Tag: março

  • Cesta básica fica mais cara em março nas 27 capitais, apesar da queda em três itens essenciais

    Cesta básica fica mais cara em março nas 27 capitais, apesar da queda em três itens essenciais

    A cesta básica de alimentos ficou mais cara em março em todas as 27 capitais brasileiras, mesmo com a queda nos preços de açúcar, café e óleo de soja, os três produtos com maior recuo no período. Os dados constam da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

    Foto gerada por IA

    Os três produtos acumulam quedas de preço desde janeiro. O açúcar ficou mais barato em 19 cidades, com os maiores recuos em Goiânia (-4,91%), Curitiba (-4,70%) e Belo Horizonte (-4,52%). Mesmo em período de entressafra, a projeção de oferta elevada, sustentada pela alta produção no Brasil, na Tailândia e na Índia, pressiona os preços do produto para baixo no varejo.

    O café em pó recuou em 17 capitais. Rio de Janeiro (-3,16%) e Belo Horizonte (-2,55%) registraram as maiores quedas. Segundo a Superintendência de Gestão da Oferta (Sugof) da Conab, a expectativa de safra recorde no Brasil e de boa colheita no Vietnã no ciclo 2025/26 influencia as cotações nas bolsas internacionais e, por consequência, no mercado doméstico.

    O óleo de soja caiu em 16 das 27 capitais analisadas. Rio Branco liderou o recuo, com queda de 2,78%. A safra recorde da soja intensifica a oferta da oleaginosa no mercado, o que pressiona os preços no varejo.

    Tomate, batata e feijão puxam a alta

    Apesar da queda nesses três itens, outros produtos pressionaram o custo total da cesta para cima. Manaus registrou a maior alta entre as capitais (7,42%), seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%).

    O tomate subiu em todas as cidades. A variação ficou entre 0,72%, em São Luís, e 46,92%, em Maceió. A menor oferta e perdas na colheita provocadas pelas chuvas explicam as altas.

    As chuvas também afetaram a colheita da batata, reduzindo a oferta do tubérculo. Nas cidades do Centro-Sul, onde o produto compõe a cesta básica, os preços subiram entre 5,54%, em Belo Horizonte, e 22,24%, em Vitória.

    O feijão avançou em todas as praças analisadas, com variações entre 1,68%, em Curitiba, e 21,48%, em Belém. Dificuldades na colheita, redução da área plantada na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra explicam a pressão sobre o preço da leguminosa.

  • Carne bovina mantém preços elevados em março

    Carne bovina mantém preços elevados em março

    Os preços da carne bovina seguem elevados em março no atacado da Grande São Paulo. As exportações aquecidas sustentam o mercado, enquanto a oferta interna permanece limitada. Além disso, a carne bovina mostra comportamento diferente das proteínas concorrentes. Os preços de suínos e frango caem ao longo do mês.

    A carcaça casada bovina mantém firmeza mesmo durante a Quaresma. Nesse período, o consumo de carne bovina costuma recuar no mercado interno. Ainda assim, a proteína bovina resiste à maior competitividade das carnes substitutas. Esse cenário reforça a sustentação dos preços no atacado paulista.

    Segundo o Cepea, o mercado de suínos enfrenta pressão de oferta elevada. A produção supera o consumo e reduz os preços no setor. Como resultado, os produtores de suínos operam com margens mais apertadas.
    Os custos elevados também dificultam a recuperação da rentabilidade.

    Por outro lado, o mercado de frango segue em queda contínua. A oferta abundante e a demanda interna fraca pressionam as cotações. Na parcial de 27 de fevereiro a 24 de março, o Cepea aponta estabilidade na carne bovina. Enquanto isso, a carcaça suína recua 1,54% no período analisado. Além disso, o frango resfriado registra queda expressiva de 6,35% no mês.

  • Exportações de carne suína crescem 26,6% em março

    Exportações de carne suína crescem 26,6% em março

    As exportações brasileiras de carne suína encerraram março com forte crescimento. Segundo a ABPA, os embarques somaram 116,3 mil toneladas. O volume representa alta de 26,6% em comparação com o mesmo mês de 2024.

    Receita cambial

    Além do aumento no volume, a receita cambial também subiu de forma expressiva. O setor arrecadou US$ 278 milhões, valor 44,2% superior ao registrado em março do ano passado, que foi de US$ 192,8 milhões. Em geral, no acumulado do primeiro trimestre de 2025, o Brasil exportou 336,8 mil toneladas de carne suína. Em resumo, esse total é 16,4% maior que as 289,4 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2024.

    A receita no trimestre também cresceu. As vendas internacionais geraram US$ 789 milhões, superando em 32% os US$ 597,7 milhões do primeiro trimestre do ano passado.

    Principais destinos

    Entre os principais destinos de março, as Filipinas lideraram com 27 mil toneladas embarcadas. O volume representa alta de 85% na comparação anual. Ao mesmo tempo, outros mercados com destaque foram:

    • China: 14,1 mil toneladas (queda de 27,3%)

    • Hong Kong: 12,5 mil toneladas (alta de 68,2%)

    • Japão: 9,8 mil toneladas (alta de 83,4%)

    • Chile: 8,4 mil toneladas (alta de 12,7%)

    • Singapura: 6 mil toneladas (alta de 23,6%)

    • Uruguai: 5,2 mil toneladas (alta de 55,9%)

    • México: 4,6 mil toneladas (mercado recém-aberto)

    • Argentina: 4,5 mil toneladas (alta de 504%)

    • Libéria: 2,3 mil toneladas (alta de 710,2%)

    Estados exportadores

    Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança com 58,5 mil toneladas embarcadas. O volume representa crescimento de 8,6% em relação a março de 2024.

    Na sequência, aparecem:

    • Rio Grande do Sul: 25,3 mil toneladas (alta de 35,2%)

    • Paraná: 19,4 mil toneladas (alta de 90,8%)

    • Mato Grosso: 3 mil toneladas (alta de 25,7%)

    • Minas Gerais: 2,8 mil toneladas (alta de 81,7%)

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avaliou o desempenho como um sinal de força do setor.
    “Praticamente todos os mercados importadores de carne suína registraram alta expressiva em volumes no mês de março”, destacou. Ele também ressaltou a importância da diversificação dos destinos. “Esse cenário deve sustentar as projeções positivas para o setor em 2025”, afirmou.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Soja: tarifas reforçam queda nas cotações internacionais

    + Agro em Campo: México registra primeiro caso humano de gripe aviária H5N1

  • Açúcar: entrega em março impulsiona volatilidade no mercado

    Açúcar: entrega em março impulsiona volatilidade no mercado

    O mercado de açúcar registrou uma entrega recorde de 1,7 milhão de toneladas em março, superando as expectativas e impulsionando a volatilidade nos preços. Apesar do relatório da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) vir em linha com as projeções, fatores externos e a antecipação do vencimento do contrato de março influenciaram o cenário.

    O Centro-Sul moeu apenas 245 mil toneladas de cana, produzindo 7 mil toneladas de açúcar e 381 milhões de litros de etanol. São volumes menores que em 2023/24, típicos da entressafra. Segundo Luciano Rodrigues, diretor da UNICA, a maior produção de etanol, tanto de cana quanto de milho, reduz os riscos de oferta no mercado interno. Portanto, reforçando a projeção de uma safra açucareira robusta em 2025/26. E indicando uma possível tendência de queda nos preços do açúcar no médio prazo.

    De acordo com Lívea Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, a volatilidade da semana passada foi causada pela antecipação do vencimento do contrato de março e por um cenário externo adverso, com queda no complexo energético e um dólar mais forte.

    O contrato de maio deve ser monitorado de perto. A oferta no Brasil ficou mais restrita e deve continuar a diminuir com o fim da entressafra. A produção de açúcar na Índia e na Tailândia está abaixo das expectativas, o que ajuda a sustentar os preços no curto prazo.

    Índia e Tailândia

    A produção de açúcar na Índia está 14% abaixo da temporada passada (total de 21,9Mt até 28 de fevereiro). Isso que pode resultar em um déficit global maior para 2024/25. Na Tailândia, a expectativa de produção foi revisada para 10,5Mt devido a condições climáticas adversas, limitando suas exportações.

    O início da safra do Centro-Sul brasileiro pode ser lento ou sofrer atrasos, oferecendo suporte ao contrato de maio. No entanto, se a demanda estiver confortável em esperar a próxima safra brasileira, essa recuperação nos preços pode ser mais lenta. Por exemplo, a Indonésia ainda não decidiu quando importará os 200kt aprovados, enquanto dados da China mostram que as importações, até dezembro do ano passado, caíram 36% para o açúcar e 24% se incluídas estimativas de xarope e contrabando.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: RS: pesquisadores encontram híbrido natural de butiazeiro com frutos gigantes
    + Agro em Campo: Começa o plantio do trigo safrinha no Brasil Central

  • Chuvas intensas em março devem impactar o agronegócio

    Chuvas intensas em março devem impactar o agronegócio

    A previsão climática para março indica chuvas concentradas em grande parte da Região Norte e em áreas do Centro-Oeste e Sul. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os volumes podem ultrapassar 300 mm, favorecendo algumas culturas e dificultando outras operações no campo.

    Chuvas e impacto nas culturas agrícolas

    A previsão indica que na Região Norte, a expectativa é de chuvas acima da média, exceto no Tocantins e em Rondônia, onde os volumes devem ser inferiores à climatologia. Por outro lado, no Nordeste, apenas o norte do Maranhão deve registrar chuvas acima da média, enquanto o restante da região terá volumes reduzidos, especialmente no nordeste da Bahia, Sergipe e Alagoas, onde não devem ultrapassar 160 mm.

    No Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas ficarão próximas ou abaixo da média, com exceção do nordeste e sudoeste do Mato Grosso, onde os acumulados podem superar 250 mm. No Sul, a previsão indica volumes menores, mas o norte do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina podem registrar chuvas acima de 130 mm.

    As chuvas regulares na Região Norte e no norte e oeste do Nordeste devem favorecer os cultivos da primeira e segunda safras. No centro-leste da Bahia, a umidade do solo tende a reduzir, mas o tempo seco beneficiará a colheita. No Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas serão mal distribuídas, podendo prejudicar a colheita no Mato Grosso. Mesmo com a redução das chuvas em relação a fevereiro, a umidade no solo deve sustentar as lavouras de primeira e segunda safras.

    Na Região Sul, as chuvas abaixo da média podem reduzir a umidade no solo, impactando lavouras tardias no Rio Grande do Sul e Paraná. No entanto, nas demais áreas, os volumes de chuva serão suficientes para o desenvolvimento das culturas em diferentes estágios.

    Temperaturas acima da média

    As temperaturas devem superar a média histórica no Sudeste, Centro-Oeste, Sul e interior do Nordeste, podendo ultrapassar 24°C. No Norte, leste do Nordeste e partes do Mato Grosso, os termômetros ficarão dentro da normalidade.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Safrinha: estratégias para proteger o solo e aumentar a produtividade