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  • Brasil ultrapassa EUA e torna-se maior produtor de carne bovina do mundo

    Brasil ultrapassa EUA e torna-se maior produtor de carne bovina do mundo

    O Brasil produziu 12,35 milhões de toneladas da proteína em 2025, enquanto os Estados Unidos registraram 11,81 milhões de toneladas, considerando o peso equivalente carcaça. A diferença de mais de 500 mil toneladas marca a primeira vez que o país ultrapassa os norte-americanos desde o início da série histórica do USDA, iniciada na década de 1960.

    Os dados revelam que o Brasil nunca havia superado os Estados Unidos no ranking de produção desde 2021, período coberto pelo relatório atual. A conquista representa um avanço significativo para o agronegócio brasileiro, que já detinha a liderança mundial nas exportações há mais de duas décadas.

    Projeções para 2026 indicam equilíbrio entre Brasil e EUA

    O cenário competitivo deve se intensificar no próximo ano. Para 2026, os dois países devem produzir praticamente a mesma quantidade de carne. O Brasil deverá fornecer 11,7 milhões de toneladas e os EUA, 11,71 milhões de toneladas, segundo projeções do USDA.

    A expectativa de queda na produção brasileira para 2026 reflete o ciclo natural da pecuária de corte, enquanto os Estados Unidos sofrem com uma baixa histórica no rebanho, que resultou em inflação para a carne dos americanos. Os estoques de gado norte-americanos caíram em janeiro para o nível mais baixo em quase 75 anos.

    Dados brasileiros divergem das estimativas americanas

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou números mais conservadores para a produção nacional. A estimativa brasileira aponta 11,38 milhões de toneladas para 2025, volume inferior aos 12,35 milhões registrados pelo USDA. Mas ainda assim superior ao resultado de 2024.

    Além de assumir a liderança na produção, o Brasil consolidou sua posição no mercado internacional. O país bateu recorde nas exportações em 2025, com 4,25 milhões de toneladas métricas embarcadas, segundo o relatório “Pecuária e Avicultura: Mercados e Comércio Mundial” do USDA.

    A Austrália ocupa a segunda posição no ranking de exportações com 2,18 milhões de toneladas, seguida pela Índia (1,61 milhões) e Estados Unidos (1,17 milhões).

    Crescimento expressivo nas vendas internacionais

    No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o país exportou 3,15 milhões de toneladas de carne bovina, alta de 18,3% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 2,66 milhões de toneladas. A receita alcançou US$ 16,18 bilhões, avanço de 37,5% na comparação anual.

    Foto: Secom/SC

    O Brasil exportou mais de 357 mil toneladas de carne bovina em outubro de 2025, o maior volume mensal já registrado desde o início da série histórica, em 1997. Isso segundo dados compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

    China lidera demanda pela carne brasileira

    A China permanece como principal mercado comprador da proteína nacional. No acumulado do ano, a China lidera com 1,52 milhão de toneladas e US$ 8,08 bilhões, representando 48,3% do volume e 49,9% da receita total das exportações brasileiras.

    Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 244,5 mil toneladas e US$ 1,46 bilhão, seguidos pela União Europeia, Chile, México, Rússia, Egito, Hong Kong, Filipinas e Arábia Saudita.

    Diversos mercados ampliaram suas compras em 2025, com variações expressivas como Indonésia (alta de 579%), Canadá (96%), México (105%), China (43%) e Rússia (306%), segundo registrou a Abiec.

    Cenário global da produção de carne bovina

    O ranking mundial de produção coloca China em terceiro lugar, com 7,79 milhões de toneladas. Seguida pela União Europeia (6,47 milhões) e Índia (4,63 milhões de toneladas). A produção global totalizou 61,94 milhões de toneladas métricas em 2025.

    A conquista brasileira reflete investimentos em produtividade, condições sanitárias reconhecidas internacionalmente e capacidade de atendimento contínuo aos mercados globais. E consolida o país como potência mundial no setor pecuário.

  • China impulsiona exportação recorde de carne bovina do Brasil em meio a guerra comercial

    China impulsiona exportação recorde de carne bovina do Brasil em meio a guerra comercial

    As exportações brasileiras de carne bovina atingiram um volume recorde em setembro, impulsionadas principalmente por um salto de 38,3% nas vendas para a China. De acordo com a associação Abrafrigo, o país asiático comprou 187.340 toneladas no período, consolidando-se como o principal destino do produto.

    Esse crescimento faz parte de uma estratégia chinesa para diversificar suas fontes de proteína animal, reduzindo a dependência de produtos agrícolas dos Estados Unidos em meio à disputa comercial entre as duas potências.

    O desempenho robusto ocorre mesmo após os Estados Unidos, que eram o segundo maior mercado para a carne brasileira no ano, imporem uma tarifa adicional de 50% em agosto. Como reflexo direto dessa medida, as exportações para os americanos caíram 41% em setembro, somando US$ 102,9 milhões.

    A Abrafrigo destacou que a demanda global permitiu ao setor contornar os efeitos dessas barreiras. A entidade enfatizou a “resiliência e a capacidade de aproveitar novas oportunidades comerciais” como fatores-chave para o resultado positivo.

    Diversificação e recorde de receita

    A União Europeia emergiu como o novo segundo maior destino em setembro, com compras lideradas por Itália, Holanda e Espanha. As importações do bloco europeu totalizaram US$ 131,7 milhões, um crescimento de 106% frente a setembro do ano anterior.

    No total, considerando carne fresca, processada, miúdos e sebo, o Brasil exportou 373.867 toneladas em setembro. Esse volume gerou uma receita de US$ 1,92 bilhão, representando altas notáveis de 49% em valor e 17% em volume na comparação anual.

    O cenário confirma uma tendência de reshuffling no comércio global, realocando o fluxo de produtos brasileiros. O fenômeno, também observado no mercado de soja, mostra a capacidade do agronegócio do Brasil em se adaptar ao cenário internacional. A Abrafrigo informou que, este ano, 130 países aumentaram suas compras de carne bovina brasileira, enquanto apenas 48 as reduziram.