,333 milhões de sacas.

    O USDA também estima que a safra brasileira de café em 2025/26 recue 3,1%, totalizando 63 milhões de sacas. Já a produção do Vietnã deve avançar 6,2%, alcançando 30,8 milhões de sacas, o maior volume em quatro anos.

    Por fim, o órgão projeta que os estoques finais globais diminuam 5,4%, passando de 21,307 milhões para 20,148 milhões de sacas no ciclo 2025/26.

  • Dia Nacional do Café: entenda por que o Brasil celebra data diferente do resto do mundo

    Dia Nacional do Café: entenda por que o Brasil celebra data diferente do resto do mundo

    No dia 24 de maio, o Brasil comemora o Dia Nacional do Café, em uma data diferente tanto do Dia Mundial do Café (14 de abril) quanto do Dia Internacional do Café (1º de outubro), este último reconhecido oficialmente pela Organização Internacional do Café.

    A Associação Brasileira da Indústria de Café instituiu a data em 2005, escolhendo o dia 24 de maio por marcar o início da colheita nas principais regiões produtoras do país. Além disso, a data coincide com o Dia do Barista, celebrando as diferentes formas de preparo da bebida e o trabalho dos profissionais do setor.

    Há também um objetivo estratégico por trás da celebração: estimular o consumo interno. Apesar de o Brasil liderar a produção mundial, respondendo por cerca de um terço do café produzido no planeta, o país não figura entre os maiores consumidores per capita. Finlândia, Suécia e Bélgica ocupam as primeiras posições nesse ranking.

    A trajetória do café no Brasil

    O café não é nativo do Brasil. O grão surgiu na Etiópia e se expandiu pela Arábia Saudita, daí o nome “arábica”, dado à espécie mais consumida.

    Apesar de o imaginário popular associar o café aos italianos, foram os holandeses e os franceses que introduziram a planta em solo brasileiro. Os holandeses realizaram o primeiro contrabando, levando o fruto para colônias como o Suriname. Por sua vez, a França enviou mudas para a Guiana Francesa, país vizinho do Brasil pelo norte. Uma dessas mudas acabou cruzando a fronteira.

    Em 1727, o Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta recebeu a missão de restabelecer os limites fronteiriços com a Guiana Francesa. Aproveitando a viagem, ele conquistou a confiança da esposa do governador local e retornou ao Brasil com uma muda escondida na bagagem. Assim, de forma clandestina, o café finalmente fincou raízes em território brasileiro.

    Hoje, segundo a Embrapa, a cafeicultura está presente em 1.448 municípios distribuídos por 16 estados das cinco regiões do país, o que representa mais de um quarto das cidades brasileiras com economia diretamente ligada ao setor.

    O peso econômico do café para o agronegócio brasileiro

    Por muito tempo, o café sustentou a principal atividade econômica do Brasil e liderou as exportações nacionais. A expansão da cafeicultura impulsionou o desenvolvimento de cidades, a implantação de ferrovias e a chegada de mão de obra imigrante europeia. Sua influência foi tão profunda que moldou a própria política nacional durante a República Oligárquica (1898–1930), período em que São Paulo e Minas Gerais alternavam o poder, a famosa política do café com leite.

    Atualmente, o Brasil mantém a liderança global na produção e exportação do grão, consolidando o café como um dos pilares do agronegócio nacional.

  • Mercado global de café deve ter ‘turbulência’ até avanço da safra brasileira

    Mercado global de café deve ter ‘turbulência’ até avanço da safra brasileira

    O mercado internacional de café ainda deve atravessar semanas de instabilidade até que a nova safra brasileira chegue de forma mais consistente aos principais destinos consumidores. A avaliação é de Alex Perk, chefe da área de café na Europa da Comexim Trade Group, durante conversa com jornalistas à margem do Seminário Nacional do Café.

    Segundo o executivo, a expectativa da empresa é de que o Brasil colha cerca de 71 milhões de sacas de 60 quilos em 2026. Desse total, aproximadamente 48 milhões de sacas devem ser de café arábica, enquanto outras 23 milhões correspondem ao conilon e robusta.

    A projeção supera os números divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que revisou nesta quinta-feira (21) sua estimativa para 66,7 milhões de sacas. Conforme a estatal, a produção brasileira deve incluir 45,8 milhões de sacas de arábica e 20,9 milhões de robusta/conilon.

    Clima, eleições e logística elevam preocupação

    Apesar da perspectiva positiva para a safra brasileira, Perk alertou que o mercado segue cercado de fatores de risco. Entre eles, estão as questões climáticas, o cenário político brasileiro e os impactos no câmbio.

    “Acreditamos que a safra brasileira é muito boa, mas temos riscos climáticos pela frente, eleições no Brasil, que pode influenciar o mercado de câmbio. Enquanto vejo a produtividade brasileira muito boa, vejo riscos que não deveriam ser ignorados”, afirmou.

    Além disso, o especialista destacou que os baixos estoques globais ajudam a sustentar os preços internacionais. Nesta quinta-feira, o contrato do café arábica para julho na bolsa de Nova York avançou 1,9%, encerrando o dia cotado a US$ 2,7340 por libra-peso. Já o contrato para setembro registrou alta de 1,92%, negociado a US$ 2,6550.

    Segundo Perk, o atraso natural entre a colheita e a chegada efetiva do café brasileiro aos mercados consumidores mantém a pressão sobre as cotações.

    “Uma das razões para esse patamar elevado de preços é o baixo nível de estoque mundial. A safra brasileira ainda vai demorar alguns meses até chegar aos mercados de destino. Isso, e os riscos climáticos por vir, estão ajudando a suportar o preço no momento”, avaliou.

    Risco de geadas e impacto do El Niño

    O executivo também ressaltou que ainda é cedo para prever uma tendência definitiva para os preços internacionais. Embora o Brasil caminhe para uma safra robusta, ele acredita que o volume pode não ser suficiente para equilibrar totalmente a oferta e a demanda global.

    Além disso, Perk lembrou que o país está próximo do inverno, período que aumenta o risco de geadas em regiões produtoras. Em algumas áreas onde a colheita já começou, as chuvas também vêm desacelerando os trabalhos no campo.

    Outro ponto de atenção envolve o avanço do fenômeno climático El Niño, que pode afetar principalmente a produção de café robusta no Sudeste Asiático: “Se tivermos uma queda de produção de robusta no sudeste asiático, vai forçar a demanda para o arábica e alterar o equilíbrio. Mas precisamos esperar”, explicou.

    Guerra no Oriente Médio pressiona fretes

    O cenário logístico global também preocupa o mercado cafeeiro. Conforme Perk, a guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz elevaram em cerca de 30% os custos do frete marítimo.

    Segundo ele, o comportamento dos preços dependerá diretamente dos impactos da guerra sobre os custos globais de energia. Dessa forma, o mercado pode tanto continuar sustentando os atuais níveis de preços quanto limitar eventuais quedas provocadas pelo aumento da oferta.

    Consumo segue resiliente

    Durante o painel do seminário, Perk descartou uma possível retração relevante na demanda mundial por café. Na avaliação dele, o consumo segue resiliente, mesmo diante dos preços elevados, e mantém tendência de crescimento.

    A visão é compartilhada por Danilo Pucci, CEO da Volcafé Brasil. Participando do mesmo debate, o executivo afirmou que o consumo só se tornaria motivo de preocupação diante de uma disparada extrema nos preços, semelhante ao ocorrido recentemente no mercado de cacau.

    “A minha maior preocupação é o clima, com El Niño. E o impacto pode ser maior no robusta do que no arábica”, concluiu.

  • Safra recorde pressiona preço do café arábica

    Safra recorde pressiona preço do café arábica

    O preço do café arábica encerrou fevereiro no menor patamar desde julho de 2025. Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), afirmam que projeções de safra recorde pressionaram as cotações. Além disso, estimativas indicam que o Brasil pode registrar colheita histórica na safra 2026/27. Caso o cenário se confirme, será a primeira produção recorde desde 2021.

    Indicador do café registra queda de 14,3%

    Em fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6 apresentou média de R$ 1.864,51 por saca de 60 quilos. O valor representa queda de R$ 311,31 por saca em relação a janeiro. Assim, a retração mensal alcançou 14,3%, segundo levantamento do Cepea. Mesmo com a queda, a média de fevereiro ficou apenas R$ 66,32 acima da registrada em julho de 2025. Naquele período, o mercado vivia o pico da colheita da safra 2025/26 no Brasil.

    Preço do café ainda permanece elevado

    Os valores foram corrigidos pela inflação com base no IGP-DI. Ao mesmo tempo, apesar das recentes desvalorizações, pesquisadores destacam que o patamar atual do arábica ainda é relativamente elevado. Além disso, a média de fevereiro representa a terceira maior já registrada para o mês. O resultado fica atrás apenas das médias observadas no ano passado e em fevereiro de 1997. O levantamento considera a série histórica do Cepea, iniciada em setembro de 1996.