Tag: Marketing

  • Café em sachê: a nova forma de consumir café que atrai o público jovem

    Café em sachê: a nova forma de consumir café que atrai o público jovem

    A Cafellow nasceu na internet, cresceu no digital e, na última quarta-feira, decidiu sair da tela. A marca levou o Fellow Criativo, seu café especial em sachê, para duas das ruas mais movimentadas de São Paulo: a Faria Lima e a Rua dos Pinheiros. A ação marcou o retorno do produto ao mercado, com degustação gratuita e uma experiência interativa para quem passava por ali.

    A estratégia pode parecer contraditória para uma marca que se define como nativa digital. Mas foi exatamente essa tensão que a Cafellow quis explorar.

    “Como somos uma marca nativa digital, pensamos em uma experiência offline que permitisse que o maior número possível de pessoas tivesse contato com o produto. Foi uma forma de inovar na maneira de apresentar o café e criar uma conexão real com o público.”

    Quem falou foi Paula Veloso, fundadora e CEO da Cafellow. Ela estava lá, acompanhando cada copo servido e cada reação de quem parava para experimentar.

    Ação marcou o retorno do café especial em sachê e atraiu até consumidores que já conheciam o produto.

    O dado que mais chamou atenção no dia

    Entre os que pararam e provaram, um comportamento se repetiu ao longo do dia: quem já conhecia o Fellow Criativo voltou. Não chegou por acaso. Foi até a ação de propósito, para experimentar de novo.

    “O mais interessante foi ver que muitas pessoas que já conheciam o produto fizeram questão de ir até a ação para experimentar novamente, e todas comentavam que o café está ainda melhor do que lembravam.”

    Esse tipo de comportamento importa. Em lançamentos e relançamentos, o desafio maior quase sempre não é conquistar novos consumidores, mas reconquistar quem já experimentou e seguiu em frente. O fato de clientes antigos terem buscado ativamente a degustação sugere que a reformulação do produto criou uma razão concreta para voltar.

    O que é, afinal, um café em sachê?

    A Cafellow se apresenta como pioneira no Brasil na criação de café especial em sachê. O formato funciona por infusão: ao adicionar água quente, o sachê desempenha o mesmo papel do filtro no coador tradicional. O resultado é um café coado, sem bagunça e sem equipamento extra.

    O material dos sachês é feito de fontes vegetais!

    A proposta resolve um problema real de parte do público urbano: o café de qualidade costuma exigir tempo, equipamento e paciência. O sachê elimina a fricção sem abrir mão do grão especial. É o mesmo princípio que tornou o saquinho de chá universal, aplicado a uma cultura que no Brasil é muito mais profunda e exigente.

    Praticidade, sustentabilidade e uma geração que quer as duas coisas

    O posicionamento da marca mira consumidores que cresceram acostumados a exigir conveniência, mas que também passaram a questionar o impacto do que consomem. A Cafellow aposta em praticidade e sustentabilidade como parte da mesma proposta, sem tratar os dois como valores em conflito.

    Conectar a tradição cafeeira brasileira a uma linguagem contemporânea é, de certa forma, a tarefa mais difícil nesse caminho. O Brasil tem uma relação histórica e afetiva com o café coado na hora, no coador de pano, no filtro de papel. Chegar com um sachê e dizer que o resultado é equivalente exige prova. Foi exatamente isso que a ação de rua foi buscar.

    Por que ir para a rua funciona quando o produto precisa ser provado

    Nenhuma campanha digital substitui a experiência sensorial de provar um café. O cheiro, a temperatura, o corpo na boca: esses elementos não cabem em um stories, por melhor que seja o conteúdo. A Cafellow parece ter entendido isso e usou o retorno do Fellow Criativo como oportunidade para colocar o produto em evidência da forma mais direta possível.

    A recepção positiva ao longo do dia e o comportamento dos consumidores que voltaram especificamente para provar de novo indicam que a aposta fez sentido.

  • Karime Nahass assume Marketing da Allterra

    Karime Nahass assume Marketing da Allterra

    A Allterra começou 2026 com o reforço de uma nova liderança estratégica. A empresa anunciou Karime Nahass como diretora de Marketing, responsável por comandar as áreas de Marketing e Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). A executiva também integrará as frentes de marca, produto e desenvolvimento de mercado, apoiando o plano de expansão do portfólio de tecnologias da companhia.

    Com mais de 15 anos de experiência no agronegócio, especialmente no segmento de sementes, Karime construiu uma carreira sólida em marketing e vendas. Ela atuou diretamente no desenvolvimento de negócios e na gestão de equipes, com passagem por gigantes do setor. Na Syngenta, trabalhou por mais de seis anos e ocupou o cargo de diretora comercial. Antes disso, permaneceu mais de nove anos na Monsanto/Bayer, onde encerrou sua trajetória como gerente de negócios.

    Trajetória

    Sua trajetória inclui experiência com desenvolvimento e gestão de portfólio, estratégias de go-to-market, formação de pipeline de produtos e definição de estratégias comerciais que alinham precificação, marketing e vendas. Essa vivência une visão estratégica e execução no campo, características essenciais para o desafio na Allterra.

    Formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), Karime possui MBA pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e formação executiva em Estratégia de Negócios pela University of La Verne, nos Estados Unidos.

    Conhecida pela liderança ágil e orientada a resultados, a executiva é reconhecida por sua habilidade em desenvolver equipes e conectar performance à cultura organizacional. Seu principal foco na Allterra será fortalecer a conexão entre estratégia e execução, posicionando o portfólio tecnológico da empresa no mercado e gerando valor sustentável ao negócio. A chegada de Karime reforça o momento de consolidação da companhia, que aposta em uma visão integrada entre inovação, mercado e pessoas.

  • Reeleição de Ricardo Nicodemos fortalece atuação da ABMRA no marketing do agro brasileiro

    Reeleição de Ricardo Nicodemos fortalece atuação da ABMRA no marketing do agro brasileiro

    A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) confirmou a reeleição de Ricardo Nicodemos e sua diretoria para o biênio 2026/27, reforçando a continuidade de um trabalho voltado à valorização da comunicação e do marketing no agronegócio brasileiro. O novo mandato começa em janeiro de 2026, com o objetivo de fortalecer o diálogo com o mercado e impulsionar boas práticas de comunicação no setor.

    Ricardo Nicodemos foi reconduzido para mais dois anos à frente da presidência da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA).
    Foto: Julio Vilela/Divulgação

    Sob a liderança de Nicodemos, a ABMRA ampliou sua atuação como referência nacional entre empresas, agências e veículos de mídia. Entre os avanços estão a expansão da base de associados, o lançamento da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, o fortalecimento do portfólio de serviços e a correalização do Global Agribusiness Festival 2026 (GAFFFF).

    “Assumir mais um ciclo à frente da ABMRA reforça nossa responsabilidade em fortalecer o marketing como pilar essencial do agronegócio. Seguiremos valorizando boas práticas, conectando o mercado e estimulando uma comunicação criativa e relevante”, destacou Nicodemos.

    Nova diretoria e conselho para o biênio 2026/27

    A nova composição da diretoria reafirma o compromisso de continuidade e inovação da entidade. Confira os principais cargos:

    • Presidente – Ricardo Nicodemos da Silva
    • Vice-Presidente e Diretor do ABMRA Ideia Café – Julio César Cargnino
    • Diretor Administrativo e Financeiro / HUB de Mídia – Roberto Fernando Alves de Souza
    • Diretor dos Comitês ABMRA – Daniel Ribeiro
    • Diretor da Mostra de Comunicação do Agro – Alberto Meneghetti
    • Diretor do Projeto Conexões – Ricardo Cristin Krauz
    • Diretor do Congresso de Marketing do Agro – Wanderson Tosta
    • Diretor do Projeto Cases & Causos – Daniel Fontão de Pauli
    • Diretor da Academia ABMRA – Gabriel Saul Maialli dos Santos

    O Conselho Consultivo será presidido por Donário Lopes de Almeida e contará com Adriano de Castro Henriques, Guilherme Soria Bastos Filho, Luciana Florêncio de Almeida, Marcelo Augusto Boechat Morandi, Marcelo Duarte Monteiro, Paulo do Carmo Martins e Pedro de Camargo Neto.

    Relatório de Atividades 2025 destaca avanços estratégicos

    A ABMRA também divulgou o Relatório de Atividades 2025, que apresenta as principais ações realizadas ao longo do ano. O documento evidencia o impacto positivo de iniciativas como o Projeto Conexões ABMRA e a tradicional Pesquisa Hábitos do Produtor Rural.

    O Projeto Conexões reforçou o papel da entidade como ponte entre o agronegócio e o marketing, ampliando parcerias com associações e instituições dentro e fora da porteira. A abordagem colaborativa fortaleceu a troca de conhecimento entre diversos segmentos e consolidou a visão integrada da ABMRA sobre o setor.

    Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural: referência desde 1986

    Reconhecida como o estudo mais completo sobre o comportamento do produtor brasileiro, a 9ª edição da Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural entrevistou 3.100 produtores em 16 estados, abrangendo 15 culturas e quatro rebanhos. O levantamento incluiu 280 questões sobre hábitos de mídia, comportamento de compra, atributos de marca e perfis produtivos.

    O estudo fornece aos cotistas um software exclusivo para cruzamento e análise dos dados, permitindo consultas personalizadas por cultura, rebanho, porte ou localização da propriedade. Desde 1986, a pesquisa reforça a missão da ABMRA de gerar conhecimento estratégico e fomentar uma comunicação cada vez mais assertiva no agro.

  • Conheça o segredo da expansão de consumo do pistache

    Conheça o segredo da expansão de consumo do pistache

    A expansão do consumo de pistache no Brasil é resultado direto de estratégias de marketing implementadas pelos Estados Unidos desde 2020. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) tem investido em campanhas publicitárias, parcerias com chefs renomados e eventos com influenciadores, aumentando a visibilidade do pistache entre os brasileiros.

    Essas iniciativas têm sido fundamentais para quebrar barreiras culturais e estabelecer um mercado sólido para o pistache, que rapidamente se tornou um dos favoritos dos consumidores brasileiros. A Califórnia, principal produtora mundial da oleaginosa, tem aproveitado seu clima favorável e técnicas de cultivo para aumentar a produção e atender à crescente demanda em mercados emergentes como o Brasil.

    Dados de produção e importação

    Em 2024, as importações brasileiras de pistache triplicaram, atingindo mais de 1.000 toneladas, em comparação com 350 toneladas em 2022. Este crescimento significativo reflete a popularidade crescente do pistache no país, que se tornou um ingrediente versátil em diversas receitas. Produtos como sorvetes, ovos de páscoa, bombons e pastas para torradas estão cada vez mais presentes nas prateleiras dos supermercados brasileiros.

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    O mercado global de pistache está projetado para alcançar um valor de US$ 4,70 bilhões em 2024. Isso com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 4,47% até 2029. No Brasil, as importações totalizaram US$ 8,8 milhões em 2023, representando um aumento considerável na demanda por esse produto.

    As redes sociais têm desempenhado um papel crucial na popularização do pistache, com vídeos e receitas que mostram sua versatilidade em pratos doces e salgados. O termo “pistache” teve um aumento de 100% nas buscas no Google nos últimos cinco anos, evidenciando o crescente interesse dos consumidores.

    A Influência das redes sociais

    O fenômeno conhecido como “pistachização” destaca como o pistache se tornou uma tendência gastronômica. Marcas renomadas como Bacio di Latte e Cacau Show têm lançado produtos inovadores com sabor de pistache. Isso inclui ovos de páscoa e sorvetes, que rapidamente se tornaram os preferidos entre os consumidores.

    A combinação de ações estratégicas dos Estados Unidos e a crescente apreciação do pistache pelos brasileiros transformaram essa oleaginosa em um símbolo de sofisticação e nutrição na mesa do consumidor. Com a expectativa de que a popularidade continue a crescer nos próximos anos, o Brasil se posiciona como um mercado promissor para esse produto versátil e nutritivo.

  • BASF anunciou mudanças em sua Divisão Agro

    BASF anunciou mudanças em sua Divisão Agro

    A BASF anunciou mudanças em sua estrutura, nomeando Graciela Mognol como nova diretora de Marketing da Divisão de Soluções para Agricultura no Brasil. Graciela, que atuava desde outubro de 2023 como diretora para o Sistema de Cultivos Soja, assume o cargo no lugar de Hugo Borsari. Ele se mudará para os Estados Unidos para ocupar a vice-presidência do negócio de Sementes na América do Norte.

    Graciela Mognol é engenheira agrônoma formada pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Ela possui especialização em Marketing pela Northwestern University – Kellogg School of Management, em Chicago (EUA). Com mais de 20 anos de experiência em vendas e marketing, ela já passou por grandes empresas do setor agro e da construção civil. Em sua nova função, Graciela pretende dar continuidade ao trabalho que vem realizando na BASF.

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    “Nesse tempo, consegui apoiar a aceleração da nova fase de integração das equipes de sementes, proteção de cultivos e agricultura digital, fortalecendo nossa visão holística para os sistemas de cultivo. O objetivo sempre foi e será melhor atender os nossos clientes, entendendo suas dores e desafios. A partir de agora, minha missão será continuar a traçar estratégias para nos conectarmos cada vez mais com os produtores e trabalhar pelo nosso maior propósito: a agricultura brasileira”, afirmou Graciela.

    Graciela Mognol é nova diretora de Marketing da Divisão Agro da BASF no Brasil

    Nova fase também para Hugo Borsari

    Hugo Borsari ingressou na Divisão Agro da BASF em 2018 como diretor do Negócio de Sementes no Brasil e, posteriormente, assumiu a mesma posição para a América Latina. No último ano, ele focou na integração das equipes para acelerar a capacidade da empresa de oferecer soluções que atendam às necessidades dos agricultores. “Olho para essa nova fase com entusiasmo por ter a oportunidade de seguir na agricultura. E trabalhar e conhecer um novo mercado, novos colegas e nova cultura”, declarou Borsari.

    Rafael Vicentini, engenheiro e especialista em Agronegócios pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), será o novo responsável pela Diretoria de Marketing para Sistemas de Cultivo Soja. Ele assume a posição deixada por Graciela Mognol.

    Com essa reestruturação, a BASF busca fortalecer sua presença no mercado agrícola brasileiro. E continuar a oferecer soluções inovadoras e sustentáveis para os produtores do país.

  • La Niña – mudanças no clima vão impactar o preço da alimentação

    La Niña – mudanças no clima vão impactar o preço da alimentação

    As mudanças climáticas, especialmente a influência do fenômeno La Niña, devem impactar significativamente os preços da alimentação na próxima safra no Brasil. Especialistas alertam que as condições climáticas adversas podem afetar a produção agrícola, resultando em uma elevação nos custos dos alimentos.

    O La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, pode provocar alterações nos padrões de chuva e temperatura, impactando diretamente as safras de diversos produtos agrícolas. Essa situação pode levar a uma redução na oferta de alimentos, o que, por sua vez, tende a elevar os preços no mercado.

    Para enfrentar esses desafios, ferramentas digitais têm se mostrado aliadas importantes para os agricultores. A utilização de tecnologias de monitoramento climático e gestão agrícola pode auxiliar na tomada de decisões mais informadas, permitindo que os produtores se adaptem rapidamente às mudanças nas condições climáticas. Essas soluções digitais podem otimizar o uso de insumos e melhorar a eficiência na produção, ajudando a mitigar os efeitos negativos das mudanças climáticas.

    Com a expectativa de que o La Niña continue a influenciar o clima nos próximos meses, é crucial que os agricultores se preparem e adotem estratégias que possam garantir a sustentabilidade e a rentabilidade de suas atividades. A combinação de tecnologia e práticas agrícolas adaptativas pode ser a chave para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. E também garantir a segurança alimentar no Brasil.

    Impactos no Brasil

    As expectativas apontam para um período com menos chuvas no Centro-Sul do País, concentrando as precipitações nas regiões Norte e Nordeste.

    No que se refere à safra de soja 2024/2025, agricultores já buscam seus insumos para o novo ciclo. E se preparam para iniciar o plantio, que deve ser puxado por Mato Grosso em setembro. Porém, os desafios começaram antes mesmo da temporada.

    Por conta dos padrões de chuva atípicos, os agricultores devem planejar o plantio e o manejo de forma a mitigar os efeitos do La niña. Algumas estratégias, como a escolha de cultivares certificadas, de alta qualidade, mais precoces ou tardias (dependendo da região), escalonamento de plantio, uso de tratamento de sementes, aplicações preventivas e com intervalos corretos de fungicidas, bem como o auxílio de ferramentas digitais, podem reduzir os riscos de perda de produtividade.

    De acordo com a diretora de Marketing para Sistemas de Cultivo Soja da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF, Graciela Mognol, esse é o momento para o agricultor analisar o cenário em sua região. E tomar decisões de compra baseadas em dados, procurando profissionais capacitados para auxiliá-lo.

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    “Podemos ter secas na região Sul do Brasil, principalmente no período inicial, quando o cultivo ainda está se adaptando no solo. Já no Cerrado, especialmente em Mato Grosso, vemos chuvas em excesso, principalmente no momento da colheita. Entender essa complexidade climática é fundamental para que se possa extrair o máximo da lavoura e minimizar impactos”, afirma.

    Escolhendo cultivares e momento de plantio

    Na hora de decidir as cultivares de soja e escolher o momento do plantio, a dica é não apostar todas as fichas em uma só estratégia. Optar por cultivares com diferentes níveis de maturação e combinar com escalonamento de plantio (semear a lavoura em momentos diferentes) pode ser uma alternativa interessante.

    Para o Sul, a dica é escolher cultivares médias e tardias, que possuem um ciclo mais longo, considerando a previsão de período de seca na fase vegetativa da lavoura. Dessa forma, o agricultor abre uma janela maior de recuperação para que a planta se desenvolva. Optando por cultivares muito precoces, o risco é comprometer todo o potencial produtivo por conta da escassez hídrica.

    Já no Cerrado, o apodrecimento de vagens e grãos pode ser uma grande dor de cabeça. Isso em decorrência da previsão de chuvas na época de colheita. Por isso, escolher cultivares com tolerância a doenças de fim de ciclo. E que suportem o clima mais úmido nessa fase. Além de escalonar a semeadura para conseguir colher as áreas em momentos diferentes, é decisivo no resultado da safra.

    Além disso, existem ferramentas podem ser grandes aliadas na tomada de decisão dos agricultores. A solução de semeadura em taxa variável permite que seja realizada uma melhor distribuição das sementes de acordo com potencial produtivo de cada talhão. Possibilitando assim uma maior eficiência no uso de insumos, melhor uniformidade no campo e maior produtividade.

    Outra solução é a de gestão nutricional do talhão que oferece uma coleta de solo otimizada e uma recomendação digital de nutrientes e corretivos de solo em taxa variável. Essas e outras soluções contribuem para aumentar a produtividade e a rentabilidade no campo por meio de tecnologias somadas ao conhecimento agronômico.

    Prevenir doenças é melhor que tentar controlar

    Já para o manejo de doenças, os fungicidas preventivos e seletivos serão uma das chaves para alcançar a máxima produtividade na safra 2024/2025. O mais recomendado é impedir que doenças como ferrugem, mancha-alvo, cercospora e mofo-branco se instalem na lavoura, em vez de realizar manejos curativos, que não conseguem controlar 100% da disseminação dos patógenos. Por isso, as primeiras aplicações de fungicidas são essenciais.

    Por conta do cenário de chuvas mais irregulares no Sul, por exemplo, alguns agricultores podem escolher aumentar o intervalo entre as aplicações, visando reduzir a fitotoxicidade (danos nas folhas). No entanto, essa decisão pode piorar o cenário futuro: quando a área estiver mais úmida, as doenças podem evoluir de forma rápida.

    Para reduzir esses danos, duas práticas são fundamentais: escolher soluções altamente seletivas e programar aplicações noturnas, que têm o intuito de reduzir os efeitos dos raios solares fortes e das altas temperaturas, que podem causar danos às folhas e reduzir a produção.