Tag: mercado chinês

  • Brasil atinge quase 80% da cota de carne bovina na China

    Brasil atinge quase 80% da cota de carne bovina na China

    O Brasil já utilizou 78,86% da cota anual de exportação de carne bovina para a China, segundo dados divulgados pelo governo chinês. O avanço do volume importado pelo principal comprador da proteína brasileira fez exportadores considerarem que o limite está praticamente esgotado, o que já provoca mudanças na rotina dos frigoríficos.

    As informações da Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) e do Ministério do Comércio (Mofcom) mostram que 872,2 mil toneladas de carne bovina in natura produzida no Brasil foram internalizadas no país asiático entre janeiro e junho. Somente em junho, entraram 148,7 mil toneladas.

    A cota brasileira para 2026 é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de importação de 12%. Acima desse limite, os embarques ficam sujeitos a sobretaxa de 55%, além da possibilidade de devolução das cargas ou atraso na liberação aduaneira.

    Frigoríficos já reduzem produção e embarques

    Mesmo antes do preenchimento total da cota, frigoríficos habilitados a exportar para a China começaram a adaptar suas operações.

    Entre as medidas adotadas estão:

    • redução do ritmo de abates;
    • férias coletivas;
    • ajustes na produção;
    • suspensão de cortes específicos destinados ao mercado chinês;
    • diminuição dos embarques durante julho.

    A estratégia busca evitar que a carne chegue à China após o esgotamento do limite tarifário, o que elevaria significativamente os custos de importação.

    Diferença entre embarques e cargas já internalizadas

    Existe uma diferença entre os dados brasileiros de exportação e os números divulgados pelas autoridades chinesas.

    Enquanto o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) registra 774,1 mil toneladas exportadas em 2026, o governo chinês contabiliza volumes embarcados ainda em 2025 que foram desembarcados somente neste ano.

    Segundo exportadores, cerca de 227,7 mil toneladas seguem em trânsito para a China. Considerando esse volume, restariam aproximadamente 5,9 mil toneladas livres dentro da atual cota.

    Mercado espera esgotamento da cota em agosto

    A expectativa do setor é que a China confirme ainda nesta semana o preenchimento de 80% da cota brasileira e alcance 100% durante agosto.

    O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, afirmou na semana passada que o Brasil deve encerrar 2026 com aproximadamente 900 mil toneladas exportadas para o mercado chinês.

    A previsão é que a produção destinada ao país asiático seja retomada em outubro, com novos embarques previstos para novembro, já considerando a abertura da cota de 2027.

    Analistas acompanham ritmo da logística

    O mercado também monitora o ritmo de internalização das cargas.

    Para Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras e Mercado, o Brasil deveria ter alcançado esse percentual anteriormente.

    Segundo ele, o atraso pode estar relacionado ao tempo maior de transporte marítimo ou à demora nos procedimentos alfandegários realizados pelas autoridades chinesas.

    Outros países ainda utilizam pequena parte de suas cotas

    Enquanto o Brasil se aproxima do limite anual, outros grandes fornecedores ainda utilizam apenas parte das cotas disponíveis.

    No primeiro semestre:

    • Estados Unidos: 876 toneladas (0,53% da cota);
    • Nova Zelândia: 59,5 mil toneladas (29%);
    • Uruguai: 82,3 mil toneladas (25,4%);
    • Argentina: 239,5 mil toneladas (47%).

    Já a Austrália ultrapassou sua cota e registrou 588 toneladas acima do limite estabelecido.

    Cenário pode beneficiar concorrentes

    A Safras e Mercado avalia que o esgotamento da cota brasileira poderá abrir espaço para o aumento das exportações de países como Argentina, Uruguai e Nova Zelândia.

    A consultoria também observa crescimento da demanda por carne bovina brasileira em mercados como Estados Unidos, Hong Kong, Uruguai e Argentina. Segundo a análise, parte desse movimento pode indicar operações de triangulação comercial, permitindo que o produto alcance o mercado chinês de forma indireta.

    Ao todo, a China importou 1,5 milhão de toneladas de carne bovina in natura entre janeiro e junho, o equivalente a 56,9% da cota global de 2,6 milhões de toneladas destinada aos fornecedores internacionais em 2026. Esse cenário reforça a importância do mercado chinês para o agronegócio brasileiro e mantém o setor atento aos próximos anúncios sobre o limite de importações.

  • Cartilha alerta para pragas quarentenárias nas exportações

    Cartilha alerta para pragas quarentenárias nas exportações

    A produção agrícola brasileira cresce em ritmo acelerado. Ao mesmo tempo, aumentam os desafios relacionados à sanidade vegetal e às exigências dos mercados internacionais. Com esse objetivo, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e a Corteva Agriscience lançaram uma cartilha sobre pragas quarentenárias. O material orienta produtores rurais sobre prevenção, identificação e manejo desses organismos, que podem comprometer exportações e causar prejuízos ao agronegócio.

    A publicação foi apresentada nesta terça-feira (2), em Brasília, durante a programação que antecede a segunda edição do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja. A iniciativa contou com apoio técnico do engenheiro agrônomo e professor da Universidade de Passo Fundo, Mauro Rizzardi. Além disso, foram realizados treinamentos práticos sobre boas práticas agrícolas por meio do Caminhão de Boas Práticas da Corteva.

    A cartilha reúne orientações para produtores, consultores e técnicos do setor. O objetivo é facilitar a identificação das pragas e reforçar medidas preventivas. Além disso, o material busca ampliar a conscientização sobre os impactos econômicos causados por esses organismos. A preocupação se intensificou à medida que a produção brasileira aumentou e a dependência do mercado externo se tornou ainda maior.

    Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), pragas quarentenárias são organismos capazes de causar impactos econômicos significativos à agricultura. Entre eles estão insetos, fungos, bactérias, vírus e plantas daninhas. Esses organismos podem ameaçar a sanidade vegetal e gerar restrições comerciais impostas pelos países importadores.

    “As pragas quarentenárias são um tema crítico para a balança comercial brasileira, e a conscientização é o melhor caminho para proteger nossa produtividade”, afirma Jair Maggioni, coordenador de Boas Práticas Agrícolas da Corteva no Brasil.

    Devolução de navios acende alerta no setor

    A preocupação com o tema aumentou após episódios recentes envolvendo cargas brasileiras destinadas à China. Nos últimos meses, 20 navios carregados com grãos foram devolvidos ou tiveram suas operações interrompidas. O motivo foi a identificação de sementes de plantas daninhas e vestígios de organismos considerados indesejáveis pelo país asiático.

    Além dos prejuízos com fretes, multas e reprocessamento das cargas, esses episódios afetam a imagem do Brasil no mercado internacional. Como consequência, compradores podem ampliar exigências sanitárias e reforçar inspeções.

    O impacto é ainda mais relevante porque aproximadamente 80% da soja exportada pelo Brasil tem como destino o mercado chinês. Dessa forma, qualquer restrição pode gerar reflexos em toda a cadeia produtiva.

    A devolução de uma única embarcação pode representar perdas de milhões de dólares. Além disso, há risco de aumento das exigências de fiscalização. Como resultado, o escoamento da safra pode sofrer atrasos e a competitividade brasileira diminuir diante de outros exportadores.

    Para Mauro Rizzardi, a questão ultrapassa os limites da propriedade rural e se transforma em um tema estratégico para o país.

    “Qualquer parte de planta, pólen, semente ou propágulo que possa sobreviver e se reproduzir no ambiente é um potencial dano tanto ao sistema produtivo local ou mesmo ao processo de exportação da produção agrícola”, explica.

    O especialista ressalta que o problema ocorre em duas direções. Enquanto a entrada de novas pragas ameaça a produção nacional, a presença de espécies proibidas em cargas exportadas também pode comprometer mercados já consolidados.

    “Tanto a entrada de pragas quanto a saída delas via exportação de espécies vegetais proibidas no país importador afeta o potencial exportador de grãos do Brasil”, destaca.

    Manejo outonal ganha papel estratégico

    Entre as principais recomendações da cartilha está a adoção do manejo outonal. A prática é realizada durante a entressafra, logo após a colheita das culturas de verão e antes da implantação da nova safra.

    A estratégia envolve o controle de plantas daninhas e das chamadas tigueras. Essas plantas permanecem no campo após a colheita. Por isso, acabam servindo de abrigo para pragas e doenças.

    Assim, a eliminação dessas chamadas “pontes verdes” interrompe ciclos biológicos e reduz a formação de bancos de sementes de espécies invasoras. Consequentemente, diminui o risco de contaminação das futuras lavouras.

    O Brasil projeta colher mais de 350 milhões de toneladas de grãos na safra 2026/27. Diante desse cenário, as medidas preventivas ganham importância estratégica. Afinal, pequenos problemas fitossanitários podem gerar grandes impactos econômicos.

    Perdas estimadas entre 10% e 15% da produção representam prejuízos significativos para produtores e para a economia nacional. Por isso, o manejo realizado na entressafra é apontado como uma ferramenta essencial para proteger a produtividade.

    “É uma janela de segurança vital, cujo objetivo é eliminar as chamadas pontes verdes. Ao realizar o controle químico e o manejo de solo nesse estágio, o produtor interrompe o ciclo de reprodução de plantas daninhas e reduz drasticamente o banco de sementes de invasoras que poderiam comprometer a qualidade do grão futuro”, explica Maggioni.

    Jair Maggioni, coordenador de Boas práticas da Corteva Agriscience; prof Mauro Rizzardi, da Universidade de Passo Fundo; e o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, mostram a cartilha lançada em Brasília – Foto: Divulgação

    De acordo com a Corteva, o manejo realizado logo após a colheita constitui a primeira barreira fitossanitária para evitar que organismos indesejáveis cheguem aos portos de exportação.

    Muitas das sementes de plantas daninhas proibidas em mercados exigentes proliferam justamente nesse período de transição. Portanto, manter a área limpa durante o outono reduz os riscos de contaminação e aumenta a segurança das cargas destinadas ao exterior.

    Capacitação leva conhecimento ao campo

    Além da cartilha, a iniciativa aposta na capacitação prática para ampliar a adoção de boas práticas agrícolas. Durante o evento em Brasília, produtores e técnicos participaram de treinamentos promovidos no Caminhão de Boas Práticas da Corteva.

    A unidade móvel utiliza tecnologias interativas para demonstrar técnicas de manejo integrado. Além disso, aborda temas como aplicação correta de defensivos, uso adequado de equipamentos de proteção individual e preservação de áreas de refúgio.

    Para Fabrício Morais Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil, o trabalho de conscientização é fundamental para preservar a reputação da soja brasileira nos mercados internacionais.

    “Com esta cartilha, a Aprosoja Brasil continuará com o compromisso assumido de alertar os produtores sobre a identificação equivocada de pragas quarentenárias a fim de manter em alta a reputação da soja brasileira frente aos compradores externos”, afirma.

    O dirigente também destaca a importância da qualificação contínua dos profissionais do setor.

    “Treinamentos como os de boas práticas realizados pela Corteva são essenciais para que possamos capacitar cada vez mais produtores e profissionais do campo para que possam realizar o manejo de pragas e doenças da maneira correta, com o uso racional de insumos e utilizando todas as ferramentas e soluções necessárias”, completa.

    Nesse contexto, a expectativa das entidades é ampliar o alcance das informações e fortalecer a prevenção nas propriedades rurais. Dessa forma, o setor busca reduzir riscos fitossanitários, preservar mercados estratégicos e manter a competitividade da produção brasileira no cenário internacional.

  • Urgente: China retoma compras de carne bovina brasileira após suspensão

    Urgente: China retoma compras de carne bovina brasileira após suspensão

    A China autorizou, nesta quarta-feira (20), a retomada das exportações de carne bovina de três frigoríficos brasileiros que estavam suspensos desde março de 2025. A decisão foi confirmada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) após uma reunião entre autoridades brasileiras e chinesas realizada em Pequim.

    A medida representa um avanço importante para o setor pecuário brasileiro, principalmente porque o país asiático segue como o principal destino da carne bovina produzida no Brasil.

    Unidade da JBS em Goiás está entre as liberadas

    Entre os frigoríficos autorizados a voltar a exportar está a unidade da JBS em Mozarlândia, no estado de Goiás. A empresa é considerada a maior processadora de carne bovina do mundo.

    Além da planta goiana, a China também retirou as restrições sobre uma unidade da Frisa, localizada em Nanuque, em Minas Gerais, e uma planta da Bon-Marte, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

    Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, a retomada reforça a confiança do mercado chinês na qualidade da carne brasileira e no sistema sanitário adotado pelo país.

    Suspensão ocorreu por “não conformidade”

    Os frigoríficos haviam sido bloqueados pela Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) em março de 2025. Na época, o órgão chinês alegou “não conformidade” em relação aos requisitos exigidos para o registro de estabelecimentos estrangeiros habilitados a exportar ao país.

    Apesar da suspensão, o governo chinês não detalhou quais critérios específicos estariam fora do padrão estabelecido pelas autoridades sanitárias locais.

    A decisão gerou preocupação no setor frigorífico brasileiro, já que a China concentra uma parcela significativa das exportações nacionais de carne bovina.

    Governo brasileiro busca ampliar exportações

    Além da retomada das três unidades, o Ministério da Agricultura também solicitou à China a habilitação de 33 novos frigoríficos brasileiros para exportação.

    Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luis Rua, o pedido inclui 20 plantas de carne bovina, 11 unidades de aves e duas de carne suína.

    A iniciativa faz parte da estratégia brasileira para ampliar a presença no mercado asiático e fortalecer o agronegócio nacional no exterior.

    China segue como principal mercado da carne brasileira

    O Brasil ocupa atualmente a posição de maior exportador mundial de carne bovina, enquanto a China lidera entre os principais compradores do produto brasileiro.

    A retomada das habilitações ocorre durante a viagem oficial do ministro da Agricultura, André de Paula, ao país asiático. O governo brasileiro busca estreitar relações comerciais e abrir novas oportunidades para o setor agropecuário.

    Especialistas do mercado avaliam que a reabertura das plantas pode impulsionar novamente os embarques brasileiros e trazer maior estabilidade para a cadeia produtiva da carne bovina.

  • Saiba como o acordo EUA-China abre oportunidades ao agronegócio brasileiro

    Saiba como o acordo EUA-China abre oportunidades ao agronegócio brasileiro

    O recente acordo entre Washington e Pequim, pelo qual a China se compromete a ampliar a compra de produtos agrícolas norte-americanos, pode abrir uma janela estratégica para o Brasil. Especialistas do setor avaliaram, na segunda-feira (18), que, à medida que os EUA concentram suas exportações no principal parceiro comercial brasileiro, o Brasil tende a ocupar os espaços deixados em outros mercados.

    Ainda que as estimativas sobre o impacto direto no agronegócio nacional sejam consideradas prematuras, a competitividade estrutural do país coloca o Brasil em posição favorável para avançar sobre novas frentes comerciais.

    Os números reforçam esse cenário: em 2025, o Brasil exportou US$ 55,22 bilhões em produtos agrícolas para a China, o equivalente a cerca de um terço de todas as vendas externas do setor. A soja liderou com folga, movimentando US$ 34,5 bilhões, enquanto a carne bovina somou US$ 9,82 bilhões.

    Além disso, a Stag International aponta que, se a Casa Branca confirmar compras adicionais chinesas de 25 milhões de toneladas métricas de soja norte-americana, o Brasil provavelmente redirecionará seus fluxos comerciais para suprir compradores fora da China. Com uma safra recorde projetada em mais de 180 milhões de toneladas para 2026, o país reúne condições concretas para sustentar essa expansão.

    Carne bovina: O Brasil pode ganhar até no mercado americano

    Por outro lado, o cenário também reserva uma oportunidade menos óbvia, e ainda mais relevante. Se os EUA direcionarem mais carne bovina à China para cumprir o acordo, o país norte-americano enfrentará uma oferta interna ainda mais apertada. Nesse contexto, o Brasil poderia ampliar suas exportações de carne justamente para os Estados Unidos.

    Paulo Mustefaga, presidente da Abrafrigo, explica que a renovação das licenças de plantas norte-americanas pela China, confirmada pela alfândega chinesa após a cúpula Trump-Xi em Pequim, que reativou mais de 400 autorizações vencidas, pode reacender o interesse americano em reconquistar fatia no mercado chinês.

    Contudo, Mustefaga lembra que tanto os EUA quanto o Brasil operam sob cotas de exportação impostas pelas salvaguardas chinesas, o que deve conter qualquer expansão abrupta das vendas norte-americanas a Pequim e, portanto, manter abertas as oportunidades para o Brasil em ambas as direções.

  • Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    O Brasil terá participação recorde na Sial China 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo. Ao todo, 82 empresas brasileiras exportadoras estarão presentes no evento, que começa nesta segunda-feira (18), em Xangai. A expectativa do setor é movimentar cerca de US$ 3,3 bilhões em negócios.

    O ministro da Agricultura, André de Paula, também participará da feira em sua primeira missão internacional desde que assumiu o cargo. Após a agenda em Xangai, ele seguirá para Pequim, onde se reunirá com representantes do governo chinês para discutir novas aberturas de mercado e melhorias nas relações comerciais entre os países, incluindo a flexibilização da cota de importação de carne bovina brasileira.

    A Sial China é vista como estratégica para ampliar a presença dos produtos brasileiros não apenas entre importadores chineses, mas também junto a compradores de diferentes países asiáticos. O maior espaço será dedicado à carne bovina, sob coordenação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, com a participação de 25 frigoríficos.

    O projeto Brazilian Beef, criado pela entidade para promover a carne bovina brasileira no exterior, contará com um estande de mais de 1,2 mil metros quadrados. Na edição passada da feira, os negócios fechados durante o evento somaram US$ 265,2 milhões, enquanto a projeção para os 12 meses seguintes alcançou US$ 2,24 bilhões.

    Estratégia para o agronegócio brasileiro

    O evento também contará com um espaço exclusivo para o Programa Cooperar para Exportar, iniciativa voltada à internacionalização de cooperativas da agricultura familiar. Nesta edição, 10 cooperativas brasileiras apresentarão produtos como cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e alimentos ligados à biodiversidade brasileira.

    Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, a missão reforça a importância estratégica da China para o agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

    “A China é um parceiro estratégico para o Brasil e esta missão representa mais um passo importante na diversificação e agregação de valor das exportações brasileiras. Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na Sial demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, afirmou.

    Atualmente, a China lidera como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% de todas as exportações do setor. Entre 2019 e 2025, o mercado chinês abriu 25 novas oportunidades para produtos brasileiros, incluindo itens do complexo soja, proteínas animais, gergelim, farinha de aves e suínos, além de DDG de milho utilizado na alimentação animal.

  • China retoma importação de frango brasileiro e impulsiona exportações

    China retoma importação de frango brasileiro e impulsiona exportações

    O governo chinês suspendeu a proibição de importação de frango do Brasil, o que reacende o otimismo no setor avícola nacional e abre caminho para um recorde histórico nas exportações em 2025. A decisão reverte as restrições que o país asiático impôs após registrar um caso isolado de gripe aviária no Brasil e marca a retomada de um dos mercados mais estratégicos para a proteína brasileira.

    O Brasil lidera as exportações mundiais de carne de frango, com vendas para 151 países. A China mantém a posição de principal destino dessa proteína. A GTF, que figura entre os seis maiores produtores de frango do Brasil e está entre os dez principais exportadores do país, vê a reabertura do mercado chinês como um importante impulso para seus embarques internacionais.

    Ásia concentra quase metade das exportações brasileiras

    Em 2024, a GTF comercializou 35 mil toneladas de carne de frango para o mercado asiático, volume que representou 45% de suas exportações totais. Desse montante, 61% foram destinados à China, país que contribui de forma significativa para o desempenho das exportações brasileiras do setor.

    Antes da suspensão temporária, os embarques da companhia para o país asiático já cresciam em forte ritmo, impulsionados pela confiança dos compradores internacionais na qualidade e segurança alimentar dos produtos brasileiros.

    “A suspensão da proibição e a reabertura das exportações representam um marco importante para nós. Mantemos uma relação comercial sólida com o mercado asiático, tendo na China um dos destinos mais estratégicos, responsável por quase 27% de nossas exportações”, afirma Rafael Tortola, CEO da GTF.

    O executivo destaca que a retomada reforça o compromisso da empresa com a excelência, a sustentabilidade e os mais rigorosos padrões sanitários exigidos globalmente.

    China lidera ranking de consumo mundial

    Segundo dados da GTF, a China lidera o ranking mundial de consumo de frango com 562.207 toneladas e 10,9% de participação global. Os Emirados Árabes Unidos ocupam a segunda posição, com 455.121 toneladas (9%), seguidos pelo Japão, com 443.201 toneladas (8,6%).

    Esses três países estão entre os principais destinos da carne de frango brasileira, seguidos por Arábia Saudita (7,2%) e África do Sul (6,3%).

    Projeção de crescimento de 10% para 2025

    A reabertura do mercado chinês representa um marco estratégico para as exportações brasileiras de frango. Em 2024, a GTF direcionou cerca de 28% de suas exportações à China. Para 2025, a empresa projeta expectativas ainda mais ambiciosas, com aumento de aproximadamente 10% nas exportações, incluindo os mercados asiáticos, e o fortalecimento contínuo de sua presença global.

    “Com a China liderando o consumo e sendo responsável por uma parte significativa de nossas vendas, essa decisão reforça a confiança dos mercados internacionais na qualidade e segurança dos produtos brasileiros”, destaca Tortola.

    Preferências regionais definem estratégia de exportação

    A GTF exporta cortes específicos de acordo com as preferências de consumo de cada região. Na Ásia, os produtos mais demandados incluem asa inteira, meio da asa, coxa e sobrecoxa (com e sem osso), cartilagens e pés de frango.

    Na África, os cortes mais procurados são coxa e sobrecoxa, MDM (carne mecanicamente separada), peito e pés de frango. O Oriente Médio prefere coxas, sobrecoxas, moelas, fígados e peito. Na Europa, o peito domina as vendas. Nas Américas, a demanda concentra-se em coxas e sobrecoxas (com e sem osso), asa inteira, coxinha da asa, peito e pés de frango.

    Diferenças culturais determinam valor dos cortes

    “As diferenças culturais também se refletem nas partes mais valorizadas de cada região. Os pés de frango, por exemplo, são amplamente consumidos em países emergentes, mas na China são considerados uma iguaria de alto valor”, explica Kendi Okumura, gerente de exportação da GTF.

    A executiva destaca que as cartilagens do peito e do joelho, muitas vezes descartadas em outros mercados, são apreciadas na China e no Japão, onde existe valorização do aproveitamento integral da proteína.

    No Brasil, o consumo também se mostra diversificado, mas não há cortes vendidos exclusivamente no mercado interno. Isso permite às empresas otimizar a exportação de todas as partes do frango conforme a demanda internacional.

  • China abre mercado para DDGs e sorgo brasileiro

    China abre mercado para DDGs e sorgo brasileiro

    O Brasil alcançou um marco importante nas exportações agrícolas ao receber autorização da China para que 15 estabelecimentos comercializem DDGs (grãos secos de destilaria) e sorgo ao mercado chinês. A habilitação contempla cinco plantas de etanol de milho para exportação de DDGs e dez unidades especializadas em sorgo, fortalecendo a posição brasileira no mercado global de grãos e biocombustíveis.

    A aprovação resulta da assinatura de acordos bilaterais entre Brasil e China: o Protocolo Fitossanitário do Sorgo, firmado em novembro de 2024, e o Protocolo de Proteínas e Grãos Derivados da Indústria do Etanol de Milho, assinado em maio de 2025. Ambos os documentos estabelecem os padrões sanitários necessários para o comércio entre os países.

    Sorgo brasileiro ganha acesso ao maior importador mundial

    O Centro-Oeste brasileiro, responsável por mais de 60% da produção nacional de sorgo, lidera as habilitações aprovadas. Das dez unidades autorizadas, quatro estão localizadas no Mato Grosso, quatro em Minas Gerais, uma em Rondônia e uma na Bahia.

    Em 2024, conforme dados do IBGE, o Brasil produziu 4 milhões de toneladas de sorgo, exportando 178,4 mil toneladas (4% da produção total). A China representa mais de 80% das importações globais de sorgo, movimentando US$ 2,6 bilhões anualmente, segundo dados do mercado internacional.

    DDGs: coproduto do etanol ganha mercado bilionário

    Os DDGs, coprodutos gerados no processamento de milho para produção de etanol, representam uma oportunidade estratégica para o Brasil, terceiro maior produtor mundial de milho. Em 2024, o país exportou aproximadamente 791 mil toneladas desse insumo utilizado na fabricação de rações animais.

    As cinco unidades habilitadas para exportação de DDGs estão concentradas no Centro-Oeste: quatro no Mato Grosso e uma no Mato Grosso do Sul. No mesmo período, a China importou mais de US$ 66 milhões em DDGs do mercado global.

    Parceria estratégica alcança US$ 49,6 bilhões

    A China mantém sua posição como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras. Em 2024, o gigante asiático importou US$ 49,6 bilhões em produtos do agronegócio nacional, consolidando uma parceria comercial estratégica entre os países.

    As novas habilitações garantem maior previsibilidade aos contratos de exportação e abrem espaço para ampliação dos volumes nas próximas safras, beneficiando toda a cadeia produtiva de grãos e biocombustíveis.

    Trabalho coordenado entre governo e setor privado

    O resultado foi obtido através da articulação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola e a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e representantes do setor privado, em conformidade com as exigências técnicas estabelecidas pelas autoridades sanitárias chinesas.

    Foto: Sandra Brito/Embrapa

    Além do impacto econômico, a exportação de DDGs reforça a agenda de sustentabilidade do Brasil ao promover a economia circular. A valorização de coprodutos industriais do processamento de milho transforma resíduos em insumos de alto valor para a indústria global de alimentação animal, demonstrando o potencial do agronegócio brasileiro em aliar produtividade e práticas sustentáveis.

  • Exportações de frango do Brasil disparam com a reabertura da China

    Exportações de frango do Brasil disparam com a reabertura da China

    As exportações brasileiras de carne de frango aceleram e apontam para um cenário de crescimento em 2025, impulsionadas pela recente reabertura do mercado chinês. A informação é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    Em outubro, o setor registrou seu segundo melhor desempenho mensal da história, com o embarque de 501,3 mil toneladas. O volume supera em 8,2% o registrado no mesmo mês de 2023, que foi de 463,5 mil toneladas.

    Esse resultado forte em outubro praticamente equilibrou o desempenho acumulado do ano. Entre janeiro e outubro, as exportações totalizaram 4,378 milhões de toneladas, um número apenas 0,1% menor frente ao período anterior.

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, comemora o desempenho. “Com os expressivos embarques de outubro, que são os maiores desde o recorde de março de 2023, revisamos nossas projeções. Agora, prevemos um provável crescimento em toneladas embarcadas para os doze meses de 2025”, afirmou Santin.

    Em valor, a receita de outubro ficou em US$ 865,4 milhões, uma queda de 4,3% na comparação com 2023. No acumulado do ano, o faturamento totaliza US$ 8,031 bilhões.

    Destinos em alta e a volta da China

    A África do Sul se consolidou como o principal destino em outubro, com uma importação de 53,7 mil toneladas, um aumento impressionante de 126,9% em relação ao ano anterior. Outros mercados também mostraram alta significativa:

    • Emirados Árabes Unidos: 40,9 mil t (+32%)
    • Arábia Saudita: 36,63 mil t (+66,1%)
    • Filipinas: 34 mil t (+38,2%)

    O Japão foi uma exceção, com queda de 25,5%. Santin ressalta, no entanto, que a retomada das compras pela China deve influenciar positivamente o fechamento do ano. “A China será um novo fator a impactar de forma significativa e positiva o resultado na reta final de 2024”, destacou.

    Liderança dos estados exportadores

    O Paraná mantém a liderança como maior estado exportador, com 205,1 mil toneladas enviadas em outubro (+7,9%). Na sequência, aparecem:

    • Santa Catarina: 111,6 mil t (+5,8%)
    • Rio Grande do Sul: 60,9 mil t (+8,8%)
    • São Paulo: 32,2 mil t (+12,3%)
    • Goiás: 27,3 mil t (+44,4%)
  • Como o mercado chinês está transformando a pecuária brasileira

    Como o mercado chinês está transformando a pecuária brasileira

    O mercado chinês de carne bovina está transformando radicalmente o modo como os pecuaristas brasileiros conduzem seus negócios. Com 1,4 bilhão de consumidores e uma classe média em expansão, a China tornou-se não apenas o principal destino das exportações brasileiras de carne, mas também o motor de uma revolução tecnológica no campo nacional.

    O Brasil domina 60% das importações chinesas, mas potencial ainda é imenso. A dependência chinesa de importações de carne bovina abre oportunidades extraordinárias para o agronegócio brasileiro.

    Enquanto a China lidera globalmente na produção de aves e suínos, limitações de terra impedem a expansão da pecuária bovina local, criando uma demanda crescente por proteína importada.

    Os números revelam o potencial inexplorado: o consumo chinês per capita de carne bovina permanece em apenas 4 quilos anuais, contrastando drasticamente com os 26kg dos Estados Unidos e os 24kg do Brasil. Esta diferença representa uma oportunidade bilionária para exportadores brasileiros.

    Preferências chinesas exigem mudança de paradigma na produção

    “Os consumidores chineses priorizam atributos como segurança e qualidade de produção acima de fatores emocionais, como as questões ambientais ou o uso de embalagens recicláveis, mais valorizados nos mercados ocidentais”, explica Luiz Gustavo Nussio, professor-titular da ESALQ-USP.

    As especificações são precisas: carne de animais jovens, criados exclusivamente a pasto, sem hormônios ou antibióticos. Estas exigências estão forçando produtores brasileiros a abandonar o modelo de commodity para abraçar a produção premium diferenciada.

    Tecnologia brasileira atende demandas específicas do mercado asiático

    No epicentro desta transformação está Mato Grosso, principal polo pecuário nacional, onde startups como a Koneksi desenvolvem soluções sob medida para as exigências chinesas. Por exemplo, o KonectPasto, plataforma lançada em 2018, integra dados de drones, estações meteorológicas e modelos computacionais para otimizar a criação a pasto.

    “Os dados gerados permitem monitorar as operações em tempo real, garantindo ao produtor maior agilidade na tomada de decisão. Isso contribui para a melhoria dos índices de produtividade, rentabilidade e sustentabilidade da fazenda”, afirma Roberto Aguiar, CEO da Koneksi.

    Sistema monitora em tempo real fatores críticos de produção

    A plataforma fornece informações instantâneas sobre balanço hídrico, altura e densidade do pasto, movimentação de lotes, trocas de piquetes, adubação, suplementação, ganho de peso e taxa de lotação. Com mapas interativos e relatórios zootécnicos detalhados, os pecuaristas conseguem gerenciar rotações de pastagem com precisão milimétrica.

    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    Atualmente implementado em mais de 60 fazendas brasileiras, cobrindo aproximadamente 30 mil hectares, o sistema representa uma nova era na pecuária nacional, onde tecnologia e sustentabilidade convergem para atender mercados internacionais exigentes.

    Manejo correto de pastos: chave para conquistar consumidor chinês

    “O grande desafio da pecuária brasileira hoje é o manejo correto dos pastos. Neste sentido, a tecnologia tem se mostrado uma importante aliada para a produção de carnes para o mercado chinês. Contribuindo tanto para o aumento de produtividade na fazenda quanto para a qualidade do produto final exportado”, conclui Aguiar.

    Esta revolução tecnológica posiciona o Brasil não apenas como fornecedor de volume, mas como produtor de carne premium diferenciada, capaz de atender às sofisticadas demandas do mercado chinês e estabelecer novos padrões globais de qualidade na pecuária.

  • Brasil assina primeiro acordo para exportar sorgo à China

    Brasil assina primeiro acordo para exportar sorgo à China

    O Brasil firmou um acordo histórico com a China para exportação de sorgo, abrindo uma nova fronteira no agronegócio nacional. A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) projeta iniciar as vendas na safra que será colhida a partir de junho de 2025, marcando o fim da dependência exclusiva do mercado interno.

    Até agora, o país destinava toda sua produção de sorgo ao consumo doméstico. O cereal alimentava principalmente o gado e, mais recentemente, impulsionava a produção de biocombustíveis. Agora, produtores brasileiros podem acessar um mercado chinês que movimenta cifras bilionárias.

    No caso do sorgo, a China importou US$ 1,83 bilhão no último ano, sendo a maior parte proveniente dos Estados Unidos, enquanto o Brasil contribuiu com apenas 0,29% do volume global. O acordo representa uma oportunidade de crescimento exponencial para o setor.

    Mercado chinês pode absorver 81% da demanda mundial

    A China demonstra apetite voraz por sorgo. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revelam que o país asiático pode demandar até 7,9 milhões de toneladas por ano. Este volume representa impressionantes 81% de toda a demanda mundial do cereal.

    Lucas Sleutjes Silveira, engenheiro agrônomo e gerente de portfólio de sorgo para as Américas da Advanta Seeds, explica o cenário. “Já tivemos a assinatura do acordo comercial com os chineses. O próximo passo é ajustar questões fitossanitárias, critérios de qualidade para exportação, precificação futura e a organização das tradings”, afirma.

    Ministro Carlos Fávaro destaca potencial de comércio de US$ 450 milhões por ano com os novos mercados conquistados na China, incluindo o sorgo.

    Brasil já ocupa terceiro lugar mundial na produção

    O país consolidou sua posição no cenário global. O Brasil, que já produziu 5 milhões de toneladas em 2024/25 e se consolidou como o terceiro maior produtor mundial, surge como candidato natural para ocupar parte desse espaço.

    Foto: Sandra Brito/Embrapa

    Currently, os Estados Unidos lideram as exportações globais com 5,4 milhões de toneladas (55% do mercado). A Austrália ocupa a segunda posição com 2,6 milhões de toneladas (27%), seguida pela Argentina com 1,4 milhão de toneladas (14%).

    Tensões geopolíticas favorecem Brasil

    As relações comerciais tensas entre Estados Unidos e China criam uma janela de oportunidade para produtores brasileiros. Silveira observa que “com os entraves geopolíticos atuais e a relação não tão amistosa entre Estados Unidos e China, há espaço para movimentar o mercado de importações e exportações”.

    O especialista também identifica sinais favoráveis no mercado norte-americano. “Já se observa pequena redução da área plantada de sorgo nos EUA na safra 2025/26, o que pode abrir oportunidades para outros países, inclusive o Brasil”, detalha.

    Sorgo ganha força como alternativa sustentável

    O cereal se destaca por características que favorecem a agricultura nacional. A cultura adapta-se bem a climas mais quentes e demanda menos água para completar seu ciclo produtivo. Estas características fazem do sorgo uma alternativa eficiente para a safrinha, especialmente em cenários de mudanças climáticas.

    “A partir de meados de fevereiro, o sorgo se apresenta como uma excelente alternativa ao milho, contribuindo para a diversificação da produção e trazendo incremento de rentabilidade”, destaca Silveira. O especialista ressalta que, no fechamento do plantio da safrinha, o sorgo frequentemente supera o milho em termos econômicos.

    Preparação técnica será fundamental

    O sucesso nas exportações exigirá preparação técnica dos produtores. Silveira enfatiza que “é necessário aumentar a eficiência e se preparar para aproveitar essas oportunidades”.

    O planejamento agrícola precisa considerar a rotação de culturas como fator crucial. “É preciso pensar no ciclo agrícola como um todo, em que a rotação de culturas é um fator crucial para um manejo mais eficiente, garantindo que cada cultura seja plantada na janela ideal”, explica.

    Inicialmente, a tendência é de volumes pequenos, mas a associação vê amplo potencial de exportação de sorgo brasileiro, dado que a China representa o maior mercado importador mundial do cereal.