Tag: medicina veterinaria

  • Diagnóstico molecular se torna aliado contra doenças aviárias

    Diagnóstico molecular se torna aliado contra doenças aviárias

    A gripe aviária ampliou a atenção sobre a importância do diagnóstico precoce na produção animal e reforçou o papel da biologia molecular na vigilância sanitária. Técnicas como a PCR em tempo real permitem identificar agentes infecciosos antes mesmo do surgimento dos primeiros sinais clínicos. Com isso, produtores, profissionais da medicina veterinária e autoridades sanitárias conseguem agir com mais rapidez diante de possíveis ameaças aos plantéis.

    Para Tatiani Janegitz, gerente de Desenvolvimento de Mercado – Agronegócio da Loccus, empresa brasileira especializada em soluções para diagnóstico molecular, a mudança acompanha um cenário em que a sanidade animal passou a exigir monitoramento cada vez mais preciso e contínuo. Segundo ela, os desafios enfrentados pelos aviários estão relacionados à intensificação da produção, à disseminação global de patógenos e também à necessidade de reduzir o uso de antibióticos.

    “Os desafios de sanidade e controle de doenças em aviários estão cada vez mais ligados à intensificação da produção, à disseminação global de patógenos e à necessidade de reduzir o uso de antibióticos”, afirma Tatiani.

    Na avaliação da especialista, a vigilância molecular permite antecipar a identificação de agentes causadores de doenças. Dessa forma, a produção pode responder mais rapidamente diante de um risco sanitário, reduzindo a possibilidade de perdas e fortalecendo as medidas de controle.

    “Com a vigilância molecular, hoje conseguimos identificar a presença do agente causador muito antes da manifestação clínica, permitindo decisões rápidas que reduzem perdas produtivas, minimizam riscos sanitários e fortalecem toda a cadeia do agronegócio”, explica.

    A preocupação ganhou força diante da experiência recente com a influenza aviária de alta patogenicidade, considerada uma das principais ameaças à produção animal global. O cenário reforçou a necessidade de ampliar a vigilância laboratorial e adotar ferramentas capazes de identificar a circulação de agentes infecciosos com maior antecedência.

    Vigilância molecular amplia capacidade de prevenção

    De acordo com Tatiani, o diagnóstico molecular não se limita à identificação inicial de um agente infeccioso. A tecnologia também permite caracterizar geneticamente vírus e bactérias, acompanhar mutações, identificar variantes e compreender as possíveis rotas de disseminação dos patógenos.

    Essas informações ajudam a orientar decisões relacionadas à biossegurança e aos programas sanitários. Na prática, o monitoramento oferece elementos para que produtores e autoridades possam avaliar riscos e definir estratégias de controle de maneira mais rápida e precisa.

    A especialista avalia que a experiência com doenças de grande impacto econômico demonstrou a importância de investir em prevenção antes que um surto esteja instalado. Entre os exemplos estão a própria influenza aviária, a peste suína africana e a febre aftosa.

    Para a avicultura, esse acompanhamento contínuo representa uma ferramenta adicional de proteção dos plantéis. Além disso, a capacidade de identificar riscos com antecedência pode contribuir para reduzir impactos econômicos e preservar a regularidade das operações.

    “Depois de eventos como a influenza aviária, ficou claro que esperar os primeiros sintomas significa agir tarde demais”, destaca Tatiani.

    A afirmação resume uma mudança de estratégia na sanidade animal. Em vez de concentrar as ações apenas na resposta a uma doença já manifestada, a vigilância molecular permite trabalhar com uma lógica de acompanhamento permanente.

    Diagnóstico molecular chega a outras doenças

    A evolução das ferramentas de diagnóstico também ampliou o uso dos exames moleculares para outras enfermidades de importância econômica. Além da influenza aviária, os testes vêm sendo utilizados na detecção de doenças como brucelose, tuberculose bovina, leptospirose, mastite e diarreia neonatal.

    Tatiani explica que a ampliação dessas aplicações acompanha a necessidade de diagnósticos mais rápidos e precisos na medicina veterinária. A identificação antecipada de agentes pode apoiar decisões clínicas e contribuir para um controle sanitário mais eficiente dos rebanhos.

    Esse movimento também ganha relevância diante das exigências dos mercados internacionais. A manutenção de padrões sanitários rigorosos é um fator importante para a competitividade da agropecuária brasileira. Por isso, a capacidade de monitorar doenças e demonstrar controle sanitário contribui para proteger a produção e manter a confiança dos compradores.

    Na visão da especialista, o diagnóstico molecular tende a ocupar um espaço cada vez mais permanente na rotina da produção animal. O objetivo é transformar a vigilância em uma prática contínua, capaz de identificar riscos antes que eles provoquem impactos maiores.

    “Depois de eventos como a influenza aviária, ficou claro que esperar os primeiros sintomas significa agir tarde demais. O diagnóstico molecular passou a ser um investimento permanente em biossegurança, porque monitorar continuamente custa muito menos do que lidar com os prejuízos provocados por um surto sanitário”, afirma Tatiani.

    A adoção dessas ferramentas, portanto, amplia a capacidade de prevenção e resposta da cadeia produtiva. Na avicultura, o diagnóstico precoce se soma às medidas de biossegurança para reduzir riscos e proteger os plantéis.

    Ao mesmo tempo, o uso contínuo da vigilância molecular pode contribuir para preservar a produtividade, reduzir perdas e fortalecer a posição da produção brasileira no mercado internacional. Assim, o diagnóstico deixa de ser apenas uma etapa diante de uma suspeita e passa a integrar uma estratégia permanente de proteção da atividade agropecuária.

  • Exercício ilegal da Medicina Veterinária vira crime no Brasil: veja o que muda com a nova lei

    Exercício ilegal da Medicina Veterinária vira crime no Brasil: veja o que muda com a nova lei

    O exercício ilegal da Medicina Veterinária passou a ser crime no Brasil a partir desta segunda-feira (8 de junho de 2026). A mudança foi oficializada pela Lei nº 15.425, de 3 de junho de 2026, que altera o Código Penal e inclui expressamente a atuação irregular como médico-veterinário entre os crimes de exercício ilegal de profissão.

    Foto: CFMV/Divulgação

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a norma, e o governo a publicou no Diário Oficial da União. Até então, a prática configurava apenas uma contravenção, sujeita a punições leves e de difícil aplicação na esfera criminal. Agora, o país passa a dispor de instrumentos legais mais robustos para responsabilizar quem atua sem habilitação nessa área.

    O que muda com a nova lei

    O Código Penal Brasileiro passa a incluir o exercício ilegal da medicina veterinária como crime. Quem exercer a profissão sem autorização legal está sujeito à pena de detenção de seis meses a dois anos. Um detalhe importante. A lei prevê punição mesmo nos casos em que o profissional prestar atendimento gratuitamente, sem cobrança direta pelo serviço.

    Além disso, quando a atividade ilegal tiver fins lucrativos, o infrator estará sujeito a multa cumulativa.

    O texto também estabelece agravantes para situações em que a conduta resulte em consequências mais graves: em caso de lesão corporal grave ou gravíssima em pessoa, o autor responderá também pelos crimes correspondentes previstos no Código Penal; se houver morte, a responsabilização inclui o crime de homicídio; e quando a prática causar lesão ou morte de animal, o infrator também responderá por crime ambiental, conforme a Lei de Crimes Ambientais.

    A punição também se aplica a profissionais que continuem atuando durante períodos de suspensão ou após o cancelamento do registro ou habilitação junto aos conselhos de classe.

    Uma lacuna histórica no Código Penal

    A alteração modifica o artigo 282 do Código Penal, que já tratava do exercício irregular de profissões da área da saúde, como medicina, odontologia e farmácia. A partir da nova lei, a medicina veterinária passa a ter previsão expressa no mesmo dispositivo, ampliando a responsabilização de pessoas que atuam sem habilitação profissional.

    Para o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a sanção corrige um vazio jurídico de longa data. “A sanção desta lei corrige uma lacuna histórica da legislação brasileira e reconhece a relevância da Medicina Veterinária para a proteção da vida. Não estamos falando apenas da defesa da profissão. Mas da segurança da população, da saúde dos animais e da prevenção de riscos que podem afetar toda a sociedade. Quem exerce ilegalmente a Medicina Veterinária coloca vidas em perigo e agora responderá criminalmente por isso”, afirmou a presidente do CFMV, Ana Elisa Almeida, em nota oficial do conselho.

    Uma vitória da categoria e da sociedade

    Para os médicos-veterinários, a nova lei representa um marco histórico para a categoria e uma resposta à antiga dificuldade de punir condutas ilegais. A expectativa agora é que a legislação contribua para reduzir práticas irregulares na área. E aumente a segurança de animais e tutores em todo o país.

    A aprovação é resultado de intensa mobilização do Sistema CFMV/CRMVs junto ao Congresso Nacional ao longo dos últimos anos. O endurecimento da lei é respaldado no conceito de Saúde Única, que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental. Nessa perspectiva, o médico-veterinário atua em frentes estratégicas como vigilância sanitária e epidemiológica, controle de zoonoses, inspeção de alimentos de origem animal, defesa agropecuária e bem-estar animal. Áreas que afetam diretamente a saúde pública de toda a população.

  • Filhote de gorila nasce após cesariana rara; veja fotos

    Filhote de gorila nasce após cesariana rara; veja fotos

    Um procedimento veterinário incomum mobilizou especialistas em saúde animal e medicina humana nos EUA. A gorila Olympia, do Zoológico Woodland Park, passou por uma cesariana de emergência para dar à luz um filhote macho, em um caso considerado extremamente raro.

    A equipe responsável pela cirurgia atua, normalmente, em partos humanos. Além disso, entre os 17 nascimentos de gorilas registrados no zoológico, esta foi a primeira vez que uma cesariana precisou ser realizada. Em escala mundial, menos de uma dúzia de procedimentos semelhantes já foram documentados.

    Olympia pertence à espécie gorila-das-terras-baixas-ocidentais e este é seu segundo filhote. A gestação dos gorilas dura cerca de oito meses e meio, resultando em bebês que normalmente nascem com aproximadamente 1,8 quilo.

    Olympia no Zoológico, antes da gravidez — (Foto: Jeremy Dwyer-Lindgren/Zoológico Woodland Park)

    Exames apontaram complicações na gestação

    A decisão de realizar a cirurgia ocorreu após um ultrassom de rotina indicar alterações preocupantes. Diante dos resultados, a equipe médica precisou agir rapidamente para garantir a segurança da mãe e do filhote.

    “Tomamos a decisão crucial de anestesiar Olympia e chamar uma equipe de consultores médicos para avaliar o feto e determinar a melhor intervenção”, explicou o veterinário e diretor de Saúde Animal do Woodland Park, Dr. Tim Storms.

    Equipe que realizou o processo na gorila Olympia é especializada em partos humanos — (Foto: Nichole Hamilton/MFM Sonographe)

    Após ser anestesiada, Olympia foi transportada de ambulância até o hospital veterinário do zoológico. No local, especialistas realizaram um novo exame de ultrassom. O diagnóstico revelou redução do líquido amniótico e dilatação incompleta do colo do útero, quadro que indicava um trabalho de parto sem progressão adequada.

    Dessa forma, a equipe concluiu que o nascimento natural não seria possível.

    “Isso significava que Olympia não conseguiria dar à luz sem nossa ajuda, então tomamos a decisão crucial de realizar o parto por cesariana”, afirmou Storms.

    Segundo o diretor, além dos profissionais do zoológico, uma equipe obstétrica voluntária participou do procedimento.

    Cuidados intensivos

    Após o nascimento, os especialistas iniciaram imediatamente os protocolos de atendimento neonatal. A Dra. Sachita Shah, integrante do Departamento de Medicina de Emergência do Butterfly e da Universidade de Washington, destacou a importância da integração entre os profissionais envolvidos.

    “Quando o bebê nasceu, usamos a sonda para guiar os cuidados intensivos neonatais e a reanimação. Foi incrivelmente bem coordenado que todos visualizassem as mesmas informações na tela, o que permitiu a tomada de decisões compartilhadas com as equipes de saúde animal e de cuidados com gorilas do Zoológico Woodland Park”, relatou.

    Existem menos de meia dúzia de casos de cesarianas em gorilas registrados — (Foto: Nichole Hamilton/MFM Sonographe)

    Além disso, durante a primeira noite após a cirurgia, um tratador especializado em gorilas e um técnico veterinário permaneceram monitorando mãe e filhote. Os dois ficaram em uma área reservada, sem acesso do público, durante as primeiras 24 horas.

    De acordo com a equipe, esse período foi fundamental para permitir que Olympia se adaptasse à nova condição e fortalecesse os primeiros vínculos com o filhote.

    Outra gorila auxilia nos cuidados com o recém-nascido

    Outra fêmea do zoológico, chamada Jamani, que havia dado à luz uma semana antes, participou de uma etapa importante dos cuidados com o recém-nascido. Ela levou seu próprio bebê e também o filhote de Olympia até uma tela de proteção, permitindo que os tratadores realizassem sessões de alimentação com mamadeira.

    Esse comportamento foi resultado de um treinamento realizado durante sua gestação. Na época, os cuidadores ensinaram Jamani a levar uma boneca até a equipe sempre que fosse necessário simular um atendimento ao filhote.

    Agora, enquanto Olympia se recupera da cirurgia, os especialistas acreditam que Jamani continuará auxiliando nos cuidados com ambos os bebês.

    Segundo a equipe responsável pelo acompanhamento dos animais, o foco permanece na saúde dos filhotes e no processo de recuperação da mãe.

  • Onça-pintada doa sangue em procedimento inédito no Brasil

    Onça-pintada doa sangue em procedimento inédito no Brasil

    Uma ação conjunta entre especialistas do Zoológico de São Paulo e da Unesp de Botucatu resultou em um marco para a medicina veterinária de animais silvestres no Brasil. As instituições realizaram a primeira transfusão de sangue entre onças-pintadas registrada no país, em um procedimento que ajudou a estabilizar um animal em estado crítico.

    A doadora foi Ruana, uma onça-pintada fêmea de quatro anos que vive no Simba Safari. Ela cedeu 800 mililitros de sangue para Jack, um macho de 18 anos que enfrenta uma doença renal crônica. O procedimento foi considerado bem-sucedido e representa um avanço importante para o atendimento clínico de grandes felinos.

    Onça-pintada Jack, de Sorocaba (SP), sedado para a realização da primeira transfusão de sangue da espécie no Brasil — Foto: Zoo São Paulo/Divulgação

    Além disso, a iniciativa envolveu uma operação logística cuidadosa. A coleta ocorreu no hospital veterinário do Zoo São Paulo, e as bolsas de sangue foram transportadas sob rígido controle até o Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (CEMPAS), em Botucatu, onde Jack recebeu a transfusão.

    Procedimento pioneiro auxilia tratamento de onça idosa

    O caso entrou para a história por ser o primeiro relato de uma transfusão sanguínea entre indivíduos da espécie realizada em território brasileiro.

    Jack, que recebeu o sangue, tem 18 anos, uma idade considerada avançada para a espécie. O animal sofre com um quadro de insuficiência renal e necessitava de suporte emergencial para continuar o tratamento, que inclui sessões de hemodiálise.

    Por outro lado, Ruana foi escolhida como doadora após avaliações que confirmaram seu excelente estado de saúde. Após a coleta, ela passou por uma série de exames complementares, incluindo avaliações de imagem e odontológicas.

    Ruana contribuiu com cerca de 800 ml de sangue para Jack — Foto: Zoo São Paulo/Leandro Ferreira Amaral

    A recuperação dos dois felinos apresentou resultados positivos. Enquanto Ruana retornou normalmente à sua rotina, Jack demonstrou melhora em aspectos importantes, como alimentação e postura.

    Além do impacto imediato no tratamento, as equipes envolvidas pretendem publicar um relato científico conjunto sobre o caso. Dessa forma, o procedimento poderá servir de referência para futuros atendimentos clínicos de onças-pintadas no Brasil.

    “A iniciativa reforça a importância da cooperação entre instituições na promoção da saúde e do bem-estar de animais sob cuidados humanos”, destacaram as equipes técnicas em nota.

    Conservação da espécie

    Os ganhos do procedimento não ficaram restritos à área clínica. Durante a sedação de Ruana, os veterinários aproveitaram a oportunidade para coletar material genético da onça.

    Esse material será incorporado ao studbook, o livro de registros genealógicos da espécie. A ferramenta é fundamental para o manejo populacional e para a manutenção da diversidade genética das onças-pintadas, classificadas atualmente como vulneráveis na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção.

    Enquanto isso, Jack permanece sob monitoramento constante em Botucatu. A expectativa é que ele inicie sessões de hemodiálise para auxiliar o funcionamento dos rins e melhorar sua qualidade de vida.

    Além disso, o Zoo São Paulo segue colaborando com o Plano de Ação Nacional do ICMBio, participando de programas de reprodução e conservação voltados à proteção da espécie. O objetivo é fortalecer a população de onças-pintadas e contribuir para que o maior felino das Américas continue presente em seu habitat natural.

     

  • Empresa seleciona jovens líderes para indústria com vagas em São Paulo

    Empresa seleciona jovens líderes para indústria com vagas em São Paulo

    Termina no dia 22 de maio o prazo de inscrição para o programa Friboi Desenvolve, iniciativa da JBS voltada à formação de jovens lideranças industriais. No interior de São Paulo, a empresa oferece quatro vagas nas unidades de Lins e Barretos.

    O programa busca profissionais com até dois anos de formação em nível superior para atuar nas áreas de produção e manutenção.

    Ao todo, a JBS disponibiliza 62 vagas em diversas regiões do país, incluindo Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Rondônia.

    Formação com foco prático e liderança

    Os selecionados participarão de uma jornada de desenvolvimento com duração de 18 meses. O programa inclui 12 meses de atuação prática nas operações industriais, seguidos por seis meses em regime de supervisão compartilhada. Ao final, os participantes podem assumir cargos efetivos de liderança.

    A capacitação segue o modelo 70-20-10, que prioriza o aprendizado prático. Nesse formato, 70% do conhecimento ocorre na rotina de trabalho e em job rotation, 20% vem da troca com equipes e lideranças, e 10% envolve treinamentos estruturados e workshops.

    Cursos elegíveis para cada área

    Para as vagas na área de produção, a empresa busca profissionais formados em:

    Engenharia de Alimentos, Agronômica ou de Produção

    • Zootecnia
    • Medicina Veterinária
    • Gestão Industrial

    Já para a área de manutenção, podem se candidatar graduados em:

    • Engenharia Elétrica
    • Engenharia Mecânica
    • Engenharia Mecatrônica
    • Engenharia Química
    • Automação ou Manutenção Industrial

    Segundo Wanderson Costa, diretor de Recursos Humanos da Friboi, o programa reforça a estratégia de desenvolvimento interno da companhia. “Buscamos acelerar talentos com alto potencial e formar líderes preparados para atuar com excelência e contribuir de forma sustentável para o futuro do negócio”, afirma.

    Setor de proteína animal impulsiona empregos

    O programa surge em um contexto de alta demanda por profissionais qualificados no setor de alimentos. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) indicam que o segmento emprega cerca de 10,6 milhões de pessoas, o equivalente a 10,3% da força de trabalho nacional.

    Nesse cenário, a formação de lideranças se torna estratégica para sustentar o crescimento e a competitividade da cadeia de proteína animal no Brasil.

    Etapas do processo seletivo

    A seleção inclui seis fases, com testes online, avaliações técnicas voltadas à resolução de problemas industriais e entrevistas com comitês locais e corporativos.

    Os interessados devem se inscrever até 22 de maio de 2026 pelo site oficial: https://friboidesenvolve.gupy.io/.

  • Agronegócio e pets impulsionam Brasil ao terceiro lugar no ranking global de saúde animal

    Agronegócio e pets impulsionam Brasil ao terceiro lugar no ranking global de saúde animal

    O Brasil consolidou sua posição como terceiro maior mercado de saúde animal do mundo, com faturamento de US$ 1,68 bilhão em 2023. O país fica atrás apenas dos Estados Unidos, que lideram o ranking global, e da China, segundo dados do Health for Animals, entidade que representa desenvolvedores e fabricantes de produtos do setor.

    O mercado brasileiro representa 6% do faturamento global de saúde animal, estimado em US$ 28 bilhões. O agronegócio nacional, que responde por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) e exporta cerca de US$ 150 bilhões anualmente, impulsiona o crescimento do setor.

    Rebanho brasileiro sustenta demanda crescente

    O país mantém o maior rebanho bovino comercial do mundo, com cerca de 200 milhões de cabeças. Além disso, criadores brasileiros abatem 1,6 bilhão de aves por ano e mantêm aproximadamente 45 milhões de suínos. Esses números impõem a necessidade de padrões elevados de sanidade e produtividade, o que sustenta a procura por vacinas, medicamentos e soluções veterinárias de ponta.

    A demanda por tecnologias avançadas cresce à medida que produtores ainda pouco tecnificados adotam novas soluções. Especialistas projetam crescimento sustentável para os próximos anos, impulsionado por essa modernização do campo.

    Liderança na América Latina

    O Brasil lidera o mercado de saúde animal na América Latina e representa aproximadamente dois terços do faturamento regional, que alcançou US$ 3,3 bilhões em 2023. “O crescimento no mercado latino-americano, de 16,7% em relação a 2022, é impulsionado pelo protagonismo brasileiro”, afirma Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal), parceiro do Health for Animals.

    O mercado de animais de companhia contribui significativamente para o avanço da saúde animal no país. Nos centros urbanos brasileiros, cães e gatos ocupam espaço cada vez mais importante no cotidiano das famílias, o que se reflete no aumento contínuo dos investimentos em saúde e bem-estar animal.

    Com aproximadamente 140 milhões de pets, o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores mercados globais de animais de companhia. Fica atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. Tutores investem cada vez mais em serviços veterinários, ações preventivas, vacinação, medicamentos e atendimentos especializados, o que consolida o segmento como um dos mais dinâmicos da indústria.

    “A saúde animal é uma engrenagem fundamental tanto para o agronegócio como para o mercado pet. Os dois segmentos exigem cada vez mais qualidade e inovação e isso se reflete na busca por medicamentos que atendam a essas expectativas”, diz Salani.

  • Anvisa aprova medicamento à base de Cannabis para animais

    Anvisa aprova medicamento à base de Cannabis para animais

    A recente decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de permitir a prescrição de produtos à base de Cannabis Sativa para animais por médicos veterinários foi considerada “histórica” pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária.

    Durante uma transmissão, ao vivo, a médica veterinária Caroline Campagnone destacou a importância do sistema endocanabinoide nos animais, que é fundamental para a manutenção da saúde.

    Ela explicou que certas patologias podem causar deficiências nesse sistema, necessitando de suplementação com canabinoides para tratar condições como dor crônica, inflamação e doenças oncológicas e neurológicas.

    Com essa nova regulamentação, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) poderá regulamentar a venda de “produtos veterinários à base de Cannabis” no Brasil.

    A veterinária Victoria Vásquez, que já prescreve óleos de cannabis, expressou entusiasmo pela possibilidade de oferecer uma gama mais ampla de canabinoides aos seus pacientes.

    “Tenho um grande número de pacientes, todos com algum resultado positivo. Poder acessar os medicamentos faz com que a gente tenha uma maior variedade de possibilidades para tratar os pets”, afirmou.

    Antes da autorização da Anvisa, os veterinários que prescreviam tratamentos com cannabis enfrentavam o risco de serem acusados de tráfico de drogas. Agora, eles podem recomendar esses medicamentos “de forma segura e legal, sem o risco de penalidades”.

    No entanto, o Conselho alerta que a prescrição de cannabis para animais requer um conhecimento aprofundado sobre dosagens e aplicações específicas.

    Conforme a norma aprovada, as farmácias deverão reter as receitas especiais que os veterinários utilizarem para prescrever esses produtos. Assim como ocorre com outros medicamentos controlados.

    Essa medida visa garantir um controle adequado sobre o uso de canabinoides na medicina veterinária.

    Importância da medida

    A medida atende a um pedido do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Atualmente, veterinários já têm a autorização para prescrever medicamentos que contêm substâncias controladas.

    Divulgação Abicann

    O Mapa é responsável por avaliar a eficácia, segurança e qualidade desses medicamentos destinados ao uso veterinário. Com as novas diretrizes, a Anvisa incluirá adendos nas Listas do Anexo I da Portaria SVS/MS 344/1998, que regula substâncias e medicamentos especiais. Todos os controles rigorosos continuarão em vigor, garantindo o uso seguro e terapêutico desses produtos.

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    Os veterinários deverão prescrever cannabis para animais em receitas especiais, que as farmácias reterão conforme a legislação vigente. Essa prática, já comum para outros produtos controlados, garante que o uso seja exclusivamente terapêutico. Vale ressaltar que a manipulação de produtos à base de Cannabis permanece proibida.

    As novas diretrizes não alteram as determinações da RDC 660/2022, que permite a importação de produtos apenas para uso pessoal (humano).

    A oficialização dessa mudança ocorrerá por meio da publicação de uma Resolução da Diretoria Colegiada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

    Medicamentos vs. produtos de cannabis

    A categoria de produtos à base de Cannabis surgiu em 2019, sob regulação da RDC 327/2019. Essa norma se aplica a produtos que não cumprem os requisitos técnicos necessários para serem classificados como medicamentos. Por isso, os produtos liberados pela Anvisa não apresentam indicações específicas aprovadas, cabendo ao profissional prescritor fazer a avaliação adequada.

    Por outro lado, os medicamentos de Cannabis seguem todas as regras específicas para esse tipo de produto, incluindo a apresentação de estudos clínicos que comprovem sua eficácia e segurança.

    As novas medidas visam garantir um controle mais rigoroso sobre o uso de medicamentos veterinários, promovendo a segurança tanto para os animais quanto para os consumidores.