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  • Alta global de fertilizantes aperta o bolso do produtor rural brasileiro

    Alta global de fertilizantes aperta o bolso do produtor rural brasileiro

    A forte demanda internacional por fertilizantes mantém os preços em patamares elevados no início de 2026, pressionando o custo de produção no campo e reduzindo o poder de compra do agricultor brasileiro. Dados da consultoria StoneX mostram uma piora significativa nas relações de troca, obrigando os produtores a desembolsar mais sacas de grãos para adquirir a mesma quantidade de insumos.

    Atualmente, o agricultor precisa vender cerca de 36 sacas de milho para comprar uma tonelada de uréia. Um aumento de cinco sacas em relação a janeiro. No caso da soja, a situação se repete: são necessárias quase 29 sacas para adquirir uma tonelada de MAP, também cinco sacas a mais que no começo do ano.

    Fatores globais que sustentam os preços

    O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, explica que o movimento reflete a valorização dos fertilizantes no mercado internacional. “Os principais países consumidores se preparam para a temporada de adubação da primavera no Hemisfério Norte. Este movimento sustenta os preços e impacta diretamente o Brasil”, destaca.

    Dois gigantes influenciam fortemente o mercado:

    • Estados Unidos: buscam garantir estoques para as aplicações da primavera, aumentando a demanda.
    • China: amplia suas compras internas e reduz o volume de exportações, restringindo a oferta global.

    Outro agente crucial é a Índia, que realiza grandes licitações de compra de ureia. “A expectativa de novas compras indianas reforçou a percepção de um mercado firme”, completa Pernías.

    Cautela e incerteza no mercado doméstico

    No Brasil, com o fim da janela de compra para a safrinha e um longo intervalo até a safra 2026/27 de soja, os produtores adotam postura cautelosa e tendem a adiar decisões, na esperança de condições mais favoráveis.

    No entanto, o analista da StoneX faz um alerta: não há garantias de melhora significativa no curto prazo. “A demanda norte-americana e chinesa pode perder força em algum momento, mas o apetite comprador do Brasil e da Índia tende a crescer ao longo do ano. Isso pode continuar sustentando os preços”, avalia Pernías.

    O cenário indica que os agricultores brasileiros continuarão enfrentando um ambiente de decisões complexas e custos elevados com fertilizantes. Pelo menos durante os primeiros meses de 2026.

  • Preço do fertilizante MAP cai 10% em sete semanas

    Preço do fertilizante MAP cai 10% em sete semanas

    Após sete semanas consecutivas de queda, o preço do fertilizante fosfatado MAP (fosfato monoamônico) acumulou recuo de 10% nos portos do Brasil. Os dados são da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

    Essa redução devolve parte da valorização de cerca de 15% registrada entre o início do ano e setembro, mas seu impacto no setor agrícola brasileiro será limitado no curto prazo.

    A valorização do MAP no primeiro semestre pressionou as relações de troca com soja, milho e outras commodities agrícolas, obrigando produtores a buscar alternativas mais baratas.

    As importações de fertilizantes SSP (superfosfato simples) e NP (nitrogênio e fósforo) cresceram 18% e 50%, respectivamente. Portanto, compensando a queda de 22% nas compras de MAP, que somaram 2,5 milhões de toneladas até setembro.

    Ajustes do mercado refletem cautela dos importadores

    Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, destaca que importadores adotam estratégias para equilibrar custo e risco, atentos à volatilidade cambial e internacional. “Mesmo com preços mais baixos, a postura de cautela deve continuar no setor”, afirma.

    Como a maior parte das compras para a safra atual já foi concluída, os produtores pouco se beneficiarão da recente queda. Se a tendência de preço seguir em baixa, 2026 poderá ter relações de troca mais vantajosas e aumento da demanda por MAP.

  • Alta da amônia e do enxofre ameaça custo da produção agrícola no Brasil

    Alta da amônia e do enxofre ameaça custo da produção agrícola no Brasil

    O mercado de fertilizantes enfrenta um novo período de turbulência e custos ascendentes. Os preços da amônia e do enxofre, dois insumos críticos para a produção de fertilizantes, dispararam nas últimas semanas, elevando os custos de produção e desafiam a competitividade da indústria e dos agricultores brasileiros.

    De acordo com o mais recente relatório da StoneX, empresa global de análise de mercado, a situação é crítica. Na Europa, a amônia anota 14 semanas seguidas de valorização.

    No Brasil, o cenário não é diferente: o preço do enxofre nos portos nacionais superou a marca de US$ 300 por tonelada, um patamar não visto desde 2022, no auge dos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

    Em entrevista, o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, explica que, embora a alta não se reflita imediatamente no preço final dos fertilizantes, a pressão sobre a cadeia é significativa. “Com relações de troca já nos piores patamares dos últimos anos, esse cenário representa mais um desafio para a indústria e é profundamente preocupante para os agricultores”, afirmou Pernías.

    O que está por trás da alta dos preços?

    A escalada dos preços tem origens distintas, porém convergentes. No caso da amônia, o movimento é impulsionado por uma oferta global mais apertada. Paralisações em fábricas, manutenções programadas e cortes no fornecimento de gás natural em países produtores restringiram a disponibilidade do produto no mercado internacional.

    Já a valorização do enxofre é alimentada por uma demanda internacional aquecida. Este insumo é vital para a produção de SSP, ácido sulfúrico e ácido fosfórico – essencial para fertilizantes fosfatados populares como MAP e DAP. “Com o interesse comprador aquecido, as cotações avançaram na China e no Brasil”, pontuou o analista.

    Impactos e previsões para o mercado de fertilizantes

    O cenário de custos elevados cria um ambiente de incerteza. Pernías alerta que os preços altos da amônia e do enxofre podem reduzir a competitividade de fabricantes que já enfrentam desafios estruturais ou que têm menor capacidade de repassar os custos.

    “Este movimento pode limitar recuos mais fortes nas cotações dos fertilizantes. Os custos elevados reduzem a disposição dos produtores em cortar preços, sob o risco de comprimir ainda mais suas margens”, concluiu o especialista.

  • Preços dos fertilizantes fosfatados disparam e pressionam agricultores 

    Preços dos fertilizantes fosfatados disparam e pressionam agricultores 

    A alta dos preços dos fertilizantes fosfatados está pressionando o mercado global e complicando o planejamento para a safra 2025/2026. Com oferta limitada e demanda aquecida, os compradores enfrentam um dos cenários mais desafiadores dos últimos anos.

    No Brasil, a situação preocupa. O país depende fortemente de importações para suprir sua demanda interna. E os principais fornecedores, como China e Marrocos, estão reduzindo volumes exportados.

    Índia puxa demanda, e preços seguem firmes

    A Índia, com estoques baixos, tem buscado ativamente fertilizantes no mercado internacional. Apesar da insatisfação com os valores elevados, os importadores indianos são obrigados a absorver os custos.

    “Isso sustenta a pressão altista nos preços globais”, afirma Tomás Pernías, analista da StoneX. Segundo ele, a relação de troca entre grãos e MAP está entre as piores da última década.

    China restringe exportações e afeta o Brasil

    A China, um dos maiores fornecedores, tem priorizado o abastecimento interno. A medida reduz a oferta global e mantém os preços em patamares elevados.

    “Essa política impacta diretamente o Brasil, que já sofre com a escassez”, destaca Pernías. Dados mostram que o MAP acumula alta de 20% em 2025, chegando aos níveis de 2022, durante a guerra Rússia-Ucrânia.

    Os custos de produção de soja, milho e algodão já estavam altos. Com fertilizantes mais caros, a margem dos produtores fica ainda mais apertada.

    “É uma notícia negativa para a próxima safra”, conclui o analista. O cenário exige estratégias eficientes para evitar prejuízos no campo.

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