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  • Colheita de mel no RS chega ao fim e produtividade reduz em várias regiões

    Colheita de mel no RS chega ao fim e produtividade reduz em várias regiões

    A colheita de mel no Rio Grande do Sul se aproxima do fim ou já encerrou na maior parte do estado. Os apicultores enfrentam redução gradual da entrada de néctar, o que diminui a produtividade em algumas regiões.

    De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta semana, os produtores intensificaram os manejos para preparar as colmeias para o período de escassez. As ações incluem controle de enxameação e organização dos apiários. Apesar do cenário, algumas áreas ainda registram boa atividade das abelhas e resultados produtivos satisfatórios.

    Bagé e Pelotas mantêm bom desempenho

    Na região de Bagé, os apiários apresentam boas condições sanitárias. As abelhas continuam recebendo néctar e pólen de espécies do campo nativo e de alguns eucaliptos. Os produtores aproveitam os poucos dias secos para monitorar os enxames e realizar a colheita do mel acumulado durante o verão.

    Em Pelotas, a produção já superou a do ano anterior em cidades como Amaral Ferrador e Pinheiro Machado. Os enxames mostram alta atividade e intensificação da enxameação, o que indica bom desenvolvimento das colmeias. No Chuí e em Piratini, a extração de mel continua em andamento.

    Caxias do Sul e Passo Fundo registram queda

    O tempo seco predominante em Caxias do Sul favoreceu o trabalho das abelhas campeiras, mas a entrada de néctar diminuiu consideravelmente. Isso reduziu a postura das rainhas e deixou os enxames menos populosos. Os produtores que colheram mel no período observaram menor produtividade.

    Em Passo Fundo, a redução gradual das floradas, como carqueja, mata-campo, eucalipto e cipós, causa menor acúmulo de mel. Nas regiões de Ijuí e Frederico Westphalen, a colheita também se aproxima do fim, e os apicultores já manejam as colmeias para as temperaturas mais baixas e a escassez de floradas.

    Na região de Porto Alegre, a produção de mel aumentou devido à maior movimentação das abelhas e à boa entrada de néctar nas colmeias.

    Meliponicultura avança com mel de Jataí e própolis

    As condições climáticas favoráveis e a abundância de alimentos também beneficiam a meliponicultura na região de Porto Alegre. Os enxames seguem fortes, o que favorece a multiplicação das colônias.

    Municípios como Santo Antônio da Patrulha já comercializam mel de Jataí. O quilo do produto chega a R$ 230,00. Os preços variam conforme a espécie produtora e a oferta regional.

    A própolis também ganha espaço no mercado. Alguns meliponicultores estão produzindo extrato de própolis de abelhas sem ferrão. O produto apresenta potencial de crescimento devido aos compostos bioativos e aos benefícios à saúde.