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  • Do campo ao gramado, Brasil e Marrocos movimentam bilhões

    Do campo ao gramado, Brasil e Marrocos movimentam bilhões

    O comércio agropecuário fortalece a relação entre Brasil e Marrocos e movimenta bilhões de dólares todos os anos. Neste sábado (13), os países se enfrentam na Copa do Mundo, mas mantêm uma parceria estratégica além do esporte.

    O Brasil exporta açúcar, milho, café e outros produtos agrícolas para o mercado marroquino. Em contrapartida, importa fertilizantes essenciais para a produção agrícola nacional. Com cerca de 38 milhões de habitantes, o Marrocos amplia investimentos na modernização da agricultura. Além disso, o país aumenta a demanda por alimentos e insumos agrícolas.

    Em 2025, as exportações brasileiras para o Marrocos alcançaram US$ 1,4 bilhão. No mesmo período, as importações também somaram US$ 1,4 bilhão.

    Com isso, a corrente de comércio entre os países atingiu US$ 2,8 bilhões. Mesmo com equilíbrio nos fluxos, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 64,3 milhões. O Marrocos ocupou a 44ª posição entre os destinos das exportações brasileiras.

    Açúcar lidera exportações brasileiras

    O agronegócio concentrou grande parte das vendas brasileiras ao mercado marroquino. Os açúcares e melaços responderam por 58,1% das exportações.

    Além disso, o Brasil embarcou milho, animais vivos, café, frutas e especiarias. Esses produtos completaram a pauta agrícola destinada ao país africano.

    O açúcar manteve posição de destaque em 2025. O Marrocos importou 1,48 milhão de toneladas do produto. Os negócios movimentaram aproximadamente US$ 591 milhões.

    Fertilizantes dominam importações

    Os fertilizantes químicos lideraram as compras brasileiras no Marrocos. Em 2025, eles representaram 84,8% das importações vindas do país africano.

    O resultado reforça a importância marroquina no fornecimento de insumos para as lavouras brasileiras. Esses produtos ajudam a sustentar a produtividade do campo.

    Comércio cresce em 2026

    A parceria comercial segue em expansão neste ano. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou US$ 328,3 milhões para o Marrocos. O valor representa crescimento de 9,6% na comparação anual. Já as importações avançaram 34,4% e atingiram US$ 881,7 milhões.

    Com isso, a corrente de comércio alcançou US$ 1,2 bilhão nos cinco primeiros meses do ano. O saldo comercial ficou negativo em US$ 553,4 milhões para o Brasil. Nesse período, os açúcares e melaços continuaram na liderança das exportações brasileiras. Ao mesmo tempo, os fertilizantes permaneceram como principal item importado.

    Mato Grosso amplia participação

    Dados do IMEA mostram a relevância de Mato Grosso nessa relação comercial. Em 2025, o Marrocos importou 1,81 milhão de toneladas de milho brasileiro. Desse total, Mato Grosso respondeu por 1,37 milhão de toneladas. O volume representou 75% de todo o milho embarcado pelo Brasil ao país africano.

    As vendas renderam cerca de US$ 280 milhões aos produtores mato-grossenses. Em 2026, até o início de maio, o estado exportou 153 mil toneladas. As negociações movimentaram aproximadamente US$ 33 milhões no período.

    Carne bovina também ganha espaço

    A carne bovina integra a pauta comercial entre os dois países. Em 2025, Mato Grosso exportou 668 toneladas do produto para o Marrocos. As vendas geraram receita próxima de US$ 3 milhões. No mesmo ano, o Brasil embarcou 6.658 toneladas de carne bovina. O faturamento nacional com a proteína superou US$ 23 milhões, fortalecendo a presença brasileira naquele mercado.

  • Cabras sobem em árvores e cena impressiona o mundo

    Cabras sobem em árvores e cena impressiona o mundo

    Imagine olhar para uma árvore e ver dezenas de cabras equilibradas nos galhos. A cena parece editada ou até surreal. No entanto, ela acontece de verdade, e há séculos.

    No sudoeste do Marrocos, as chamadas cabras-árvore se tornaram um fenômeno natural que intriga moradores, turistas e pesquisadores.

    Além disso, o comportamento não é recente. Registros mostram que essas cabras já sobem em árvores há centenas de anos.

    O segredo está na árvore de argan

    O motivo por trás dessa cena curiosa é simples: comida.

    As cabras são atraídas pelos frutos da argan tree, uma árvore típica da região. Esses frutos são ricos em nutrientes e extremamente valorizados, tanto pelos animais quanto pelos humanos.

    Por isso, os animais escalam os troncos e se equilibram nos galhos para alcançar os melhores pontos. Mesmo em alturas consideráveis, elas demonstram agilidade impressionante.

    Equilíbrio surpreende especialistas

    Apesar do peso e da aparência pouco “atlética”, as cabras conseguem se movimentar com precisão entre os galhos.

    Isso acontece porque possuem cascos adaptados e excelente senso de equilíbrio. Assim, conseguem distribuir o peso e se apoiar em áreas pequenas sem cair.

    Foto de Wolfgang Kaehler LightRocket, Getty Images

    Além disso, especialistas explicam que esse comportamento é aprendido. Ou seja, cabras mais jovens observam as mais velhas e repetem o padrão.

    Fenômeno impacta até a economia local

    Curiosamente, o hábito das cabras influencia até a produção de óleo de argan, um dos produtos mais valiosos do Marrocos.

    Após consumir os frutos, os animais eliminam as sementes. Essas sementes são coletadas, limpas e utilizadas na produção do óleo, muito usado na culinária e na indústria cosmética.

    Além disso, o fenômeno virou atração turística. Visitantes viajam só para registrar a cena das cabras nas árvores.

    Nem tudo é tão natural quanto parece

    Apesar da fama, nem sempre as cenas são espontâneas. Em algumas regiões, pastores colocam cabras nas árvores para atrair turistas.

    Isso gera debate entre ambientalistas. Por um lado, a prática movimenta a economia local. Por outro, levanta preocupações sobre o bem-estar animal. Ecologistas dizem que fazer cabras ficarem em árvores de argan por horas é ruim para os animais e para as árvores.

    Um espetáculo curioso da natureza

    Ainda assim, quando ocorre de forma natural, o fenômeno continua sendo um dos mais curiosos do mundo animal.

    A combinação entre adaptação, instinto e necessidade mostra como os animais encontram soluções surpreendentes para sobreviver. Mauro Belloni, um estudante visitante da Itália que parou na árvore de Benaddi, parece ao mesmo tempo atordoado e perplexo ao observar a cena. “É incrível. Eu pensei que as cabras eram falsas quando vi fotos delas. Mas elas são reais, na verdade estão posando”, admirou-se.

    Por fim, as cabras que sobem em árvores provam uma coisa: a natureza sempre encontra formas de surpreender, mesmo quando parece impossível.

  • Câmara Árabe propõe ampliar exportações brasileiras para países árabes

    Câmara Árabe propõe ampliar exportações brasileiras para países árabes

    A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira apresentou ao governo federal um plano para ampliar as exportações brasileiras nos países árabes. O objetivo é redirecionar os produtos afetados pelo tarifaço americano para novos mercados.

    O plano recomenda ações conjuntas, como visitas oficiais à região, missões empresariais a feiras, rodadas de negócios entre empresas brasileiras e árabes, e a aceleração de acordos de livre comércio. Sugere também facilitar a obtenção de vistos para empresários.

    O documento foi entregue ao secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Marcel Moreira, e ao diretor do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, embaixador Alex Giacomelli. Parlamentares e embaixadores árabes em Brasília também participaram da apresentação.

    Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe, destaca o potencial da região. “Queremos trabalhar com governo, parlamentares, embaixadas, entidades e empresas para minimizar o tarifaço. Os países árabes podem absorver parte dos produtos sobretaxados. Há demanda, e o Brasil pode ampliar sua inserção”, afirmou. Em 2024, as exportações brasileiras para os 22 países árabes alcançaram recorde de US$ 23,68 bilhões.

    Plano

    O plano inclui 13 produtos com potencial para o mercado árabe, identificados em estudo da entidade. Entre eles estão semimanufaturados de aço e ferro, café, petróleo refinado, carne bovina congelada, ligas de aço, bulldozers, pás-carregadeiras, açúcar e diversos produtos de madeira.

    O estudo não detalha as quantidades que o mercado árabe pode absorver, mas aponta países prioritários que ampliam a importação desses itens. No caso do café, por exemplo, Arábia Saudita, Egito e Argélia importaram US$ 905,48 milhões no ano passado, cerca da metade das vendas brasileiras para os EUA. Porém, o Brasil participou com apenas 13,42% dessas compras. Mourad enfatiza o potencial de crescimento do café brasileiro em eventos na região MENA (Oriente Médio e Norte da África).

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    A carne bovina congelada também tem espaço de crescimento, sobretudo no Egito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Juntos, esses países importaram US$ 2,26 bilhões do produto, dos quais 42,78% foram do Brasil. A entidade acredita em maior aproveitamento nesses mercados, que são grandes consumidores e reexportadores da carne brasileira.

    O estudo releva que os países árabes aplicam alíquotas de importação que variam de zero a 30%, mas a maioria taxa produtos entre 5% e 6%. A Câmara Árabe acredita que novas parcerias comerciais podem reduzir essas tarifas. Atualmente, o único acordo em vigor é o Mercosul-Egito.

    Como prioridade, a entidade destaca negociações com os Emirados Árabes Unidos — em fase final — e a retomada ou aceleração de acordos com o Conselho de Cooperação do Golfo, Marrocos, Palestina e Líbano.

    O plano da Câmara Árabe indica que os países árabes têm população jovem e crescimento econômico acima da média mundial. O Brasil figura como importante fornecedor para a segurança alimentar da região. O redirecionamento das exportações pode minimizar os impactos das sobretaxas dos EUA e fortalecer os laços comerciais entre o Brasil e o mundo árabe.

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  • OCP e Embrapa firmam parceria para impulsionar a agricultura sustentável

    OCP e Embrapa firmam parceria para impulsionar a agricultura sustentável

    A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e as empresas do Grupo OCP – OCP Fertilizantes, OCP Nutricrops e a Universidade Politécnica Mohammed VI (UM6P) – assinaram, nesta segunda-feira (24), um acordo de cooperação estratégica para o desenvolvimento de pesquisas voltadas à agricultura sustentável. O objetivo é impulsionar soluções inovadoras que contribuam para a segurança alimentar global e práticas agrícolas mais sustentáveis. A cerimônia ocorreu no campus da UM6P, em Benguérir, Marrocos, com a presença de representantes das instituições envolvidas.

    A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou a importância do intercâmbio de conhecimento entre Brasil e Marrocos. “Essa parceria fortalece a pesquisa em ambos os países, permitindo o desenvolvimento de soluções inovadoras para os desafios agrícolas globais. A Embrapa tem atuado intensamente, tanto na formulação de políticas públicas nacionais quanto no cenário internacional, para garantir um impacto positivo aos produtores e aos mercados”, afirmou.

    Acordo estratégico para inovação no agronegócio

    O ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, consultor estratégico da OCP, ressaltou a relevância da agricultura no enfrentamento de desafios globais, como a desigualdade alimentar e as mudanças climáticas. Segundo ele, o Brasil é referência em tecnologia tropical sustentável, e a parceria com Marrocos, país que investe amplamente em ciência e tecnologia agrícola, pode gerar avanços significativos. “Unir a experiência do Brasil em sustentabilidade na cadeia produtiva tropical com o compromisso marroquino com o desenvolvimento agrícola resulta em uma colaboração promissora”, destacou.

    Entre os principais pontos do acordo estão:

    • Transferência de tecnologias agrícolas avançadas;
    • Capacitação de pesquisadores e estudantes;
    • Promoção de práticas agrícolas sustentáveis;
    • Otimização da eficiência no uso de nutrientes;
    • Desenvolvimento de fertilizantes inovadores;
    • Aplicação de técnicas de agricultura digital;
    • Biofortificação de culturas;
    • Promoção da economia circular no setor agrícola.

    A parceria inclui também programas de intercâmbio acadêmico e científico entre pesquisadores brasileiros e marroquinos, fortalecendo o desenvolvimento de novas tecnologias para a agricultura global.

    Compromisso com a sustentabilidade

    Hicham El Habti, presidente da UM6P, destacou que a ciência e a inovação são pilares essenciais para transformar a agricultura global. “Estamos mobilizando conhecimento e tecnologias avançadas para construir um futuro em que a agricultura seja um motor de prosperidade, resiliência e equilíbrio para o planeta”, afirmou.

    Já Marcos Stelzer, CEO da OCP Fertilizantes, reforçou o compromisso da empresa com os agricultores. “Nosso objetivo é oferecer soluções inovadoras que aumentem a produtividade e a qualidade nutricional das colheitas, garantindo um futuro mais sustentável”, disse.

    A delegação da Embrapa também visitou uma fazenda experimental em Marrakesh, participou de workshops e conheceu a planta de Benguérir, uma das quatro unidades de mineração da OCP. No último dia da visita ao Marrocos, a equipe irá ao porto de Jorf Lasfar, que abriga a maior plataforma de produção de fertilizantes do mundo.

    Brasil e Marrocos: uma parceria estratégica no agronegócio

    O Brasil tem uma alta demanda por fósforo, essencial para a fertilização dos solos e o desenvolvimento das plantas. Marrocos, por sua vez, detém mais de 70% das reservas mundiais desse nutriente, tornando-se um parceiro estratégico para o país. A proximidade geográfica entre as duas nações facilita a logística de transporte e o acesso a soluções para a nutrição de solos e culturas agrícolas.

    Atualmente, cerca de 25% do total de fertilizantes exportados pela OCP têm como destino o Brasil. A nova parceria fortalece ainda mais essa relação, consolidando a cooperação entre os dois países e promovendo avanços para a agricultura sustentável global.

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