Tag: MDA

  • Governo amplia regras para estoques de alimentos diante do risco do El Niño

    Governo amplia regras para estoques de alimentos diante do risco do El Niño

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (18) uma nova legislação que amplia os instrumentos do governo para enfrentar os impactos do El Niño no campo e reforçar os estoques públicos de alimentos.

    Entre as principais mudanças está a possibilidade de o governo comprar determinados produtos agrícolas por valores até 25% superiores ao preço mínimo estabelecido para a safra.

    A medida abre caminho para ampliar os estoques administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em um período de preocupação com os possíveis efeitos do fenômeno climático sobre a produção e o abastecimento.

    A estratégia do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) prevê a compra de até 310 mil toneladas de arroz e 180 mil toneladas de milho.

    Caso seja necessário para viabilizar a formação dos estoques, o governo poderá pagar acima do preço mínimo, respeitando o limite estabelecido pela nova legislação.

    O que muda nas compras da Conab

    Até então, a legislação condicionava a aquisição para formação de estoques à situação em que os produtos estivessem negociados abaixo do preço mínimo.

    O mecanismo funcionava principalmente como instrumento de sustentação de preços e renda do produtor. Entretanto, essa condição restringia a atuação da Conab quando os preços estavam acima desse patamar, mesmo diante da necessidade de recompor estoques.

    Com a mudança, o governo ganha maior margem para realizar compras públicas voltadas ao abastecimento.

    Na prática, a alteração permite que a política de estoques seja utilizada não apenas quando há pressão de baixa sobre os preços recebidos pelos produtores, mas também diante da necessidade de garantir disponibilidade de produtos para períodos posteriores.

    El Niño aumenta preocupação com abastecimento

    A mudança ocorre em meio à preparação do governo para os possíveis impactos do El Niño sobre a produção agropecuária brasileira.

    O fenômeno altera os padrões de chuva e temperatura e pode produzir efeitos diferentes entre as regiões produtoras. Por isso, eventuais impactos sobre as safras dependem da intensidade do fenômeno, da época do ano e da localização das lavouras.

    Nesse cenário, a formação de estoques de arroz e milho funciona como instrumento adicional da política de abastecimento.

    Os estoques públicos podem ser utilizados pelo governo para aumentar a disponibilidade de determinados produtos no mercado quando houver necessidade, dentro das regras estabelecidas para cada programa.

    Mais produtos entram no programa para pequenos criadores

    A nova legislação também amplia a cesta de produtos que poderá ser adquirida pela Conab e posteriormente comercializada pelo Programa de Venda em Balcão (ProVB).

    O programa atende principalmente pequenos criadores de animais, facilitando o acesso a produtos destinados à alimentação dos rebanhos.

    Até agora, o ProVB disponibilizava milho. Com as novas regras, a Conab poderá trabalhar também com:

    • sorgo;
    • caroço de algodão;
    • farelo de soja;
    • farelo de milho;
    • outros produtos destinados à alimentação animal.

    A diversificação pode ampliar as alternativas disponíveis aos pecuaristas, especialmente em períodos de pressão sobre a oferta ou os preços dos insumos utilizados na alimentação animal.

    Cooperativas poderão comprar até 80 toneladas por mês

    O limite mensal para os pequenos criadores permanece em até 27 toneladas.

    A legislação também passa a contemplar cooperativas e associações, que poderão adquirir até 80 toneladas por mês, conforme as regras do programa.

    Outra mudança importante é o fim do limite de 200 mil toneladas anuais que existia para o abastecimento do ProVB.

    A partir de agora, o volume destinado ao programa deverá ser estabelecido conjuntamente pelo MDA, Ministério da Agricultura e Pecuária e Ministério da Fazenda, considerando a disponibilidade orçamentária e financeira.

    Esses ministérios também ficarão responsáveis por estabelecer as condições para as vendas destinadas às cooperativas de produção agropecuária e associações da agricultura familiar, em articulação com a Conab.

    Estoques também poderão abastecer programas sociais

    A nova legislação ainda autoriza a venda direta de produtos dos estoques públicos da Conab para atender programas sociais, ações de abastecimento e iniciativas relacionadas à segurança alimentar.

    Entre os beneficiários previstos estão micro e pequenas indústrias de alimentos, micro e pequenas empresas do varejo alimentar, cooperativas e associações.

    A regulamentação dessa modalidade ficará a cargo dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; e da Fazenda.

    Já a Conab deverá estabelecer os critérios de adesão e credenciamento dos beneficiários, além da metodologia para definição dos preços.

     

  • MDA e Fundação Banco do Brasil unem forças para fortalecer povos tradicionais

    MDA e Fundação Banco do Brasil unem forças para fortalecer povos tradicionais

    O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Fundação Banco do Brasil assinaram, na tarde desta quinta-feira (28), um Acordo de Cooperação para apoiar ações conjuntas em Territórios Tradicionais. A iniciativa prevê inclusão produtiva, geração de renda, etnodesenvolvimento, turismo comunitário, soberania alimentar, segurança hídrica e preservação da biodiversidade e de tecnologias sociais em todos os biomas brasileiros.

    O secretário-executivo do MDA, Eric Moura, e o presidente da Fundação Banco do Brasil, André Castelo Branco Machado, oficializaram a parceria. O acordo tem validade de cinco anos. E resulta da articulação entre a Secretaria de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais (SETEQ) e a Fundação Banco do Brasil. O objetivo central: fortalecer Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) por meio do apoio a ações voltadas ao etnodesenvolvimento e à preservação de seus territórios e modos de vida.

    “Este Acordo de Cooperação representa mais um passo do MDA para valorizar a agricultura familiar praticada nos territórios, que produz alimentos saudáveis e de qualidade, com base em saberes ancestrais”, afirmou Eric Moura.

    Importância

    André Machado destacou a importância da parceria para desenvolver ações estratégicas alinhadas às demandas reais dos PCTs. “Vamos trazer os movimentos da sociedade civil para construir as ações e direcionar os investimentos sociais de acordo com o que os territórios precisam”, disse.

    A assinatura ocorreu durante o Festival de Soluções Sociais para o Brasil, evento promovido pela Fundação Banco do Brasil em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília. Na ocasião, o secretário-executivo do MDA participou da mesa de debates “Soberania alimentar e justiça social: caminhos para superar a fome no Brasil”.

    Mediado pela secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social (Sesan/MDS), Lilian Rahal, o painel reuniu o Padre Julio Lancelotti, o dirigente do Movimento Sem Terra João Paulo Rodrigues e a artista e ativista por moradia Preta Ferreira.

  • Liberado pagamento complementar do Garantia-Safra para 144 mil agricultores

    Liberado pagamento complementar do Garantia-Safra para 144 mil agricultores

    O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) deu continuidade ao pagamento do benefício Garantia-Safra para a safra 2024/2025. O programa visa mitigar perdas da agricultura familiar causadas por eventos climáticos adversos.

    Nesta etapa, o MDA autorizou o pagamento complementar para 144.535 agricultores. Eles residem em 141 municípios de estados que aderiram ao programa. Com essa nova leva, o total de beneficiários ultrapassa 830 mil agricultores em 1.075 municípios. Os recursos autorizados já somam quase R$ 1 bilhão. O programa já atinge cerca de 93% do público elegível na safra atual.

    A Caixa Econômica Federal realizará o pagamento em parcela única, seguindo seu calendário operacional. A Portaria nº 360, de 15 de abril de 2026, publicada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF/MDA), formalizou a medida.

    Para o secretário da SAF/MDA, Vanderley Ziger, o programa oferece segurança às famílias agricultoras diante das mudanças climáticas. “O Garantia-Safra é uma política fundamental para dar segurança às famílias agricultoras diante dos impactos cada vez mais frequentes das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, o Brasil tem condições de ampliar sua produção sem desmatamento, investindo na recuperação de áreas já utilizadas e em tecnologias adaptadas aos diferentes biomas. É assim que fortalecemos a agricultura familiar: com produção, proteção e sustentabilidade”, destaca Ziger.

    Quem pode receber o benefício

    O Garantia-Safra atende agricultores familiares do Nordeste, do norte de Minas Gerais, do Amazonas e de outras áreas sujeitas a perdas recorrentes por eventos climáticos extremos. O programa cobre prejuízos em culturas como feijão, milho, arroz, mandioca e algodão.

    Agricultores familiares que registraram perda mínima de 40% da produção por causa de eventos climáticos adversos podem receber o benefício. O suporte financeiro garante a manutenção das condições mínimas de subsistência e a continuidade das atividades produtivas. A regulamentação vigente estabelece esses critérios.

    A nova regulamentação do programa também aprimora a gestão e a execução. Entre as mudanças, o governo fortaleceu os mecanismos de validação e controle antes de autorizar os pagamentos. A norma também define as competências dos entes envolvidos e moderniza os processos de inscrição, seleção e adesão por meio de sistemas informatizados.

    Como recorrer em caso de bloqueio

    Agricultores que tiveram o pagamento bloqueado preventivamente podem apresentar defesa. Para isso, devem acessar o serviço “Solicitar Requerimento de Defesa após bloqueio do Benefício Garantia-Safra”. O prazo para envio é de até 60 dias, contados a partir de 18 de março de 2026, conforme determina a Portaria MDA nº 03/2023. Os motivos do bloqueio estão disponíveis no Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra.

    A relação completa dos municípios contemplados está no Diário Oficial da União. Para mais informações, os canais institucionais são: [email protected] e o telefone (61) 3218-3319.

  • Novo selo identifica e reconhece produtos da pesca artesanal brasileira

    Novo selo identifica e reconhece produtos da pesca artesanal brasileira

    O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), lançou o Selo Pesca Artesanal do Brasil – Identificação de Origem, que reconhece e valoriza os produtos provenientes da pesca artesanal no país. A Portaria Interministerial nº 14, publicada em dezembro de 2025, oficializou a criação.

    O novo selo tem como meta identificar o pescado de origem artesanal, fortalecer a imagem das comunidades pesqueiras e abrir novas oportunidades de mercado. “Essa iniciativa faz parte da estratégia de identificação de origem e valorização dos produtos de Povos e Comunidades Tradicionais”, destaca o secretário de Territórios e Sistemas Produtivos Tradicionais do MDA, Edmilton Cerqueira.

    Segundo a Lei nº 11.959/2009, a legislação considera artesanal a pesca exercida de forma autônoma ou em regime de economia familiar, com meios próprios de produção e embarcações de pequeno porte. Já a Lei nº 11.326/2006, que trata da Agricultura Familiar, garante aos pescadores artesanais o acesso a políticas públicas voltadas ao setor.

    Podem solicitar o Selo Pesca Artesanal do Brasil pescadoras e pescadores com Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo e inscrição no Cadastro da Agricultura Familiar (CAF). Associações, cooperativas e organizações coletivas também podem participar, desde que pelo menos 50% da diretoria tenha RGP válido.

    Marco para o setor

    Para o coordenador-geral de Inclusão Produtiva e Etnodesenvolvimento Quilombola e de Povos e Comunidades Tradicionais, Ernando Pinto, o selo representa um marco para o setor. “O Selo será um divisor de águas no fortalecimento das mulheres pescadoras e das organizações de pesca artesanal no Brasil. Ele vai ampliar o reconhecimento de produtos como peixes, lagosta e camarão, além de abrir novos espaços de comercialização”, afirma.

    A solicitação do Selo Pesca Artesanal do Brasil está vinculada ao Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf). E deve ser feita pelo site Vitrine da Agricultura Familiar.

  • Senar e MDA firmam parceria para apoiar pequenos produtores

    Senar e MDA firmam parceria para apoiar pequenos produtores

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) firmaram, nesta quarta-feira (8), um acordo para levar Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) a pequenos produtores rurais em todo o país.

    Atendido para 100 mil famílias

    O Acordo de Cooperação Técnica prevê atendimento gratuito a cerca de 100 mil famílias rurais durante 24 meses. Cada propriedade contará com o acompanhamento de um técnico do Senar por dois anos.

    O objetivo é aumentar a produção de alimentos, elevar a renda e melhorar a gestão das propriedades, promovendo mais eficiência e sustentabilidade no campo.

    Pelo acordo, o Senar será responsável por selecionar e capacitar técnicos de campo, além de oferecer cursos de formação voltados à Assistência Técnica e Gerencial.

    Durante a assinatura, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, ressaltou o papel do Senar na evolução da agropecuária brasileira. Segundo ele, a entidade atua lado a lado com o produtor rural para desenvolver um plano de negócios sob medida. “O que ele quer para sua propriedade? A partir daí é feito um plano de negócio para acompanhar se aquilo que foi projetado está sendo cumprido rigorosamente”, explicou Martins.

    O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou a importância da parceria e a qualidade reconhecida da assistência prestada pelo Senar. “A partir de hoje, 100 mil novos agricultores terão acesso à assistência técnica do Senar, com o que há de mais moderno em gestão e produção”, afirmou o ministro.

    Além da assistência técnica, o Acordo de Cooperação inclui ações para facilitar o acesso dos produtores a mercados e políticas públicas. Alguns exemplos são o Pronaf e o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF).

    Participaram da assinatura o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, o diretor de ATeG do Senar, Eduardo Oliveira, e o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi.