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  • Produzir mais não basta: tilápia brasileira precisa melhorar rentabilidade

    Produzir mais não basta: tilápia brasileira precisa melhorar rentabilidade

    A tilapicultura brasileira precisa transformar o aumento da produção em melhores margens para produtores e frigoríficos. O desafio ganhou peso com a oscilação dos preços, a pressão dos custos e a concorrência internacional.

    O tema será discutido no painel “Competitividade da tilápia brasileira e suas perspectivas: preços, custos e rentabilidade”, marcado para 3 de setembro, às 8h30, durante o IFC Brasil 2026, em Foz do Iguaçu (PR).

    Custos afetam decisões

    O debate reunirá o pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) Thiago Bernardino de Carvalho e o mestre em Aquicultura Eduardo Ono, representante da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    Os especialistas vão analisar os custos de produção, a eficiência das propriedades, o comportamento dos preços e a remuneração dos diferentes elos da cadeia.

    A discussão também deve abordar as condições necessárias para que a tilápia brasileira avance nos mercados interno e externo sem reduzir a rentabilidade de quem produz e processa o pescado.

    “Temos potencial produtivo, conhecimento técnico e um mercado com espaço para crescer. O desafio agora é transformar essas vantagens em competitividade real. Isso exige conhecer melhor os custos, aumentar a eficiência, reduzir riscos e criar condições para que o produtor tenha rentabilidade e capacidade de continuar investindo”, afirma Altemir Gregolin, professor da FGV e presidente do IFC Brasil 2026.

    Eficiência vai além da fazenda

    Para o setor, a competitividade não depende apenas do volume produzido nos viveiros. Crédito, sanidade, tecnologia, processamento, logística e organização da produção também influenciam o resultado final.

    Esses fatores afetam diretamente os custos e a capacidade da cadeia de atender mercados mais exigentes. Por isso, decisões sobre investimento e expansão precisam considerar todas as etapas, da criação ao processamento e à distribuição.

    “Trazer especialistas ligados à pesquisa econômica e à representação dos produtores permitirá confrontar dados de mercado com a realidade de quem precisa tomar decisões diariamente. Será um debate importante para compreender onde estão os principais custos, os riscos e as oportunidades da tilapicultura brasileira”, diz Eliana Panty, CEO do IFC Brasil.

    Serviço

    O painel integra a programação do Congresso Internacional de Aquicultura, realizado durante o IFC Brasil 2026.

    • Evento: IFC Brasil 2026

    • Painel: “Competitividade da tilápia brasileira e suas perspectivas: preços, custos e rentabilidade”

    • Data: 3 de setembro

    • Horário: 8h30

    • Local: Foz do Iguaçu (PR)

    O IFC Brasil 2026 ocorre de 2 a 4 de setembro. Mais informações estão disponíveis no site oficial do evento, pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (49) 9 8845-4767.

  • Minas Gerais se destaca na produção nacional de tilápia

    Minas Gerais se destaca na produção nacional de tilápia

    Minas Gerais se consolida como o terceiro maior produtor nacional de tilápia, com produção de 72,8 mil toneladas em 2024, crescimento de 18,18% em relação a 2023, segundo dados do Anuário da Piscicultura 2025 da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). A tilápia representa a maior parte da produção estadual, com 68,7 mil toneladas, refletindo o aumento da demanda por pescado no Brasil.

    Pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) destacam o potencial de expansão da piscicultura no estado. E desenvolvem técnicas para superar desafios do setor. Entre as iniciativas, está a produção e comercialização de alevinos geneticamente melhorados da linhagem GIFT, predominantemente machos revertidos, no Campo Experimental de Felixlândia, que contribuem para maior produtividade e eficiência na criação.

    A piscicultura mineira enfrenta desafios como a necessidade de padronização da qualidade das rações, controle sanitário, infraestrutura para processamento e regularização ambiental. A Epamig conduz pesquisas para avaliação das rações comerciais e replicação de material genético aprimorado. Além da instalação de sistemas de estufas para manter a produção durante o inverno, garantindo oferta contínua de alevinos.

    Principal polo produtor

    O município de Morada Nova de Minas destaca-se como principal polo produtor, responsável por mais de 50% da produção estadual. Isso graças à forte organização dos produtores e acesso facilitado a crédito rural. Em 2023, foram captados R$ 78 milhões em custeio para piscicultura pela agência local Sicoob Aracoop, impulsionando o crescimento do setor.

    Pesquisadores da Epamig apontam potencial de crescimento da piscicultura no estado e técnicas para enfrentar desafios. Foto: Epamig-MG / Divulgação

    O consumo per capita de peixes no Brasil cresce anualmente, abrindo espaço para a substituição de importações por produção nacional, especialmente de tilápia. Que, aliás, é o peixe de água doce mais consumido no país devido ao sabor suave e valor nutricional. A expectativa para 2025 é de oferta elevada, com desafios para os preços pagos aos produtores, que deverão enfrentar um cenário de estoques grandes e necessidade de ajustes mercadológicos.

    Além do filé, a tilápia gera subprodutos importantes, como pele para tratamento de queimaduras, farinha de peixe para rações e couro para confecção de bolsas e sapatos, ampliando o valor agregado da cadeia produtiva.

    Para os produtores interessados, a Epamig oferece alevinos de tilápia-do-nilo com linhagem geneticamente aprimorada, disponíveis mediante consulta prévia por e-mail ([email protected]), fortalecendo a piscicultura mineira com tecnologia e inovação.

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