Tag: Marfrig

  • MBRF inicia trajetória na bolsa como gigante global de alimentos

    MBRF inicia trajetória na bolsa como gigante global de alimentos

    A nova gigante global de alimentos, MBRF Global Foods Company, estreou oficialmente na bolsa de valores B3 nesta terça-feira (23). Com o ticker MBRF3, a companhia resultou da fusão entre Marfrig e BRF, consolidando-se entre as maiores empresas do setor no Brasil e no mundo.

    A cerimônia de toque da campainha marcou o início das negociações e simbolizou uma nova era para a indústria alimentar. A MBRF já nasce como a 7ª maior empresa do Brasil, com faturamento anual estimado em R$ 160 bilhões.

    Sua atuação abrange 117 países, entregando uma plataforma multiproteínas que integra carne bovina, suína e de frango, além de produtos processados, que correspondem a 38% do portfólio. Marcas icônicas como Sadia, Perdigão, Qualy, Bassi e Banvit fortalecem a presença e a diversidade de oferta da companhia.

    A fusão, anunciada em maio e concluída em setembro, transformou a BRF em subsidiária integral da Marfrig, que absorveu todas as suas ações. Essa união visa aproveitar sinergias estratégicas e operar com simplicidade e eficiência. Miguel Gularte, ex-CEO da BRF, assumiu a presidência executiva da MBRF, reportando-se ao chairman Marcos Molina, controlador das duas empresas.

    Competitividade

    Além da escala, a nova empresa aposta em inovação e competitividade global. Sua gestão organizou oito vice-presidências voltadas para áreas essenciais como Finanças, Marketing, Mercado Halal, Operações Industriais, e Agro e Qualidade. O objetivo é acelerar o crescimento sustentável, ampliando opções para consumidores e fortalecendo a capacidade de inovação frente às demandas do mercado.

    Com a fusão, a MBRF desafia a JBS no cenário global, reforçando o Brasil como polo estratégico na cadeia mundial de proteínas. O novo grupo promete entregar valor consistente a acionistas, colaboradores e parceiros, mantendo foco na eficiência operacional e no respeito ao meio ambiente.

  • MBRF conclui fusão e lança nova estrutura organizacional

    MBRF conclui fusão e lança nova estrutura organizacional

    Marfrig e BRF finalizaram a fusão que originou a MBRF, uma das maiores empresas multiproteínas do mundo. A nova companhia apresenta receita anual superior a R$ 160 bilhões, com 38% do portfólio composto por produtos processados. A partir desta terça-feira (23), as ações da MBRF passam a ser negociadas na B3 sob o ticker MBRF3.

    A companhia definiu uma estrutura organizacional única, que prioriza simplicidade, agilidade e eficiência. Essa reorganização busca acelerar a geração de sinergias e otimizar processos para maximizar resultados. Miguel Gularte foi nomeado CEO e terá a missão de conduzir a integração das empresas, fortalecer a cultura e impulsionar o crescimento sustentável da MBRF.

    O comitê executivo da MBRF inclui oito vice-presidências. José Ignácio Scoseria Rey responde por Finanças, Relações com Investidores, Gestão e Tecnologia. Fábio Mariano comanda o Mercado Halal. Manoel Martins lidera Mercado Brasil e Marketing. Leonardo Dall’Orto continua à frente do Mercado Internacional e Supply Chain, e assume os negócios no Chile.

    Alisson Navarro coordena a Vice-presidência de Bovinos e as operações na Argentina e Uruguai. Heraldo Geres responde pela área Jurídica, Tributária, Assuntos Corporativos e Gente. Artemio Listoni lidera Operações Industriais e Logística, enquanto Fabio Stumpf permanece na agropecuária e qualidade.

    Marco histórico

    Marcos Molina, fundador da Marfrig e controlador da MBRF, definiu o momento como um marco histórico para o setor alimentício. Ele destaca que a nova empresa integra inovação tecnológica, eficiência operacional e marcas de reconhecimento internacional, prontos para acelerar o crescimento e gerar valor para clientes e acionistas.

    O CEO Miguel Gularte reforça o compromisso de unir os pontos fortes das empresas para construir uma companhia mais simples, ágil e eficiente. A MBRF conta com 130 mil colaboradores ao redor do mundo para concretizar essa visão.

    Com operações em 117 países, a MBRF reúne marcas como Sadia, Perdigão, Qualy, Bassi e Banvit. A plataforma multiproteínas amplia a competitividade da empresa e diversifica as opções para consumidores, fortalecendo seu potencial de inovação para atender demandas globais.

  • Fusão Marfrig e BRF será concluída em 23 de setembro com forte apoio dos acionistas

    Fusão Marfrig e BRF será concluída em 23 de setembro com forte apoio dos acionistas

    A fusão entre Marfrig e BRF, que cria a MBRF, será concluída em 23 de setembro, com distribuição de R$ 5,67 bilhões em proventos e alta adesão dos acionistas, que rejeitaram quase que totalmente o direito de recesso.

    Os Conselhos de Administração da Marfrig e da BRF definiram nesta segunda-feira (8) o dia 23 de setembro para finalizar a operação que dará origem à MBRF. A negociação do direito de retirada, encerrada na última sexta-feira (5), teve baixa adesão: apenas 0,59% dos acionistas exercitaram esse direito. A maioria esmagadora, 99,41%, optou por permanecer na nova empresa, demonstrando forte confiança no negócio.

    A relação de troca foi mantida em 0,8521 ação da Marfrig para cada ação da BRF. A distribuição de proventos será de R$ 5,67 bilhões, sendo R$ 3,32 bilhões pela BRF e R$ 2,35 bilhões pela Marfrig, pagos em 29 e 30 de setembro, respectivamente.

    Ainda antes do fechamento, o dia 22 de setembro marca o último pregão das ações da BRF na bolsa. A partir de 23 de setembro, a negociação será feita pelo ticker MBRF3, unificando as ações da Marfrig na B3. Marcos Molina, fundador da Marfrig, continuará controlando a MBRF com aproximadamente 52% do capital.

    A fusão resultará em uma companhia global de alimentos com uma plataforma multiproteínas 100% integrada. A MBRF terá faturamento anual próximo a R$ 152 bilhões, sendo 38% do portfólio composto por produtos de valor agregado. A empresa manterá uma estrutura de capital sólida, com alavancagem menor que três vezes.

  • Fusão entre Marfrig e BRF é aprovada pelo CADE e cria gigante global

    Fusão entre Marfrig e BRF é aprovada pelo CADE e cria gigante global

    O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou nesta sexta, dia 05 de setembro, em sessão extraordinária, a fusão entre as empresas brasileiras Marfrig e BRF, consolidando a criação da nova gigante do setor alimentício, a MBRF.

    A decisão unânime do tribunal antitruste reafirma que a operação, já analisada anteriormente, não apresenta riscos concorrenciais. Pois as duas companhias pertenciam ao mesmo grupo econômico.

    A aprovação do CADE era uma das etapas finais previstas no protocolo de fusão assinado em 15 de maio de 2025. Antes disso, a operação já contava com o aval da maioria dos acionistas. Eles aprovaram a união em assembleias gerais realizadas em 5 de agosto de 2025. Com o fim do recesso, a expectativa é que a conclusão da fusão ocorra ainda neste mês de setembro.

    Com uma receita líquida anual estimada em R$ 152 bilhões e um portfólio com 38% de produtos de valor agregado, a MBRF incorporará marcas tradicionais e reconhecidas no mercado. Isso inclui Sadia, Perdigão, Qualy e Bassi. A nova empresa surge como uma das maiores do mundo no setor de alimentos, fortalecendo sua posição competitiva global.

  • Fusão BRF-Marfrig é aprovada por maioria dos minoritários

    Fusão BRF-Marfrig é aprovada por maioria dos minoritários

    A proposta de fusão entre BRF e Marfrig foi aprovada por uma expressiva maioria dos acionistas minoritários da BRF. Com isso, abrindo caminho para a consolidação de uma das maiores companhias do agronegócio do Brasil. Segundo comunicado liberado no sábado (2), 71,4% dos minoritários votaram a favor do acordo, sem contar abstenções, movimento que antecede a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) agendada para esta terça-feira (5).

    A votação já vinha sendo impactada por sucessivos adiamentos impostos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que cobrou mais transparência sobre os critérios de definição da troca de ações. A CVM identificou assimetrias nas informações e ausência de projeções financeiras detalhadas, o que gerou reclamações entre minoritários e fortaleceu a oposição ao modelo proposto inicialmente. A autarquia justificou os adiamentos como necessários para garantir equidade e clareza a todos os investidores.

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    No cerne da operação, a BRF será incorporada integralmente pela Marfrig: a cada ação da BRF, o investidor receberá 0,8521 ação da Marfrig. Além disso, a transação prevê o cancelamento das ações em tesouraria e assegura o direito de retirada para acionistas que discordarem dos termos. Uma aprovação na AGE transformará a BRF numa subsidiária integral da Marfrig, criando uma plataforma global de alimentos e somando receitas de mais de R$ 150 bilhões anuais, com promessas de ganhos de escala e expansão internacional.

    Panorama geral

    A votação é considerada praticamente irreversível. Dos 10% de minoritários que não participaram da votação antecipada, apenas 1% se inscreveu para a assembleia. Enquanto a Marfrig, que já controla 58,87% do capital da BRF, se absterá do voto.

    A polêmica mais marcante em torno do processo partiu da Previ, o maior fundo de pensão do Brasil. O fundo encerrou, em julho, uma relação de mais de 30 anos com a BRF. E vendeu todos os seus papéis por cerca de R$ 1,9 bilhão. A decisão foi baseada em análises técnicas e de risco. A Previ julgou que a relação de troca não refletia adequadamente o valor da BRF, potencializando riscos de perdas para minoritários caso a fusão se concretize. O valor obtido foi realocado em títulos públicos, reforçando a busca por segurança para seus associados. O movimento da Previ enfraqueceu a oposição interna e sinalizou preocupação sobre potenciais impactos negativos para investidores de longo prazo.

    A operação ainda depende da aprovação dos acionistas das duas empresas e do cumprimento de condições adicionais, como a análise concorrencial do Cade e eventuais recursos de rivais, como a Minerva. Além disso, há expectativa de que a incorporação gere sinergias superiores a R$ 800 milhões nos próximos anos.

    Destaques:

    71,4% dos minoritários da BRF aprovaram a fusão com a Marfrig;

    Operação pode criar a MBRF Global Foods, gigante de proteína animal;

    Previ vendeu sua participação histórica alegando riscos para minoritários;

    AGE que pode oficializar a fusão ocorre nesta terça-feira (5), em formato online.

    A concretização da fusão representará um novo marco no setor agroindustrial brasileiro. Mas ainda traz desafios regulatórios e judiciais a serem superados antes do surgimento da nova companhia global.

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  • Marfrig dribla tarifa dos EUA e mantém operação no Brasil

    Marfrig dribla tarifa dos EUA e mantém operação no Brasil

    A Marfrig garantiu, nesta quinta-feira (1º), que segue operando normalmente no Brasil. Apesar das novas tarifas dos Estados Unidos, nenhuma linha foi paralisada.

    Segundo a empresa, as vendas para os EUA representaram apenas 0,18% do total global em 2025. Já o volume vindo da América do Sul foi de apenas 1,4%.

    Portanto, mesmo com o aumento das tarifas, a companhia não enxerga impacto na receita, na produção ou na rentabilidade.

    “Nossas operações continuam funcionando em plena capacidade”, disse a Marfrig, em nota oficial ao mercado. A empresa desmentiu boatos de paralisação em Mato Grosso.

    Além disso, a Marfrig reforçou que mantém presença forte nos Estados Unidos. Para isso, utiliza as unidades no Uruguai e na Argentina, além da National Beef, controlada pelo grupo.

    Ao todo, as exportações para o mercado americano somaram 27 mil toneladas em 2025, de acordo com o comunicado.

    A reação da empresa veio logo após a confirmação da sobretaxa norte-americana. O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que eleva os impostos a 50% sobre produtos brasileiros.

    O número soma uma tarifa de 40% recém-anunciada a uma anterior, de 10%, em vigor desde abril.

    Contudo, para a carne bovina brasileira, o impacto é ainda maior. Fora da cota isenta, o produto já pagava 26,4% de imposto.

    Com a nova medida, a tarifa total chega a 76,4%, o que torna as exportações praticamente inviáveis, segundo a Abiec.

    Mesmo assim, a Marfrig sustenta que sua estratégia de diversificação protege os negócios. O foco em mercados alternativos e produtos com valor agregado também ajuda.

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  • Marfrig anuncia incorporação total das ações da BRF

    Marfrig anuncia incorporação total das ações da BRF

    A Marfrig comunicou nesta quinta-feira (15) a incorporação da totalidade das ações emitidas pela BRF que ainda não pertencem à companhia, formando a MBRF, uma nova empresa global no setor de carnes e alimentos processados. A receita consolidada da MBRF nos últimos 12 meses alcança R$ 152 bilhões, consolidando sua posição como uma das maiores do setor no mundo.

    A operação prevê a troca de 0,8521 ação da Marfrig para cada ação da BRF, já considerando a distribuição máxima de proventos pelas duas empresas: R$ 2,5 bilhões pela Marfrig e R$ 3,5 bilhões pela BRF, conforme comunicado conjunto divulgado pelas companhias. Essa fusão cria uma plataforma robusta que combina a expertise da Marfrig em carne bovina, com forte presença no Brasil e nos Estados Unidos, com a liderança da BRF em carnes de aves e suínos.

    Impacto no mercado global de proteínas

    A união entre Marfrig e BRF fortalece a competitividade frente à gigante JBS, que domina os três principais segmentos de proteína animal (bovina, suína e de aves). E também atua no mercado de alimentos processados. A MBRF surge como uma concorrente de peso, ampliando a oferta de produtos e consolidando sua atuação global.

    A formação da MBRF deve gerar sinergias operacionais, otimização de custos e maior capacidade de investimento em tecnologia e sustentabilidade. Para os consumidores, a fusão pode resultar em mais variedade de produtos, maior qualidade e preços competitivos. Além de fortalecer a cadeia produtiva brasileira de proteínas.

    Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a demanda mundial por proteínas animais cresce continuamente. Isso impulsionada pelo aumento da população e mudanças nos hábitos alimentares. A criação da MBRF posiciona o Brasil ainda mais como protagonista nesse cenário, ampliando sua capacidade de exportação e inovação.

    Sobre Marfrig e BRF

    • Marfrig: Especializada em carne bovina, com operações estratégicas no Brasil e nos Estados Unidos. A Marfrig é uma das maiores produtoras de carne do mundo, com foco em sustentabilidade e inovação.
    • BRF: Líder em carnes de aves e suínos, a BRF possui marcas reconhecidas internacionalmente e forte presença em diversos mercados. Além de atuar no segmento de alimentos processados.

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  • Marfrig, JBS, BRF e Minerva enfrentam dia de queda no Ibovespa

    Marfrig, JBS, BRF e Minerva enfrentam dia de queda no Ibovespa

    Nesta segunda-feira, as ações das empresas frigoríficas Marfrig, JBS, BRF e Minerva destacaram-se negativamente no Ibovespa, apesar da alta geral do índice. A Marfrig liderou as perdas, com queda de 4,46%, seguida pela JBS, que recuou 3,97%, e pela BRF, que caiu 3,81%. A Minerva apresentou uma queda menor, de 2,23%.

    Fatores de influenciaram as quedas

    A confirmação do surto da gripe aviária mortal H7N9 nos Estados Unidos foi um dos principais motivos para a queda das ações do setor. Além disso, a expiração de registros de exportação de frigoríficos americanos pela China também impactou negativamente as expectativas dos investidores.

    No início de 2025, as ações da Marfrig, JBS, BRF e Minerva já estavam sob pressão. Em janeiro, a BRF registrou uma queda de 13,7%, enquanto a Marfrig recuou 6,7% e a Minerva, 4,9%. A JBS, por outro lado, teve uma perda menor, de 2,4% no mesmo período.

    Perspectivas futuras

    Os frigoríficos enfrentam desafios adicionais, como a alta dos juros e a volatilidade cambial, que afetam suas margens e endividamento. Ainda assim, o setor tem potencial para se recuperar, dependendo de fatores macroeconômicos e da gestão das empresas.

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  • Lucro da Marfrig dispara no 4º tri para R$ 2,579 bilhões

    Lucro da Marfrig dispara no 4º tri para R$ 2,579 bilhões

    A Marfrig, uma das principais empresas do setor de alimentos no Brasil, registrou um lucro líquido de R$ 2,579 bilhões no quarto trimestre de 2024. Este resultado representa um salto significativo em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a empresa havia obtido um lucro de R$ 12 milhões. A principal razão para essa disparada foi a venda de 13 unidades industriais na América do Sul para a Minerva Foods.

    A Marfrig concluiu a venda de 11 unidades no Brasil, além de uma na Argentina e outra no Chile, em outubro de 2024. Com essa transação, a empresa recebeu um total de R$ 5,7 bilhões.

    Segundo o comunicado oficial, o desempenho é explicado “pela conjunção de aumento da eficiência das operações e ganho de capital obtido com a alienação de ativos na América do Sul”. Além disso, a empresa havia recebido R$ 1,5 bilhão na assinatura do contrato, totalizando mais de R$ 7,2 bilhões em receitas adicionais.

    Esses recursos estão sendo utilizados para reduzir a alavancagem financeira da Marfrig e diminuir o estoque de dívida. Conforme o comunicado, “esses recursos estão sendo utilizados no processo de redução da alavancagem e, consequentemente, na diminuição do estoque de dívida e das despesas financeiras”. A empresa antecipou o pagamento de quase R$ 5 bilhões em dívidas, o que deve aliviar significativamente suas despesas financeiras.

    Desempenho Operacional

    A receita líquida consolidada da Marfrig atingiu R$ 41,3 bilhões no quarto trimestre, um aumento de 22,1% em relação ao mesmo período de 2023. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 3,747 bilhões, representando um crescimento de 37% em relação ao ano anterior. Sendo assim, a margem Ebitda ajustada consolidada ficou em 9,1%, indicando uma melhoria significativa na eficiência operacional.

    Operações na América do Sul

    Mesmo após a venda de algumas plantas no Brasil e na Argentina, a Marfrig conseguiu aumentar o volume de vendas em 25,1%, atingindo 241 mil toneladas. Além disso, o crescimento foi impulsionado pelo aumento da capacidade de abate de desossa e pela otimização dos complexos industriais. A receita líquida na América do Sul subiu 18,9% para R$ 5,1 bilhões no quarto trimestre.

    No entanto, a Marfrig ainda enfrenta desafios no Uruguai, onde a autoridade concorrencial local precisa aprovar a venda de três plantas para a Minerva. A Comisión de Promoción y Defensa de la Competencia do Uruguai já negou a conclusão do negócio mais de uma vez. Recentemente, a Minerva recorreu novamente ao órgão para tentar um desfecho para a transação.

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  • Minerva conclui compra da Marfrig por R$ 5,86 bilhões

    Minerva conclui compra da Marfrig por R$ 5,86 bilhões

    Minerva Foods concluiu a compra de ativos da Marfrig, pagando R$ 5,68 bilhões. Esta transação marca um passo significativo na expansão da Minerva na América do Sul, onde a empresa já é a maior exportadora de carne bovina.

    O negócio inclui 13 unidades industriais e um centro de distribuição, localizados no Brasil, Argentina e Chile.

    O acordo foi inicialmente anunciado em agosto do ano passado, com um valor total de R$ 7,5 bilhões.

    Na ocasião, a Minerva pagou R$ 1,5 bilhão. O saldo restante foi ajustado conforme os mecanismos previstos no contrato.

    O valor final pago nesta etapa da transação é composto por R$ 5,32 bilhões acordados na assinatura do contrato, além de R$ 355 milhões em correções e ajustes.

    De acordo com o comunicado, o fechamento da aquisição ‘’representa um importante passo na estratégia de negócios e maximização da capacidade operacional da Minerva Foods no mercado global de proteína animal’’.

    Impacto da Aquisição

    Com a aquisição, a Minerva agora opera 46 unidades em sete países, incluindo Brasil, Paraguai e Uruguai. Além disso, a empresa poderá processar até 41.789 bovinos e 25.716 ovinos diariamente.

    O primeiro abate nas novas unidades está programado para ocorrer em 4 de novembro.

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    Condições de Aprovação

    A aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) foi, portanto, crucial para a conclusão do negócio, visto que o Cade exigiu que a Minerva vendesse uma unidade desativada em Pirenópolis (GO) como condição para evitar uma concentração excessiva no mercado.

    A Marfrig, portanto, poderá, apesar das restrições impostas pela venda, expandir suas operações em outras regiões.

    Expectativas Futuras

    A Minerva espera que com a compra da Marfrig, a aquisição fortaleça ainda mais sua posição no mercado global de proteína animal.

    A empresa, por meio desse compromisso, pretende não apenas manter suas operações sustentáveis, mas também maximizar as sinergias operacionais que surgirão dessa expansão.

    Com a conclusão deste acordo, portanto, a Minerva dá um passo estratégico importante para, enfim, aumentar sua competitividade no cenário internacional.