Tag: mecanização agrícola

  • MF 8S Xtra estreia na Tecnoshow com foco em economia e eficiência

    MF 8S Xtra estreia na Tecnoshow com foco em economia e eficiência

    O lançamento da linha MF 8S Xtra, apresentado durante a 23ª Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), coloca a eficiência energética e a ergonomia no centro da estratégia da Massey Ferguson. Além disso, o modelo reforça a busca por maior produtividade com menor consumo no campo. Em entrevista, o especialista de produto Luís Gustavo Oliveira detalhou como a equipe desenvolveu a máquina a partir de demandas diretas do produtor rural e destacou os ganhos operacionais e econômicos.

    Disponível nas versões de 265, 285 e 305 cavalos, o trator chega equipado com transmissão continuamente variável (CVT), permitindo que o operador trabalhe controlando apenas a velocidade. “Ele passa as marchas automaticamente de acordo com a velocidade. Para o produtor, isso significa economia e mais rendimento operacional”, explicou Oliveira. Com isso, a redução da intervenção manual melhora a ergonomia e diminui o desgaste ao longo da jornada.

    O desenvolvimento da máquina partiu de uma pergunta central: o que um trator abaixo de 400 cavalos precisa entregar? A partir disso, a fabricante ouviu produtores de diferentes regiões do País. “Eles pediram um trator mais robusto, forte, econômico, confortável e que não superaqueça. Foi exatamente isso que buscamos entregar”, afirmou.

    Eficiência energética e desempenho em campo

    Um dos pilares do MF 8S Xtra está no gerenciamento inteligente de rotação. O sistema ajusta automaticamente o funcionamento do motor conforme a velocidade de trabalho e reduz a rotação após o pico de desempenho. Na prática, isso resulta em menor consumo de combustível sem comprometer a potência. Ou seja, o produtor mantém o desempenho com menor custo operacional.

    A DLG PowerMix conduziu testes independentes e padronizados para avaliar o desempenho dos tratores em diferentes condições. Os modelos da série apresentaram eficiência superior nos quesitos motor e transmissão, com economia que pode ultrapassar 3,7 litros por hora em determinadas operações. Em um ciclo de 5 mil horas, essa redução representa impacto direto nos custos da atividade.

    Além disso, os testes simulam 14 tipos de operações agrícolas, incluindo transporte e trabalho em campo, com diferentes cargas e velocidades. Nesse cenário, o MF 8S Xtra se destacou ao entregar menor consumo energético em comparação com concorrentes da mesma categoria.

    Renata Obara, gerente de vendas Massey Ferguson, durante lançamento na Tecnoshow Comigo 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Conforto, tecnologia e menor desgaste

    Além da economia, o conjunto técnico amplia o conforto do operador. O projeto separa o motor da cabine, o que reduz ruídos, vibração e calor. Com isso, o ambiente interno se torna mais adequado para longas jornadas de trabalho.

    A hélice reversível é outro recurso que chama atenção. Além disso, o sistema permite a limpeza do radiador diretamente da cabine, eliminando a necessidade de paradas frequentes. Já o conjunto de suspensões, dianteira e da cabine, se ajusta automaticamente conforme a operação.

    Se a máquina identifica uma carga mais pesada, o sistema ajusta a suspensão dianteira. Da mesma forma, o operador pode configurar a cabine para um comportamento mais rígido ou mais suave por meio do monitor interno. Assim, não há necessidade de intervenções manuais fora da cabine.

    Suporte ao produtor e aplicação prática

    Segundo Oliveira, o trabalho da fabricante não termina na entrega do equipamento. A rede de concessionárias acompanha o produtor com suporte técnico, demonstrações em campo e orientação sobre o uso da máquina.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “A gente entrega não só a máquina, mas a qualidade de trabalho. Existe uma proximidade grande com o cliente, facilidade de contato e suporte para garantir o melhor uso do equipamento”, disse.

    Na prática, o MF 8S Xtra permite ampliar a área trabalhada com o mesmo volume de combustível. Dessa forma, o produtor reduz custos e aumenta a eficiência da operação agrícola. A combinação de potência, tecnologia embarcada e economia posiciona o modelo como uma das principais apostas da marca.

  • Tecnologia de grandes máquinas chega ao pequeno produtor

    Tecnologia de grandes máquinas chega ao pequeno produtor

    A tecnologia que antes era restrita a máquinas de grande porte começa a ganhar espaço também nas propriedades menores. Durante a 26ª Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, a Massey Ferguson apresentou três novas séries de tratores que ampliam o acesso a recursos de agricultura de precisão para produtores de diferentes perfis.

    Os lançamentos incluem modelos voltados desde pequenas propriedades até operações de maior escala. Entre os destaques estão sistemas de piloto automático, telemetria e monitoramento remoto embarcados diretamente de fábrica, tecnologias que até poucos anos atrás estavam disponíveis apenas em máquinas de alta potência.

    Segundo a empresa, a estratégia é tornar os recursos digitais cada vez mais presentes no dia a dia da agricultura brasileira, independentemente do tamanho da propriedade.

    “Estamos lançando três séries novas de tratores aqui na Expodireto. A proposta é atender desde o pequeno produtor até operações maiores, com máquinas versáteis e tecnologia embarcada”, explica Eder Pinheiro, coordenador de marketing de produto tratores da marca.

    Novas séries ampliam acesso à tecnologia

    Entre as novidades apresentadas está a série MF 3700, voltada principalmente a produtores de menor escala. Os modelos possuem 75 e 85 cavalos de potência e foram projetados para atividades variadas no campo.

    Segundo Pinheiro, a proposta é oferecer uma máquina versátil, capaz de atender diferentes etapas do ciclo produtivo.

    “É um trator pensado no pequeno produtor que precisa de uma máquina mais versátil, um trator ‘faz tudo’, que ele vai utilizar desde o preparo de solo até o plantio e outras operações da propriedade”, afirma.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Os modelos podem contar com transmissões de 15 por 15 ou 30 por 15 marchas, oferecendo maior flexibilidade de uso conforme a necessidade da propriedade.

    Outro destaque da marca na feira é a nova série MF 5M, considerada um lançamento nacional apresentado pela primeira vez durante a Expodireto.

    Os tratores dessa linha possuem potências entre 105 e 145 cavalos e chegam ao mercado para substituir duas séries já consolidadas da fabricante: MF 5700 e MF 6700.

    De acordo com o coordenador da empresa, a nova geração mantém características que já eram bem avaliadas pelos produtores.

    “Mantivemos pontos que o agricultor já aprovava, como a transmissão 12×12 com reversão eletro-hidráulica. Uma novidade importante é o motor de quatro cilindros em um trator de 105 cavalos, que era uma demanda recorrente dos produtores”, destaca.

    Outro diferencial da série é a vazão hidráulica de até 100 litros por minuto, que permite operar diversos tipos de implementos agrícolas com maior eficiência.

    Além disso, os modelos já podem sair de fábrica equipados com piloto automático hidráulico, tecnologia que contribui para maior precisão nas operações agrícolas.

    Segundo a fabricante, o sistema ajuda a reduzir sobreposições de linhas de trabalho e melhora o rendimento operacional, além de favorecer a economia de combustível no dia a dia da propriedade.

    Série MF 6M mira operações mais exigentes

    A terceira linha apresentada na feira é a MF 6M, voltada a operações que demandam maior potência e robustez.

    Os modelos trabalham na faixa de 160 a 190 cavalos de potência e contam com motores de quatro cilindros e transmissão automática.

    De acordo com Pinheiro, o sistema permite maior eficiência durante o trabalho no campo.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    “A transmissão automática trabalha com três marchas e pode operar em rotação fixa. O trator identifica a melhor marcha para aquela condição de trabalho, o que também contribui para a economia de combustível”, explica.

    Com isso, a série atende propriedades que exigem maior capacidade operacional, como grandes áreas de cultivo ou atividades agrícolas intensivas.

    Tecnologia como tendência no campo

    O conjunto de lançamentos reforça uma tendência cada vez mais evidente no agronegócio: a ampliação do acesso às tecnologias de agricultura de precisão.

    Ao incorporar sistemas digitais e recursos de conectividade em máquinas de diferentes categorias, fabricantes buscam atender produtores de variados perfis, desde pequenas propriedades familiares até grandes operações agrícolas.

    Na avaliação da empresa, essa evolução tecnológica tende a impactar diretamente a produtividade e a eficiência das lavouras.

    A expectativa do setor é que, nos próximos anos, ferramentas como piloto automático, monitoramento remoto e análise de dados passem a fazer parte da rotina de um número cada vez maior de produtores brasileiros.

  • Agritechnica 2025 traz inovações que miram o agronegócio brasileiro

    Agritechnica 2025 traz inovações que miram o agronegócio brasileiro

    O Brasil, com clima tropical e solos diversos, amplia o interesse por inovações que elevam a eficiência e a sustentabilidade agrícola. Essas tendências estarão em destaque na Agritechnica 2025, maior feira de máquinas e tecnologias agrícolas do mundo.

    O evento acontece de 9 a 15 de novembro, em Hannover, Alemanha, e deve reunir 2.700 expositores de 52 países. A organização espera 430 mil visitantes profissionais em 23 pavilhões totalmente ocupados. Segundo Timo Zipf, gerente de projetos da feira, “o futuro da mecanização agrícola passa pela automação inteligente, pela aplicação precisa de insumos e pelo uso de dados em tempo real”. A seguir, quatro inovações que prometem transformar o agronegócio brasileiro.

    Adubação precisa e sustentável

    A aplicação de fertilizantes avança com máquinas mais leves, sistemas automatizados e distribuidores inteligentes. A taxa variável garante a entrega exata de nutrientes, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.
    No Brasil, os fertilizantes representam um dos maiores custos de produção. Para Brena Baumle, representante da DLG no Brasil, “a automação na aplicação é essencial para aproveitar melhor os nutrientes e reduzir despesas”.

    Semeadura com inteligência artificial

    Novas máquinas unem várias etapas em uma única passada. Elas semeiam, capinam e ajustam profundidade, espaçamento e densidade das sementes em tempo real.
    A tecnologia combina sensores de solo e inteligência artificial, oferecendo decisões instantâneas durante o plantio. “O agricultor brasileiro já domina a agricultura de precisão. O próximo passo é integrar dados e IA, ampliando eficiência e sustentabilidade”, explica Baumle.

    Irrigação automatizada e de precisão

    A irrigação inteligente ganha espaço com sensores de umidade e modelos climáticos que definem o momento e o volume ideais para irrigar.
    O sistema reduz o consumo de água, energia e tempo, além de tornar a produção mais resiliente à seca. A irrigação por gotejamento inteligente segue tendência mundial.
    “Com o déficit hídrico em várias regiões, irrigar de forma eficiente é questão de sobrevivência econômica. As novas tecnologias colocam o processo sob controle do produtor”, reforça Baumle.

    Robôs e sistemas autônomos

    Os robôs de capina autônomos, a pulverização seletiva e o controle a laser ganham força e reduzem o uso de herbicidas.
    As tecnologias de bicos inteligentes e aplicação pontual (spot spraying) diminuem custos e atendem às exigências ambientais dos mercados internacionais.
    “A falta de mão de obra e o alto custo dos defensivos tornam a automação uma aliada estratégica”, afirma Baumle.

    Tecnologia, ciência e campo no mesmo espaço

    Para Timo Zipf, a Agritechnica é “mais que uma feira. É um ponto de encontro entre tecnologia, ciência e campo, onde se define o futuro da agricultura mundial”.
    A Agritechnica Hanover 2025 acontece de 9 a 15 de novembro, no pavilhão de exposições Messegelände, em Hannover, Alemanha.

     

  • Entrega de equipamentos agrícolas fortalece produção indígena

    Entrega de equipamentos agrícolas fortalece produção indígena

    Em apoio à agricultura indígena foram entregues um trator agrícola, uma grade aradora e uma carreta à comunidade Aruá, localizada na Terra Indígena Rio Branco, em Alta Floresta d’Oeste. A iniciativa foi coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) de Rondônia. E busca impulsionar a produção sustentável e gerar mais renda para as famílias indígenas da região.

    Segundo o governo estadual, a entrega dos equipamentos tem como objetivo modernizar o trabalho no campo. Além de reduzir o esforço físico e otimizar o tempo dos produtores. Com a mecanização, a comunidade Aruá poderá ampliar a área de cultivo, especialmente na produção de café, açaí e mel – culturas que já se destacam pela excelência e sustentabilidade.

    O governador Marcos Rocha destacou a importância do desenvolvimento sustentável e do respeito à diversidade cultural. “Estamos investindo em todos os setores produtivos, promovendo autonomia e dignidade às comunidades indígenas de Rondônia”, afirmou. O secretário de Agricultura, Luiz Paulo, reforçou que a ação faz parte de um compromisso maior de inclusão produtiva e fortalecimento das cadeias agrícolas no estado.

    Incentivo à produção sustentável

    A entrega dos equipamentos também incentiva práticas agrícolas sustentáveis, alinhadas com as diretrizes do Plano Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável. O cacique Edmar Aruá agradeceu o apoio e ressaltou que os novos recursos vão impulsionar a produção de café, segmento no qual a comunidade já conquistou prêmios no Concafé, principal concurso estadual do setor.

    Além do café, a expectativa é que a mecanização facilite a diversificação de culturas e aumente a renda das famílias indígenas. O governo de Rondônia tem investido em assistência técnica, capacitação e infraestrutura para garantir que as comunidades tradicionais tenham acesso a tecnologias modernas. E além disso, possam ampliar sua participação no desenvolvimento econômico do estado.

    De acordo com dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rondônia possui cerca de 14 mil indígenas, distribuídos em 53 terras indígenas. O fortalecimento da agricultura nessas áreas é considerado estratégico para garantir segurança alimentar, geração de renda e valorização das tradições culturais.

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