Tag: melão

  • Yubari King: conheça o melão mais caro do mundo

    Yubari King: conheça o melão mais caro do mundo

    Cultivado em Hokkaido por mais de 140 agricultores, o Yubari King reúne solo vulcânico, técnica apurada e simbolismo cultural para alcançar preços que rivalizam com veículos zero-quilômetro

    Foto: Like_the_Grand_Canyon /Flickr

    O preço de um melão varia bastante dependendo da variedade, da sazonalidade e, sobretudo, do local de produção. Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), maior empresa pública de alimentos da América do Sul, o quilo do melão amarelo foi comercializado a R$ 4,12 na última quarta-feira (20/8). Do outro lado do mundo, dois exemplares da variedade japonesa Yubari King foram leiloados por 1 milhão de ienes, cerca de R$ 36 mil na cotação atual, em maio de 2025.

    A diferença de preço chega a 8,5 mil vezes. O que explica esse valor?

    A resposta começa na ilha de Hokkaido, no norte do Japão, onde a Associação de Melões Yubari reúne mais de 140 agricultores dedicados exclusivamente a essa variedade. Segundo o Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão, o solo da região contém cinzas vulcânicas e oferece boa drenagem, condições excepcionais para o cultivo. O relevo montanhoso da área também cria variações de temperatura mais acentuadas em relação a outras regiões produtoras do país, o que contribui para o sabor característico da fruta.

    O Yubari King é um híbrido desenvolvido a partir do cruzamento das variedades Earl’s Favorite e Burpee’s Spicy Cantaloupe. O resultado é um melão de casca luxuosa com textura reticulada, uma das marcas visuais mais reconhecíveis da fruta, polpa alaranjada, doce e sem fibras, e aroma intenso.

    O órgão japonês destaca que “extrair a melhor qualidade depende não apenas dos elementos geográficos, mas também do conhecimento do produtor, acumulado ao longo de muitos anos”. O controle preciso de temperatura e umidade dentro das estufas, aliado a técnicas de pesquisa e cultivo refinadas, define tanto a formação da rede na casca quanto o tamanho final de cada fruto.

    Para garantir a padronização e sustentar os preços elevados, a associação adotou duas estratégias decisivas. A migração do cultivo em campo aberto para estufas controladas e a hibridização de abelhas para polinização precisa.

    Leilões anuais marcam o início da colheita

    Cada temporada começa com um leilão que vai além do aspecto comercial. É um evento simbólico que marca a abertura da safra. Em 2025, o leilão aconteceu em 26 de maio no Mercado Atacadista Central de Sapporo, a maior cidade de Hokkaido. O recorde histórico da tradição foi alcançado em 2019, quando dois melões foram arrematados por 5 milhões de ienes. Aproximadamente R$ 180 mil na cotação atual.

    Comprar um Yubari King não é apenas adquirir uma fruta. No Japão, presentear alguém com um exemplar é um gesto de prestígio e respeito, especialmente no contexto de negócios e relações familiares. A fruta integra a cultura japonesa do omiyage, que é a tradição de oferecer presentes de alto valor simbólico. E ocupa espaço cativo em lojas de departamento de luxo, conhecidas como depachika.

    Um mercado global de frutas premium

    O Yubari King não está sozinho nesse nicho. O Japão é referência mundial em frutas de luxo: morangos Bijin-hime, uvas Ruby Roman e melancias Densuke também alcançam preços extraordinários em leilões. O país consolidou um modelo de produção em que qualidade extrema, escassez controlada e apelo cultural se combinam para transformar alimentos em artigos de luxo.

    Para consumidores fora do Japão, o acesso ao Yubari King é raro e custoso. Alguns exportadores enviam unidades para mercados como Hong Kong, Cingapura e Emirados Árabes Unidos. Países onde a fruta chega a custar centenas de dólares por unidade em empórios especializados.

    No Brasil, enquanto o melão segue como fruta acessível nas feiras e supermercados, o Yubari King permanece como símbolo de um outro universo. Onde agricultura, cultura e luxo se encontram em cada fatia.

  • Exportação brasileira de frutas para Europa cresce 19%

    Exportação brasileira de frutas para Europa cresce 19%

    O Brasil vendeu 19,1% mais frutas em volume para a Europa em 2025 na comparação com o ano anterior. A receita com essas exportações cresceu 12,8% no mesmo período, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Midic). O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que os blocos devem assinar no sábado (17), no Paraguai, promete acelerar ainda mais esses números.

    O tratado, negociado há pelo menos 25 anos, vai reduzir ou eliminar tarifas de importação entre os dois blocos e facilitar o comércio de bens agrícolas e alimentos frescos.

    “O acordo entre Mercosul e União Europeia representa um divisor de águas para o agro brasileiro. A redução e a eliminação de tarifas vão ampliar a competitividade das nossas frutas no mercado europeu e criar condições para que o crescimento já observado em 2025 se acelere nos próximos anos, com mais previsibilidade, investimentos e geração de valor ao longo da cadeia produtiva”, afirma Patrícia Cesarino, engenheira agrônoma e gerente de marketing da Ascenza Brasil.

    Europa concentra 79% das frutas exportadas pelo Brasil

    A União Europeia recebeu 79% das frutas que o Brasil exportou em 2025. Atualmente, produtores brasileiros pagam tarifas que variam entre 4% e 14% para vender no bloco europeu. O acordo vai reduzir e extinguir essas cobranças, o que amplia a abertura aos produtos nacionais.

    “Os resultados da fruticultura brasileira na Europa mostram que o setor está preparado para dar um salto com o acordo comercial. Estamos falando de um mercado maduro, exigente e de alto valor agregado, no qual o Brasil tem espaço para crescer de forma sustentável, ampliando volumes, receita e a presença de produtos frescos de alta qualidade”, diz a executiva da Ascenza Brasil.

    No total, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 6,2% em valor e 3,4% em volume em 2025, comparado a 2024, segundo o Midic.

    Faturamento pode chegar a US$ 1,8 bilhão até 2029

    A Apex estima que o faturamento da fruticultura brasileira aumente 40% e alcance US$ 1,8 bilhão até 2029. Em 2025, o Brasil exportou 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas, com receita de cerca de US$ 1,3 bilhão.

    Manga, melão, limão, melancia, uva e mamão lideraram as exportações para a Europa no ano passado. Essas seis frutas geraram receita de US$ 967 milhões, contra US$ 857,6 milhões no ano anterior. Em volume, o Brasil exportou 949 mil toneladas dessas frutas para a Europa em 2025 e 796,6 mil toneladas em 2024.

    Melão e manga lideram; melancia tem melhor desempenho

    Agricultores brasileiros enviaram 269,5 mil toneladas de melão (US$ 221,7 milhões) e 226,3 mil toneladas de manga (US$ 262,8 milhões) para o continente europeu no ano passado. Essas frutas registraram os melhores resultados em valor absoluto.

    Foto: Divulgação – Isla Sementes

    A melancia, no entanto, teve o melhor desempenho relativo em 2025. As exportações cresceram 44,3% em volume (de 115,8 mil toneladas em 2024 para 167,1 mil toneladas em 2025) e 60,5% em receita (de US$ 68,4 milhões para US$ 109,9 milhões).

    Café valoriza em receita, mas recua em volume

    O café, outro importante produto agrícola que o Brasil exporta para a Europa, registrou alta de 34,2% em receita: de US$ 6,5 bilhões em 2024 para US$ 8,7 bilhões em 2025. No entanto, o volume exportado caiu de 1,6 milhão de toneladas em 2024 para 1,3 milhão de toneladas no ano passado.

    Assim, a expectativa para 2026 é de que a receita continue elevada devido aos preços internacionais. A Europa mantém-se como mercado-chave do café brasileiro, com Alemanha e Itália entre os principais importadores.

    Como o acordo vai reduzir tarifas

    Segundo o tratado entre os dois blocos, a tarifa sobre uvas frescas será zerada assim que o acordo entrar em vigor. Melões, melancias e limões terão as tarifas reduzidas em etapas até chegar a zero em cerca de sete anos. Mamão e manga já têm tarifas zeradas na União Europeia devido à forte dependência que o bloco tem da importação dessas frutas do Brasil.

    “Após a assinatura, depois de mais de 25 anos de negociação, o acordo Mercosul-União Europeia chega em um momento estratégico. Ele fortalece o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de alimentos, amplia o acesso a um mercado que já responde pela maior parte das nossas exportações de frutas e cria uma base sólida para expansão de longo prazo, com ganhos para produtores, exportadores e consumidores”, aponta Patrícia.

    Os principais concorrentes do Brasil nos envios à União Europeia, como Peru, Chile e México, já exportam frutas sem pagar tarifas. O acordo torna-se, portanto, fundamental para nivelar as condições de competição e permitir que produtores brasileiros disputem o mercado europeu em igualdade de condições.

  • Goiás inicia exportação de melão para a Argentina

    Goiás inicia exportação de melão para a Argentina

    O agronegócio de Goiás conquistou mais um espaço no comércio exterior. O estado iniciou a exportação de melão produzido em Porangatu, no Norte goiano, com destino à Argentina. A primeira carga, de 20 toneladas, já seguiu para o país vizinho. A previsão é de que os embarques somem 500 toneladas nesta safra.

    A conquista resulta da parceria entre o Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e responsáveis técnicos. O trabalho conjunto garantiu que o fruto atendesse às exigências fitossanitárias internacionais.

    Produção monitorada

    Neste ano, a Agrodefesa acompanha 40 lavouras de cucurbitáceas voltadas para exportação. São 37 áreas de melancia, duas de abóbora e uma de melão, que juntas somam 492 hectares em municípios como Carmo do Rio Verde, Itapuranga, Jaraguá, Porangatu e Uruana. A produção total estimada é de 33,5 mil toneladas, sendo 30,4 mil de melancia, 2,5 mil de abóbora e 500 de melão.

    O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, afirma que o avanço da fruticultura goiana fortalece a credibilidade do sistema de defesa agropecuária. Segundo ele, a ação integrada assegura qualidade, rastreabilidade e segurança. “Esse esforço coletivo amplia o espaço das frutas goianas no cenário internacional e fortalece a economia do Estado”, destaca.

    Rigor fitossanitário

    O processo de exportação exige monitoramento contra a mosca-das-frutas (Anastrepha grandis). Responsáveis técnicos realizam coletas e inspeções, enquanto fiscais da Agrodefesa acompanham todas as fases do ciclo produtivo, cadastram lavouras, autorizam o trânsito de vegetais e lacram as cargas. Na fronteira, auditores do Mapa fazem a checagem final e emitem o Certificado Fitossanitário de Exportação.

    De acordo com Leonardo Macedo, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, esse acompanhamento técnico garante a confiança internacional. Já Mário Sérgio de Oliveira, coordenador do Sistema de Mitigação de Risco (SMR), explica que as inspeções semanais no campo e a ausência de mosca-das-frutas são condições obrigatórias para liberar a exportação.

    Construção coletiva

    O responsável técnico da lavoura de Porangatu, engenheiro agrônomo Enio Gomes Gontijo Júnior, reforça que o projeto envolveu planejamento e enfrentamento de desafios. Segundo ele, a escolha da área, a adaptação ao clima, o calendário de plantio e o momento da colheita foram decisivos. “O RT atua como elo entre produtor, Agrodefesa e mercado, o que dá segurança para avançar”, afirma.

    Com a entrada do melão na pauta de exportação, Goiás amplia sua presença nas cucurbitáceas, que já incluem melancia e abóbora. A expectativa é que a fruta siga o mesmo caminho de consolidação no comércio internacional.

    “Temos várias áreas interessadas em se habilitar e adotar o SMR para exportar. A melhora da situação econômica da Argentina abriu novas oportunidades, principalmente para a melancia, seguida pela abóbora e agora pelo melão”, completa Enio Gontijo.

  • Acordo Mercosul-UE: impactos nas exportações agrícolas do Brasil

    Acordo Mercosul-UE: impactos nas exportações agrícolas do Brasil

    O acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), firmado nesta sexta-feira (6) após 25 anos de negociações, manteve as condições originais para o comércio de produtos agropecuários. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro esclareceu que não houve mudanças em relação ao texto de 2019.

    Porém, a decisão contraria países como França e Polônia, que buscavam restringir produtos sul-americanos para proteger seus mercados. Além disso, ainda há resistência de Itália, Países Baixos e Áustria, que podem se opor à ratificação do tratado.

    Produtos com tarifas zeradas e cotas definidas

    Conforme o documento divulgado pelo governo brasileiro, café e sete tipos de frutas do Mercosul poderão entrar na UE sem tarifas nem cotas. Ou seja, as frutas beneficiadas incluem abacate, limão, lima, melão, melancia, uva de mesa e maçã.

    Por outro lado, produtos como carne, etanol e açúcar terão tarifas reduzidas gradualmente e estarão sujeitos a cotas específicas. Portanto, se as exportações ultrapassarem essas cotas, pagarão as alíquotas atuais.

    Café e frutas

    • Café: tarifas entre 7,5% e 11% serão eliminadas em até sete anos.
    • Uvas de mesa: tarifa de 11% será zerada imediatamente.
    • Abacate: tarifa de 4% deixará de existir em quatro anos.
    • Limões e limas: alíquota de 14% cairá em até sete anos.
    • Melão e melancia: tarifa de 9% chegará a zero em sete anos.
    • Maçã: alíquota de 10% será eliminada em dez anos.

    Produtos agropecuários com tarifas e cotas

    • Etanol industrial: cota inicial de 450 mil toneladas isenta de tributos.
    • Etanol combustível: cota de 200 mil toneladas com tarifa reduzida, expandindo ao longo de cinco anos.
    • Açúcar: cota inicial de 180 mil toneladas sem tarifas; excedentes pagarão até €98 por tonelada.
    • Carne bovina: cota de 99 mil toneladas com tarifa reduzida para 7,5%.
    • Carne de aves: cota de 180 mil toneladas isenta, dividida entre cortes com osso e desossados.
    • Carne suína: cota inicial de 25 mil toneladas com tarifa reduzida de €83 por tonelada.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Brasil: Produção de carnes bovina, suína e de frango bate recorde
    + Agro em Campo: Oportunidade: curso gratuito ensina a produzir lúpulo

    Outras mercadorias beneficiadas

    • Suco de laranja: o acordo prevê alíquota zerada em até 10 anos.
    • Cachaça: o acordo eliminará as tarifas para garrafas de até 2 litros em quatro anos.
    • Queijos: cota de 30 mil toneladas com tarifa decrescente em 10 anos.
    • Mel: cota inicial de 45 mil toneladas sem tributos, ampliando em cinco anos.

    Impacto econômico e equilíbrio

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o acordo beneficiará 95% dos bens exportados pelo Mercosul, representando 92% do valor das exportações brasileiras à UE. Contudo, 3% dos produtos, principalmente agrícolas, continuarão sujeitos a barreiras ambientais e sanitárias.

    Em resumo, o governo brasileiro destacou que o tratado busca equilibrar a abertura de mercados com a proteção de setores sensíveis, preservando os interesses de ambas as partes.

     

  • Exportações de frutas brasileiras crescem em valor, mesmo com desafios climáticos

    Exportações de frutas brasileiras crescem em valor, mesmo com desafios climáticos

    As exportações de frutas brasileiras registraram crescimento no valor comercializado entre janeiro e setembro de 2024. Esse avanço reflete a força do setor, mesmo diante de condições climáticas adversas que reduziram o volume de algumas frutas exportadas.

    De acordo com dados do AgroStat/Mapa, o valor total das exportações de frutas cresceu 8,51% em comparação com o mesmo período de 2023. Por outro lado, o volume exportado caiu 3,34%, impactado pelo excesso de chuvas nas principais regiões produtoras durante o primeiro semestre do ano.

    Mangas lideram alta no valor exportado

    As mangas se destacaram como a principal fruta exportada em valor. O total arrecadado com as vendas internacionais cresceu 46,19%, saltando de US$ 147 milhões em 2023 para US$ 215 milhões em 2024. No entanto, o volume exportado apresentou leve queda de 0,16%, totalizando 141 mil toneladas. Esse aumento no valor reflete os preços elevados no mercado internacional, que compensaram a redução no volume ofertado.

    Limões e melões também apresentam bom desempenho

    As exportações de limões e limas registraram aumento de 14,52% no valor, somando US$ 155,7 milhões. Diferente das mangas, o volume exportado dessa fruta também cresceu, atingindo 9,16% de alta. O bom desempenho é atribuído à maior demanda global e à aceitação no mercado externo.

    No caso dos melões, o valor exportado cresceu 7,72%, superando os US$ 102 milhões. Já o volume subiu 12,92%, totalizando mais de 133 mil toneladas. A recuperação em áreas menos afetadas pelas chuvas contribuiu para esse resultado positivo.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Itamaraty aposta em acordo Mercosul-UE até o fim do ano
    + Agro em Campo: Nova cultivar de amoreira-preta sem espinhos promete revolução na fruticultura brasileira

    Queda significativa nas exportações de uvas

    Em contrapartida, as exportações de uvas sofreram uma queda expressiva, tanto em valor quanto em volume. O total arrecadado caiu 48,79%, enquanto o volume exportado recuou 54,32%. As chuvas excessivas reduziram a disponibilidade de uvas para exportação, prejudicando o desempenho do setor.

    Setor fruticultor mantém resiliência

    Apesar das adversidades, o setor de frutas frescas brasileiro demonstra resiliência e capacidade de adaptação. Estratégias comerciais eficazes e a crescente demanda por frutas tropicais continuam a impulsionar o desempenho no mercado internacional. Mangas, limões e melões exemplificam como os produtores superam desafios climáticos e mantêm a competitividade global.

    Portanto, esse crescimento reforça o papel das exportações de frutas brasileiras no cenário internacional e a importância da fruticultura para a economia do país.

     

     

  • Novo melão híbrido tem alta produtividade e sabor adocicado

    Novo melão híbrido tem alta produtividade e sabor adocicado

    O melão híbrido BRS Anton, desenvolvido pela Embrapa, se destaca por sua alta produtividade, superando 40 toneladas por hectare. Além disso, apresenta características valorizadas pelo mercado, como sabor adocicado, casca rugosa e excelente resistência durante transporte e armazenamento.

    Regiões de plantio

    A cultivar integra o grupo amarelo e os especialistas recomendam seu plantio em regiões como o Vale do São Francisco, Ceará e Rio Grande do Norte, que exportam grande parte da produção para a Europa. Também é possível cultivá-la em áreas quentes do Centro-Oeste, como Goiás e Mato Grosso.

    Caraterísticas do melão híbrido

    A resistência pós-colheita é um dos principais diferenciais do BRS Anton. A casca mais espessa e rugosa reduz danos externos, preservando a qualidade da polpa. Portanto, essa característica facilita o transporte, garantindo que os frutos cheguem intactos aos mercados internos e externos.

    As plantas possuem crescimento vigoroso e boa cobertura foliar. Em resumo, o ciclo de produção é de 75 dias, desde a semeadura até a colheita. Os frutos apresentam casca amarela uniforme e polpa branca, firme e doce. O teor de sólidos solúveis é de 12 °Brix, enquanto a acidez chega a 0,1%.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Demanda crescente e safra menor: preços da laranja em alta
    + Agro em Campo: Queimadas em canaviais causam prejuízo de R$ 1.2 bilhão

    O espaçamento recomendado para o plantio é de 2,0 m x 0,4 m, com uma densidade de 12,5 mil plantas por hectare. No Vale do São Francisco, o melão BRS Anton produziu 36 toneladas por hectare no primeiro corte, superando a média nacional de 25 toneladas.

    O melão BRS Anton resiste às raças 1 e 2 de oídio e suporta bem a cadeia do frio, permitindo o armazenamento entre 10°C e 12°C. A Embrapa validou a cultivar em parceria com o setor privado, seguindo a Lei de Inovação Tecnológica. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento registrou todos os dados da cultivar.

    Em resumo, essa solução tecnológica é fruto de uma parceria entre a Embrapa e outras instituições de pesquisa.

     

  • Fruta doce, preço amargo

    Fruta doce, preço amargo

    Fruta doce, preço amargo: seis das doze principais frutas comercializadas na Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa/PR) nos primeiros seis meses de 2024, apresentaram aumento de preço. Ainda de acordo com o levantamento, quatro tiveram queda e duas se mantiveram estáveis.

    As frutas que registraram elevações foram abacaxi, limão tahiti, maçã gala, melão, morango e uva niágara.

    A caixa com oito unidades de abacaxi grande custava no alto verão R$ 75,00, passando a R$ 95,00 na última semana. Já a caixa de 23 quilos do limão tahiti médio variou de R$ R$ 45,00 para R$ 50,00.

    Para a maçã gala, os valores iniciais da caixa de 18 quilos partiram de R$ 150,00 na primeira semana do ano para R$ 190,00 ao fim de junho. A caixa de 13 quilos de melão passou de R$ 70,00 para R$ 90,00. Já a bandeja com 4 cumbucas de morango alcançou R$ 30,00 agora, enquanto estava em R$ 23,00 no início do ano.

    A uva niágara rosada variou de R$ 85,00 para R$ 100,00 a caixa de oito quilos. Por outro lado, o abacate baixou de R$ 130,00 a caixa de 20 quilos cobrada em janeiro para R$ 80,00, enquanto a caixa de 15 quilos do mamão formosa foi de R$ 65,00 para R$ 60,00.  Do mesmo modo, a manga tommy seguiu na mesma linha. A caixa de 20 quilos baixou de R$ 110,00 em janeiro para R$ 85,00 na última semana de junho. O mesmo aconteceu com a melancia. A fruta passou de R$ 3,50 para R$ 2,00 a unidade.

    Frutas que registraram alta

    Caixa do abacaxi passou de R$75,00 para R$ 95,00
    Caixa do limão passou de R$ 45,00 para R$ 50,00
    Caixa da maça passou de R$ 150,00 para R$ 190,00
    Caixa do melão passou de R$ 70,00 para R$ 90,00
    Bandeja do morango passou de R$ 23,00 para R$ 30,00
    Caixa da uva niágara passou de R$ 85,00 para R$ 100,00