Tag: Marcos Matos

  • Governo apresenta planos para isentar café das tarifas americanas

    Governo apresenta planos para isentar café das tarifas americanas

    O governo brasileiro trabalha com duas estratégias para proteger o café das tarifas que os Estados Unidos impõem aos produtos brasileiros. A informação veio à tona durante reunião entre o vice-presidente Geraldo Alckmin e representantes do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), realizada nesta quarta-feira, 22 de outubro, em Brasília.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    O diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, e o diretor técnico Eduardo Heron apresentaram ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) um panorama atualizado da cafeicultura nacional e mundial. Incluindo dados sobre produção, exportação e consumo nos principais mercados.

    Duas frentes de ação em andamento

    Alckmin detalhou as negociações em curso com autoridades americanas e revelou as duas alternativas que o Brasil propõe para o café. A primeira prevê a suspensão de todas as tarifas sobre produtos brasileiros enquanto os dois países negociam um acordo comercial bilateral. A segunda mantém o café na lista de isenção produto a produto. Conforme estabelece a ordem executiva que o presidente Donald Trump assinou em 5 de setembro.

    “O governo brasileiro já formalizou a primeira proposta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. E também aos demais secretários americanos do Comércio e ao USTR, representante de Comércio dos Estados Unidos. A administração Trump agora avalia a solicitação”, explica Matos.

    O vice-presidente garantiu que, caso a suspensão geral não aconteça, o café encabeça a lista de produtos que Brasil e Estados Unidos querem incluir no anexo 2 da ordem executiva, com isenção total de tarifas. Outros produtos, como celulose e algumas madeiras, já conquistaram esse benefício e não pagam nem os 10% da tarifa-base estabelecida em abril.

    Reunião entre presidentes acontece no domingo

    Os ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e Pecuária, da Fazenda e o próprio MDIC, através da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), trabalham intensamente nos preparativos para o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, marcado para domingo, 26 de outubro, na Malásia.

    “Alckmin nos informou que solicitou diretamente ao presidente Lula para abordar a possibilidade de suspensão das tarifas até a conclusão do acordo bilateral nessa conversa”, revela o diretor-geral do Cecafé.

    O vice-presidente enfatizou que a reunião entre os mandatários priorizará temas econômicos, com senso de urgência. Alckmin também manifestou interesse em manter contato permanente com o Cecafé para avaliar cenários e resolver outros desafios que as exportações de café enfrentam nos Estados Unidos e em outros mercados internacionais.

    Foto: Divulgação Cecafé

    Participaram do encontro, além de Matos e Heron, a secretária de Comércio Exterior Tatiana Prazeres, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços Uallace Lima e o secretário-executivo da CAMEX Rodrigo Loureiro.

  • Saiba o impacto da tarifa de 50% sobre o agronegócio brasileiro

    Saiba o impacto da tarifa de 50% sobre o agronegócio brasileiro

    O presidente americano Donald Trump anunciou hoje, 9 de julho de 2025, uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, com implementação prevista para 1º de agosto Plano Safra 2025/2026 — Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. No caso do Brasil, a tarifa de 50% é a mais alta já anunciada contra o país, superando as taxas aplicadas a outros parceiros comerciais nesta semana.

    A medida tem motivações declaradamente políticas e comerciais, sendo parcialmente em retaliação ao julgamento em curso do ex-presidente Jair Bolsonaro. Porém, a justificativa são questões relacionadas ao déficit comercial bilateral.

    A reação dos mercados foi imediata. A ameaça de Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros fez a moeda do país despencar, mas cenários externo e interno são desafiadores para o setor, demonstrando a nervosismo dos investidores diante da medida.

    Consequências para o agronegócio brasileiro

    A nova tarifa tende a afetar o agronegócio, a indústria e a pauta de exportações como um todo, aumentando o custo dos produtos brasileiros nos EUA e dificultando o acesso ao principal mercado do hemisfério norte. Portanto, o aumento de 50% nos preços tornará os produtos agrícolas brasileiros significativamente menos competitivos no mercado americano.

    O agronegócio brasileiro, que tem os Estados Unidos como um dos principais destinos de exportação, será particularmente afetado. Os principais produtos afetados devem ser:

    • Café
    • Soja e derivados
    • Carne bovina e suína
    • Açúcar e etanol
    • Produtos florestais

    Assim, todos esses setores enfrentarão uma barreira tarifária sem precedentes, o que pode resultar em redução significativa dos volumes exportados para os EUA.

    Um exemplo concreto do desequilíbrio tarifário já existente pode ser observado no setor de etanol. A tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%. Mesmo assim, o Brasil cobra das exportações de etanol dos EUA uma tarifa de 18%. Como resultado, em 2024, os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto os EUA exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil. A nova tarifa de 50% deve ampliar drasticamente essa disparidade.

    A relação comercial entre Brasil e EUA já apresentava assimetrias. 48% das exportações norte-americanas para o Brasil entram sem tarifas. Cerca de 15% dos produtos importados dos Estados Unidos estão sujeitos a alíquotas de no máximo 2%, demonstrando uma abertura significativa do mercado brasileiro aos produtos americanos.

    O agronegócio brasileiro precisará acelerar a diversificação de mercados, buscando alternativas na Ásia, Europa e outros parceiros comerciais. A China, já um grande importador de produtos agrícolas brasileiros, pode se tornar ainda mais estratégica.

    Negociações diplomáticas

    O governo brasileiro costuma buscar a mesa de negociações, como já demonstrou em outras situações. Esse deve ser o caminho. O diálogo diplomático será crucial para amenizar os impactos da medida.

    A nova tarifa entra em vigor no dia 1º de agosto e tem potencial para afetar diretamente setores fundamentais da economia brasileira, como o agronegócio, a indústria de base e os bens de consumo. Considerando que o agronegócio brasileiro registrou exportações de US$ 166,55 bilhões em 2023, uma redução nas vendas para os EUA pode impactar significativamente a balança comercial do setor.

    A tarifa de 50% anunciada por Trump representa um dos maiores desafios comerciais enfrentados pelo agronegócio brasileiro em décadas. A medida anunciada por Trump é, antes de tudo, um gesto político, mas suas consequências econômicas serão tangíveis e imediatas.

    O setor precisará se adaptar rapidamente através da diversificação de mercados, otimização de custos e intensificação das negociações diplomáticas. A capacidade de resposta do Brasil a essa crise determinará não apenas o futuro das relações comerciais bilaterais, mas também a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global.

    Reações dos exportadores

    Os exportadores de café, representados pelo Cecafé, foram um dos primeiros setores a se manifestar. Como o Brasil lidera a produção e a exportação mundial, o setor prevê impactos significativos.

     

    O diretor geral do Cecafé, Marcos Matos acredita em negociação. “O Cecafé, o Conselho de exportadores de Café do Brasil, acompanha com atenção a discussão das tarifas nos EUA. É importante mencionar que os Estados Unidos é o país mais importante em termos de consumo de café, ao redor de 24 milhões de sacas. E o Brasil é o principal fornecedor nesse mercado, com mais de 30% de market share. É sabido, sobre as tarifas de café até então, que nós tínhamos 20% no Vietnã, portanto havia caído dos 40% inicialmente anunciado para 20%, nós temos Indonésia com 30%, Nicaragua com 18%, e todos os demais países concorrentes do Brasil com 10%, e o país estava nessa faixa de 10%.”

    Apoio do setor nos Estados Unidos

    O Cecafé e seus parceiros já começaram a negociação com apoio dos parceiros. Lembrando que durante o evento, mais de 40 países estiveram presentes com representantes no Brasil, o que mostra o poder do setor e da entidade. “E agora, com essa faixa de 50%, estamos fazendo um trabalho de agenda positiva, junto com nossos parceiros, como a National Coffee Association, junto a administração Trump. É importante lembrar que o café gera muita riqueza nos EUAS. Eles importam café e agregam valor na industrialização. Para cada um dólar de café importado, são gerados quarenta e três dólares na economia americana. São 2.2 milhões de empregos e 1,2% do PIB norte americano, uma vez que são gerados 343 bilhões de dólares na economia.”

    Matos finaliza de forma otimista sua fala. “Setenta e seis por cento dos americanos tomam café. Nós temos esperança que o bom senso prevaleça. Portanto estamos numa agenda positiva esperançosos que nós tenhamos uma condição muito mais apropriada no comércio de café para os Estados Unidos.”

    Associação de Comércio Exterior do Brasil também se manifesta

    A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) reagiu com surpresa e indignação ao anúncio do aumento para 50% da tarifa de importação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Para o presidente-executivo da entidade, José Augusto de Castro, essa decisão não tem caráter econômico, mas político, embora provoque um impacto econômico de grande alcance.

    A Amcham (Câmara Americana de Comércio) manifestou “profunda preocupação” com o anúncio dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Segundo a entidade, a medida pode gerar “impactos severos” em empregos, produção, investimentos e nas cadeias produtivas integradas entre os dois países. Ao reforçar sua missão de estreitar laços empresariais entre Brasil e EUA, a Amcham apelou para que os governos retomem o diálogo e busquem uma solução negociada. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) também se posicionou, alertando para os prejuízos que essa decisão pode trazer à economia e pedindo a ampliação das negociações.

    Leia a nota da entidade:

    A Amcham Brasil manifesta profunda preocupação com a decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, com vigência a partir de 1º de agosto. Trata-se de uma medida com potencial para causar impactos severos sobre empregos, produção, investimentos e cadeias produtivas integradas entre os dois países.

    A relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos sempre se pautou pelo respeito, pela confiança mútua e pelo compromisso com o crescimento conjunto. O comércio de bens e serviços entre as duas nações é fortemente complementar e tem gerado benefícios concretos para ambos os lados, sendo superavitário para os Estados Unidos ao longo dos últimos 15 anos — com saldo de US$ 29,2 bilhões em 2024, segundo dados oficiais norte-americanos.

    A Amcham Brasil — que há mais de um século atua pelo fortalecimento dos laços econômicos entre os dois países — conclama os governos a retomarem, com urgência, um diálogo construtivo. Reiteramos a importância de uma solução negociada, fundamentada na racionalidade, previsibilidade e estabilidade, que preserve os vínculos econômicos e promova uma prosperidade compartilhada.

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  • Cecafé avalia 10º Coffee Dinner & Summit e reforça papel do Brasil no café mundial

    Cecafé avalia 10º Coffee Dinner & Summit e reforça papel do Brasil no café mundial

    O diretor geral do Cecafé, Marcos Matos, fez um balanço positivo do 10º Coffee Dinner & Summit, que reuniu 83 painelistas de diversos países entre os dias 2 e 4 de julho, em Campinas (SP). Em entrevista ao Portal Agro em Campo, ele destacou o esforço coletivo para consolidar o evento como o maior da cafeicultura mundial.

    “O sentimento é de gratidão e felicidade pelos resultados alcançados. Nós trabalhamos com afinco durante um ano e meio”, afirmou Matos, que também ressaltou a liderança do presidente do Cecafé, Márcio Cândido Ferreira, além do comitê executivo e organizador e toda a equipe da entidade. “Tivemos um trabalho muito grande e cuidadoso para escolher os painelistas, palestras técnicas, reservadas… muitas reuniões de negócio institucionais também aconteceram”, detalhou.

    Marcos Matos acredita que o Brasil, enquanto maior produtor, maior exportador e segundo maior consumidor mundial da bebida, precisa protagonizar o debate global sobre o setor. “O Brasil merece ter o maior evento da cafeicultura. E nós estamos nesse caminho”

    Entre os destaques do evento, ele mencionou a abordagem de pautas estratégicas, como as tarifas dos Estados Unidos, debatidas com grandes negociadores, e os desafios trazidos por novas regulações e mudanças climáticas. 

    E em meio aos desafios que envolvem a produção, diante de mudanças climáticas, e o consumo, com questões geopolíticas mundiais, o diretor geral do Cecafé enfatizou a importância da união da cadeia produtiva. “Quando vem novas regras e desafios climáticos, isso pega todos da mesma forma. Unidos, nós trabalhamos de uma forma muito mais inteligente”

    “Colapsar é um caminho próximo”, diz sobre o sistema portuário

    O diretor do Cecafé também chamou atenção para os desafios logísticos, considerados alarmantes. “O painel de logística trouxe muitos elementos. Foi alarmante no sentido de mostrar a realidade que nós temos. Quando falamos de logística, a gente não pode pensar em café, exclusivamente. Temos que pensar em agronegócio. São vários produtos que usam containers e o Brasil precisa continuar a crescer”. 

    Segundo ele, o sistema portuário do país está no limite da capacidade. “Colapsar é um caminho que nós estamos vendo muito próximo. Esse é um dever de casa nosso. Não depende de mercados, política tarifária dos Estados Unidos ou regulamentações da União Europeia. É uma questão nossa, um dever de casa, que temos que assumir”.

    Para debater a logística nacional, a presença do Ministério de Portos e Aeroportos no 10º Coffee Dinner & Summit foi significativa. No entanto, Marcos Matos também destaca a participação de outras lideranças, que estiveram no painel sobre política. Por exemplo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o secretário de Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli. 

    “Infraestrutura tem que estar no orçamento público, por uma questão de segurança nacional. É o futuro do crescimento econômico do Brasil. Esse é o novo desafio: trazer o parlamento, governo com seus ministérios e a cadeia produtiva como um todo. Estamos unidos em prol de melhorias”, finalizou.

  • Cecafé celebra sucesso do Coffee Dinner & Summit e projeta novos desafios para o setor

    Cecafé celebra sucesso do Coffee Dinner & Summit e projeta novos desafios para o setor

    O diretor geral do Cecafé, Marcos Matos, fez um balanço positivo do 10º Coffee Dinner & Summit, que reuniu 83 painelistas de diversos países entre os dias 2 e 4 de julho, em Campinas (SP). Em entrevista ao Portal Agro em Campo, ele destacou o esforço coletivo para consolidar o evento como o maior da cafeicultura mundial.

    “O sentimento é de gratidão e felicidade pelos resultados alcançados. Nós trabalhamos com afinco durante um ano e meio”, afirmou Matos, que também ressaltou a liderança do presidente do Cecafé, Márcio Cândido Ferreira, além do comitê executivo e organizador e toda a equipe da entidade. “Tivemos um trabalho muito grande e cuidadoso para escolher os painelistas, palestras técnicas, reservadas… muitas reuniões de negócio institucionais também aconteceram”, detalhou.

    Marcos Matos acredita que o Brasil, enquanto maior produtor, maior exportador e segundo maior consumidor mundial da bebida, precisa protagonizar o debate global sobre o setor. “O Brasil merece ter o maior evento da cafeicultura. E nós estamos nesse caminho”

    Entre os destaques do evento, ele mencionou a abordagem de pautas estratégicas, como as tarifas dos Estados Unidos, debatidas com grandes negociadores, e os desafios trazidos por novas regulações e mudanças climáticas. 

    E em meio aos desafios que envolvem a produção, diante de mudanças climáticas, e o consumo, com questões geopolíticas mundiais, o diretor geral do Cecafé enfatizou a importância da união da cadeia produtiva. “Quando vem novas regras e desafios climáticos, isso pega todos da mesma forma. Unidos, nós trabalhamos de uma forma muito mais inteligente”

    “Colapsar é um caminho próximo”, diz sobre o sistema portuário

    O diretor do Cecafé também chamou atenção para os desafios logísticos, considerados alarmantes. “O painel de logística trouxe muitos elementos. Foi alarmante no sentido de mostrar a realidade que nós temos. Quando falamos de logística, a gente não pode pensar em café, exclusivamente. Temos que pensar em agronegócio. São vários produtos que usam containers e o Brasil precisa continuar a crescer”. 

    Segundo ele, o sistema portuário do país está no limite da capacidade. “Colapsar é um caminho que nós estamos vendo muito próximo. Esse é um dever de casa nosso. Não depende de mercados, política tarifária dos Estados Unidos ou regulamentações da União Europeia. É uma questão nossa, um dever de casa, que temos que assumir”.

    Para debater a logística nacional, a presença do Ministério de Portos e Aeroportos no 10º Coffee Dinner & Summit foi significativa. No entanto, Marcos Matos também destaca a participação de outras lideranças, que estiveram no painel sobre política. Por exemplo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o secretário de Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli. 

    “Infraestrutura tem que estar no orçamento público, por uma questão de segurança nacional. É o futuro do crescimento econômico do Brasil. Esse é o novo desafio: trazer o parlamento, governo com seus ministérios e a cadeia produtiva como um todo. Estamos unidos em prol de melhorias”, finalizou.

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  • Com 35 países, Coffee Dinner & Summit reúne mil participantes para debater sustentabilidade e regulamentações

    Com 35 países, Coffee Dinner & Summit reúne mil participantes para debater sustentabilidade e regulamentações

    O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, celebrou os números expressivos da 10ª edição do Coffee Dinner & Summit, realizada em Campinas (SP). Com mil participantes, 82 painelistas e representantes de 35 países, o evento se consolidou como uma das maiores vitrines globais para a cafeicultura brasileira. 

    Em entrevista ao Portal Agro em Campo, o diretor-geral do Cecafé celebrou os resultados, mas avaliou um dos principais temas do 10º Coffee Dinner & Summit, inclusive buscados pelos participantes: os desafios e perspectivas das regulamentações internacionais. 

    “Nós temos a felicidade de ter convidado nossos amigos das organizações internacionais do café, e todos aceitaram. Estamos discutindo o que está acontecendo nesse mundo geopolítico”, afirmou Matos, citando as tarifas impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as exigências regulatórias da União Europeia.

    Marcos Matos explicou que sente uma rediscussão nas questões regulatórias, uma vez que passam por entraves que envolvem barreiras comerciais, desentendimentos, informações errôneas e outros aspectos. Mas que independente disso, o compromisso deve se manter. 

    “É uma tendência das empresas e do consumidor estarem comprometidos com os critérios sociais e ambientais. […] Nosso compromisso segue com o consumidor. Agora, as regulações, tendem a sofrer ajustes diante de tudo que a gente está vendo de tensões geopolíticas”.

    Acontecimentos pelo mundo

    Sobre a tarifa de 10% imposta ao café brasileiro nos Estados Unidos, o diretor afirmou que há um esforço concentrado para retirar o produto da lista. “Existe todo um trabalho sendo feito para que o café saia do escopo das tarifas. Hoje o Brasil está com 10% e outros países até mais que o Brasil.”

    No caso da lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR), Matos explicou que “a lei não vai ser postergada e nem tão pouco excluída do corpo jurídico, mas a gente entende que a sua implementação vai ser mais branda, mais leve, com requisitos mais corretos, com mais argumentos para se defender a sustentabilidade”. 

    Caminho da sustentabilidade

    Marcos Matos também ressaltou ainda que as regulamentações acontecem com uma via de mão dupla, com um esforço conjunto que envolve todos os elos da cadeia. “O Brasil é o maior produtor, maior exportador e segundo maior consumidor da bebida. A gente gera evidências concretas, verificáveis, validáveis e conclusivas para os nossos importadores”, finalizou.

  • Coffee Dinner & Summit: mil participantes e 35 países discutem práticas ESG e regulamentações do café em Campinas

    Coffee Dinner & Summit: mil participantes e 35 países discutem práticas ESG e regulamentações do café em Campinas

    O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, celebrou os números expressivos da 10ª edição do Coffee Dinner & Summit, realizada em Campinas (SP). Com mil participantes, 82 painelistas e representantes de 35 países, o evento se consolidou como uma das maiores vitrines globais para a cafeicultura brasileira. 

    Em entrevista ao Portal Agro em Campo, o diretor-geral do Cecafé celebrou os resultados, mas avaliou um dos principais temas do 10º Coffee Dinner & Summit, inclusive buscados pelos participantes: os desafios e perspectivas das regulamentações internacionais. 

    “Nós temos a felicidade de ter convidado nossos amigos das organizações internacionais do café, e todos aceitaram. Estamos discutindo o que está acontecendo nesse mundo geopolítico”, afirmou Matos, citando as tarifas impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as exigências regulatórias da União Europeia.

    Marcos Matos explicou que sente uma rediscussão nas questões regulatórias, uma vez que passam por entraves que envolvem barreiras comerciais, desentendimentos, informações errôneas e outros aspectos. Mas que independente disso, o compromisso deve se manter. 

    “É uma tendência das empresas e do consumidor estarem comprometidos com os critérios sociais e ambientais. […] Nosso compromisso segue com o consumidor. Agora, as regulações, tendem a sofrer ajustes diante de tudo que a gente está vendo de tensões geopolíticas”.

    Acontecimentos pelo mundo

    Sobre a tarifa de 10% imposta ao café brasileiro nos Estados Unidos, o diretor afirmou que há um esforço concentrado para retirar o produto da lista. “Existe todo um trabalho sendo feito para que o café saia do escopo das tarifas. Hoje o Brasil está com 10% e outros países até mais que o Brasil.”

    No caso da lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR), Matos explicou que “a lei não vai ser postergada e nem tão pouco excluída do corpo jurídico, mas a gente entende que a sua implementação vai ser mais branda, mais leve, com requisitos mais corretos, com mais argumentos para se defender a sustentabilidade”. 

    Caminho da sustentabilidade

    Marcos Matos também ressaltou ainda que as regulamentações acontecem com uma via de mão dupla, com um esforço conjunto que envolve todos os elos da cadeia. “O Brasil é o maior produtor, maior exportador e segundo maior consumidor da bebida. A gente gera evidências concretas, verificáveis, validáveis e conclusivas para os nossos importadores”, finalizou.

  • Cecafé e Agro em Campo celebram parceria estratégica para cobertura do 10º Coffee Dinner & Summit

    Cecafé e Agro em Campo celebram parceria estratégica para cobertura do 10º Coffee Dinner & Summit

    Em um passo importante para ampliar ainda mais o diálogo com o público do agronegócio, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) firmou uma parceria estratégica com o Agro em Campo, vertical do portal iG dedicada exclusivamente ao setor. 

    A colaboração vai garantir uma cobertura especial da décima edição do Coffee Dinner & Summit, evento de destaque na cafeicultura mundial, marcado para acontecer entre os dias 2 e 4 de julho de 2025, em Campinas (SP). Para dar ainda mais visibilidade ao projeto, já está no ar uma página exclusiva do Cecafé, no canal Agro em Campo (https://agroemcampo-homol.ig.com.br/cecafe). 

    O novo espaço digital será um repositório das principais discussões do evento e também o canal em que a cafeicultura ganhará destaque nos próximos meses.

    O Agro em Campo tem conquistado espaço como uma das vozes mais relevantes na comunicação voltada ao agronegócio brasileiro. Parte do iG — portal com mais de duas décadas de atuação no jornalismo digital —, o canal une tradição e dinamismo para entregar informação de qualidade. Essa combinação faz da plataforma um reforço estratégico para dar visibilidade a eventos do porte do Coffee Dinner & Summit.

    Mais do que apenas repercutir o evento, o objetivo da parceria é conectar o setor com diferentes públicos. O Agro em Campo aposta em uma linguagem direta, sem abrir mão da profundidade técnica, para tornar o conteúdo acessível tanto para quem já atua no campo quanto para quem quer entender melhor o universo do agro. 

    A interface leve e moderna do canal também contribui para essa aproximação, ampliando o alcance da informação e facilitando o engajamento.

    Uma década de protagonismo na cafeicultura mundial

    O 10º Coffee Dinner & Summit é um marco significativo na trajetória de um dos principais eventos da cafeicultura mundial. Com um formato renovado e mais dinâmico, distribuído em três dias consecutivos, o evento demonstra a evolução e o crescimento da iniciativa ao longo de duas décadas de realizações bem-sucedidas. A escolha de um novo local, o Royal Palm Hall, em Campinas (SP), reflete o cuidado dos organizadores em facilitar o deslocamento dos participantes e oferecer uma infraestrutura adequada ao porte do evento.

    “Nosso evento cresceu ao longo dos anos e entendemos que é necessário um local mais espaçoso, em uma cidade que facilite a questão logística dos participantes, além de ampliarmos o leque de temas de discussão diante de cenários desafiadores para todos os segmentos da cafeicultura mundial”, explica Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé.

    O tema central do evento, “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos cafés do Brasil”, não foi escolhido por acaso. Reflete as preocupações atuais do setor com as transformações nos padrões de comércio internacional, as novas exigências regulamentares e a necessidade de posicionar o café brasileiro como referência mundial em qualidade, sustentabilidade e inovação.

    Programação abrangente

    A programação do evento foi cuidadosamente estruturada para abordar todos os aspectos relevantes da cadeia produtiva cafeeira. O primeiro dia, 2 de julho, será marcado pela solenidade de abertura às 19h30, que contará com a participação de representantes dos governos federal e dos principais Estados produtores de café do Brasil. 

    Além dos representantes governamentais, estarão presentes lideranças da cadeia produtiva mundial, evidenciando o caráter internacional do evento. A programação inaugural será complementada por um coquetel de boas-vindas.

    O segundo dia, 3 de julho, concentrará a maior parte dos debates técnicos e estratégicos. Com uma programação que se estenderá das 9h30 às 18h05, o dia será estruturado em painéis temáticos que abordarão diferentes aspectos do mercado cafeeiro. 

    O painel de abertura, “CEO’s & Lideranças do agronegócio café global”, reunirá representantes de gigantes mundiais do setor como Neumann, Sucafina, ECOM, Louis Dreyfus e EISA. 

    Este encontro promete ser um dos momentos mais aguardados do evento, pois permitirá um debate direto entre os principais tomadores de decisão do mercado global sobre o cenário atual e os desafios futuros.

    A “Geopolítica Global” será tratada em um painel com lideranças dos Ministérios das Relações Exteriores (MRE) e da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e do Conselho Empresarial da América Latina, que abordarão os desafios do mercado diante dos episódios atuais relacionados a relações políticas e de poder entre os Estados.

    Um dos painéis mais relevantes para o contexto atual será o dedicado às “Organizações globais do café”, que abordará questões cruciais como o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) e as novas regras do comércio em tempos de ESG (Environmental, Social and Governance).

    Participarão deste debate autoridades da National Coffee Association (NCA) dos Estados Unidos, European Coffee Federation (ECF), British Coffee Association (BCA) do Reino Unido, Swiss Coffee Trade Association (SCTA) da Suíça, German Coffee Association da Alemanha, Organização Internacional do Café (OIC), além do próprio Cecafé.

    Também sobre o Regulamento da União Europeia, o evento contará com um “Coffee Talks” da bolsa Intercontinental Exchange (ICE), que apresentará o Serviço de Rastreabilidade de Mercadorias ICE (ICE CoT) para apoiar o comércio de cacau e café em conformidade com o EUDR.

    Sustentabilidade

    Uma inovação importante desta edição será a perspectiva feminina sobre o “Futuro da Cafeicultura Sustentável”. Este painel trará a ótica de representantes da OIC, German Coffee Association, da Embrapa e da Exportadora Guaxupé sobre a importância do emprego de práticas sustentáveis e regenerativas na cafeicultura, que já é marca na história da atividade cafeeira no Brasil.

    O encerramento do segundo dia será marcado pelo painel “Economia brasileira: o que esperar do futuro”, com a participação de representantes do Banco Central do Brasil e do Sicoob. Esta abordagem macroeconômica é essencial para contextualizar as discussões setoriais dentro do cenário econômico nacional mais amplo.

    Perspectivas de mercado e desafios logísticos

    O terceiro e último dia, 4 de julho, começará às 9h30 com discussões com o painel “Coffee market outlook”, com profissionais da Federación Nacional de Cafeteros (FNC) da Colômbia, da StoneX Financial Inc. e da Louis Dreyfus Company, que apresentarão suas considerações sobre o futuro do abastecimento do mercado cafeeiro, tornando essas perspectivas particularmente valiosas a todos os participantes da cadeia produtiva.

    A questão logística, sempre crítica para um país continental como o Brasil, será abordada no painel “Os desafios logísticos no abastecimento do café”. Participarão deste debate representantes do Cecafé, Brasil Terminal Portuário (BTP), Mediterranean Shipping do Brasil (MSC) e JDE Peet´s Brazil.

    O retorno após o almoço se dará com um “Coffee Talks” com José Luiz Tejon, uma das maiores autoridades nas áreas de marketing em agronegócio. que tratará do branding “Cafés do Brasil” em tempos de governança socioambiental.

    A dimensão política do agronegócio será contemplada no painel “Futuro do agro brasileiro”, que apresentará a visão de governadores dos principais Eestados produtores de café, deputados e senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e lideranças do Instituto Pensar Agro (IPA), com mediação do presidente do Cecafé Márcio Ferreira. Esta abordagem política é fundamental, considerando que as políticas públicas exercem influência direta sobre a competitividade e a sustentabilidade do setor cafeeiro.

    Tendências de consumo 

    O último painel do Coffee Dinner & Summit 2025 abordará as “Tendências de consumo do café”, reunindo profissionais de empresas e entidades que representam os continentes onde o produto é mais consumido.

    Participarão deste debate representantes da NCA, Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e Melitta Group. Este painel é particularmente importante porque as tendências de consumo ditam as demandas futuras do mercado, influenciando desde as variedades cultivadas até as práticas de sustentabilidade adotadas.

    O encerramento do evento será às 19h, com o jantar de gala, em um ambiente descontraído para a consolidação dos contatos estabelecidos durante os três dias de debates. Este momento informal é onde se consolidam, frequentemente, as parcerias comerciais e os acordos que movimentarão o mercado nos meses seguintes.

    A décima edição do Coffee Dinner & Summit tem a expectativa de reunir 1.200 pessoas de todos os elos da cadeia produtiva cafeeira do Brasil e do mundo. 

    “Nosso intuito é abordar o importante papel do café brasileiro e suas iniciativas no desenvolvimento sustentável, geração de renda e contribuição para o equilíbrio climático no que se refere às boas práticas e ao sequestro de carbono da atmosfera”, explica Marcos Matos. 

    “Além do aspecto socioambiental, também promoveremos uma reflexão sobre o cenário macroeconômico interno e externo, as perspectivas de mercado e os desafios logísticos globais para garantir ao Brasil a posição de principal e confiável parceiro no comércio mundial de café”, complementa.

    Participação e oportunidades de patrocínio

    Para empresas interessadas em associar sua marca a um dos maiores eventos da cafeicultura mundial, o Cecafé disponibiliza informações sobre patrocínio através do contato [email protected]. 

    As pessoas interessadas em participar dos três dias de Summit, do coquetel de abertura ou do jantar de gala podem adquirir seus convites e mesas através da plataforma https://app.jalanlive.com/coffeedinner2025/home. A diversidade de opções de participação permite que diferentes perfis de interessados encontrem a modalidade mais adequada às suas necessidades e objetivos.

    Serviço e informações adicionais

    O 10º Coffee Dinner & Summit será realizado de 2 a 4 de julho de 2025, no Royal Palm Hall, em Campinas (SP). Para mais informações, o site oficial do evento (https://coffeedinner.com.br/).

    A parceria entre o Cecafé e o Agro em Campo para a cobertura deste evento representa mais do que uma simples colaboração editorial; simboliza o compromisso de ambas as organizações com a transparência, a qualidade da informação e o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. Através desta iniciativa, o público terá acesso privilegiado aos debates, insights e decisões que moldarão o futuro da cafeicultura brasileira e mundial nos próximos anos.

    Patrocinadores e apoio

    A 10ª edição do Coffee Dinner & Summit caminha para se tornar histórica com o suporte vindo dos patrocínios “Diamante”, do Grupo Tristão; “Ouro”, de Sicoob, StoneX, Cooxupé / SMC, ICE, e LIV Logística / Porto Seco Sul de Minas; e “Prata”, de Bayer, ofi e Serasa Experian.

    O evento conta com o apoio internacional da British Coffee Association (BCA), European Coffee Federation (ECF), German Coffee Association (Deutscher Kaffeeverband – DKV), International Coffee Organization (ICO), National Coffee Association (NCA) e Swiss Coffee Trade Association (SCTA).

    Como apoiadores nacionais, o 10º Coffee Dinner & Summit conta com as Associações Brasileiras da Indústria de Café Solúvel (Abics) e de Cafés Especiais (BSCA), a Associação Comercial de Santos (ACS), os Centros do Comércio de Café de Minas Gerais (CCCMG) e de Vitória (CCCV), o Conselho Nacional do Café (CNC) e o Museu do Café.