Em um ato de heroísmo que emocionou passageiros e tripulação, um cão foi resgatado da água por tripulantes da balsa FB-25 durante a travessia entre São Sebastião e Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. O resgate ocorreu por volta das 9h deste sábado (5), demonstrando a eficiência e a prontidão das equipes da Coordenadoria de Travessias da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) do Estado de São Paulo.
A embarcação, sob o comando de Dilceu da Rocha Coutinho, interrompeu sua rota ao avistar o animal lutando para se manter à tona. O marinheiro Eduardo dos Santos mergulhou nas águas para realizar o resgate, que durou cerca de cinco minutos. Após o resgate, a tripulação e os passageiros aqueceram o cão e ofereceram cuidados básicos, enquanto ele ainda demonstrava sinais de susto.
Adoção imediata
Em um gesto emocionante, uma família que viajava na balsa decidiu adotar o cão imediatamente. Moradores de Ilhabela, eles garantiram que o animal receberá todos os cuidados necessários. Após o resgate, a balsa retomou sua viagem sem contratempos e atracou no destino por volta das 9h20.
O subsecretário de Logística e Transportes, Denis Gerage Amorim, destacou a importância da ação rápida em situações de emergência: “Nossa prioridade é a segurança de todos, inclusive daqueles que não podem pedir ajuda. Ficamos felizes com o desfecho e reforçamos nosso compromisso com a vida, em qualquer circunstância.”
Este caso reforça a responsabilidade humana no cuidado com os animais e a preparação das equipes da Coordenadoria de Travessias para lidar com situações inesperadas.
Pescadores da região de Caiçara do Norte, no Rio Grande do Norte, flagraram uma tromba d’água no mar aberto, um fenômeno meteorológico que causa fascínio e preocupação devido à sua aparência impressionante. Mas o que é exatamente uma tromba d’água?
Uma tromba d’água é um tornado que se forma sobre uma superfície líquida, como o mar, rios ou lagos. Ela se caracteriza por uma coluna de ar giratória que captura umidade da superfície da água, formando um funil visível que conecta a água ao céu. Embora pareça assustadora, a maioria das trombas d’água é mais fraca do que os tornados terrestres e geralmente não causa grandes destruições.
As trombas d’água se formam quando ventos quentes e frios se encontram sobre a superfície da água, criando uma linha de convergência que pode gerar um vórtice. Esse fenômeno é mais comum em regiões tropicais, mas também pode ocorrer em zonas temperadas. Os ventos dentro da tromba podem atingir velocidades de até 100 km/h, o que pode ser perigoso para embarcações menores.
É perigoso?
O maior risco associado às trombas d’água é para as embarcações, que podem ser desviadas de rota ou danificadas pelos ventos fortes. No entanto, ao contrário dos tornados terrestres, as trombas d’água geralmente se dissipam ao se aproximar da costa. Portanto, não representando um perigo significativo para a população em terra.
O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, está à frente de um projeto inovador para viabilizar a produção de camarões marinhos em água salinizada, longe do oceano. Em parceria com empresas privadas e com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag), o objetivo é criar uma alternativa sustentável e economicamente viável para os produtores aquícolas.
A pesquisa está sendo realizada em Jaguariúna, interior de São Paulo, utilizando uma estrutura que simula as condições reais do cultivo. A tecnologia envolve a salinização artificial da água, replicando os sais presentes no ambiente marinho: cloreto, sódio, cálcio, potássio, sulfato e magnésio. Embora a salinidade específica não seja essencial para os camarões marinhos — que precisam desses sais — essa abordagem permite produzir em regiões distantes do litoral.
Desafios e vantagens
O grande desafio está na densidade de estocagem: alcançar altas densidades é crucial para tornar o cultivo economicamente viável. O pesquisador Fábio Sussel trabalha com até 300 camarões por metro cúbico. As vantagens incluem a possibilidade de produzir em áreas interioranas sem pressionar ecossistemas costeiros e ampliar oportunidades econômicas para pequenos produtores.
Fábio Sussel, pesquisador responsável pelo projeto
Além disso, o cultivo controlado permite um manejo eficiente da qualidade da água e alimentação dos animais. O uso exclusivo de água captada da chuva sem descarte ao meio ambiente destaca ainda mais sua sustentabilidade.
Perspectivas
“O maior desafio é lidar com patógenos em alta densidade”, afirma Sussel. “No entanto, isso não difere dos desafios enfrentados globalmente na carcinicultura.” Para superá-los estão sendo desenvolvidos protocolos específicos visando equilibrar produtividade e sanidade animal.
Com essa iniciativa inovadora no setor aquícola brasileiro — principalmente no estado mais consumidor como São Paulo — há expectativas significativas tanto econômicas quanto ambientais para fortalecer essa cadeia produtiva localmente enquanto se reduzem impactos nos ecossistemas costeiros tradicionais.
Durante o verão, as praias lotam, e com isso muita gente acaba encontrando animais na areia como siris e carangueijos, além de seres “estranhos”, como a bolacha-do-mar.
Também conhecida como “ouriço-do-mar achatado”, é uma criatura fascinante encontrada em ambientes marinhos costeiros ao redor do mundo. Além de sua aparência única e simetria perfeita, esse equinodermo desempenha um papel essencial nos ecossistemas marinhos e apresenta um potencial de aproveitamento comercial que desperta interesse crescente.
A bolacha-do-mar (classe Echinoidea, subclasse Clypeasteroida) é um organismo marinho pertencente ao filo dos equinodermos, que também inclui estrelas-do-mar e pepinos-do-mar. Caracteriza-se pelo corpo achatado e redondo, coberto por uma carapaça calcária com pequenos espinhos que ajudam na locomoção pelo substrato. Vivendo em águas rasas, geralmente em fundos arenosos, ela se alimenta de partículas orgânicas e pequenos organismos presentes no sedimento.
Esses animais têm uma vida discreta, mas desempenham funções importantes na manutenção dos ecossistemas marinhos. Entre suas espécies mais conhecidas estão a Mellita quinquiesperforata, comum no Atlântico Ocidental, e Dendraster excentricus, encontrada na costa do Pacífico da América do Norte.
A utilidade das bolachas-do-mar na natureza
Bolachas-do-mar são agentes fundamentais na ciclagem de nutrientes dos ecossistemas marinhos. Ao se alimentarem de matéria orgânica presente no substrato, ajudam a limpar o leito oceânico, promovendo a saúde do ambiente. Além disso, funcionam como presas para diversas espécies de peixes, aves marinhas e outros predadores, contribuindo para a dinâmica das cadeias alimentares.
A bolacha-do-mar com a concha virada para cima.
Sua presença também favorece a oxigenação do sedimento marinho, essencial para a sobrevivência de organismos bentônicos. Assim, as bolachas-do-mar ajudam a equilibrar os ecossistemas costeiros, muitos dos quais enfrentam pressões crescentes devido à poluição e à exploração humana.
Potencial comercial
Embora ainda não exista uma produção profissional em larga escala dessas criaturas, as bolachas-do-mar possuem valor comercial em setores específicos. Seus esqueletos calcários são frequentemente coletados para decoração, artesanato e coleções. Em algumas regiões, elas também são utilizadas em projetos educativos, ajudando a promover a conscientização ambiental e o estudo dos ecossistemas marinhos.
No entanto, é importante ressaltar que a coleta indiscriminada de bolachas-do-mar pode trazer impactos negativos ao meio ambiente, reduzindo populações locais e afetando a biodiversidade. Por isso, iniciativas sustentáveis de coleta ou cultivo em cativeiro poderiam ser exploradas para atender à demanda sem prejudicar os habitats naturais.
Sustentabilidade
Projetos de pesquisa sobre a criação de bolachas-do-mar em ambientes controlados estão ganhando espaço. O cultivo dessas espécies pode se tornar uma solução para evitar o esgotamento de populações naturais, enquanto atende às demandas comerciais e incentiva o uso consciente dos recursos marinhos. Além disso, campanhas de educação ambiental que destacam a relevância ecológica da bolacha-do-mar ajudam a sensibilizar o público sobre a importância da conservação marinha.
Bolachas-do-mar são agentes fundamentais na ciclagem de nutrientes dos ecossistemas marinhos.
As bolachas-do-mar representam um exemplo fascinante de como a biodiversidade marinha pode oferecer tanto benefícios ecológicos quanto oportunidades comerciais. Por sua relevância no equilíbrio dos ecossistemas costeiros, esses organismos merecem atenção especial, tanto por parte de cientistas quanto de empreendedores. Ao investir em práticas sustentáveis de exploração, é possível conciliar conservação ambiental com o desenvolvimento econômico, assegurando que as bolachas-do-mar continuem a desempenhar seu papel vital nos oceanos e além.