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  • GWM quebra recordes, BYD entra no Top 10 e agronegócio vira novo front da eletrificação

    GWM quebra recordes, BYD entra no Top 10 e agronegócio vira novo front da eletrificação

    Março de 2026 ficará marcado na história do mercado automotivo brasileiro. Pela primeira vez, um carro totalmente elétrico entrou no top 10 dos modelos mais vendidos do país, o BYD Dolphin Mini. Ao mesmo tempo, a GWM registrou seu melhor resultado mensal desde o início das operações no Brasil. Os dois eventos, juntos, sinalizam que a eletrificação deixou de ser nicho e se tornou força motriz do setor, inclusive no agronegócio.

    Dolphin Mini. Foto: Divulgação BYD

    O mercado automotivo brasileiro registrou forte crescimento em março de 2026, com 257,8 mil automóveis e comerciais leves emplacados, avanço de 39,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Dentro desse cenário aquecido, os veículos eletrificados foram os grandes protagonistas da virada.

    BYD domina elétricos urbanos  e mira SUVs

    O BYD Dolphin Mini consolidou a liderança absoluta entre os veículos eletrificados em março, com 7.053 emplacamentos. Um volume 5.200 unidades acima do segundo elétrico puro da lista, o próprio Dolphin. O resultado histórico coloca a montadora chinesa em posição dominante: cinco modelos da BYD figuraram entre os dez mais vendidos do segmento eletrificado, incluindo Song Pro, Song Plus e o sedã King.

    No segmento de SUVs eletrificados, a disputa também ferve. O BYD Song Pro registrou 3.064 emplacamentos no mês, no segmento de híbridos plug-in, enquanto o Song Plus garantiu a quarta colocação no ranking de eletrificados, com 1.990 registros. O BYD Yuan Plus, por sua vez, consolidou sua posição como o SUV 100% elétrico mais vendido do país em 2026, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

    Outros competidores também avançam. O Toyota Yaris Cross estreou com força e ocupou a quinta posição geral entre os eletrificados, com 1.890 unidades vendidas em março, superando nomes tradicionais da própria marca como o Corolla Cross. Já o Omoda 5 registrou 1.579 emplacamentos, consolidando a sétima posição e mostrando que o design e a proposta da nova marca atraem o público local.

    GWM lidera híbridos e quebra dois recordes históricos

    Nesse cenário de acirrada competição, a GWM também escreveu sua própria história. A montadora emplacou 6.598 veículos em março, o melhor resultado desde o início de suas operações no país, em abril de 2023. Um crescimento de 215% sobre março de 2025, muito acima dos 15,1% do mercado total no mesmo período. No primeiro trimestre, a empresa acumulou 15.903 unidades, alta de 137,7% em relação ao ano anterior.

    O Haval H6 manteve a segunda posição no ranking geral de eletrificados, com 3.318 unidades em março, divididas entre as versões híbrida convencional, plug-in e a configuração esportiva GT. O modelo encabeça o ranking de híbridos à frente do BYD Song Pro (1.987) e do Fiat Fastback (1.820). Vale lembrar que, em 2025 inteiro, o Haval H6 foi o híbrido mais vendido do Brasil, com 28.016 unidades registradas. Seguido pelo BYD Song Pro, com 22.536, e o BYD Song Plus, com 16.694.

    Haval H9 x Hilux SW4

    O marco mais emblemático do mês, porém, veio do Haval H9. O SUV da GWM superou pela primeira vez o Hilux SW4 no segmento de SUVs grandes, com 1.170 unidades vendidas ante 1.118 do produto da Toyota. Uma diferença de apenas 52 unidades, mas histórico. O resultado é recorde para o modelo, lançado há apenas seis meses. Além do H9, o Tank 300 ficou em terceiro lugar na categoria, com 906 unidades, e o Wey 07 fechou o top 5 com 216 emplacamentos.

    O desempenho elevou a GWM à 12ª posição no ranking geral de montadoras em março, superando Ford, Citroën, Ram, Mitsubishi e Peugeot. Em março de 2024, a empresa ocupava a 14ª colocação.

    “Alcançar nosso melhor resultado histórico no Brasil em tão pouco tempo de operação demonstra a consistência do nosso plano estratégico. E um portfólio alinhado às expectativas do mercado brasileiro”, afirma Diego Fernandes, COO da GWM Brasil.

    SUVs eletrificados invadem o agronegócio

    Se nos centros urbanos a briga pelo mercado de SUVs eletrificados já é intensa, no campo o movimento acaba de começar. E a GWM quer sair na frente. A montadora marca presença na Tecnoshow Comigo 2026, uma das maiores feiras de tecnologia rural do país e a principal do Centro-Oeste, que acontece de 6 a 10 de abril, em Rio Verde (GO).

    Foto: Divulgação GWM

    O estande da GWM na feira vai além da exposição tradicional: em parceria com o Grupo Navesa, responsável pelas concessionárias da marca em Goiás, a empresa monta uma pista off-road exclusiva onde o público testa os veículos em obstáculos reais. A aposta principal para o produtor rural é a Poer P30, picape média que combina tração 4×4, capacidade para terrenos irregulares e tecnologia embarcada. E que, com apenas seis meses de mercado, já estreou no top 5 da sua categoria, com 677 emplacamentos em março, à frente de rivais como Fiat Titano (581), Ram Dakota (378), Nissan Frontier (306) e Volkswagen Amarok (123).

    “O público do agronegócio busca veículos que entregam robustez, confiabilidade e versatilidade em qualquer terreno. Nosso portfólio 4×4 foi pensado para atender a essa demanda com tecnologia e desempenho. Seja no trabalho ou no uso diário”, afirma Alexandre Oliveira, Diretor de Vendas e Desenvolvimento de Rede da GWM Brasil.

    O mercado que não para de crescer

    O avanço dos veículos eletrificados no ranking geral aponta uma mudança importante no mercado brasileiro. A busca por eficiência, economia e inovação começa a influenciar diretamente a decisão de compra. E essa dinâmica deve intensificar as disputas nos próximos rankings, com competição cada vez mais acirrada entre tecnologias e categorias.

    Com BYD dominando os elétricos urbanos, GWM liderando os híbridos e ambas mirando o agronegócio, 2026 promete ser o ano em que a eletrificação dos SUVs deixa de ser tendência para se tornar regra no Brasil.

  • Frete caro interrompe queda do preço do frango em março

    Frete caro interrompe queda do preço do frango em março

    Os preços da carne de frango reagiram no fim de março, após quedas desde o início de 2026. Segundo pesquisadores do Cepea, o aumento dos fretes impulsionou a alta recente.

    O conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e encareceu o diesel no Brasil. Com isso, as indústrias de frango de corte repassaram os custos logísticos ao mercado.

    O levantamento do Cepea indica forte alta nos preços entre 24 e 31 de março. Ou seja, praticamente todos os produtos acompanhados pelo Centro de Pesquisas registraram valorização no período.

    No atacado de São Paulo, o frango congelado reduziu perdas acumuladas ao longo do mês. O produto chegou a cair 6,2% até 19 de março, porém encerrou o mês com leve recuo de 0,3%.

    Ainda assim, o mercado registrou tendência de baixa durante o primeiro trimestre deste ano. O descompasso entre oferta e demanda interna pressionou as cotações no período. Entre janeiro e março, o frango inteiro congelado no atacado da Grande São Paulo acumulou queda de 9,4%.